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Zoop正式获收单牌照,瞄准2000亿雷亚尔交易额

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Zoop vira adquirente para atender marketplaces sob nova regra do BC

iFood旗下金融科技公司Zoop正式以收单机构身份运营,直接对接卡组织,以应对巴西央行第522号决议对市场平台的新合规要求。

iFood旗下的嵌入式金融公司Zoop已正式以收单机构(adquirente)身份运营,与卡组织建立直接连接。此前该公司已作为子收单机构、支付机构和Pix直接参与方开展业务。Zoop首席执行官Cesario Martins表示,成为收单机构可为依赖其处理关键金融业务的大型生态系统提供更多安全与治理保障。

iFood将成为Zoop自有收单架构的首个客户。Zoop支付总监兼iFood Pago总监Thais Redondo表示,公司打算将这一架构扩展至其他客户。目前Zoop服务超过50个账户,包括iFood、Olist、Banco Cora、Banco Jota、TOTVS、Itaú、Nubank和Conta Azul,过去12个月总交易额(TPV)为1550亿雷亚尔,目标是达到2000亿雷亚尔。

此举的背景是巴西央行2025年11月发布的第522号决议,该决议修改了巴西支付系统(SPB)内支付安排集中风险管理的规则,并对子收单机构和承担该职能的市场平台等参与方规定了新责任。据Cesario介绍,新规要求市场平台在结算时只流转属于自身业务的资金;卡组织则在制定风险管理标准和参与者担保要求方面承担更多责任。

Cesario描述了两种合规路径:一是市场平台使用支付拆分(split),在受监管环境中完成结算并仅保留自身业务相关金额;二是Zoop作为收单机构,市场平台可继续作为子收单机构,在受监管账户内使用Zoop的架构。Zoop初期重点面向市场平台,客户包括Decolar、Sympla、OLX和iFood本身。公司还瞄准银行、金融科技公司和ERP企业,这些客户中不少作为子收单机构,因“子收单机构之下不能再有子收单机构”的规则而无法使用Tap to Pay等产品,Zoop取得收单资质后这一障碍不再存在。

Zoop将继续以多收单机构模式运营,自有架构作为现有合作伙伴之外的又一处理选项。Thais表示,目标是组合所有可能性以提高批准率和稳定性,这需要建立fallback机制,按客户需求在自有收单和合作收单之间分流。她称直接对接卡组织减少了中间环节,使Zoop在创新上拥有更多自主权。

Zoop的收单产品在人工智能代理辅助下开发。Thais称,公司用卡组织手册和文档建立知识库,结合自身需开发的授权、结算等协议来指导AI代理,使收单业务在六个月内上线,而传统上至少需要三倍时间。她还表示,Zoop将成为巴西首家获得ISO 20022标准认证的收单机构,而市场上其他参与者仍在使用传统的ISO 8583标准。

Cesario还提到将推出代理式支付解决方案,使AI代理能够代客户完成购买。他表示,Zoop的竞争策略不是打价格战,而是提供技术和差异化产品。

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金融支付合规巴西科技
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Zoop vira adquirente para atender marketplaces sob nova regra do BC

