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Softex总裁撰文:网络安全应成巴西国家政策

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Segurança cibernética como política de Estado

巴西软件企业协会Softex总裁Christian Tadeu发表署名文章,呼吁将网络安全从技术议题提升为国家政策,并落实2023年和2025年两项相关法令。

巴西软件企业协会Softex总裁Christian Tadeu发表署名文章指出,随着经济数字化加深,网络安全已不再只是技术领域的问题,而应成为经济发展、国家安全和制度稳定的优先事项。文章提到,巴西已通过2023年第11.856号法令设立国家网络安全政策,并通过2025年第12.573号法令制定国家网络安全战略。

文章认为,物理与数字环境日益融合使社会更高效,但也更脆弱;医院、能源网络、金融系统、交通和公共服务均依赖技术基础设施,其中断可能影响整个社会。因此,投资数字安全不仅是保护措施,也是经济和社会活动持续运行的条件。

作者指出,挑战在于把指导方针转化为具体成果,这需要行政连续性、投资、明确责任以及持久的预防和响应能力。文章称,数字威胁不受国界和政府更迭影响,网络安全应被理解为由国家持久承诺和一致治理机制支撑的国家政策。

文章还提出,国家网络安全计划的实施应有助于确立优先事项、时间表和责任;政策有效性不仅取决于指导方针的质量,也取决于预防攻击、发现威胁、响应事件和恢复基本服务的能力。

在技术能力方面,作者认为数字主权不意味着孤立或拒绝国际合作,而是发展自主创造、调整和运营关键技术的能力;在敏感领域过度依赖外部解决方案可能扩大脆弱性并限制国家自主权。文章称,巴西拥有软件企业、初创公司、大学和研究机构,具备开发网络安全解决方案的潜力,但需让研究与生产部门需求对接,并推动巴西技术达到规模和竞争力。

作者还强调人才培养应处于战略核心,需投资基础教育、技术培训、高等教育和前沿研究;人工智能既可用于识别可疑行为、分析大量信息和自动化防御机制,也可能使欺诈更复杂、扩大攻击规模,这要求技术更新、合格专业人员和能跟上威胁速度的治理模式。

文章最后指出,网络安全不能只限于专家,数字保护取决于覆盖公共管理者、各类企业和公民的预防文化,中小型企业也需纳入这一议程。作者称,巴西具备推进条件,需要围绕国家优先事项整合这些能力,进行可持续投资、公私合作并持续评估结果。

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信息概要

类型
政策法规
方向
巴西
分类
科技平台
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话题
政策科技合规巴西科技
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Segurança cibernética como política de Estado

