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Zamp首席信息安全官警告:不懂流程就上AI等于自动化混乱

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Empresas correm o risco de automatizar o caos com inteligência artificial, alerta CISO da Zamp

Zamp首席信息安全官Wellington Capitani在Cyber Security Summit 2026期间接受TI Inside采访时警告,企业在未深入了解业务流程的情况下快速部署人工智能,可能把原有混乱一并自动化。

Zamp首席信息安全官Wellington Capitani在Cyber Security Summit 2026期间接受TI Inside采访时表示,企业若对拟自动化的流程了解不足,快速引入人工智能只会「自动化混乱」;他主张安全团队从创新初期就介入,并重新审视安全团队与预算的配置方式。

Capitani指出,人工智能在企业内的扩张已不再集中于IT部门,法务、财务等业务单元自行开发应用,使安全需要从项目一开始就嵌入,并扩大对风险的可见性。他将这一思路与「shift left」概念联系起来,但强调其落地不取决于工具,而取决于安全部门在整个创新周期中的位置——「shift left不是关于技术,而是关于我们处在什么位置」。

他还主张安全人员与业务部门建立更紧密的关系,风险决策不能脱离运营需求和项目团队目标单独作出。在这一模式下,Business Information Security Officer(BISO)的角色更重要,负责在信息安全与业务单元之间牵线,把运营需求转化为保护要求。

创新分散化也令安全团队规模和预算的制定标准受到质疑。传统上部分企业按技术架构确定安全团队规模与预算,而生成式AI扩散后,各部门不再完全依赖IT即可开发解决方案和自动化流程。Capitani认为,需要跟进的项目数量在增长,保护团队却未必按比例扩张,他举例说,一名安全架构师很难同时跟进多个业务单元并行开发的项目。Zamp面临的主要障碍正是团队能力与创新项目数量之间的关系。

在投资回报方面,Capitani提到网络安全负责人需要为投资辩护并向业务证明价值,而AI项目在一些组织中仍享有较大的试验空间,即使财务结果尚不清晰。他认为问题不在技术能力,而在难以证明所开发应用的价值;这也涉及运营成本控制,尤其是按token消费计费的生成式AI方案,缺乏跟踪的试验性项目可能产生超出预期的支出。他表示,衡量结果的困难不仅存在于安全人员,也存在于负责落地AI的领导层。

谈到零售运营的规模,Capitani称Zamp约有1600家餐厅,计入加盟店约2600家。在此环境下,一个软件上线或系统变更可同时影响数百家门店,放大故障后果。他说信息安全传统上以保密性、完整性和可用性为支柱,而在零售运营中可用性尤为重要:系统不可用会令门店无法营业并立即造成财务损失。因此基础设施与安全决策需要数据和运营影响理解支撑。他还区分了试验性AI项目与直接支撑运营的系统所涉风险:前者可在规模化前调整,关键环境中的故障则可能立即影响营收。

Capitani认为,信息安全转型也要求领导层画像变化:技术知识仍必要,但已不足以支撑一个需要谈投资、懂流程、参与战略决策的部门,沟通与跨部门关系等行为技能愈发重要,团队组建应兼顾技术专才与协作、解决问题能力强者。随着AI技术演进,安全人员还需持续学习新兴概念与架构,以便评估风险并与实施团队对话。他建议安全同行加强经验交流,尤其是在争取预算和与领导层沟通方面;对业务高管,他的首要建议是在加速自动化之前先加深对流程的了解,否则追求效率与理解待改造活动之间的失衡,可能让实施速度放大而非解决既有问题。

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Empresas correm o risco de automatizar o caos com inteligência artificial, alerta CISO da Zamp

