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巴西CNJ诊断NatJus:需求增42%产出仅增31%

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Diagnóstico do CNJ aponta aumento da demanda e dificuldades estruturais nos NatJus

巴西国家司法委员会发布32个NatJus中心诊断,显示技术意见需求增速超过产能,团队构成与地区分布不均。

巴西国家司法委员会(CNJ)6月4日召开第一届全国司法技术支持中心(NatJus)会议,发布对32个NatJus中心的全国诊断。诊断显示,2023年至2025年技术意见需求增长42%,产出仅增长31%,需求增速超过产能,同时存在团队构成困难和地区不平等问题。

此次诊断是在巴西联邦最高法院(STF)规定健康司法化诉讼必须咨询NatJus之后进行的。会议同时面临外界对技术意见质量和统一性的质疑:患者权益组织、公共辩护机构和制药行业代表指出,类似治疗的建议存在分歧,并存在使用过时科学证据、缺乏个体化分析以及意见对司法判决影响日增等问题。CNJ委员Daiane Lira表示,意见分歧不一定代表分析失误,但可能表明需要纠正的方法学不一致,诊断结果将用于制定国家指南和完善e-NatJus系统。

截至今年8月,NatJus共出具约29.1万份技术意见。全国NatJus共有435名卫生专业人员,其中52%为医生、25.7%为药剂师、22.3%为其他类别;平均每中心12人,但仅两个中心超过25人,七个中心团队不超过5人。圣保罗、戈亚斯、马托格罗索、巴伊亚和里约热内卢五个中心集中了全国约一半的技术意见。里约热内卢NatJus协调员Flávio Badaró表示,下一步需讨论如何将科学证据分析与可用时间及出具期限相协调。调查中反映的主要困难包括团队和结构不足以满足需求、职业关系不稳定,与会者要求加强培训和内部管理、扩大科学证据数据库接入、实现中心制度化并确定最低团队配置。

CNJ还计划将诊断转化为由各法院持续供数的全国永久面板。Lira表示,制定公共政策需要数据,既用于执行也用于监测。

会议同时介绍了国家NatJus的情况。该机构由CNJ、卫生部与以色列爱因斯坦医院合作运作。2018至2020三年期与2024至2026两年期相比,国家NatJus出具的技术意见从约6600份增至超过14.8万份,月均产出从411份增至4487份。每份意见平均分析的技术数量从1项增至1.39项。爱因斯坦医院法务总监Rogéria Cruz表示,增长表明技术支持在司法日常中占据重要位置,但也警示增长而不失质量需要筛选、专业化和标准化。

针对已纳入SUS的技术提出的司法请求占比从2018年的25.4%升至2026年的37.2%。Cruz解释需区分两种情况:一是SUS有替代方案且证据不足的适应症用药;二是SUS已提供的服务,问题可能在于排队、监管或当地可及性。她表示,NatJus应识别是缺乏证据还是已确认权利的具体可及性困难。

信息质量也被视为障碍:缺乏详细临床报告、患者基本数据和涉及多项技术请求的个体化理由,可能延误文件出具。爱因斯坦医院提出六项改进方向,包括数据整合、提升请求质量、缩短期限、扩大产能、透明度和加强专业网络,并建议使用人工智能辅助筛选请求和检索证据。

关于重复利用已分析的科学证据以减少负担,医生Ludhmila Hajjar主张强化e-NatJus作为共享评估的整合平台,利用科学论证但保留对每位患者的个体化评估,并按新证据、安全警示或监管变化更新意见。她建议先选择两三种疾病和两三种药物开展试点。

CNJ还提出在技术意见中纳入经济信息和成本效果分析的可能性。国家NatJus管理委员会认为这些信息可纳入意见,e-NatJus新表格将设经济评估数据字段,填写为自愿。联邦法官Ana Carolina Morozowski解释,STF内部对此存在分歧,为满足认为可进行成本效果分析的法官,相关信息需出现在技术意见中。但委员会规定药物经济学信息不应影响意见的有利或不利结论,由承办法官评估;预算影响分析不应纳入意见。Morozowski指出,纳入这些信息对NatJus构成挑战,需扩大培训,并期望借助Proadi-SUS伙伴关系传播知识。