Por Christian Tadeu, presidente da Softex As fronteiras de uma nação já não se limitam ao seu território. Em uma economia cada vez mais digitalizada, a soberania também se expressa pela capacidade de proteger dados, sistemas, infraestruturas e serviços essenciais. A segurança cibernética deixou de ser uma questão restrita às áreas de tecnologia e passou a integrar as prioridades do desenvolvimento econômico, da segurança nacional e da estabilidade institucional. A crescente integração entre os ambientes físico e digital tornou a sociedade mais eficiente, mas também mais vulnerável. Hospitais, redes de energia, sistemas financeiros, transportes e serviços públicos dependem de infraestruturas tecnológicas cuja interrupção pode produzir consequências para toda a sociedade. Investir em segurança digital, portanto, não representa apenas uma medida de proteção, mas uma condição para a continuidade das atividades econômicas e sociais. O Brasil avançou nessa agenda com a instituição da Política Nacional de Cibersegurança, pelo Decreto nº 11.856, de 2023, e da Estratégia Nacional de Cibersegurança, pelo Decreto nº 12.573, de 2025. Esses instrumentos estabeleceram referências importantes para a proteção da sociedade, a resiliência das infraestruturas críticas, a cooperação institucional e a soberania nacional. Entretanto, o desafio está em transformar diretrizes em resultados concretos. Isso exige continuidade administrativa, investimentos, responsabilidades definidas e capacidade permanente de prevenção e resposta. As ameaças digitais não respeitam fronteiras nem mudanças de governo. Por essa razão, a segurança cibernética precisa ser compreendida como política de Estado, sustentada por compromissos duradouros e mecanismos consistentes de governança. Nesse contexto, a implementação do Plano Nacional de Cibersegurança deve contribuir para estabelecer prioridades, cronogramas e responsabilidades. A efetividade dessa política não será medida apenas pela qualidade de suas diretrizes, mas pela capacidade de prevenir ataques, detectar ameaças, responder a incidentes e recuperar serviços essenciais. Outro componente estratégico é o fortalecimento da capacidade tecnológica brasileira. Soberania digital não significa isolamento ou rejeição à cooperação internacional. Significa desenvolver competências próprias para criar, adaptar e operar tecnologias essenciais. A dependência excessiva de soluções externas, especialmente em áreas sensíveis, pode ampliar vulnerabilidades e limitar a autonomia nacional. O Brasil possui empresas de software, startups, universidades e instituições de pesquisa com potencial para desenvolver soluções de segurança cibernética. Transformar esse conhecimento em capacidade nacional exige aproximar a pesquisa das demandas do setor produtivo, estimular a inovação e criar condições para que tecnologias brasileiras alcancem escala e competitividade. Ao longo de três décadas, a Softex tem atuado na articulação entre empresas, governo, academia e instituições científicas e tecnológicas. Essa experiência demonstra que desafios estruturais não são superados por iniciativas isoladas. Exigem colaboração, continuidade e capacidade de transformar conhecimento em inovação. Na segurança cibernética, essa integração é particularmente relevante, pois a proteção das infraestruturas digitais depende de competências distribuídas por diferentes setores. A formação de profissionais também precisa ocupar posição central nessa estratégia. Não haverá uma política nacional consistente sem pessoas preparadas para desenvolver tecnologias, identificar vulnerabilidades e responder a incidentes. É necessário investir na educação básica, na formação técnica, no ensino superior e na pesquisa avançada, ampliando oportunidades para jovens de diferentes regiões e realidades sociais. A inteligência artificial acrescenta uma dimensão ainda mais complexa ao cenário. Ao mesmo tempo que permite identificar comportamentos suspeitos, analisar grandes volumes de informações e automatizar mecanismos de defesa, também pode sofisticar fraudes e ampliar a escala dos ataques. Essa transformação exige atualização tecnológica, profissionais qualificados e modelos de governança capazes de acompanhar a velocidade das ameaças. Mas nenhuma estratégia será suficiente se a segurança cibernética permanecer restrita aos especialistas. A proteção digital depende de uma cultura de prevenção que envolva gestores públicos, empresas de todos os portes e cidadãos. Pequenos e médios negócios, frequentemente mais limitados em recursos, também precisam integrar essa agenda. O Brasil reúne condições para avançar. Conta com um mercado digital expressivo, instituições de pesquisa qualificadas e empresas capazes de inovar. O que precisamos assegurar é a articulação dessas competências em torno de prioridades nacionais, com investimentos sustentáveis, cooperação entre os setores público e privado e avaliação permanente dos resultados. A segurança cibernética não deve ser compreendida como obstáculo à transformação digital, mas como um de seus fundamentos. Sem confiança, a inovação perde capacidade de gerar valor. Sem resiliência, a digitalização amplia riscos. E, sem competências tecnológicas próprias, o país compromete parte de sua autonomia para decidir os rumos do desenvolvimento. O Brasil já reconheceu a importância estratégica da segurança cibernética. O passo decisivo agora é transformar esse reconhecimento em capacidade nacional permanente, fortalecendo a indústria brasileira, preparando profissionais e protegendo os serviços dos quais a sociedade depende. A soberania de uma nação também se mede pela capacidade de proteger sua infraestrutura digital. E essa responsabilidade não pode depender das circunstâncias de um governo, mas do compromisso permanente do Estado com o futuro do país.

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