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巴西资讯巴西金融监管2026年8月26日

Casas Bahia告巴西银行扣款4.22亿,司法重组现金争夺战升级

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Casas Bahia pede à Justiça que BB devolva R$ 422 mi e tenta estancar saída de mais recursos

巴西零售巨头Casas Bahia申请司法重组后,巴西银行单方面扣除其4.22亿雷亚尔,公司已诉至法院。此案凸显司法重组期间债权人争夺现金的风险,在巴中资企业需关注应收账款安全与交易对手信用变化。

为什么值得关注

司法重组期间债权人现金争夺战升级,直接影响在巴中资零售供应链企业的应收账款安全与交易对手信用评估。

巴西零售集团Casas Bahia于本周一(24日)向圣保罗法院提起诉讼,要求强制巴西银行(Banco do Brasil)归还从其账户单方面扣除的4.22亿雷亚尔。该公司于8月16日申请司法重组,报告债务总额173亿雷亚尔。扣款发生在上周五(21日),巴西银行作为Casas Bahia与苹果(Apple)和保险商Mapfre Seguros合同的担保人,在供应商启动担保后支付款项并从公司账户自我补偿。Casas Bahia认为该行为违反司法重组程序的债权人平等原则,同时指控BTG Pactual冻结其账户转账,Cielo、Getnet和Redecard等支付公司扣留信用卡应收款项超1800万雷亚尔。

Casas Bahia集团本周一(24日)向圣保罗法院提交请求,要求强制巴西银行归还从其账户单方面扣除的4.22亿雷亚尔。该公司在请愿书中称,巴西银行作为其与供应商苹果和Mapfre Seguros签订合同的担保人,在Casas Bahia于8月16日申请司法重组后,供应商启动了这些担保。巴西银行支付了款项,并于上周五(21日)从Casas Bahia账户中扣除相应金额以自我补偿。Casas Bahia不同意扣款,认为该银行利用这笔交易来清偿一笔应受司法重组程序规则约束的信贷。该公司报告债务为173亿雷亚尔,并指出许多债权人已开始以不同于重组计划的条件进行个人追偿,这违反了债权人平等原则。Casas Bahia还声称BTG Pactual银行冻结了其账户的转账和余额查询,而Cielo、Getnet和Redecard等支付公司扣留了该集团的信用卡应收款项,金额超过1800万雷亚尔,其中至少1400万雷亚尔被Getnet扣留。该公司称,过去六天内约有900万雷亚尔被冻结。在劳动诉讼方面,Casas Bahia有2.9万起在审案件,可能风险敞口为14亿雷亚尔,潜在支付超过28亿雷亚尔,预计未来几个月新诉讼量将增加70%。专家指出,司法重组期间现金争夺是常见现象,可能决定重组能否成功。

对于在巴西经营的中资企业,此事件直接触及供应链金融与应收账款安全。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过以下机制间接传导:首先,Casas Bahia是巴西最大的零售平台之一,若其重组失败或经营恶化,作为其供应商或通过其渠道销售的中资消费电子、家电企业将面临货款回收风险。其次,巴西银行作为国有大行在担保扣款中的强硬姿态,表明银行在借款人进入司法重组后会优先保全自身敞口,中资企业在与巴西本地银行签订担保或交叉违约条款时需重新评估对手方行为逻辑。第三,支付公司扣留应收款项的做法提示,在巴西采用信用卡分期收款模式的零售相关中资企业,需关注收单机构在商户财务恶化时的冻结权限。巴西司法重组制度(Recuperação Judicial)下,债权人平等原则与实际执行之间存在显著张力,这一案例可能影响未来法院对类似争议的裁判倾向。

CBI解读:底稿显示,Casas Bahia在申请司法重组后短短数日内即遭遇银行扣款、账户冻结和支付公司扣留应收款等多重现金挤压,累计涉及金额超过5亿雷亚尔。数据表明,债权人正以“自救”方式绕过重组程序集体行动,这直接威胁到重组计划所依赖的现金流动性基础。CBI认为,此案暴露了巴西司法重组制度在实操层面的结构性缺陷——尽管法律规定了暂停执行期和债权人平等原则,但银行和支付机构凭借其基础设施控制权,事实上拥有超越司法程序的优先地位。对中资企业而言,这意味着在巴西与陷入财务困境的交易对手合作时,合同层面的担保安排可能在实际执行中遭遇不可预见的对抗性操作。CBI观察,巴西零售业近年来已有多起司法重组案例,但债权人直接扣款并引发诉讼的情况较为罕见,法院对此案的裁决将形成新的判例导向。

