Tecnologia
China libera ecossistema open source de robôs humanoides — indústria brasileira de automação deve mapear riscos e parcerias
· Clara Lin
Veículos elétricos e bateriasEletrônicos e máquinas
Pesquisadores chineses divulgaram o BRIDGE, um ecossistema totalmente open source para robôs humanoides, com hardware, software e dados de treinamento. Para o Brasil, isso sinaliza uma aceleração global na automação industrial e de serviços, pressionando a indústria local a avaliar parcerias e ri...
Um grupo de universidades e institutos de pesquisa da China publicou o BRIDGE, descrito como o primeiro 'ecossistema totalmente open source' para robôs humanoides. A iniciativa, que inclui o robô G1 OmniXtreme com 96,36% de precisão em tarefas, disponibiliza hardware, software e dados de treinamento. Para o Brasil, o movimento não é uma notícia distante: ele acirra a corrida global pela automação, setor no qual o país é grande importador de robôs industriais, mas tem participação mínima na cadeia de inovação.
A publicação do BRIDGE, detalhada em um artigo científico e em um site dedicado, representa um marco na estratégia chinesa de dominar a próxima geração de automação. O ecossistema é composto por três pilares: o robô de referência G1 OmniXtreme, o algoritmo de aprendizado FlowMimic e o conjunto de dados OpenBridge. O projeto, que envolve instituições como a CMU (Carnegie Mellon University, nos EUA) e parceiros chineses, busca padronizar o desenvolvimento de robôs humanoides, reduzindo custos e acelerando a inovação. Os dados mostram que o BRIDGE alcançou uma pontuação de 'human-likeness' (similaridade humana) de 0,5252, superior a outros modelos como o Toddy (0,3883), indicando um avanço técnico significativo. O robô G1 OmniXtreme, com 88 centímetros de altura, é capaz de realizar tarefas complexas com alta precisão, e o sistema FlowMimic permite que operadores controlem o robô remotamente usando um headset VR, coletando dados de demonstração para treinar o algoritmo.
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