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巴西资讯巴西宏观市场2026年6月23日

Casas Bahia 90%用电来自可再生能源,中资零售可借鉴ESG降本路径

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Grupo Casas Bahia transforma sustentabilidade em pilar de competitividade

巴西零售巨头Casas Bahia集团2026年Q1实现90%运营能源来自可再生能源,通过自建分布式电站和废弃物回收计划,将ESG从合规工具转化为竞争力支柱,为在巴中资零售与制造企业提供可参考的降本与合规路径。

为什么值得关注

Casas Bahia 90%可再生能源与废弃物回收模式,为在巴中资零售、物流及制造企业提供ESG降本与合规参考路径。

巴西零售与电商巨头Grupo Casas Bahia(旗下含Casas Bahia、Pontofrio、Extra.com.br、Bartira家具厂及CBfull物流平台)在2026年第一季度实现90%运营能源来自可再生能源,覆盖门店、配送中心、办公室及家具工厂。该比例仅计入物理合同能源,不含购买的再生能源证书(I-RECs)。执行董事Andréia Nunes表示,ESG议程已从合规工具转向运营效率和长期竞争力的核心驱动力。对于在巴从事零售、物流及制造业的中资企业而言,Casas Bahia的能源自建与废弃物回收模式,提供了在巴西高电价与环保合规趋严背景下的降本与品牌升级样本。

Grupo Casas Bahia在2026年第一季度披露的ESG进展显示,其90%运营能源来自可再生能源,涵盖门店、配送中心、办公室及Bartira家具厂,且仅计入物理合同能源,不包括购买的再生能源证书(I-RECs)。目前该公司在巴西16个州拥有22座分布式发电厂。这一进展与向自由电力市场迁移及扩大分布式可持续能源发电厂的过程相一致。在环境议程中,REVIVA回收计划将约595.5吨废弃物送往回收和再利用,惠及9家合作合作社;通过安装在门店和运营中的747个收集器回收了560公斤电子废弃物。技术援助部门(DAT)回收了超过99%的客户退货商品(4131吨),经评估、维护和质量测试后,在公司余额商店销售或转售给经批准的合作伙伴以再利用组件。

对于在巴中资企业,尤其是零售、物流和制造业企业,Casas Bahia的ESG实践具有直接参考价值。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过以下机制间接传导:第一,巴西自由电力市场开放度持续提升,中资企业可效仿自建分布式电站或签订物理购电协议(PPA),降低长期用电成本,规避电价波动风险。第二,废弃物回收与退货再处理模式可降低原材料采购成本,并满足巴西国家环境委员会(CONAMA)及州级环保机构对废弃物管理的合规要求。第三,社会多样性目标(2026年底前黑人领导占比40%、女性领导占比36%)虽非强制,但巴西劳工部及公共检察官办公室近年对大型企业多样性合规审查趋严,中资企业需关注用工结构披露风险。

CBI解读:底稿显示Casas Bahia将ESG从“成本项”转化为“效率杠杆”,其核心在于物理合同能源(非证书购买)和废弃物闭环管理。CBI认为,中资企业不应仅将ESG视为合规负担,而应关注巴西自由电力市场(ACL)的套利机会——自建分布式电站可享受税收优惠(ICMS减免)和长期电价锁定。此外,废弃物回收计划(如REVIVA)与DAT退货回收模式,可降低库存损失和原材料成本,尤其对家具、家电制造和电商物流企业具有直接降本效果。社会多样性目标虽非法律强制,但巴西证监会(CVM)和B3交易所已要求上市公司披露ESG指标,中资企业若计划在巴西融资或上市,需提前布局。

待观察:1)Casas Bahia是否在2026年下半年进一步披露可再生能源占比提升至100%的时间表,以及分布式电站扩建计划;2)巴西自由电力市场(ACL)2026年电价走势及新发电项目审批进度,将影响中资企业自建电站的经济性;3)巴西联邦政府是否在2026年底前出台针对大型零售商废弃物回收的强制性法规,或调整电子废弃物(logística reversa)的合规要求。

