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巴西资讯巴西贸易物流2026年7月3日

巴西批准EFTA及新加坡自贸协定,中资出口商享关税优惠覆盖扩至31%

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Brasil ratifica acordos do Mercosul com EFTA e Singapura

巴西完成与欧洲自由贸易联盟及新加坡两项自贸协定的国内批准程序,8月1日起对新加坡协定生效,巴西享受关税优惠的贸易额占比从12%跃升至31.2%,中资出口商在巴西的农产品、工业品及服务贸易准入显著扩大。

为什么值得关注

巴西关税优惠贸易额占比从12%升至31.2%,中资出口商在巴西的农产品、工业品及服务贸易准入显著扩大,8月1日新加坡协定生效为近期关键节点。

巴西外交部、农业部和MDIC于7月2日联合确认,巴西已完成南方共同市场(Mercosul)与欧洲自由贸易联盟(EFTA)及新加坡两项自贸协定的国内批准程序,批准文书已于6月30日交存于上半年轮值主席国巴拉圭政府。其中,与新加坡的协定将于8月1日对巴西生效,成为Mercosul与东南亚国家签署的首个自贸协定;与EFTA的协定于2025年9月签署,涵盖冰岛、列支敦士敦、挪威和瑞士,形成超2.8亿消费者的市场。两项协定生效后,巴西享受关税优惠的贸易额占比将从12%提升至31.2%,对在巴中资企业而言,这意味着通过巴西向欧洲和亚洲出口的关税成本将显著下降,尤其是农产品和工业品领域。

根据巴西官方数据,2025年巴西与EFTA贸易总额达78亿美元,其中巴西出口38亿美元,同比增长22.9%。协定生效后,巴西对EFTA国家约99%的出口额将获得优惠市场准入,几乎取消所有工业品和渔产品关税,并为巴西农产品(如肉类、玉米、蜂蜜、植物油)开放配额。与新加坡的协定则确保巴西对新加坡100%出口零关税,2025年巴西与新加坡贸易总额达107亿美元,巴西出口74亿美元,贸易顺差41亿美元,主要出口商品包括燃料油、机械和牛肉、猪肉、禽肉。此外,协定还扩大服务市场准入、鼓励投资,并包含Mercosul首个与域外伙伴谈判的电子商务章节。

对于在巴西经营的中资企业,这两项协定的直接影响体现在出口和采购两端。底稿显示,巴西对EFTA和新加坡的出口主力为农产品和工业品,中资企业若在巴西设有生产基地或贸易公司,可借助零关税或优惠配额将产品销往瑞士、挪威等EFTA国家及新加坡,降低关税成本。同时,协定中的电子商务章节为跨境电商和服务贸易提供了更清晰的规则框架,中资平台企业或可受益于简化通关和数字贸易条款。底稿未涉及中资企业直接受冲击的行业,但通过关税优惠覆盖面的扩大,巴西进口原材料和中间品的成本可能下降,间接利好中资制造业。

CBI解读认为,两项协定的核心意义在于巴西贸易政策从“保护主义”向“开放导向”的实质性转向。底稿数据显示,巴西享受关税优惠的贸易额占比从12%升至31.2%,这一跃升主要得益于与EFTA和新加坡的协定,以及此前与欧盟协定的推进。CBI观察,巴西政府正加速自贸协定网络布局,MDIC于7月2日就Mercosul与日本可能达成的自贸协定启动公众咨询,截止日期为8月15日。Mercosul与日本合计约4亿人口,GDP约7万亿美元,2025年双边贸易额达115亿美元,若协定落地,巴西对亚洲市场的出口准入将进一步扩大。横向对比,巴西与EFTA和新加坡的协定在农产品和工业品关税减让上较为激进,但服务贸易和电子商务章节的深度仍待观察。

待观察的跟踪点包括:一是与新加坡协定于8月1日生效后,巴西海关(Receita Federal)和ANVISA对零关税商品的清关效率及原产地规则执行情况;二是MDIC对Mercosul-日本自贸协定的公众咨询结果及后续谈判时间表,预计8月15日后公布初步反馈;三是巴西对EFTA协定中农产品配额的具体分配机制,尤其是肉类和玉米的配额数量及分配方式,可能影响中资出口商的采购策略。

