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巴西资讯巴西税务合规2026年8月12日

马士基与MSC获准竞标桑托斯港64亿雷亚尔扩建项目

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Área técnica do Cade vai dar aval à operação para MSC e Maersk participarem do leilão do Tecon 10

巴西Cade技术部门将批准马士基和MSC参与桑托斯港Tecon 10码头拍卖,该扩建项目投资64亿雷亚尔,两巨头合计占桑托斯集装箱需求49.1%,中资航运及物流企业需关注竞标结果及市场格局变化。

为什么值得关注

全球最大两家航运公司获准竞标巴西最大港口扩建项目,直接影响桑托斯港物流格局和中资企业的航运成本。

巴西经济防务行政委员会(Cade)技术部门预计将批准马士基(Maersk)和地中海航运(MSC)提交的运营方案,允许这两家全球最大的航运公司参与桑托斯港Tecon Santos 10码头拍卖。该方案旨在重组两家公司对巴西码头港口(BTP)的共同控制权,并消除反垄断顾虑。据Valor Econômico报道,Cade内部人士透露,菲律宾国际集装箱码头服务公司(ICTSI)试图阻止两家公司参与拍卖的请求预计将被驳回。Tecon Santos 10是桑托斯港最大的集装箱扩建项目,中标企业需投资约64亿雷亚尔。对于在巴西从事进出口贸易的中资企业而言,该码头扩建将直接影响桑托斯港的吞吐能力和物流成本。

巴西经济防务行政委员会(Cade)技术部门将批准马士基(Maersk)和地中海航运(MSC)提交的运营方案,以重组桑托斯港巴西码头港口(BTP)的控制权,并允许两家航运公司参与Tecon Santos 10码头拍卖。据Cade内部人士透露,试图阻止两家公司参与拍卖并申请成为第三方利益相关方的菲律宾国际集装箱码头服务公司(ICTSI)的请求预计将被驳回。该申请于2025年7月提交,企业寻求获得反垄断机构的事先批准以参与拍卖。通过子公司,马士基和MSC各持有BTP(圣保罗州最大港口码头之一)50%股份。根据方案,若马士基赢得拍卖,MSC将获得马士基在BTP的股份;若MSC获胜,马士基将完全接管BTP。ICTSI声称两家公司并非简单重组BTP股权,而是在协议划分桑托斯港扩建中两个主要集装箱资产。即使获得总监督局批准,若15天内任何委员要求,案件仍可提交Cade法庭。因采用简化程序,批准决定预计数日内公布。该策略使两家全球最大航运公司能在不保持BTP共同持股的情况下参与新码头竞标。Tecon Santos 10是桑托斯港最大集装箱扩容项目,中标企业需投资约64亿雷亚尔。该项目因竞标资格争议拖延多年。Antaq最初方案限制已在桑托斯运营集装箱码头的企业参与,TCU进一步主张限制大型航运公司,理由是现有企业进入可能加剧本已高度集中的市场。今年,民事院推动允许已运营企业参与但需承诺中标后出售现有资产的方案。ICTSI在Cade声明中称,该协议未实现有效去集中化,因为一家航运公司将获得BTP,另一家若中标将获得Tecon Santos 10,结果是两家现有企业仅交换各自控制的资产。ICTSI指出2025年马士基和MSC合计占桑托斯集装箱运输需求的49.1%,并称协议可能构成竞争者间协调以降低拍卖风险,已请求调查可能的市场划分行为。

对于在巴西经营的中资企业,尤其是依赖桑托斯港进出口的制造商、农产品贸易商和跨境电商平台,这一决定意味着全球最大的两家航运公司很可能主导巴西最大集装箱码头的扩建。桑托斯港承担巴西约三分之一的集装箱运输量,Tecon 10项目投产后将显著提升港口吞吐能力,但同时也可能加剧市场集中度,影响议价能力和服务选择。底稿未涉及中资企业的直接影响,但通过航运市场结构传导,中资货主可能面临运费和港口费用变化。相关企业应密切关注Cade的最终裁决、拍卖时间表及中标结果,并评估与马士基或MSC的合同条款是否需要调整。

CBI解读:底稿显示,Cade技术部门倾向于批准马士基和MSC的方案,且ICTSI的反对请求预计被驳回,这表明巴西反垄断机构在权衡港口投资需求与市场竞争后,选择了支持现有巨头参与扩建。数据表明,马士基和MSC合计占桑托斯集装箱运输需求的49.1%,市场集中度极高。CBI认为,Cade的批准逻辑可能是基于“资产剥离承诺”——即中标者需出售现有资产,从而避免在同一码头同时持有权益。然而,ICTSI的指控——两家公司可能通过协议划分市场——并未被完全驳斥,只是因程序原因未获受理。这一决定与巴西近年来吸引外资基建项目的政策倾向一致,但也可能为未来反垄断审查埋下隐患。

待观察:一是Cade法庭是否会在15天内收到委员复审请求,以及最终裁决的正式文本;二是Tecon Santos 10拍卖的具体时间表,以及是否有其他竞标者(如中远海运港口)参与;三是马士基和MSC在竞标后的资产处置方案是否真正落地,以及桑托斯港的集装箱处理费率是否因集中度上升而调整。