CBI 观察编辑判断

底稿显示Casas Bahia将ESG从合规工具转化为运营效率杠杆,核心在于物理合同能源与废弃物闭环管理。CBI认为,中资企业应关注巴西自由电力市场的套利机会,自建分布式电站可锁定长期电价并享受税收优惠;废弃物回收模式对家具、家电制造和电商物流企业具有直接降本效果。

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信息概要

类型
企业动态
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴中资零售、物流及制造业企业
核验
待核验
对象
在巴中资零售企业在巴中资物流与制造业企业在巴中资电商平台
话题
企业动态行业趋势

来源信息

来源
Valor Econômico
原文标题
Grupo Casas Bahia transforma sustentabilidade em pilar de competitividade
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Grupo Casas Bahia transforma sustentabilidade em pilar de competitividade

Nos últimos anos, a agenda ESG vem deixando de ser tratada apenas como resposta a exigências regulatórias ou de reputação e passou a ocupar espaço nas decisões estratégicas de muitas empresas. Sustentabilidade, diversidade e gestão de pessoas passaram a ser vistas como fatores de crescimento, e não como compromissos acessórios. O Grupo Casas Bahia trata essas frentes como alavancas de eficiência, mitigação de riscos e fortalecimento da cultura organizacional. Um dos marcos dessa trajetória veio no primeiro trimestre de 2026, quando 90% da energia consumida pelas operações foram provenientes de fontes renováveis. O índice abrange lojas, centros de distribuição, escritórios e a fábrica de móveis Bartira – e considera apenas a energia fisicamente contratada, sem incluir certificados de origem regenerativas (I-RECs) adquiridos. O avanço está alinhado ao processo de migração para o Mercado Livre de Energia e à expansão das usinas de geração distribuída de fontes sustentáveis. Atualmente, a empresa tem 22 usinas desse tipo, espalhadas em 16 estados brasileiros. “A evolução da agenda ESG está conectada diretamente à eficiência operacional e à construção de um projeto mais resiliente e sustentável no longo prazo. O avanço no uso de energia renovável reforça esse compromisso”, afirma Andréia Nunes, diretora executiva de Gente & Gestão, ESG e Assuntos Corporativos. O Grupo Casas Bahia reúne o e-commerce e as lojas das marcas Casas Bahia e Pontofrio, as vendas online do Extra.com.br, as soluções financeiras da Casas Bahia Pay, a fábrica de móveis Bartira e a plataforma logística CBfull. Resíduos e economia circular Na agenda ambiental, além do uso de energia renovável, outro destaque é a gestão de resíduos. No primeiro trimestre, o programa de reciclagem REVIVA destinou cerca de 595,5 toneladas de resíduos para reciclagem e reaproveitamento, beneficiando nove cooperativas parceiras. Também foram recolhidos 560 kg de resíduos eletroeletrônicos para descarte adequado, por meio de 747 coletores instalados nas lojas físicas e operações do grupo. Na frente de economia circular, o Departamento de Assistência Técnica (DAT) recuperou no trimestre mais de 99% das mercadorias devolvidas por clientes, incluindo eletroeletrônicos, linha branca e móveis. O volume equivale a 4.131 toneladas de produtos que passaram por avaliação, manutenção e testes de qualidade. Os itens recuperados são comercializados nas lojas de saldo da companhia ou revendidos a parceiros homologados para reaproveitamento de componentes. Segundo a empresa, a prática aumenta a vida útil dos produtos, reduz a geração de resíduos e diminui a extração de materiais para a fabricação de novos itens. Diversidade e protagonismo No pilar social, a companhia estabeleceu metas públicas sobre a presença de mulheres e pessoas negras em posições de liderança. Atualmente, o quadro de funcionários conta com 47% de colaboradores negros e 43% de mulheres. Em cargos de gestão, os percentuais são de 39,9% de líderes negros e de 35,7% de mulheres. Os objetivos de 2026 incluem atingir 40% de pessoas negras em posições de comando, de gerência para cima, até dezembro. Para as mulheres, o objetivo é chegar a 36% na liderança no mesmo período. Em 2025, a participação feminina em cargos a partir de gerente atingiu 35,8%. O resultado superou