Comunicação Quantum Safe se tornará uma demanda rapidamente no país
O avanço acelerado do ecossistema digital e a expansão contínua da infraestrutura de redes abre espaço para uma reformulação nas arquiteturas de proteção contra novos desafios digitais. Com o crescimento do tráfego e das exigências de conectividade, proteger os dados desde a base se tornou um desafio crucial para garantir a resiliência operacional do mercado B2B.
"O salto no mercado de Data Centers que vivemos no país parte de um potencial energético sustentável, custo controlável e baixo risco geopolítico e climático. Hoje, temos um fornecimento de eletricidade majoritariamente limpo, baseado em um grid energético bastante robusto, o que possibilita um cenário de ampla conectividade dos brasileiros. Há então um ajuste excelente com esse mercado", disse Cássio Lehmann, Chief Revenue Officer da Eletronet, durante entrevista na Futurecom 2026.
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O ecossistema digital do Brasil demonstra alto potencial para atrair data centers globais graças à presença de uma matriz energética limpa, um grid altamente robusto e forte conectividade internacional. Contudo, essa consolidação exige que a camada óptica acompanhe a evolução do mercado para evitar gargalos de segurança crítica.
Para responder a essa exigência, a Eletronet aplica uma estratégia focada em se antecipar ao mercado nacional, provocando ativamente seus clientes sobre a urgência de proteger a infraestrutura óptica. A abordagem foca em um serviço inédito de transporte com criptografia quântica no Layer 1 para reforçar integralmente a proteção física das comunicações.
Essa jornada inovadora viabiliza maior confiança para o ecossistema e traz benefícios diretos às operadoras e parceiros, garantindo eficiência, alto rendimento operacional e proteção preditiva para dados de missão crítica ao ir além das defesas convencionais das camadas 2 e 3.
"A questão é que a demanda por transporte com criptografia Quantum Safe se tornará rapidamente uma demanda no Brasil, assim como se tornou tanto no continente europeu quanto na América do Norte. Por isso, é crucial que empresas com capacidade de operação nesse contexto consigam provocar a atenção do mercado antes que essa tendência chegue, com vistas a se posicionar de forma mais sólida nesse mercado", ressaltou Lehmann.
A consolidação do país como um polo digital depende do alinhamento contínuo entre inovação, capacidade de execução na infraestrutura e governança de segurança física. "A expectativa para esse mercado é que ele demande cada vez mais inovações tanto dos clientes, quanto dos provedores e parceiros delas. Por isso que estamos buscando, desde já, trilhar esse mesmo caminho, e fazemos isso porque acreditamos no potencial que o Brasil possui para crescer nesse contexto e se tornar, efetivamente, um polo digital", concluiu Lehmann.