待观察:第一,圣保罗法院是否会在未来30天内发布临时禁令,要求巴西银行返还扣款或提供担保,这将直接反映法院对债权人单方扣款行为的容忍度。第二,Casas Bahia司法重组计划能否在法定180天暂停期内获得债权人大会通过,若未通过则可能转为破产清算,届时所有未决债权争议将进入更复杂的法律程序。第三,BTG Pactual和支付公司Cielo、Getnet、Redecard是否会因本案压力调整对Casas Bahia的冻结和扣留措施,以及巴西央行(BCB)是否会对支付机构在商户重组期间的应收款处理发布规范性指引。

CBI 观察编辑判断

底稿显示Casas Bahia在申请重组后一周内遭遇多家金融机构的协同性现金挤压,涉及金额超5亿雷亚尔。CBI认为,此案表明巴西司法重组制度下债权人平等原则的实际约束力有限,银行和支付机构凭借基础设施控制权可事实上优先于司法程序受偿。

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信息概要

类型
风险事件
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
Casas Bahia及其供应商、支付公司、银行,以及巴西零售行业相关企业。
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者法务团队
话题
金融法律企业动态

来源信息

来源
Valor Econômico
原文标题
Casas Bahia pede à Justiça que BB devolva R$ 422 mi e tenta estancar saída de mais recursos
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Casas Bahia pede à Justiça que BB devolva R$ 422 mi e tenta estancar saída de mais recursos

