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China eleva padrões de colisão lateral e segurança de baterias — montadoras brasileiras sob pressão para se adaptar

· Clara Lin
Veículos elétricos e bateriasInfraestrutura e construção

A partir de 1º de julho, a China implementa as normas mais rigorosas em 20 anos para colisões laterais e segurança de baterias de veículos elétricos, com impacto direto sobre montadoras e fornecedores brasileiros que exportam ou operam no mercado chinês.

Por que isso importa

A nova norma chinesa de colisão lateral (GB 20071), com aumento de 47% na massa de impacto (950 kg para 1.400 kg), e as regras de segurança para baterias (GB 38031) que proíbem fogo/explosão em fuga térmica, afetam diretamente montadoras chinesas no Brasil como BYD (Camaçari-BA) e Great Wall Motors (Iracemápolis-SP), além dos importadores de veículos elétricos. Custos de reengenharia podem elevar preços em 5% a 10% para modelos como BYD Dolphin e GWM Ora 03, impactando o mercado brasileiro de veículos elétricos.

O que fazer

Entre em contato com o Inmetro para verificar se novas certificações serão exigidas para veículos chineses importados ou montados no Brasil; consulte o ComexStat para analisar o volume de importação de veículos elétricos chineses (NCM 8703) e projetar impacto nos custos; reúna-se com a equipe jurídica para revisar contratos com fornecedores chineses de baterias (CATL, BYD Battery) e avaliar cláusulas de conformidade com a GB 38031.

Janela de tempo

As normas entram em vigor a partir de 1º de julho de 2025, com adaptação técnica necessária já nos próximos meses para veículos em produção ou importação.

No dia 1º de julho, a China colocará em vigor um pacote de novas normas nacionais de segurança veicular, incluindo a atualização mais severa dos últimos 20 anos para testes de colisão lateral. A massa do carro de impacto lateral salta de 950 kg para 1.400 kg, simulando colisões com veículos maiores e mais pesados. Paralelamente, as normas obrigatórias para veículos elétricos e baterias de tração elevam o critério de fuga térmica para "sem ignição, sem explosão", e instituem o desligamento de emergência físico com um toque, substituindo o controle por software. Para o Brasil, que importa veículos chineses e abriga fábricas de montadoras como BYD e Great Wall Motors, a mudança representa um novo patamar de exigência técnica e regulatória. O Centro de Pesquisa e Tecnologia Automotiva da China (CATARC) detalhou que a nova norma de colisão lateral (GB 20071) eleva a massa do carro de impacto de 950 kg para 1.400 kg, um aumento de 47%. Isso significa que os veículos vendidos na China precisarão resistir a impactos laterais mais severos, simulando colisões com SUVs e picapes, cada vez mais comuns no mercado chinês. A partir de 1º de julho, também entram em vigor as normas GB 18384 (Requisitos de Segurança para Veículos Elétricos) e GB 38031 (Requisitos de Segurança para Baterias de Tração). A principal novidade é que, em caso de fuga térmica — o temido "thermal runaway" que pode causar incêndios — a bateria não pode pegar fogo nem explodir. Além disso, o desligamento de emergência passa a ser físico, com um botão que corta a corrente mecanicamente, eliminando a dependência de sistemas de software que podem falhar. O impacto direto chega ao Brasil por dois canais. Primeiro, montadoras chinesas como BYD e Great Wall Motors já produzem ou planejam produzir veículos elétricos no Brasil — a BYD em Camaçari (BA) e a Great Wall em Iracemápolis (SP). Esses veículos, se exportados para a China ou se seguirem os padrões chineses de segurança, precisarão atender às novas normas. Segundo, o Brasil importa veículos chineses montados — em 2024, a China foi o segundo maior fornecedor de automóveis ao Brasil, atrás apenas da Argentina. Modelos como o BYD Dolphin e o GWM Ora 03, que já circulam no mercado brasileiro, terão que ser reavaliados tecnicamente para manter a certificação de segurança. Na leitura do CBI, os dados mostram que a China está elevando o padrão de segurança veicular de forma consistente, após anos de crescimento acelerado das vendas de veículos elétricos. A nova exigência de bateria "sem ignição, sem explosão" é um marco regulatório global — nenhum outro grande mercado automotivo adotou critério tão rigoroso. A avaliação do CBI é que isso pressionará toda a cadeia de fornecedores de baterias, incluindo a CATL e a BYD Battery, que dominam o mercado chinês e também fornecem para montadoras brasileiras. Para o Brasil, o risco é de dupla exposição: veículos importados da China podem precisar de adaptações técnicas, elevando custos; e veículos produzidos localmente por chinesas terão que incorporar as novas exigências desde o projeto, o que pode atrasar cronogramas de lançamento. O que acompanhar: (1) A reação do Inmetro e do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) brasileiro, que podem adotar normas similares ou exigir certificações adicionais para veículos chineses; (2) Os próximos recalls ou campanhas de atualização de software que montadoras como BYD e GWM podem anunciar no Brasil para alinhar-se aos novos padrões; (3) A evolução dos preços dos veículos elétricos importados da China, que podem subir entre 5% e 10% para cobrir custos de reengenharia e certificação.

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