与此同时,叙利亚-黎巴嫩医院在Proadi-SUS框架下制定了NatJus专业人员国家能力画像,识别出在科学证据批判性分析方面的培训缺口,并提出加强卫生技术评估(ATS)及法律监管知识。该工作汇集五大领域的31项能力,将作为培训和能力建设参考,下一步将开发自评工具。

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信息概要

类型
司法政策
方向
巴西
分类
医药健康
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话题
法律司法案件行业趋势
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Diagnóstico do CNJ aponta aumento da demanda e dificuldades estruturais nos NatJus

Nesta quarta-feira, 4, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou o 1º Encontro Nacional dos Núcleos de Apoio Técnico do Poder Judiciário (NatJus). Na ocasião, apresentou o diagnóstico nacional dos núcleos com o objetivo de mapear o funcionamento do modelo e orientar o planejamento de medidas para fortalecer e ampliar a rede. O levantamento de 32 NatJus revelou que a demanda por notas técnicas tem crescido em ritmo superior à capacidade de produção, bem como dificuldades relacionadas à composição de equipes e desigualdades regionais. A medida foi adotada após o Supremo Tribunal Federal (STF) definir a obrigatoriedade de consulta aos NatJus em ações de judicialização da saúde. O movimento do conselho, antecipado pelo Futuro da Saúde, também ocorre em meio a questionamentos sobre a qualidade e a uniformidade das notas técnicas produzidas pelos núcleos. Além de divergências nas recomendações para tratamentos semelhantes, entidades ligadas à defesa dos pacientes, defensorias públicas e representantes da indústria farmacêutica ainda apontam problemas como a utilização de evidências científicas desatualizadas, a falta de análises individualizadas e a crescente influência dos pareceres nas decisões judiciais. Durante o encontro, a conselheira do CNJ, Daiane Lira, avaliou que as divergências entre notas técnicas nem sempre representam falhas nas análises, mas reconheceu que podem indicar inconsistências metodológicas que precisam ser corrigidas. Segundo ela, os resultados do diagnóstico devem orientar a elaboração de diretrizes nacionais e o aperfeiçoamento do sistema e-NatJus, plataforma eletrônica que reúne as notas técnicas e os pareceres científicos utilizados para subsidiar as decisões judiciais em saúde. “Precisamos conciliar a celeridade exigida pelas demandas de saúde com a qualidade técnico-científica. Precisamos promover maior consistência de métodos e a uniformidade possível dos critérios de análise. Reconhecer essas possibilidades é importante para nós, como política pública judiciária nacional. Demonstra que estamos em uma fase de maturidade institucional, em que já pensamos em aperfeiçoamentos, melhorias e compromisso com a qualidade”, afirmou Lira. Segundo o diagnóstico apresentado, até agosto deste ano os NatJus elaboraram cerca de 291 mil notas técnicas para subsidiar decisões judiciais em saúde. Entre 2023 e 2025, a demanda por análises cresceu 42%, enquanto a produção aumentou 31%, indicando um descompasso entre o volume de solicitações e a capacidade de resposta dos núcleos. O diagnóstico também identificou diferenças na composição das equipes. Ao todo, os NatJus contam com 435 profissionais de saúde, sendo 52% médicos, 25,7% farmacêuticos e 22,3% de outras categorias profissionais. Embora a média seja de 12 profissionais por núcleo, existem diferenças na composição. Por exemplo, apenas dois possuem mais de 25 integrantes, enquanto sete funcionam com equipes de até cinco profissionais. Outras desigualdades também aparecem na distribuição da produção. Cinco núcleos, localizados em São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Bahia e Rio de Janeiro, concentram aproximadamente metade das notas técnicas emitidas no país. “Quando analisamos o volume de notas técnicas produzidas em relação à quantidade de profissionais disponíveis, surge uma reflexão importante sobre qual seria o número adequado para compor as equipes dos NatJus. Acho que o nosso próximo passo também deve ser discutir como conciliar esses fatores e a necessidade de análise das evidências científicas com o tempo disponível e os prazos estabelecidos para a emissão das notas técnicas. Esse é um grande desafio”, disse Flávio Badaró, coordenador do NatJus do Rio de Janeiro. Desse