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STJ主席收紧联邦法院预付款管控,违规签发须5天内退款

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Presidente do STJ endurece controle sobre precatórios na Justiça Federal após Gilmar apontar irregularidades

巴西高等司法法院兼联邦司法委员会主席萨洛芒6日决定收紧联邦司法系统预付款制度,要求法院立即采取紧急措施,并提议修改签发规则;此前Master银行所有者试图影响糖醇行业预付款判决,涉案律师费合同金额达4.27亿雷亚尔。

为什么值得关注

预付款违规签发须5天内退款并排至队尾,CJF新规立即生效,联邦法院有6个月适应期。

巴西高等司法法院(STJ)兼联邦司法委员会(CJF)主席路易斯·费利佩·萨洛芒于本周二(6日)决定收紧联邦司法系统预付款(precatórios)制度管控,要求联邦法院立即采取紧急措施并提交CJF全体会议审议。此举源于前银行家丹尼尔·沃卡鲁(Master银行所有者)试图接近STF和STJ部长以影响糖醇行业预付款判决的指控,涉及律师费合同金额4.27亿雷亚尔、糖醇厂预付款分红约85亿雷亚尔。

萨洛芒同时提出修改CJF关于预付款签发规则的决议草案,将于10月19日下次会议上审议。他建议联邦法官在审核预付款债权转让登记和小额请求时,遵循联邦司法国家情报中心关于透明度和合规核查的建议,包括转让人信息披露、交易经济条件透明化、自由知情意愿表达,以及在交易合法性存疑时采取额外措施。萨洛芒将决定和决议修改提案转交给部长吉尔马尔·门德斯,后者此前致函STJ主席建议加强预付款制度监管。萨洛芒还要求联邦司法总监察长毛罗·坎贝尔·马奎斯在纪律层面采取适当措施,调查法官违纪行为。

CJF采取的措施包括:预付款只有在司法最终确认应付金额、所有上诉途径用尽且程序结束后才能签发;如果已从国库账户支出的预付款因不符合要求被取消,须在五天内连同收益退还联邦;如证明无违规行为,可重新签发预付款,但须排在联邦付款队列末尾;资金转移须纳入年度联邦预算。联邦总律师署(AGU)也可在有违规迹象时申请取消预付款,由主管法院审理。尽管新规立即生效,联邦地区法院有六个月时间适应。

原文未涉及中资企业直接影响。从传导机制看,预付款制度收紧主要作用于巴西联邦司法系统内部的债权签发与转让流程,涉及的是巴西银行、糖醇行业企业与联邦法院之间的司法债权交易。在巴中资企业若在巴西有未决司法债权或参与预付款债权转让市场,需关注CJF新规对转让登记、信息披露和退款时限的要求,但底稿未显示中资企业直接涉案。

CBI观察:原文显示,此次监管收紧的直接触发因素是Master银行所有者沃卡鲁试图通过不当关系影响预付款判决,9月24日国家司法监察局已在第一地区联邦法院(TRF-1)法官牛顿·拉莫斯办公室进行搜查,联邦警察在沃卡鲁手机中发现一份与牛顿妻子卡米拉·拉莫斯律师事务所的合同,规定若在糖醇行业预付款诉讼中胜诉,律师费可达4.27亿雷亚尔。CBI认为,萨洛芒在10月19日CJF会议前快速推出紧急措施和决议草案,表明司法系统内部对预付款制度透明度的压力正在上升,新规中“5天内退还”和“重新签发排至队尾”的条款将显著提高违规签发的成本。

待观察:10月19日CJF全体会议对决议草案的审议结果;联邦地区法院在六个月内如何调整预付款签发流程;国家司法监察局对牛顿·拉莫斯案的调查进展及是否波及更多法官。

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信息概要

类型
监管变化
方向
巴西
分类
营商环境
层级
编辑整理
影响谁
在巴中资企业金融机构法务团队
话题
法律司法案件金融
查看原文(葡萄牙语)

Presidente do STJ endurece controle sobre precatórios na Justiça Federal após Gilmar apontar irregularidades