CBI 观察编辑判断

底稿显示Cade技术部门批准马士基和MSC的方案,且ICTSI的反对请求预计被驳回。CBI认为,这一决定反映了巴西在基建投资与市场竞争之间的权衡,但49.1%的市场份额集中度仍可能引发后续监管关注。

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信息概要

类型
企业动态
方向
巴西
分类
税务合规
层级
编辑整理
地点
中资进出口企业、航运公司、港口运营商、跨境电商平台
核验
待核验
对象
在巴中资企业物流与供应链管理者进出口贸易商
话题
合规企业动态行业趋势

来源信息

来源
Valor Econômico
原文标题
Área técnica do Cade vai dar aval à operação para MSC e Maersk participarem do leilão do Tecon 10
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Área técnica do Cade vai dar aval à operação para MSC e Maersk participarem do leilão do Tecon 10

A área técnica do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai dar aval à operação apresentada pelas gigantes internacionais Maersk e MSC para reorganizar o controle do Brasil Terminal Portuário (BTP), em Santos, e permitir que as duas armadoras disputem o leilão do Tecon Santos 10. Segundo apurou a reportagem com integrantes do órgão, a operadora filipina International Container Terminal Services Inc. (ICTSI), que tenta impedir a inscrição delas no leilão e quer ser admitida como terceira interessada nos processos, deve ter seu pedido rejeitado pelo Cade. O pedido foi apresentado pelas empresas em julho - elas buscam um aval prévio da autoridade de defesa da concorrência para participarem do leilão, que deve proibir a presença de incumbentes no porto. Por meio de suas subsidiárias, Maersk e MSC são sócias, em partes iguais, do BTP, um dos maiores terminais portuários no Estado. Pela proposta levada ao Cade, se a Maersk vencer o futuro leilão do Tecon Santos 10, a MSC ficará com a participação da Maersk no BTP. Se a vencedora for a MSC, ocorrerá o movimento inverso: a Maersk assumirá integralmente o BTP. A companhia filipina, que concorre com as empresas no leilão, afirma que Maersk e MSC não estão apenas reorganizando a sociedade no BTP, mas estruturando um acordo para dividir entre si os dois principais ativos de contêineres envolvidos na expansão do porto de Santos. Mesmo com aval da Superintendência-Geral, o caso ainda poderá ser levado ao Tribunal do Cade caso algum conselheiro peça uma análise em até 15 dias. Como o processo é analisado em rito sumário (simplificado), a decisão de aprovação deve sair nos próximos dias - o Cade não trabalha, neste momento, com a possibilidade de prorrogar o tempo de análise. A estratégia permite que as duas maiores armadoras do mundo continuem habilitadas a disputar o novo terminal sem manter simultaneamente a participação conjunta no BTP. O pedido foi apresentado pelas empresas sob o argumento de que a operação seria uma reorganização societária simples, condicionada ao resultado do leilão. Mesmo que ainda não tenha a publicação do edital, integrantes das empresas defendem que as sinalizações dadas pelo governo até o momento são suficientes para submeter a análise ao Cade. O processo em análise no órgão antitruste abriu uma nova frente de disputa em torno do leilão. O Tecon Santos 10 é o maior projeto de expansão da capacidade de contêineres do porto de Santos. O terminal deverá receber investimentos de cerca de R$ 6,4 bilhões da empresa vencedora, com amplo aumento na capacidade projetada para cargas. O projeto se arrasta há anos por causa de uma disputa sobre quem poderá participar da licitação, até agora sem definição final pelo governo. A modelagem inicialmente defendida pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) restringia a participação de empresas que já operam terminais de contêineres em Santos. O Tribunal de Contas da União (TCU) foi além e defendeu também restrições à participação dos grandes armadores. O argumento é que a entrada de incumbentes poderia aumentar a concentração em um mercado que já é altamente concentrado. A discussão mudou neste ano depois que a Casa Civil passou a defender uma solução que permitiria a participação de empresas já instaladas, desde que elas se comprometessem a vender seus ativos existentes caso vencessem o leilão. Ainda assim, não há manifestação final nem publicação do edital. Mas mesmo com essa indicação prévia do Palácio do Planalto, abriu-se espaço para que Maersk e MSC estruturassem o acordo, agora submetido ao Cade. Assim, um futuro aval do órgão antitruste é encarado como uma certidão de aptidão para o leilão. Membros do TCU dizem, sob reserva, que se o governo decidir alterar o modelo do edital a corte de contas terá de fazer, novamente, uma análise de viabilidade, o que pode atrasar ainda mais o certame. Além disso, o tribunal poderá discordar do Executivo e reafirmar que incumbentes e armadores não poderão participar do leilão. Na manifestação ao Cade, a rival filipina alega que o acordo entre Maersk e MSC não produz desconcentração efetiva, porque uma das armadoras ficará com o BTP e a outra com o Tecon Santos 10 caso vença o leilão. Segundo a empresa, o resultado seria a manutenção das duas incumbentes no mercado, apenas com a troca dos ativos controlados individualmente. A ICTSI sustenta que, em 2025, Maersk e MSC responderam juntas por 49,1% da demanda de movimentação de contêineres em Santos. A empresa também diz que o acordo poderia configurar coordenação entre concorrentes para reduzir riscos no próprio leilão do Tecon Santos 10, e chegou a pedir a abertura de um processo para investigar possível divisão de mercado.

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