CBI 观察编辑判断

底稿显示巴西贸易政策正加速开放,与EFTA和新加坡的协定使关税优惠覆盖范围翻倍。CBI认为,中资企业应关注巴西对EFTA农产品配额的具体分配机制,以及Mercosul-日本自贸协定的谈判进展,后者可能进一步扩大巴西对亚洲市场的出口通道。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
在巴中资出口商、农产品和工业品企业、跨境电商平台
核验
待核验
对象
在巴中资企业贸易商出口商
话题
贸易政策市场进入

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Brasil ratifica acordos do Mercosul com EFTA e Singapura
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Brasil ratifica acordos do Mercosul com EFTA e Singapura

O Brasil concluiu a ratificação dos acordos de livre comércio do Mercosul com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e com Singapura, reforçando a estratégia de ampliar mercados para produtos brasileiros. Os instrumentos de ratificação foram depositados em 30 de junho junto ao governo do Paraguai, país que presidiu o Mercosul no primeiro semestre, encerrando a etapa brasileira dos dois processos. Notícias relacionadas: Brasil começa a importar queijo mais barato após acordo Mercosul–UE. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (2) pelos Ministérios das Relações Exteriores; da Agricultura; e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Os acordos ampliam o acesso das exportações nacionais a mercados estratégicos na Europa e na Ásia e consolidam a política de diversificação das parcerias comerciais do país. Mercado europeu Assinado no Rio de Janeiro em setembro de 2025, o acordo entre Mercosul e EFTA reúne Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, formando um mercado de mais de 280 milhões de consumidores quando considerado o bloco sul-americano. Com a entrada em vigor do tratado, cerca de 99% do valor das exportações brasileiras para os países da EFTA terão acesso preferencial ao mercado. Em 2025, a corrente de comércio (soma de importações e exportações) entre o Brasil e o bloco alcançou US$ 7,8 bilhões, sendo US$ 3,8 bilhões em exportações brasileiras, alta de 22,9% em relação ao ano anterior. O acordo também prevê eliminação de tarifas para praticamente todos os produtos industriais e pesqueiros, além da abertura de cotas para produtos agropecuários brasileiros, como carnes, milho, mel e óleos vegetais. Acesso asiático Assinado em dezembro de 2023, na 63ª Cúpula do Mercosul, o acordo com Singapura marca o primeiro tratado de livre comércio firmado pelo Mercosul com um país do Sudeste Asiático. Para o Brasil, o tratado entra em vigor em 1º de agosto e garante tarifa zero para 100% das exportações brasileiras destinadas ao país asiático. Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Singapura atingiu US$ 10,7 bilhões. As exportações brasileiras somaram US$ 7,4 bilhões, com superávit comercial de US$ 4,1 bilhões. Entre os principais produtos vendidos estão óleos combustíveis, máquinas e carnes bovina, suína e de aves. Além da redução de tarifas, o acordo amplia o acesso ao mercado de serviços, incentiva investimentos e inclui um capítulo específico sobre comércio eletrônico, o primeiro negociado pelo Mercosul com um parceiro extrarregional. Ganhos comerciais Os dois acordos foram aprovados e promulgados pelo Congresso Nacional em junho. Segundo o governo brasileiro, com a entrada em vigor dos acordos do Mercosul com a União Europeia, a EFTA e Singapura, a parcela da corrente de comércio brasileira beneficiada por preferências tarifárias passará de 12% para 31,2%. Consulta ao Japão Em paralelo à ampliação da rede de acordos comerciais, o MDIC abriu nesta quinta-feira (2) consulta pública sobre um eventual acordo de livre comércio entre Mercosul e Japão. As contribuições poderão ser enviadas até 15 de agosto por meio da plataforma Brasil Participativo e servirão de base para a posição brasileira nas futuras negociações do bloco com o governo japonês. Segundo o ministério, a iniciativa busca identificar oportunidades, prioridades e eventuais sensibilidades dos setores produtivos antes do início das negociações. Mercosul e Japão reúnem cerca de 400 milhões de habitantes, um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de aproximadamente US$ 7 trilhões e movimentaram US$ 11,5 bilhões em comércio em 2025.

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