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), Luis Felipe Salomão, decidiu nesta terça-feira (6) endurecer o controle sobre o regime de precatórios na Justiça Federal para dar mais transparência e evitar irregularidades. A decisão determina que os tribunais federais adotem imediatamente as medidas urgentes em relação à expedição de precatórios e submete as medidas à análise do plenário do conselho. Leia mais Em paralelo, o ministro também apresentou uma proposta de mudanças na resolução do CJF que estabelece regras para a expedição de precatórios, que também deverá ser julgada pelos conselheiros na próxima sessão, marcada para 19 de outubro. O ministro também recomendou aos magistrados da Justiça Federal que, ao analisarem pedidos de registro de cessão de créditos inscritos em precatórios e requisições de pequeno valor, observem as recomendações sobre transparência e verificação de regularidade feitos pelo Centro Nacional de Inteligência da Justiça Federal. As recomendações estão relacionadas à prestação de informações do cedente, adoção de transparência das condições econômicas da transação, manifestação livre e informada de vontade e adoção de providências adicionais quando estiverem presentes circunstâncias que levantem dúvidas sobre a higidez do negócio. Salomão encaminhou a decisão e a proposta de alteração de resolução ao ministro Gilmar Mendes, que foi quem enviou um ofício ao presidente do STJ sugerindo mudanças na fiscalização sobre o regime de precatórios para evitar mais irregularidades. A movimentação começou após vir a público que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, tentou se aproximar de ministros do STF e do STJ para tratar do julgamento. O banco adquiriu vários precatórios de usinas de açúcar e álcool e contava com decisões favoráveis na Justiça para ter acesso aos valores milionários. Salomão ainda determinou que o ministro Mauro Campbell Marques, corregedor geral da Justiça Federal, adotasse as providências cabíveis no âmbito disciplinar, para apurar infrações disciplinares de juízes. “Com essas providências, o Conselho da Justiça Federal busca reforçar a segurança, a transparência e a uniformidade dos procedimentos relativos à expedição e à cessão de créditos submetidos ao regime de precatórios e requisições de pequeno valor”, escreveu Salomão na resposta enviada a Gilmar, com a explicação sobre as medidas adotadas. Entre as medidas adotadas pelo CJF está a que estabelece que o precatório só poderá ser expedido quando o valor devido estiver definitivamente reconhecido pela Justiça, após o esgotamento dos recursos e encerramento do processo. Outra medida também prevê que se um precatório que já tiver sido saído das contas do Tesouro for cancelado por ter sido expedido em desacordo com as exigências, ele devem ser devolvidos à União, junto com seus rendimentos, em até cinco dias. Se ficar comprovado que não há irregularidades, um novo precatório poderá ser expedido, mas deverá entrar no final da fila de pagamento da União. A transferência desses valores está condicionada à inclusão no orçamento da União, aprovado anualmente. A Advocacia-Geral da União (AGU) também poderá solicitar o cancelamento de precatórios se houver indícios de irregularidades. O pedido deverá ser analisado pelo tribunal competente. Apesar de as novas regras entrarem em vigor imediatamente, os tribunais regionais federais terão seis meses para se adaptar. Apuração sobre precatórios Em 24 de setembro, a Corregedoria Nacional de Justiça, ligada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizou buscas no gabinete do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). As diligências foram realizadas com o apoio de integrantes da Polícia Federal (PF), que coletaram material de trabalho do magistrado. Newton se tornou alvo de um procedimento correicional para apurar possíveis irregularidades na sua atuação em processos de precatórios do setor sucroalcooleiro, relacionados a créditos adquiridos pelo Master. A PF encontrou no celular de Vorcaro um contrato com o escritório da esposa de Newton, Camilla Ramos, que previa honorários de até R$ 427 milhões em caso de vitória em ações que discutiam precatórios do setor. Os dividendos das usinas de açúcar e álcool eram da ordem de R$ 8,5 bilhões e eram de interesse do Master. A advogada e o magistrado eram tratados pelos interlocutores de Vorcaro como a “turma do KN”, uma possível referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, que atuava no TRF-1 antes de ocupar uma cadeira no Supremo. Há mensagens que mostram que o desembargador pedia favores, diárias em hotéis de luxo, ingressos para shows e entradas para a corrida da Fórmula 1 ao es-banqueiro e sua equipe. Em nota, Ramos disse que a Corregedoria realizou uma correição extraordinária em seu gabinete para levantar informações em processos que envolvem o setor sucroalcooleiro. O magistrado destacou que segue atuando nos demais processos sob sua responsabilidade e que está à disposição para “prestar todos os esclarecimentos necessários e sanar eventuais dúvidas sobre os casos em análise”. Nas mensagens, há também uma conversa entre Vorcaro e o desembargador sobre julgamentos, além de mensagens entre Vorcaro e Camilla comemorando a vitória em um processo no STF, com destaque para um voto proferido por Nunes Marques. O voto se refere a um processo da destilaria Alcídia julgado pela Segunda Turma do STF e que rejeitava um embargo da União que questionava o pagamento do precatório. Na ocasião, Nunes Marques entendeu que não se aplicava o Tema 826 ao caso, que define que as usinas de açúcar e álcool só têm direito a receber indenização do governo se provarem o prejuízo real por meio de uma perícia. Em nota, o ministro do Supremo disse que nunca votou a favor de Vorcaro ou do Master, nunca trocou mensagens com ele ou pediu favores. Também disse que “nunca autorizou ninguém a falar em nome dele” e negou irregularidades em seu voto no caso da destilaria Alcídia. O escritório de Camilla Ramos também disse na ocasião que sua relação com o Master era profissional e envolvia a prestação de serviços.

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