modo, entre as principais dificuldades relatadas no levantamento estão a insuficiência de equipes e de estrutura para atender à demanda e a precariedade dos vínculos profissionais. Assim, os participantes solicitaram melhorias na capacitação e na gestão interna, ampliação do acesso a bases de evidências científicas, institucionalização dos núcleos e definição de equipes mínimas. A partir dos resultados, o CNJ também pretende transformar o diagnóstico em um painel nacional permanente, alimentado pelos próprios tribunais. “Para formular políticas públicas, precisamos de dados, tanto para executar quanto para monitorar essas políticas. Então, o que começou como um diagnóstico inicial vai se tornar um painel permanente com transparência”, afirmou Lira. Crescimento da demanda amplia desafios Além do diagnóstico dos núcleos estaduais, o encontro apresentou um panorama do NatJus Nacional, que funciona por meio de uma parceria entre o CNJ, o Ministério da Saúde e o Hospital Israelita Albert Einstein. Na comparação entre o triênio de 2018 a 2020 e o biênio de 2024 a 2026, o número de notas técnicas emitidas pelo NatJus Nacional passou de cerca de 6.600 para mais de 148 mil. A média mensal de produção também aumentou de 411 para 4.487. A mudança na complexidade das solicitações, com o número médio de tecnologias analisadas por nota passando de uma para 1,39, é outro fator que aumenta a distância entre produção e demanda. “Esse avanço mostra que o apoio técnico passou a ocupar um lugar relevante na rotina judicial, mas também traz um alerta de que crescer sem perder qualidade vai exigir uma triagem, especialização e padronização”, afirmou Rogéria Cruz, diretora jurídica do Einstein. O crescimento de pedidos judiciais de tecnologias já disponíveis no SUS também influencia e impacta o trabalho dos núcleos. Conforme dados do programa, essas solicitações passaram de 25,4% em 2018 para 37,2% do total analisado em 2026. “Temos dois fenômenos que precisam ser separados. De um lado, medicamentos solicitados para indicações com alternativas no SUS e com evidência insuficiente. Do outro lado, serviços que o SUS já oferece, como consultas especializadas e reabilitação, nos quais o problema pode ser fila, regulação ou disponibilidade local. O NatJus tem que atuar justamente identificando se estamos diante da ausência de evidência ou de uma dificuldade concreta de acesso a um direito já reconhecido”, explica a diretora. A qualidade das informações encaminhadas aos NatJus também foi apontada como um entrave para a elaboração das notas técnicas. A ausência de relatórios clínicos detalhados, de dados básicos dos pacientes e de justificativas individuais para pedidos envolvendo múltiplas tecnologias dificulta as avaliações e pode atrasar a emissão dos documentos. Diante desse cenário, o Einstein propôs seis frentes para aprimorar os NatJus, incluindo integração de dados, melhoria da qualidade das solicitações, redução de prazos, ampliação da capacidade de produção, transparência e fortalecimento de redes especializadas. Outra proposta é o uso de inteligência artificial para auxiliar na triagem dos pedidos e na busca de evidências, com mecanismos de governança, proteção de dados e validação das conclusões por profissionais habilitados. Diante do aumento da demanda por notas técnicas, o reaproveitamento das evidências científicas já analisadas foi apontado como uma alternativa para reduzir a sobrecarga dos NatJus e evitar a duplicação de trabalho entre os núcleos. A discussão, no entanto, envolve o desafio de conciliar o compartilhamento das avaliações com a necessidade de preservar as particularidades de cada caso clínico, garantindo que as conclusões considerem as condições individuais dos pacientes. Para isso, a médica Ludhmila Hajjar defendeu fortalecer o e-NatJus como uma base integrada para compartilhar as avaliações existentes, de modo que diferentes equipes não precisem repetir as mesmas buscas e análises sobre determinada tecnologia. A proposta prevê o aproveitamento da fundamentação científica, incluindo os estudos, resultados e limitações identificados, mas preserva a necessidade de uma avaliação individualizada