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巴西资讯巴西科技平台2026年5月30日

巴西Embrapa研发出3D打印纯素海鲜,中资食品加工企业或面临替代竞争

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Embrapa produz em laboratório salmão, caviar e anéis de lula veganos

巴西农业研究公司Embrapa利用3D打印技术开发出植物基三文鱼、鱼子酱和鱿鱼圈,已通过伦理审批可试吃,但未确定上市日期;该技术可能影响在巴中资水产加工及植物肉企业的市场格局。

为什么值得关注

该技术可能改变巴西海鲜及植物肉市场格局,影响在巴中资水产加工、植物肉生产及食品设备贸易企业的竞争环境。

巴西农业研究公司(Embrapa)旗下纳米生物技术实验室(LNANO)经过30个月研究,在巴西利亚总部成功利用3D打印机开发出基于植物的仿生食品样品,包括三文鱼片、鱼子酱和鱿鱼圈。这些产品不仅在外观上模仿真实海鲜,还在口味和营养成分上接近动物原品。研究由全球非营利组织Good Food Institute(GFI)资助,目前已通过伦理委员会批准供人试吃,但尚未确定上市日期。对于在巴西从事水产加工、植物肉生产及食品设备贸易的中资企业而言,该技术若实现商业化,可能改变现有供应链和竞争格局。 Embrapa的纳米生物技术实验室(LNANO)在巴西利亚总部利用3D打印机,以植物蛋白、豆类面粉、植物油和藻油、纳米成分、天然色素和增稠剂为原料,制成食品墨水,成功打印出三文鱼片、鱼子酱和鱿鱼圈样品。研究人员通过分析动物肉类的碳水化合物、脂质和蛋白质比例,从植物资源中寻找相同比例的成分,部分原料来自Embrapa的种质资源库(该库收藏了140个遗传物质样本)。生物学家Cínthia Caetano Bonatto(LNANO研究员)表示,团队评估了动物肉类的总营养成分,并从植物中复制了相同百分比的宏量营养素。研究员Luciano Paulino da Silva(食品打印项目协调人)指出,利用种质资源库的遗传物质可以制作出成分尽可能接近动物的植物基食品。生物技术专家Gabriela Mendes da Rocha Vaz(LNANO研究员)补充说,该技术能实现打印产品的营养强化。目前这些食品处于“Embrapa的展示窗口”阶段,商业化路径尚未确定,可能涉及家用打印机、餐厅或工业规模三种模式。底稿未明确提及该技术对在巴中资企业的直接影响,但通过行业传导机制可预判:若该技术实现规模化生产,将直接冲击巴西市场上现有的进口冷冻海鲜、水产加工品以及植物肉替代品市场。目前在巴西从事水产养殖、捕捞加工的中资企业(如部分在巴投资的海产公司)可能面临消费者偏好转移的风险;同时,从事植物肉生产的中资企业(如与巴西本地企业合作的大豆蛋白加工商)则可能迎来新的技术合作或竞争压力。此外,3D食品打印设备的进口商和分销商也可能获得新的市场机会。CBI认为,该技术展示了植物基3D打印复制动物性食品的可行性,但距离商业化仍有距离。底稿显示,目前澳大利亚、美国、以色列和新加坡已有食品打印产品上市,巴西圣保罗州立大学(Unesp)正与哈佛医学院及新加坡科技设计大学合作开展食品打印实验,表明该领域全球竞争正在升温。CBI观察,Embrapa作为巴西国家级农业研究机构,其技术成果通常具有政策背书和产业化潜力,中资企业应关注其后续商业化合作伙伴的选择及ANVISA(巴西国家卫生监督局)的监管审批动态。
CBI 观察编辑判断

底稿显示该技术已通过伦理审批但未上市,商业化路径不明。CBI认为,中资企业应关注Embrapa后续是否与食品企业达成合作,以及ANVISA对3D打印食品的监管框架是否出台。目前全球已有多个国家有同类产品上市,巴西若跟进,将加速替代蛋白赛道竞争。

