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共和党宣布支持弗拉维奥,PL阵营锁定28参席121众席

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Republicanos formaliza apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

巴西共和党(Republicanos)7日在巴西利亚宣布第二轮支持弗拉维奥·博索纳罗,PL阵营由此握有28个参议员席位和121个众议员席位,并已就未来政府部长职位和两院议长人选与União、PP达成幕后协议。

为什么值得关注

PL阵营握有28参席、121众席,2月两院议长选举将决定新国会立法议程排期。

巴西共和党(Republicanos)本周三(7日)在巴西利亚该党总部正式宣布,在10月25日第二轮选举中支持总统候选人弗拉维奥·博索纳罗(Flávio Bolsonaro,PL),弗拉维奥本人出席。党主席Marcos Pereira同时表示,佩南布科和帕拉伊巴等与卢拉(PT)结盟的州级党部将有所保留。此举紧随União-Progressistas(PP)联盟和PSD落选候选人Ronaldo Caiado的表态,进一步强化弗拉维奥的选情。

共和党(Republicanos)本周三(7日)在巴西利亚该党总部正式宣布,在第二轮选举中支持总统候选人弗拉维奥·博索纳罗(Flávio Bolsonaro,PL)。弗拉维奥出席了宣布活动。党主席Marcos Pereira在活动上表示:“我来宣布,共和党将支持弗拉维奥·博索纳罗竞选共和国总统。”但他同时划出边界,以帕拉伊巴和佩南布科为例称,这不是自动的姿态,也不是无条件加入,必须尊重各地的特殊情况。

据Valor此前报道,这一支持背后是PL、União、PP和共和党之间的幕后协议,内容涉及在弗拉维奥可能的政府中分配部长职位,以及参众两院议长选举的安排。出席活动的还包括连任的圣保罗州长Tarcísio de Freitas、当选米纳斯吉拉斯州长及参议员Cleitinho Azevedo、参议员Damares Alves。Tarcísio在发言中称,共和党的角色不止于选举支持,还将在可能的政府中参与治理。

从席位看,PL自明年起将拥有国会最大党团——28名参议员和121名众议员,其立场将在2月初立法机构新议长选举中起决定性作用。但PL无法单独、甚至凭借零散支持选出两院议长。据Valor报道,PL、União-PP联盟和共和党领导人已达成谅解:由PL补足票数使Hugo Motta重返众议院议长之位;作为交换,三党将支持选举Rogério Marinho——弗拉维奥竞选协调人——为参议院议长,取代Davi Alcolumbre(União-AP)。

原文未涉及中资企业直接影响。若仅从制度传导看,2月初两院议长归属将决定新一届国会的立法议程排期与税改、监管类法案的推进节奏,这一链条对所有在巴外资企业(包括中资)的合规与投资节奏构成间接变量,但原文未提供任何针对中资或外资的具体条款、税率或监管动作,不宜作进一步推断。

CBI解读:原文显示,共和党的支持是在PL、União、PP三方就部长职位和两院议长人选达成幕后谅解之后落地的,且共和党全国层面的支持在佩南布科、帕拉伊巴等州级党部有所保留。CBI认为,这说明弗拉维奥阵营的扩张并非铁板一块,而是以未来权力分配为对价的拼装式联盟,其稳固程度取决于2月议长选举能否兑现承诺。

CBI观察:底稿同时显示,PL党团内部对支持Hugo Motta存在阻力,部分新议员主张由PL人士(如Altineu Côrtes或Sóstenes Cavalcante)出任众议院议长,另一替代方案是支持共和党主席Marcos Pereira。Motta曾表态支持卢拉连任,且以帕拉伊巴为选举基地,被认为不能与卢拉对立。这意味着即便党派高层达成协议,党团投票仍可能偏离,议长选举结果存在变数。

待观察:一是2月初立法机构新议长选举中,Hugo Motta能否获得PL党团足额票数,以及Rogério Marinho的参议院议长支持是否兑现;二是共和党在佩南布科、帕拉伊巴等州的保留态度是否扩散至其他州级党部;三是Marcos Pereira在弗拉维奥可能政府中的部长职位是否落地,以及PL党团内部替代人选(Altineu Côrtes、Sóstenes Cavalcante)的动向。

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巴西
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宏观市场
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Republicanos formaliza apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