de cada paciente, considerando suas condições clínicas, tratamentos anteriores e alternativas disponíveis. Nesse modelo, as notas seriam atualizadas conforme o surgimento de novas evidências científicas, alertas de segurança ou mudanças regulatórias, mantendo o histórico das versões anteriores e o registro dos responsáveis por elas. Antes de reutilizar uma nota, os profissionais também precisariam verificar se a pergunta clínica permanece a mesma, se as referências continuam adequadas e se as características do paciente são comparáveis. “Poderíamos pensar em desenvolver uma nota viva, com o registro da data da última busca, que possa ser atualizada conforme o surgimento de novos estudos e evidências científicas. Podemos começar com um projeto-piloto, selecionando duas ou três patologias e dois ou três medicamentos para trabalhar em uma base integrada. Com isso, se pode evitar muita redundância e sobreposição de trabalho, de tempo e de decisões”, disse Hajjar. Avaliações econômicas e qualificação dos NatJus Durante o encontro, o CNJ também apresentou a possibilidade de incorporar informações econômicas e análises de custo-efetividade às notas técnicas que subsidiam as decisões judiciais. A questão vinha sendo discutida diante de dúvidas sobre os limites de atuação dos núcleos, especialmente se caberia aos profissionais considerar aspectos econômicos das tecnologias em saúde ou restringir suas avaliações às evidências técnico-científicas. O entendimento do Comitê Gestor Nacional dos NatJus é de que essas informações podem integrar os pareceres. Para isso, o novo formulário do e-NatJus contará com um campo específico para dados de avaliação econômica, cujo preenchimento será facultativo, considerando as diferenças de estrutura e capacidade técnica entre os núcleos. “Porque temos um conjunto de ministros do Supremo Tribunal Federal que admitem essa análise nos processos individuais de saúde. Hoje, temos o STF dividido. Alguns ministros julgam possível essa análise e outros entendem que não. Para atender àqueles que consideram possível a análise de custo-efetividade, essa informação precisa estar na nota técnica”, explicou a juíza federal Ana Carolina Morozowski. No entanto, o comitê estabeleceu que as informações de farmacoeconomia não deverão influenciar a conclusão favorável ou desfavorável das notas técnicas. A avaliação desses dados caberá ao magistrado responsável pelo processo. O grupo também decidiu que as análises de impacto orçamentário não devem integrar os pareceres, por considerar que esse tipo de avaliação está relacionado à formulação de políticas públicas, enquanto os NatJus atuam no apoio à análise de demandas judiciais individuais. Morozowski também apontou que a inclusão dessas informações representa um desafio para os NatJus, especialmente diante das diferenças de capacidade técnica entre os núcleos. Segundo ela, será necessário ampliar a capacitação dos profissionais para que possam interpretar e incorporar evidências econômicas às notas técnicas. Nesse processo, a expectativa é contar com o apoio das parcerias do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi) para disseminar esse conhecimento entre os núcleos de todo o país. Paralelamente, o Hospital Sírio-Libanês, no âmbito do Proadi-SUS, desenvolveu uma proposta de perfil nacional de competências para os profissionais dos NatJus. O levantamento identificou lacunas na formação dos profissionais para a análise crítica de evidências científicas e apontou a necessidade de fortalecer os conhecimentos em Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) e em aspectos legais e regulatórios. O trabalho reúne 31 competências distribuídas em cinco domínios, incluindo ética, governança, síntese de evidências científicas e tradução do conhecimento. A proposta deverá servir como referência para a formação e capacitação dos profissionais, com o objetivo de reduzir diferenças metodológicas entre os núcleos e aprimorar a qualidade das notas técnicas. A próxima etapa prevê o desenvolvimento de um instrumento de autoavaliação, que permitirá a cada NatJus identifi

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