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巴西资讯巴西金融监管2026年8月27日

Caixa二季度净利增5.9% 住房信贷扩张但农业不良率飙至20.7%

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Lucro da Caixa cresce 5,9% e chega a R$ 3,9 bi no segundo trimestre

巴西最大住房信贷银行Caixa二季度净利润39亿雷亚尔,信贷总额同比增11.9%,但不良率升至3.64%,农业领域不良率高达20.74%。对在巴中资农业、建筑及金融企业意味着信贷环境分化加剧。

为什么值得关注

Caixa是巴西最大住房信贷机构,其信贷扩张与不良率分化直接影响在巴中资建筑、农业及金融机构的融资环境与回款风险。

巴西联邦储蓄银行(Caixa Econômica Federal)周三(26日)公布2026年第二季度业绩:经常性净利润39亿雷亚尔,同比增长5.9%,环比增长12.4%。信贷总额达1.448万亿雷亚尔,同比扩张11.9%,其中住房信贷余额1.005万亿雷亚尔,同比增长15%,占信贷总额69.4%。然而,资产质量同步恶化——逾期超90天不良贷款率从一年前的2.66%升至3.64%,农业领域不良率从7.02%飙升至20.74%。对在巴中资企业而言,Caixa作为巴西住房信贷和农业融资的重要资金方,其信贷政策走向将直接影响建筑、农业及设备供应商的收款周期与融资成本。

Caixa二季度业绩呈现明显的“量增质降”特征。信贷端,住房贷款签约额达1376亿雷亚尔,同比大增29.3%,银行保持约68%的住房市场份额;个人信贷余额1565亿雷亚尔(同比+8.7%),企业信贷余额1139亿雷亚尔(同比+6.5%)。但风险端,信用损失准备金支出达69.7亿雷亚尔,同比近乎翻倍(+97.6%),净资产收益率(ROE)降至9.16%,同比下滑2.7个百分点。上半年累计经常性净利润74亿雷亚尔,同比仍下降17.6%。

对中资企业而言,Caixa的信贷结构变化带来多重传导。首先,农业领域不良率从7.02%跃升至20.74%,远超其他板块——这意味着在巴西从事大豆、玉米等农产品贸易或农机出口的中资企业,若下游客户依赖Caixa农业信贷(FCO等机制)融资,将面临更严格的放贷审核和更长的回款账期。其次,住房信贷不良率仅1.45%,远低于个人(6.29%)和企业(14.05%)板块,Caixa明确表示将继续聚焦住房和有担保业务,这有利于在巴从事住宅开发或建材供应的中资企业获得持续信贷支持,但需关注银行提高准备金后对放贷利率的传导。第三,企业信贷不良率14.05%处于高位,中资企业若持有Caixa贷款或依赖其保函,需重新评估交易对手风险。底稿未涉及中资企业直接影响的具体案例,但通过信贷可得性和融资成本机制间接传导。

CBI解读:底稿显示Caixa在信贷扩张的同时主动增加损失准备金,说明银行对资产质量恶化的判断是前瞻性的。CBI认为,农业不良率20.74%并非孤立现象——巴西2025/2026年度农业种植成本上升与大宗商品价格波动叠加,已导致多家中小型农业合作社出现流动性紧张。Caixa作为政策性银行,其住房信贷占比近七成,这一结构使其整体不良率仍可控(3.64%),但农业领域的风险敞口值得中资农化、种子和农机企业警惕。此外,ROE降至9.16%意味着Caixa的资本回报吸引力下降,未来可能更依赖政府注资或发行债券,这会影响其信贷定价策略。

待观察:一是Caixa三季度信贷投放节奏——若住房信贷增速放缓,将直接影响建材和家装行业的中资供应商订单;二是农业不良率是否继续攀升——8月底巴西农业部(MAPA)将发布新一季收成预估,若产量下调,农业不良率可能进一步恶化;三是Caixa是否调整企业信贷审批标准——其企业信贷不良率14.05%已处于高位,中资企业若计划申请Caixa融资,需关注三季度起放贷条件变化。