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信息概要

类型
产品上线
方向
巴西
分类
科技平台
层级
编辑整理
地点
在巴中资水产加工、植物肉生产及食品设备贸易企业
核验
待核验
对象
在巴中资食品加工企业在巴中资植物肉生产商在巴中资食品设备贸易商
话题
科技行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Embrapa produz em laboratório salmão, caviar e anéis de lula veganos
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Embrapa produz em laboratório salmão, caviar e anéis de lula veganos

Depois de 30 meses de pesquisa, o Laboratório de Nanobiotecnologia (LNANO) da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, com sede em Brasília, desenvolveu amostras de alimentos impressos com base vegetal, que mimetizam filé de salmão, caviar e anéis de lula. Além de copiar as formas dos alimentos, os protótipos - feitos em impressoras 3D da Embrapa - têm gosto e características nutricionais semelhantes à comida original. Notícias relacionadas: Projeto da Embrapa apoia cultura alimentar em comunidades do Nordeste. “Uma das coisas que buscamos foi avaliar o teor nutricional da carne animal em sua composição total. Atentos a três grupos principais - carboidratos, lipídeos e proteínas -, buscamos nos recursos vegetais ingredientes ou insumos que nos trazem a mesma quantidade em percentual de tecido animal”, explica a bióloga Cínthia Caetano Bonatto, pesquisadora bolsista no LNANO. Tintas alimentícias As amostras foram criadas com tintas alimentícias feitas a partir de proteínas vegetais, farinhas de leguminosas, óleos vegetais e de algas, nanoingredientes, corantes naturais e espessantes - usados para aumentar a viscosidade dos alimentos. De acordo com Cínthia Bonatto, as tintas alimentícias são constituídas por ingredientes “que, em sua maioria, são os mesmos que utilizamos na culinária na nossa residência.” Arca de Noé Parte desses insumos foi obtida nos Bancos Ativos de Germoplasma da Embrapa, uma espécie de “arca de Noé” que coleciona em 140 acervos o material genético de milhares de plantas, microorganismos e animais. Com o material genético do repositório da própria Embrapa, é possível elaborar alimentos de base vegetal com composição “o mais similar possível àquela encontrada nos animais”, descreve o pesquisador Luciano Paulino da Silva, que coordena projetos de impressão de alimentos. Com essa tecnologia, os pesquisadores conseguem “fazer o enriquecimento nutricional dos produtos impressos”, comenta a biotecnóloga Gabriela Mendes da Rocha Vaz, também pesquisadora bolsista no LNANO. Essa aplicação pode ser útil para o combate à fome e subnutrição. Em tese, a impressão de alimentos também pode evitar pesca predatória ou sofrimento no abate dos animais e ainda atender segmentos de públicos com restrições alimentares, por exemplo quem não quer comer carne. Amostras foram criadas com tintas alimentícias. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil Vitrine Os alimentos criados no LNANO já foram experimentados por pessoas, conforme liberação de comissão de ética. Segundo Luciano Paulino da Silva, o experimento está “na vitrine da Embrapa”, mas ainda não tem data para ser lançado no mercado. A pesquisa da Embrapa foi financiada pelo Good Food Institute (GFI), uma organização global sem fins lucrativos que financia a criação de alimentos à base de plantas, com microorganismos em processo de fermentação, e a produção de carne cultivada a partir de células animais em laboratório. A exploração comercial vai depender do modelo de negócios: alimentos criados em impressoras domésticas para preparo em restaurantes ou ainda em escala industrial. Alimentos impressos já são comercializados na Austrália, nos Estados Unidos, em Israel e Singapura. No Brasil, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolvem experimentos para a impressão de alimentos em parceria com a Escola de Medicina da Universidade Harvard, e com a Universidade de Tecnologia e Design de Singapura.

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