O Partido Republicanos formalizou nesta quarta-feira (7) o apoio ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. O anúncio foi feito com a presença do candidato na sede do partido, em Brasília. Conforme antecipado pelo Valor, o movimento implica um acordo de bastidores entre PL, União, PP e Republicanos de divisão de espaços no ministério de eventual governo Flávio e eleição da Mesa Diretora do Senado e da Câmara. O apoio nacional do Republicanos a Flávio, porém, terá ressalva em diretórios de Estados alinhados a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como Pernambuco e Paraíba. A maioria da bancada, no entanto, foi favorável ao apoio a Flávio. O anúncio se soma aos gestos, nos últimos dias, da federação União-Progressistas (PP) e do candidato derrotado do PSD, Ronaldo Caiado, que fortalecem a candidatura do senador do PL. Participaram do evento o presidente da sigla, Marcos Pereira, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o governador eleito de Minas Gerais, senador Cleitinho Azevedo, e a senadora Damares Alves. “Venho anunciar que o Republicanos apoiará Flávio Bolsonaro para presidente da República”, declarou Marcos Pereira. O dirigente partidário, no entanto, afirmou ser preciso manter o respeito a eventuais particularidades locais. “E cito como exemplo a Paraíba e Pernambuco. Não é um gesto automático, adesão incondicional. É uma decisão que nasce da voz das urnas e de um sentimento que a gente ouve em toda esquina: o brasileiro quer ter esperança de novo”, disse o presidente da sigla. No evento, Tarcísio afirmou que o Republicanos não apenas apoiará a eleição, mas será importante para a governabilidade em um eventual governo: “O Republicanos não está aqui, Flávio, simplesmente para te dar apoio para se eleger presidente da República no próximo dia 25 de outubro. E você vai ser eleito, porque esse projeto é de Deus. Você sabe disso. O Republicanos está aqui para, além disso, te ajudar a ser um grande presidente da República”, declarou o governador. Como o Valor mostrou, com as maiores bancadas no Congresso a partir do ano que vem — 28 senadores e 121 deputados —, a posição do o PL será decisiva na eleição para as novas Mesas Diretoras das Casas legislativas no começo de fevereiro. Mesmo assim, o PL não conseguiria eleger, sozinho, ou mesmo com apoios esparsos, os presidentes das duas Casas. Além disso, nos últimos anos, as principais legendas têm reeditado acordos de divisão de poderes, de modo que o mesmo partido não ocupe, simultaneamente, o comando das duas Casas, como já se deu com o MDB no passado. Dessa forma, nos bastidores, os dirigentes do PL, da federação União-PP e do Republicanos firmaram entendimento para que o PL complete os votos para reconduzir Hugo Motta ao comando da Câmara. Em troca, as três siglas assegurarão o apoio para eleger Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, para a presidência do Senado, no lugar de Davi Alcolumbre (União-AP). No entanto, apesar dessa costura das cúpulas partidárias, lideranças do PL na Câmara e no Senado disseram ao Valor que haverá resistência das bancadas. Um dos motivos foi o gesto de Hugo Motta de declarar apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os novos parlamentares querem tentar emplacar quadros do PL na direção das duas Casas, apesar do acordo com o Centrão. De um lado, haverá um movimento para tentar eleger o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), ou o líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), ambos reeleitos, para a cadeira de Motta. Outra alternativa a Motta seria apoiar o nome do presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), que já disputou antes o comando da Casa. Contudo, ele acabou cedendo para apoiar Motta, que teve o então titular da cadeira, Arthur Lira (PP-AL) - agora eleitor senador - como principal padrinho de sua candidatura. Marcos Pereira, no entanto, desponta como nome natural para o eventual ministério de Flávio. Defensores de Motta vão argumentar que em 2023, a bancada do PT fez acordo para votar na recondução de Lira ao comando da Casa, mesmo ele tendo feito campanha em 2022 para Jair Bolsonaro (PL). Uma ponderação é que tendo a Paraíba como base eleitoral, Motta não poderia se colocar contra Lula. Há ainda uma parcela da bancada do PL que considera que a Presidência da Casa deverá ser alinhada ideologicamente à agenda de Flávio. Por isso, uma parte das lideranças defende a importância de uma composição partidária com outro partido de centro. Nesse cenário, no entanto, a bancada poderia apoiar quadros de direita de partidos como União Brasil ou Partido Progressista. Marcos Pereira, presidente do Republicanos Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

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