A expansão da inteligência artificial nas empresas está criando um novo desafio para a segurança da informação: acompanhar as iniciativas tecnológicas que já não estão concentradas exclusivamente nos departamentos de TI. Com áreas como jurídico, financeiro e outras unidades de negócio desenvolvendo suas próprias aplicações, cresce a necessidade de integrar a segurança desde o início dos projetos, ampliar a visibilidade sobre os riscos e compreender os processos que serão automatizados. Para Wellington Capitani, CISO da Zamp, um dos principais problemas está na velocidade com que as organizações buscam implementar novas tecnologias sem necessariamente conhecer, em profundidade, os processos envolvidos. Durante entrevista à TI Inside no Cyber Security Summit 2026, o executivo destacou que a inovação precisa avançar acompanhada de informações que permitam avaliar seus impactos e orientar as decisões das lideranças. https://youtu.be/69gYzTbNr7c “Quando a gente não conhece esses processos o suficiente para saber como automatizá-los de maneira eficiente, a gente automatiza o caos”, afirmou. A segurança precisa participar desde o início da inovação Na Zamp, a estratégia de segurança da informação busca acompanhar as iniciativas de inteligência artificial desde suas etapas iniciais. Segundo o executivo, a participação antecipada permite identificar riscos e estabelecer controles antes que as aplicações avancem para fases em que as mudanças se tornam mais complexas. Essa abordagem está relacionada ao conceito de shift left, que propõe antecipar atividades de segurança no ciclo de desenvolvimento e inovação. Para Wellington, sua aplicação vai além da adoção de ferramentas e depende do posicionamento da área dentro da organização. “O shift left não é sobre tecnologia, é sobre o local onde nós estamos posicionados dentro de todo o ciclo de inovação”, explicou. O executivo também defende uma relação mais próxima entre os profissionais de segurança e as áreas de negócio. Na sua avaliação, as decisões sobre riscos não podem ser tomadas de forma isolada, sem considerar as necessidades operacionais e os objetivos das equipes responsáveis pelos projetos. Nesse modelo, ganha relevância o papel do Business Information Security Officer (BISO), profissional que atua como ligação entre a segurança da informação e as unidades de negócio. A função contribui para traduzir necessidades operacionais em requisitos de proteção, permitindo que as decisões sejam construídas de maneira conjunta. A expansão da IA exige rever equipes e orçamentos A descentralização da inovação também coloca em discussão os critérios utilizados para dimensionar equipes e investimentos em segurança da informação. Tradicionalmente, parte das organizações estabelece o tamanho das equipes de segurança e seus respectivos orçamentos com base na estrutura de tecnologia. Com a disseminação da IA generativa, diferentes departamentos passaram a desenvolver soluções e automatizações sem depender exclusivamente da TI. Na avaliação de Wellington, esse movimento exige uma revisão dos parâmetros adotados pelas empresas, uma vez que o volume de iniciativas que precisam de acompanhamento cresce sem necessariamente provocar uma expansão proporcional das equipes responsáveis pela proteção. O executivo cita como exemplo a dificuldade de um único arquiteto de segurança acompanhar projetos desenvolvidos simultaneamente por diferentes unidades de negócio.  A principal barreira enfrentada pela Zamp, segundo ele, está justamente na relação entre a capacidade das equipes e a quantidade de iniciativas de inovação. O desafio não é apenas participar dos projetos, mas garantir que a segurança esteja envolvida no momento adequado para contribuir com as decisões. O retorno sobre investimento em IA também precisa ser demonstrado Outro ponto levantado pelo CISO é a diferença entre as exigências de retorno sobre investimento aplicadas à segurança da informação e às iniciativas de inteligência artificial. Enquanto os responsáveis pela cibersegurança precisam justificar investimentos e demonstrar seu valor para o negócio, projetos de IA ainda encontram, em algumas organizações, maior flexibilidade para experimentação, mesmo quando seus resultados financeiros não estão claramente definidos. Para Wellington, a discussão não está na capacidade da tecnologia, mas na dificuldade de demonstrar o valor das aplicações desenvolvidas. Essa questão também envolve o controle dos custos operacionais, especialmente em soluções que utilizam modelos de IA generativa e são cobradas conforme o consumo de tokens. Sem o acompanhamento adequado, as iniciativas experimentais podem gerar despesas superiores às previstas. O executivo avalia que a dificuldade de mensurar resultados não é exclusiva dos profissionais de segurança, mas também está presente entre as lideranças responsáveis pela implementação da inteligência artificial. A disponibilidade é prioridade em uma operação de milhares de restaurantes No varejo, os impactos de uma decisão tecnológica precisam ser avaliados considerando a escala da operação. A Zamp possui aproximadamente 1.600 restaurantes em sua operação e cerca de 2.600 unidades quando considerados os franqueados, segundo os números apresentados pelo executivo. Nesse ambiente, a implementação de um software ou a alteração de um sistema pode atingir simultaneamente centenas de unidades, ampliando as consequências de eventuais falhas. Wellington explica que, embora a segurança da informação seja tradicionalmente estruturada sobre os pilares de confidencialidade, integridade e disponibilidade, o último assume especial relevância em operações de varejo. A indisponibilidade de um sistema pode impedir o funcionamento de uma loja e provocar perdas financeiras imediatas. Por isso, as decisões relacionadas à infraestrutura e à segurança precisam ser sustentadas por dados e por uma compreensão dos impactos operacionais. O executivo também diferencia os riscos envolvidos em iniciativas experimentais de IA daqueles associados aos sistemas que sustentam diretamente a operação. Enquanto determinados projetos de inovação permitem ajustes antes de sua adoção em escala, as falhas em ambientes críticos podem comprometer imediatamente o faturamento. O CISO precisa combinar conhecimento técnico e visão de negócio Além dos desafios tecnológicos e financeiros, a transformação da segurança da informação exige mudanças no perfil das lideranças. Para Wellington, o conhecimento técnico continua necessário, mas já não é suficiente para conduzir uma área que precisa negociar investimentos, compreender processos e participar de decisões estratégicas. Nesse processo, competências comportamentais, capacidade de comunicação e relacionamento com outras áreas ganham importância. O executivo destaca que a formação de equipes deve considerar tanto profissionais com conhecimentos técnicos especializados quanto aqueles com habilidades de colaboração e resolução de problemas. O aprendizado contínuo também se tornou uma exigência. Com a evolução das tecnologias de inteligência artificial, os profissionais de segurança precisam compreender conceitos e arquiteturas emergentes para avaliar riscos e dialogar com as equipes responsáveis pelas implementações. Wellington reforçou a importância da troca de experiências entre profissionais de segurança, especialmente diante de desafios relacionados à defesa de orçamentos e à comunicação com as lideranças. Para os executivos de negócio, sua principal recomendação é aprofundar o conhecimento sobre os processos antes de acelerar sua automação. A preocupação, segundo ele, está no desequilíbrio entre a busca por produtividade e o entendimento das atividades que a tecnologia pretende transformar. Sem essa compreensão, a velocidade de implementação pode ampliar os problemas existentes em vez de solucioná-los.

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