CBI 观察编辑判断

事实:Caixa二季度净利润增长但不良率升至3.64%,农业不良率20.74%,准备金支出同比增97.6%。CBI认为:住房信贷高占比(69.4%)是Caixa整体资产质量的稳定器,但农业领域风险已从个案演变为系统性信号,中资涉农企业应重新评估巴西下游客户的信用状况。

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信息概要

类型
企业动态
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴中资农业、建筑、建材、农机及设备供应商,以及依赖Caixa融资的企业。
核验
待核验
对象
在巴中资农业企业建筑与建材供应商金融机构及投资者
话题
金融企业动态行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Lucro da Caixa cresce 5,9% e chega a R$ 3,9 bi no segundo trimestre
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Lucro da Caixa cresce 5,9% e chega a R$ 3,9 bi no segundo trimestre

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre, o crescimento foi de 12,4%. No primeiro semestre, porém, o lucro recorrente somou R$ 7,4 bilhões, queda de 17,6% em 12 meses. Notícias relacionadas: Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial. Até 53% da Dívida Pública Federal poderá ser corrigida pela Selic. Dívida Pública sobe 0,22% em julho e supera R$ 9,2 trilhões. Divulgado nesta quarta-feira (26), o resultado do segundo trimestre mostra forte expansão do crédito, especialmente no financiamento imobiliário, mas com aumento da inadimplência e a necessidade de elevar provisões para perdas. A margem financeira, que representa os ganhos do banco com operações que envolvem juros, alcançou R$ 19,7 bilhões no trimestre, crescimento de 20,2% em um ano. Crédito impulsiona A carteira de crédito total da Caixa chegou a R$ 1,448 trilhão em junho, alta de 11,9% em 12 meses e de 2,7% no trimestre. O crédito imobiliário continua sendo o principal negócio do banco e representa 69,4% da carteira total. O saldo dessa carteira atingiu R$ 1,005 trilhão, crescimento de 15% em um ano. De abril a junho, as contratações de financiamento imobiliário somaram R$ 137,6 bilhões, alta de 29,3% na comparação anual. A Caixa manteve a liderança no mercado habitacional, com participação de aproximadamente 68%. Outros segmentos também apresentaram crescimento: Crédito para pessoas físicas: R$ 156,5 bilhões, alta de 8,7% em 12 meses; Crédito para empresas: R$ 113,9 bilhões, alta de 6,5%; Carteira total: R$ 1,448 trilhão, alta de 11,9%. Inadimplência aumenta Apesar do crescimento do crédito, a inadimplência avançou. O índice de operações com atraso superior a 90 dias ficou em 3,64%, contra 2,66% um ano antes. O principal ponto de atenção está no agronegócio. A inadimplência no segmento chegou a 20,74%, ante 7,02% no segundo trimestre de 2025. Nas demais carteiras, os índices foram: Pessoas físicas: 6,29%; Pessoas jurídicas: 14,05%; Crédito imobiliário: 1,45%;  Infraestrutura: 0,03%. A carteira imobiliária, que concentra a maior parte dos empréstimos da Caixa, apresentou índice de inadimplência bem inferior ao registrado nas demais modalidades. Mais provisões Diante do aumento do risco de crédito, a Caixa ampliou os recursos destinados a cobrir possíveis perdas. A despesa com provisões para perdas de crédito alcançou R$ 6,97 bilhões no segundo trimestre, alta de 97,6% em relação ao mesmo período de 2025 e de 6,9% ante os três primeiros meses deste ano. Segundo o banco, a forte concentração da carteira em financiamentos habitacionais e operações com garantias contribui para reduzir as perdas esperadas e dar maior estabilidade ao crédito. Rentabilidade cai Mesmo com o aumento do lucro no segundo trimestre, a rentabilidade da Caixa recuou. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) ficou em 9,16%, queda de 2,7 pontos percentuais em relação a junho de 2025. A receita com prestação de serviços somou R$ 7,54 bilhões, alta de 12,9% em 12 meses. As despesas administrativas chegaram a R$ 11,44 bilhões, crescimento anual de 5,9%.

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