Fintech Zoop passa a operar como adquirente | Crédito: Divulgação A Zoop , empresa do iFood especializada em finanças embarcadas (embedded finance), passa a operar oficialmente como adquirente. A companhia, que já atuava como subadquirente, instituição de pagamento e participante direto do Pix, agora tem conexão direta com as bandeiras de cartão, ampliando seu papel na cadeia de processamento de pagamentos. Segundo Cesario Martins, CEO da Zoop , tornar-se adquirente oferece mais segurança a grandes ecossistemas que dependem da empresa para operações críticas, como serviços financeiros. “O cliente precisa ter muita tranquilidade em relação à segurança e à governança, sabendo que vai estar na mesa quando houver mudanças na regulamentação. Quando você é um grande ecossistema, precisa ter um parceiro com estrutura para ajudar em decisões complexas”, afirma. O iFood será o primeiro cliente da adquirência própria da Zoop . De acordo com Thais Redondo, diretora de Pagamentos da Zoop e do iFood Pago, a intenção é estender o uso da estrutura aos demais clientes da empresa. Atualmente, a fintech atende mais de 50 contas, entre elas iFood, Olist, Banco Cora, Banco Jota, TOTVS, Itaú, Nubank e Conta Azul . Nos últimos 12 meses, a Zoop registrou R$ 155 bilhões em volume total transacionado (TPV). A empresa continuará operando como multiadquirente, com a estrutura própria como mais uma alternativa de processamento ao lado dos parceiros atuais. A meta é alcançar R$ 200 bilhões em TPV, objetivo que pretende atingir “com inovação, fazendo diferente”. Resolução 522 O movimento da Zoop tem como pano de fundo a Resolução 522 do Banco Central (BC) , publicada em novembro de 2025, que altera as regras para o gerenciamento centralizado de riscos nos arranjos de pagamento integrantes do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). A norma também estabelece novas responsabilidades para os participantes desses arranjos, incluindo subcredenciadores e marketplaces que atuam nessa função. De acordo com Cesario, o BC tem elevado as exigências de governança em várias frentes, tendo a Resolução 522 como um dos exemplos. Para os marketplaces, explica o CEO, a mudança exige uma reorganização dos fluxos financeiros para que, na liquidação, movimentem apenas os valores que pertencem ao próprio negócio. Já as bandeiras passam a ter mais responsabilidades na definição dos critérios de gerenciamento de riscos e de exigência de garantias dos participantes do arranjo. Esse cenário afeta o próprio iFood , que, segundo Cesario, tinha uma subadquirente própria para o marketplace e vê essa arquitetura mudar. “Muitos clientes marketplaces precisam de uma solução, porque percebem que, do jeito que estava antes, vão ter que mudar. Quem é o parceiro forte, que entende bem de marketplace e consegue dar uma solução que se sustente?”, questiona o executivo. Ele descreve dois caminhos. No primeiro, já oferecido pela Zoop por ser uma instituição de pagamento regulada, o marketplace utiliza o split de pagamentos (divisão do valor das transações entre os envolvidos), realiza a liquidação e mantém apenas os valores relacionados ao próprio negócio. O restante da operação ocorre em ambiente regulado. No segundo, com a Zoop atuando como adquirente, o marketplace pode continuar como subadquirente e utilizar a estrutura da empresa dentro de uma conta regulada, o que, segundo Cesario, permite adequar a operação às novas regras. Quem a Zoop quer atender O foco inicial são os marketplaces. Cesario cita Decolar, Sympla, OLX e o próprio iFood entre os clientes desse segmento. Segundo ele, a empresa se organizou ao longo do ano para que os marketplaces do grupo se adequassem à regulamentação. Ele define a estratégia como “inovação de dentro para fora”: as soluções são construídas primeiro para o ecossistema do iFood e, depois de amadurecidas, viram produto de prateleira. A Zoop também mira bancos, fintechs e ERPs, suas três principais verticais de atuação. Muitos desses clientes atuam como subadquirentes e, pela regra de que não pode haver um “sub de sub”, não podiam contratar produtos como o Tap to Pay, um dos principais da empresa. Com a Zoop na posição de adquirente, essa barreira deixa de existir. Cesario afirma que a estratégia não passa por competir por preço. “A gente não faz mais do mesmo. Não é o nosso jogo brigar por taxa. A gente traz tecnologia, traz coisas diferentes”, diz. Velocidade de inovação e pagamentos agênticos Segundo Cesario, o primeiro impacto esperado é a tranquilidade dos grandes clientes diante de mudanças regulatórias. O segundo é a velocidade na criação de produtos. Com conexão direta às bandeiras, a Zoop elimina um intermediário e, de acordo com o CEO, pode lançar inovações sem depender de uma terceira empresa. Ele também menciona o lançamento de uma solução de pagamentos agênticos , que dá a agentes de IA a habilidade de comprar em nome do cliente. A lógica, segundo ele, é que esses agentes devem passar a fazer compras em marketplaces como iFood e Decolar , que precisam se adequar à regulamentação e estar preparados para vender a eles. “Somos um parceiro que não fala só de regulamentação, mas avenidas de crescimento para ajudar nossos clientes”, pontua. Multiadquirência e performance A decisão de manter a operação multiadquirente tem como objetivo melhorar a performance. “A adquirência própria amplia as nossas alternativas de processamento, mas não vamos abandonar os parceiros com quem operamos hoje. O objetivo é combinar todas as possibilidades para melhorar a taxa de aprovação e a estabilidade”, explica Thais. O modelo exige uma operação estruturada em fallback, que redireciona o fluxo entre adquirentes. Os fluxos são direcionados para a adquirência própria ou para as parceiras de acordo com as necessidades e o perfil de cada cliente. Segundo a executiva, isso resulta em melhor índice de aprovação, controle operacional e segurança. Thais acrescenta que a conexão direta com as bandeiras reduz o número de intermediários e dá à Zoop mais autonomia para inovar. “Não vou depender da velocidade e do roadmap dos parceiros com quem estou conectada. Diretamente, a gente consegue priorizar essa estratégia e trazer mais velocidade de inovação”, diz. Adquirente construída com IA O produto de adquirência foi desenvolvido com o apoio de agentes de inteligência artificial. Thais afirma que a Zoop trabalha em conjunto com as bandeiras para se tornar a adquirente mais moderna do Brasil e que o uso de IA acelerou o desenvolvimento da operação. “Conseguimos colocar de pé a adquirência em seis meses, o que tradicionalmente leva pelo menos três vezes mais”, diz. Para isso, a empresa criou uma base de conhecimento com os manuais e documentos das bandeiras. Combinado aos protocolos que a Zoop precisa desenvolver, como os de autorização e liquidação, esse material orienta os agentes de IA que apoiam o time de tecnologia na construção de cada etapa. As ferramentas também são usadas em outras frentes, como gestão, dashboards de acompanhamento e construção de fluxos e integrações. Outro diferencial apontado por Thais é a adoção da ISO 20022, padrão internacional de mensagens financeiras que permite transmitir dados mais ricos e estruturados. A executiva afirma que a Zoop será a primeira adquirente do Brasil certificada nesse padrão. Segundo ela, outros players do mercado ainda operam com a ISO 8583, tradicionalmente usada em mensagens de transações com cartões. A empresa afirma que a mudança permitirá modernizar a comunicação entre os participantes do fluxo de pagamentos.

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