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巴西IPT牵头2000万雷亚尔AI材料中心,八成业务面向工业

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IPT lidera projeto de R$ 20 milhões que utiliza IA para acelerar o desenvolvimento de materiais avançados

巴西技术研究所(IPT)牵头成立人工智能辅助先进材料开发中心MaterI.A.,总投资约2000万雷亚尔,其中超1400万来自Finep。

巴西技术研究所(IPT)牵头创建人工智能辅助先进材料开发中心MaterI.A.,将材料科学与人工智能结合,加速新材料及工业流程的发现、开发与验证。项目总投资约2000万雷亚尔,其中超过1400万雷亚尔来自巴西研究与项目融资机构Finep。

该中心联合科研机构、大学和企业组成研究与创新网络。IPT称,此举意在应对先进材料开发的一个核心瓶颈:从科学发现转化为生产可用方案耗时过长。

IPT总裁安德森·科雷亚表示,研究所拥有材料领域的“DNA”,如今把人工智能放进自身具备专长的领域,新中心正是其中之一。圣保罗州科技创新厅执行秘书、IPT行政委员会主席斯蒂芬妮·达科斯塔称,该机构在先进材料领域有超过25年传统,与AI结合可加速创新项目。

据IPT介绍,MaterI.A.采用物理信息机器学习、材料属性预测、数字孪生和强化学习等技术,目标是缩短传统材料研发动辄数十年的周期并降低成本。中心设四条研究线:材料数字化发现、智能试验台、面向创新用途的扩展应用、智能流程。

合作方包括圣保罗大学理工学院、圣卡洛斯化学研究所、圣保罗大学医学院附属医院、圣保罗州立大学、圣保罗联邦大学、ABC联邦大学、食品技术研究所、国家能源与材料研究中心和Senai;企业方面有Vale、WEG、CBMM、Renner Herrmann、Nauticola、Marcopolo、Tupy、Abluo、Aclara Resource、C3A、Cecil和Omnitek。

IPT研究员安德烈·努尼斯称,2023年全球先进材料市场规模为5131亿美元,预计2028年达到6955亿美元,受电动出行、健康、能源和食品等板块推动。中心预计约80%的运营用于满足工业需求。努尼斯表示,目标是让IPT成为AI辅助先进材料领域的全球参考,与瑞士、瑞典、美国、新加坡和英国比肩。

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IPT lidera projeto de R$ 20 milhões que utiliza IA para acelerar o desenvolvimento de materiais avançados

