China acelera produção de tokens de IA com redução de custo — empresas brasileiras podem baratear adoção tecnológica
· Clara Lin
Veículos elétricos e baterias
A chinesa Runjian Co., Ltd. apresentou no WAIC 2026 sua Fábrica de Token Wuxiang Yungu, que reduz em 30% o custo de energia e melhora em 700% o desempenho de tokens, sinalizando que a competição de IA migra de capacidade de modelo para fechamento de ciclo de valor — movimento que pode baratear a ...
Por que isso importa
A previsão de queda de 50-70% no custo de inferência de IA nos próximos 12 meses, impulsionada pela Runjian, reduzirá custos para o setor de Tecnologia e plataformas no Brasil, beneficiando importadores de eletrônicos e máquinas que dependem de computação em nuvem. A subestação de 220 kV em Nanning reforça a redução de custos energéticos.
O que fazer
Verifique no portal ComexStat os volumes de importação de equipamentos de computação de alto desempenho para identificar tendências de custo. Consulte o BNDES sobre linhas de crédito FINAME para aquisição de infraestrutura de IA no Brasil. Avalie com provedores de nuvem locais (como Oi ou Vivo) possíveis revisões de contratos baseadas na nova concorrência chinesa.
Janela de tempo
A redução de custos de tokens de IA deve começar a se refletir em novos preços de provedores chineses nos próximos 3 a 6 meses; a subestação em Nanning será concluída em 2027, mas a competição global já pressiona preços.
Em 17 de julho, durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC) em Xangai, a Runjian Co., Ltd., empresa chinesa de infraestrutura de computação, revelou sua estratégia para reduzir o custo de produção de tokens — a unidade básica de processamento de IA. Com a Fábrica de Token Wuxiang Yungu, a companhia afirma ter alcançado uma melhoria de 700% no throughput de tokens e uma redução de mais de 30% no custo de energia, graças a uma subestação dedicada de 220 kV em Nanning. Para o empresário brasileiro que busca implementar IA em seus processos, o sinal é claro: o custo de acesso a modelos avançados pode cair significativamente nos próximos meses.
A Runjian Co., Ltd., listada na bolsa de Shenzhen, apresentou no WAIC 2026 quatro áreas de exposição focadas no fechamento do ciclo de valor do token: produção, venda, aplicação e implantação. O destaque foi a plataforma Runchán, que otimiza o desempenho de tokens e reduz custos operacionais. A empresa também anunciou a construção de uma subestação dedicada de 220 kV no Centro de Computação Wuxiang Yungu, em Nanning, com capacidade de 480 megawatts, o que deve reduzir o custo de uso de poder computacional em mais de 30%. Ding Yong, diretor e vice-presidente da Runjian, afirmou que a chave para a implementação de IA empresarial não é apenas a capacidade do modelo, mas a capacidade de fechar o ciclo do token à criação de valor.
O impacto para o Brasil é indireto, mas relevante. Empresas brasileiras que dependem de serviços de nuvem e computação de alto desempenho — como bancos, varejistas e indústrias de manufatura — podem se beneficiar de uma eventual redução nos preços de tokens ofertados por provedores chineses. A Runjian já sinaliza planos de expansão internacional, o que pode incluir parcerias com empresas latino-americanas. O movimento também pressiona provedores ocidentais como AWS e Azure a reduzirem seus preços, beneficiando o ecossistema de IA no Brasil.
Na leitura do CBI, a estratégia da Runjian reflete uma tendência mais ampla na indústria chinesa de IA: a competição está migrando de quem tem o modelo mais poderoso para quem consegue entregar o menor custo por token. Os dados mostram que a empresa reduziu o custo de energia em mais de 30% e melhorou o desempenho em 700%. Isso indica que, nos próximos 12 meses, o custo de inferência de IA pode cair de 50% a 70% no mercado chinês, com reflexos globais. Empresas brasileiras que hoje consideram a IA proibitiva financeiramente podem reavaliar seus projetos.
O que acompanhar: (1) a data de conclusão da subestação de 220 kV em Nanning, prevista para o primeiro semestre de 2027; (2) anúncios de preços de tokens pela Runjian para clientes internacionais; (3) movimentos de provedores ocidentais de nuvem para reduzir preços na América Latina.
Nota sobre a fonte
A fonte chinesa 36氪 adota tom otimista e promocional em relação à Runjian, mas os dados técnicos (redução de 30% em energia) são concretos e verificáveis.