← 返回巴西资讯
巴西资讯中国科技平台

Vacinas chinesas perdem 70% do valor de mercado — oportunidade para farmacêuticas brasileiras?

分享

O setor de vacinas da China, que já foi considerado o mais seguro do mercado farmacêutico, sofreu um colapso de receita e valor de mercado entre 2023 e 2025.

为什么值得关注

Setor de vacinas chinês perde 70% da receita em dois anos; Butantan e Fiocruz podem renegociar contratos de insumos e tecnologia com fornecedores chineses em 2026.

As 11 empresas de vacinas listadas na bolsa de Xangai (A-share) somam hoje cerca de 160 bilhões de yuans em valor de mercado — menos da metade dos 350 bilhões que a líder Zhifei Biological alcançou no auge. A receita total do setor caiu de 74,6 bilhões de yuans em 2023 para 22,1 bilhões em 2025, uma retração de 70%. O movimento, impulsionado pelo fim da pandemia e pela guerra de preços na vacina contra HPV, redesenha a cadeia global de imunizantes. No Brasil, o impacto chega via importação de insumos farmacêuticos e negociações de transferência de tecnologia com fabricantes como o Butantan e a Fiocruz.

O setor de vacinas chinês, que já foi o ativo de maior 'certeza' da indústria farmacêutica, vive um recuo profundo. Dados compilados pelo portal Po Jian Bio mostram que as 11 empresas de vacinas listadas na A-share tiveram receita conjunta de 22,1 bilhões de yuans em 2025 — o equivalente a 72% do registrado em 2020 e menos de um terço do pico de 74,6 bilhões em 2023. O valor de mercado somado dessas companhias caiu para cerca de 160 bilhões de yuans (aproximadamente USD 22 bilhões), contra os mais de 350 bilhões de yuans que a Zhifei Biological sozinha valia no auge. A líder do setor, Wantai Biological, viu sua receita despencar 83,7% entre 2022 e 2025, para 1,8 bilhão de yuans; a Zhifei recuou 83,1% no mesmo período, para 8,9 bilhões de yuans.

Por que isso chega ao Brasil? A China é hoje uma das principais fornecedoras de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) e de vacinas para o mercado brasileiro. O Instituto Butantan e a Fiocruz mantêm acordos de transferência de tecnologia e de fornecimento com fabricantes chineses — a CoronaVac, desenvolvida pelo Butantan em parceria com a Sinovac, é o exemplo mais visível. Com o setor chinês em crise e buscando receita externa, empresas como CanSino, Walvax e Kangtai tendem a intensificar a oferta de produtos e de parcerias para o exterior. Para a ANVISA, isso significa maior volume de pedidos de registro e de certificação de boas práticas de fabricação; para o Ministério da Saúde, abre espaço para renegociar preços de imunizantes e de insumos. O impacto direto é indireto, via pressão de preços e maior oferta de tecnologia.

Os dados mostram que a queda não foi generalizada: CanSino, Kangtai, Olymvax e Kanghua tiveram crescimento de receita em 2025 em relação a 2020. Na leitura do CBI, isso indica que o setor chinês não está encolhendo como um todo, mas passando por uma reestruturação: empresas com pipeline inovador e produtos fora do segmento de HPV — como vacinas contra pneumonia, herpes-zóster e febre aftosa — ganham espaço. Para o Brasil, o risco é de concentração excessiva em poucos fornecedores chineses, o que pode elevar a dependência em caso de nova crise sanitária. A oportunidade está em usar o momento de baixa para negociar acordos de longo prazo com cláusulas de transferência tecnológica e de fornecimento contínuo.

O que acompanhar: primeiro, a publicação dos balanços do primeiro trimestre de 2026 das empresas chinesas de vacinas, que deve confirmar se a queda de receita estabilizou ou continua; segundo, os editais de compra de imunizantes do Ministério da Saúde para 2026, que podem refletir preços mais baixos de fornecedores chineses; terceiro, a movimentação da ANVISA em relação a novos registros de vacinas de fabricantes chineses, especialmente para o segmento de HPV e de pneumonia.

这条资讯对你有帮助吗?

信息概要

类型
Tendência setorial
方向
中国
分类
科技平台
层级
编辑整理
影响谁
Importadores brasileirosInstituições financeirasResponsáveis por compliance
话题
投资中国科技

觉得有价值?

分享给需要了解巴西市场的朋友

帮助更多中国企业看懂巴西,做成生意

China Brazil Insight · 看懂巴西,做成生意

更多专题研究见 研究中心