O Grupo Casas Bahia pediu, nesta segunda-feira (24), que a Justiça de São Paulo obrigue o Banco do Brasil a devolver R$ 422 milhões que foram debitados unilateralmente da conta da empresa. De acordo com a petição da companhia, o banco atuou como fiador em garantias contratadas pela varejista junto aos fornecedores Apple e Mapfre Seguros. Após o ajuizamento da recuperação judicial, os fornecedores teriam acionado essas garantias. O Banco do Brasil honrou os pagamentos e, em seguida, debitou o valor correspondente das contas da Casas Bahia para se reembolsar na última sexta-feira (21), afirmam os advogados da Casas Bahia. A empresa discorda da retenção porque o banco teria usado a transação para satisfazer um crédito que estaria sujeito às regras do processo de recuperação judicial. A empresa entrou com pedido de recuperação no dia 16 de agosto, reportando uma dívida de R$ 17,3 bilhões. "Diversos desses credores já iniciaram verdadeira ‘corrida’ para satisfação individual de seus créditos em termos distintos do plano recuperacional", afirma a Casas Bahia. Segundo a empresa, isso viola o princípio da paridade entre credores. Os advogados da rede defendem que o BB deveria ter apresentado questionamentos judiciais sobre as quantias a que tem direito nessas operações em que atuou como fiador. O BB e a Apple afirmaram que não vão comentar o caso. Procuradas por volta das 15h30 desta terça por e-mail, a Mapfre e a Casas Bahia não responderam até a publicação desta reportagem. O documento, apresentado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, lista uma série de pedidos da Casas Bahia que têm como objetivo estancar a saída de recursos de seus cofres. A varejista também afirma que o banco BTG Pactual travou movimentações e consultas de saldo nas contas bancárias da companhia. O BTG ainda não se pronunciou sobre o assunto. Além dos bancos, as empresas de pagamento Cielo, Getnet e Redecard retiveram, de acordo com a Casas Bahia, recebíveis de cartões do grupo —mecanismo vital para o fluxo de caixa de empresas do varejo. Pelos cálculos da companhia, os valores ultrapassam R$ 18 milhões, sendo ao menos R$ 14 milhões retidos pela Getnet. O intuito seria a proteção contra eventuais compensações decorrentes do aumento de chargebacks, mecanismo de cancelamento e devolução de compras feitas com cartão, solicitado diretamente ao banco emissor e não ao lojista. A Getnet disse não compartilhar informações relativas às operações de clientes, bem como a questões judiciais em andamento. Cielo e Redecard não responderam aos e-mails da reportagem, enviados às 15h30. No processo, a companhia afirma que nos últimos seis dias foram bloqueados cerca de R$ 9 milhões em causas relacionadas a pagamento de créditos. Por outro lado, credores trabalhistas incluídos no pedido de recuperação estariam protocolando pedidos urgentes para obter pagamentos. A Casas Bahia afirma que só com ações trabalhistas o grupo contabiliza 29 mil reclamações em andamento e uma exposição de R$ 1,4 bilhão em contingências prováveis e mais de R$ 2,8 bilhões em pagamentos possíveis. "Em razão das recentes reestruturações, estima-se um aumento de até 70% no volume de novas demandas nos próximos meses, muitas delas para satisfação de créditos sujeitos ao presente processo recuperacional. Caso essas ações não sejam suspensas de imediato, é certo que os efeitos para o Grupo Casas Bahia serão catastróficos." Para empresas em recuperação judicial, a disputa pelo caixa nos primeiros dias após a protocolação do pedido é comum e pode definir se haverá um caminho possível de reestruturação. Segundo Ana Paula Tozzi, CEO da AGR Consultores e especialista em varejo, "o processo é construído sobre uma premissa de geração de caixa". "A empresa projeta quanto conseguirá gerar, quanto precisa para financiar a operação e, a partir daí, quanto poderá destinar aos credores." "Se parte relevante desse caixa desaparece antes que o plano seja estruturado, muda o panorama inteiro. A Casas Bahia pode precisar de mais financiamento, vender ativos, cortar ainda mais custos, fechar outras lojas ou renegociar novamente com fornecedores. Você sangra a empresa antes mesmo do início da recuperação." A Casas Bahia afirma na petição que as retenções das empresas de pagamento têm como objetivo a retenção preventiva de valores, diante da projeção de que os consumidores realizem o cancelamento de compras por medo da recuperação judicial. Para a varejista, um dos principais riscos para a operação agora é manter o fluxo de abastecimento de produtos de alto giro e desejo, como os da Apple, em um momento em que a relação de confiança com fornecedores é fragilizada. "O fornecedor não olha apenas se vai receber o crédito antigo dentro da recuperação. Ele precisa decidir hoje se manda mais mercadoria para as Casas Bahia. Ele, percebendo que o caixa está sendo disputado por bancos e outros credores, naturalmente aumenta sua percepção de risco, ou seja, a tendência é de ele reduzir limite e exigir pagamento à vista e antecipado", afirma Tozzi. Stay period A companhia pediu que sejam antecipados os efeitos do chamado stay period, para que sejam suspensas as execuções de dívidas enquanto a recuperação judicial não é aceita em definitivo pelo juiz. Em recuperações com muitos credores e dívidas, juízes costumam determinar perícia antes de decidir sobre o pedido. A etapa pode levar 30 dias. A proteção contra execuções, penhoras e bloqueios dá 180 dias de respiro operacional. "Se a Justiça demorar um pouco mais, a empresa pode quebrar antes mesmo da aprovação do plano de recuperação", diz Tozzi. Segundo Hanna Mtanios, advogado do escritório Cançado e Barreto Advocacia, não é incomum que processos de recuperação judicial demorem alguns dias para serem analisados. "São muitos documentos que acompanham a petição inicial e, nesse caso, é natural que o juiz seja cauteloso", afirma. A varejista pediu o stay period ao requerer recuperação judicial, em 16 de agosto. No dia 19, a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo entendeu que a tutela de urgência já protegia o patrimônio do grupo na transição. Na decisão, a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira proibiu o registro de declarações de vencimento antecipado apenas em razão do pedido de recuperação ou de quebra de cláusulas relacionadas à insolvência. A Casas Bahia afirma que, em uma semana, credores protocolaram processos contra o grupo e que a tutela visa apenas manter as lojas em funcionamento, sem a proteção do stay period. A companhia afirma que a recuperação judicial será concedida pela Justiça e argumenta que, diante dessa certeza, não há razão para permanecer, durante o intervalo de perícia, exposta a "atos constritivos desordenados". Para Ronaldo Vasconcelos, advogado e professor do Mackenzie, estão sujeitos a recuperação todos os débitos concursais feitos na data do pedido. Agora, se a dívida for extraconcursal, ou seja, tudo o que é devido depois do pedido, o especialista prevê uma longa discussão judicial sobre a devolução desses recursos pelos bancos. "O juiz costuma pedir para devolver [o dinheiro] ou colocar nos autos do processo até ele definir se os débitos são concursais ou extraconcursais, e isso vai ser definido durante o processo", diz Vasconcelos.

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