a meta estabelecida de 35% e representou crescimento de 2,8 pontos percentuais em relação a 2024. Uma das iniciativas que compõem essa estratégia é o programa Dona de Si, criado para fortalecer o protagonismo feminino, ampliar oportunidades de desenvolvimento e acelerar trajetórias de carreira dentro da companhia. A iniciativa também busca formar uma rede interna de multiplicadoras capaz de sustentar a evolução da agenda de equidade de gênero no longo prazo. No primeiro trimestre desse ano, o programa impactou 952 mulheres. Em 2026, o projeto passou a operar em dois pilares. O Dona de Si Essência é uma trilha de desenvolvimento exclusiva para mulheres, com conteúdos práticos, mentorias e ferramentas para impulsionar carreira e autoconfiança. Já o Dona de Si Encontros reúne agendas abertas, presenciais e com transmissão, que promovem conversas sobre liderança, autocuidado e protagonismo. Outras ações complementam a frente de equidade de gênero. Os Diálogos de Empoderamento Feminino, realizados na fábrica e na logística, alcançaram mais de 1.350 colaboradoras. Enquanto a campanha Somos Donas das Nossas Histórias reuniu relatos de mulheres que trabalham na empresa. Inclusão, respeito, saúde e bem-estar A agenda de diversidade abrange também a inclusão de pessoas com deficiência. O Grupo Casas Bahia conta atualmente com cerca de 1400 colaboradores PcD. O programa Jornada Sem Barreiras atua em empregabilidade, formação e qualificação da liderança. A construção dos módulos contou com pesquisa colaborativa envolvendo 164 funcionários com deficiência, e 100 líderes contribuíram com os temas de capacitação. No combate ao assédio e à discriminação, o programa Dedicação Também é Respeitar iniciou o ano com os Diálogos de Respeito, ação de sensibilização de gestores de loja que já impactou mais de 300 líderes. A companhia também lançou a ação Apague seu Preconceito, com a entrega de mensagens aos seniores do Encontro de Líderes, em abril. A gestão de pessoas inclui ainda uma frente estruturada de saúde e bem-estar, com programas de acolhimento, telepsicologia, suporte social, telemedicina e acompanhamento especializado. Segundo a empresa, essas políticas fazem parte da cultura organizacional há anos e estão conectadas ao valor da “paixão pela nossa gente”. Os números do último ano dão a dimensão dessa atuação. Foram mais de 24 mil atendimentos em telemedicina e telepsicologia. O Espaço Viver Bem registrou mais de 18,5 mil consultas, e o Programa Acolher realizou mais de 80 mil atendimentos no período. Formação e empreendedorismo A atuação social da companhia se estende para fora do quadro de colaboradores por meio da Fundação Casas Bahia. A instituição que completa 65 anos em 2026, atua sob três pilares: a inclusão produtiva de jovens periféricos no mercado formal de trabalho; o fortalecimento e desenvolvimento de mulheres empreendedoras e seus negócios, com impacto positivo direto na economia local; e como princípio basilar a educação financeira desses dois grupos. Em sua carteira de parceiros, a Fundação mantém parceria com o Instituto Proa e com o Instituto Dona de Si. O primeiro, parceria voltada à criação de oportunidades de desenvolvimento e empregabilidade para jovens, tem a pretensão de formar neste ano mais de 12 mil alunos a nível Brasil, sendo uma parte deste número em profissionais de tecnologia. Já o segundo parceiro, que trabalha no fomento ao empreendedorismo, o Instituto Dona de Si, está formando 1.500 mulheres em 5 estados brasileiras, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e no Distrito Federal. Sobre educação financeira, a Fundação reafirma seu compromisso em ofertar essa formação para todos os públicos atendidos pelos parceiros da instituição e da importância desta temática para a vida da população brasileira e seu desenvolvimento econômico.

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