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) lidera a criação do MaterI.A., Centro de Desenvolvimento de Materiais Avançados Assistido por Inteligência Artificial. A iniciativa integra ciência dos materiais e inteligência artificial (IA) para acelerar a descoberta, o desenvolvimento e a validação de novos materiais e processos industriais, reduzindo custos e prazos de pesquisa. Com investimento total de aproximadamente R$ 20 milhões, dos quais mais de R$ 14 milhões são provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o projeto reúne instituições científicas, universidades e empresas em uma rede de pesquisa e inovação voltada ao fortalecimento da indústria brasileira. A proposta é enfrentar um dos principais desafios do desenvolvimento de materiais avançados: o tempo necessário para transformar descobertas científicas em soluções aplicáveis ao setor produtivo. Para Stephanie da Costa, secretária executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo e presidente do Conselho de Administração do IPT, o novo centro é estratégico por integrar duas competências consolidadas do Instituto. “A instituição tem uma tradição de mais de 25 anos em materiais avançados, unida à IA acelera projetos inovadores com ganhos em serviços à indústria nacional e à população de São Paulo e do país.” Anderson Correia, diretor-presidente do IPT destaca que a iniciativa aproveita a experiência do Instituto em materiais avançados para ampliar a aplicação de tecnologias digitais. “O IPT tem o DNA dos materiais e, hoje, assim como a IA está em tudo, os materiais também estão e sempre estiveram. Colocamos IA nas áreas em que temos expertise e o novo centro é uma delas. Aqui temos a parte hard, os laboratórios e as empresas associadas. Nenhuma tecnologia pode existir sozinha, a conexão entre áreas tecnológicas é o segredo para o sucesso das indústrias.” A integração entre diferentes competências tecnológicas também é destacada por Sandra de Moraes, identificada como diretora de Operações do IPT à época da declaração. “Vamos ampliar a capacidade brasileira de desenvolver materiais e processos para setores como mobilidade elétrica, energia, saúde, alimentação e indústria de alto desempenho, num ecossistema de oportunidades e tendências para acelerar ciclos de pesquisa e desenvolvimento.” Pesquisa colaborativa e desenvolvimento industrial O MaterI.A. conta com apoio da Fundação de Apoio ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (FIPT) e reúne instituições de referência em ciência, tecnologia e inovação. Entre os parceiros científicos e tecnológicos estão a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), o Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP), o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a Universidade Federal do ABC (UFABC), o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). No setor empresarial, a rede conta com o apoio de Vale, WEG, CBMM, Renner Herrmann, Nauticola, Marcopolo, Tupy, Abluo, Aclara Resource, C3A, Cecil e Omnitek. A articulação entre instituições de pesquisa e empresas busca aproximar o conhecimento científico das necessidades do mercado, estimulando o desenvolvimento de tecnologias com aplicação industrial. Segundo André Nunis, pesquisador da unidade Materiais Avançados do IPT, o projeto representa uma oportunidade de ampliar a competitividade brasileira em um mercado internacional em expansão. “Une ciência dos materiais à inteligência artificial para acelerar a descoberta de novos materiais e impulsionar a transformação digital da indústria brasileira. O mercado global de materiais avançados movimentou US$ 513,1 bilhões em 2023 e deve atingir US$ 695,5 bilhões até 2028, impulsionado por setores como mobilidade elétrica, saúde, energia e alimentação.” Inteligência artificial para acelerar a descoberta de materiais O desenvolvimento convencional de materiais envolve diferentes etapas de pesquisa, testes e validação experimental, que podem demandar anos de trabalho e investimentos elevados. O MaterI.A. pretende reduzir esses ciclos por meio da integração de inteligência artificial, modelos computacionais avançados, simulações digitais e experimentação em laboratório. “A pesquisa convencional de materiais é morosa e custosa. Tem ciclos que podem levar décadas, e é exatamente esse gargalo que o MaterI.A. enfrenta, ao combinar Physics-Informed Machine Learning, previsão de propriedades físicas, gêmeos digitais e aprendizado por reforço, permitindo conceber novos materiais em velocidade inacessível aos modelos de P&D atuais, reduzindo custos e prazos”, explica Nunis. Entre as tecnologias utilizadas estão modelos de aprendizado de máquina orientados por princípios da física, capazes de prever propriedades dos materiais, e gêmeos digitais, que permitem simular virtualmente o comportamento de produtos e processos antes da realização de testes físicos. Para Denis Virissimo, superintendente técnico da unidade Tecnologias Digitais do IPT, a integração entre ciência dos materiais e tecnologias digitais amplia as possibilidades de inovação. “Nossa contribuição é ter as tecnologias digitais como protagonistas no desenvolvimento de materiais. Agregar valor aos processos produtivos e potencializar os resultados que podem ser obtidos por meio de IA, internet das coisas e gêmeos digitais. É levar a ciência de materiais para a era digital e da revolução da IA.” A atuação do centro está estruturada em quatro linhas de pesquisa: * Descoberta Digital de Materiais: utilização de ferramentas digitais e inteligência artificial para acelerar a identificação e o desenvolvimento de novos materiais. * Testbed Inteligente: integração de tecnologias digitais e infraestrutura experimental para acelerar testes e validações. * Aplicações Estendidas para Usos Inovadores: investigação de novas possibilidades de utilização dos materiais em diferentes setores produtivos. * Processos Inteligentes: aplicação de tecnologias avançadas para otimizar processos industriais, melhorar a qualidade e reduzir o consumo de insumos. Infraestrutura e soluções para a indústria O MaterI.A. contará com infraestrutura tecnológica especializada, incluindo um cluster computacional dedicado à inteligência artificial, laboratórios multiusuários e novas frentes de pesquisa. A formação de profissionais também integra os objetivos da iniciativa, com oportunidades para pesquisadores, estudantes e programas de pós-graduação das instituições parceiras. Para a indústria, o centro pretende ampliar o acesso a soluções tecnológicas voltadas ao desenvolvimento de materiais, à otimização de processos produtivos, à melhoria da qualidade e ao uso mais eficiente de recursos. A previsão é que aproximadamente 80% da operação seja destinada ao atendimento de demandas industriais, fortalecendo a transferência de conhecimento e tecnologia para o setor produtivo. “Essa atuação, que hoje se dá de modo transversal pela unidade Embrapii IPT Materiais, credenciada junto à Embrapii e direcionada a soluções para a indústria de alto desempenho, ganha ainda mais alcance com o Centro”, afirma Nunis. Ao integrar sua infraestrutura laboratorial, a experiência de seus pesquisadores e uma rede de parceiros científicos e empresariais, o IPT busca ampliar a capacidade nacional de desenvolver tecnologias de maior valor agregado. Com mais de 127 anos de atuação em pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico, o Instituto pretende consolidar o MaterI.A. como uma plataforma estratégica para a inovação industrial e ampliar sua inserção internacional. “A meta é transformar o IPT em referência mundial em materiais avançados assistidos por IA, comparável a Suíça, Suécia, Estados Unidos, Singapura e Reino Unido”, conclui Nunis.

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