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巴西拟将小额信贷上限提至3万雷亚尔,CMN 10月22日审议

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Governo Lula avalia ampliar limite de microcrédito de R$ 21 mil para R$ 30 mil

巴西劳动和就业部建议将单人单机构小额信贷上限从2.1万雷亚尔提高至3万雷亚尔,金融体系总负债上限从8万提高至12万雷亚尔,提案已提交财政部,需经CMN审议,下次常规会议定于10月22日、即大选第二轮投票前三天。

为什么值得关注

小额信贷上限拟从2.1万提至3万雷亚尔,总负债上限拟从8万提至12万,CMN 10月22日审议,时点在大选第二轮前三天。

巴西卢拉政府正在评估将同一金融机构内每位借款人的小额信贷上限从2.1万雷亚尔提高至3万雷亚尔,同时拟将金融体系内总负债上限从8万雷亚尔提高至12万雷亚尔(不含住房信贷)。该建议出自劳动和就业部的技术说明,已于9月21日提交财政部,须经国家货币委员会(CMN)评估审议后方可生效。CMN下次常规会议定于10月22日,即选举第二轮投票前三天,必要时可召开特别会议。

这项调整针对的是定向生产性小额信贷国家计划的准入规则。小额信贷面向正式企业家(如个体微型企业家MEI)和寻求小额贷款的非正式企业家,属于定向信贷,金融机构须将部分活期存款资源——相当于平均余额的2%——用于此目的。劳动部在政府内部文件中认为,自2019年3月CMN决议确定该计划上限以来,出现了“购买力的显著丧失”,投入品、设备及其他与小型企业维护和扩张相关的费用均有所增加。截至8月,INPC衡量的累计通胀约达49%。劳动部表示,调整信贷和负债上限旨在使该计划“与微型企业家的当前现实及其活动的融资需求相兼容”,允许信贷金额与企业需求之间形成“更为适当的关系”,特别是在流动资金、原材料和设备采购以及业务扩张方面。该提案仅限于更新财务参数,不改变计划的目的、受益群体或方法论。提案已在全国小额信贷论坛上讨论,并提交给从事小额信贷业务的机构,包括BNDES、巴西银行、联邦储蓄银行、东北银行、伊塔乌联合银行和桑坦德银行;据劳动部称,被咨询机构均表示同意更新数值。

对在巴中资企业而言,这一议题的关联是间接的。小额信贷的借款主体是巴西本地微型与小型经营者,中资企业通常不直接申请此类贷款;传导链条在于,若上限提高、定向信贷投放扩大,巴西小微客户的资金可得性和采购能力可能边际改善,进而影响面向本地小微客户的中资批发、设备、耗材及跨境电商卖家。但该提案尚未进入CMN审议,是否落地、何时落地均不确定,原文未涉及中资企业直接影响。

CBI 观察:原文显示,提案由劳动部推动、财政部尚未评估,且CMN会议日期落在10月22日、即选举第二轮投票前三天,时间点本身带有政治含义。CBI 认为,从程序看,该议题仍处“部门建议、待CMN审议”阶段,财政部明确表示不就是否提交CMN置评,经济团队一名成员称议题尚未经过部长Dario Durigan评估,因此10月22日会议是否列入议程、能否形成决议,目前均无定论。CBI 还注意到,劳动部强调此次仅更新财务参数、不改目的与受益群体,这一表述降低了政策性质突变的可能,但49%的累计通胀与2.1万雷亚尔上限之间的落差,是提案最直接的论据。

待观察:一是10月22日CMN常规会议议程是否纳入该提案,以及是否在会前召开特别会议;二是财政部与计划部长Bruno Moretti、央行行长Gabriel Galípolo在CMN的表态,尤其是Durigan是否完成评估;三是若决议通过,金融机构对2%活期存款定向比例的投放是否随之变化,可作为观察小额信贷实际供给的指标。

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信息概要

类型
监管变化
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
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影响谁
在巴中资企业金融机构创业者
话题
政策金融
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Governo Lula avalia ampliar limite de microcrédito de R$ 21 mil para R$ 30 mil

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia ampliar de R$ 21 mil para R$ 30 mil o limite para operações de microcrédito por tomador em uma mesma instituição financeira. A proposta que trata das regras de acesso ao Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado também sugere elevar de R$ 80 mil para R$ 120 mil o limite total de endividamento no sistema financeiro, excluídas as operações de crédito habitacional. O microcrédito é destinado a empreendedores formais como MEIs (microempreendedores individuais) e informais que buscam empréstimos de pequeno valor. Ele é uma forma de crédito direcionado, no qual as instituições devem destinar parte de seus recursos dos depósitos à vista (correspondente a 2% da média dos saldos). Defensor de medidas para fomentar investimentos e estimular a economia, o governo Lula impulsionou em ano eleitoral a expansão do crédito direcionado, que possui juros mais baixos do que as linhas pactuadas livremente entre bancos e clientes. O reajuste proposto consta de nota técnica elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a que a reportagem teve acesso. O pleito foi encaminhado ao Ministério da Fazenda em 21 de setembro e precisa passar por avaliação e deliberação do CMN (Conselho Monetário Nacional) para entrar em vigor. O colegiado é formado pelos ministros da Fazenda (Dario Durigan) e do Planejamento (Bruno Moretti) e pelo presidente do Banco Central (Gabriel Galípolo). A próxima reunião ordinária do CMN está agendada para 22 de outubro, a três dias do segundo turno das eleições. O colegiado, entretanto, pode convocar encontros extraordinários se necessário. Questionado pela reportagem se pretende levar a demanda para análise do CMN, o Ministério da Fazenda disse que não iria se manifestar. Segundo um integrante da equipe econômica, o tema ainda não passou por avaliação de Durigan. Se for levada adiante, a discussão ocorrerá em um momento em que o governo Lula busca reagir após ver Flávio Bolsonaro sair na dianteira no primeiro turno, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do petista. No documento interno dos ministérios, o Ministério do Trabalho argumenta que houve "perda significativa do poder de compra" desde março de 2019, quando os limites do programa foram fixados em resolução do CMN. Diz também que, desde então, houve aumento dos custos de insumos, equipamentos e outras despesas relacionadas à manutenção e à expansão dos pequenos negócios. No acumulado até agosto, a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) alcançou aproximadamente 49%. De acordo com o Ministério do Trabalho, o reajuste dos limites de crédito e de endividamento busca manter o programa "compatível com a realidade atual dos microempreendedores e com as necessidades de financiamento de suas atividades". "O aumento dos custos de produção, a necessidade de capital de giro e a demanda por investimentos fizeram com que os valores definidos há alguns anos se tornassem insuficientes para parte dos empreendedores atendidos pela política", afirma. O reajuste, segundo a pasta comandada pelo ministro Luiz Marinho, permitirá "uma relação mais adequada" entre o valor do crédito e as necessidades dos empreendimentos, especialmente para capital de giro, aquisição de insumos e equipamentos e expansão das atividades. A proposta se restringe à atualização dos parâmetros financeiros e não altera a finalidade, o público beneficiário ou a metodologia do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado. Conforme a análise técnica, a alteração do limite de endividamento não modifica os demais requisitos necessários ao enquadramento das operações no programa. Debatida no Fórum Nacional de Microcrédito, a proposta foi apresentada às instituições que atuam na modalidade de microcrédito, como BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Itaú Unibanco e Santander. Ainda de acordo com o Ministério do Trabalho, as instituições consultadas manifestaram concordância com a atualização dos valores. Luiz Marinho Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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