← 返回巴西资讯
巴西资讯巴西科技平台

巴西电监局拟收紧太阳能订阅监管,补贴今年已达142亿雷亚尔

分享

Energia solar por assinatura no radar da Aneel; o que pode mudar?

巴西国家电力局(Aneel)内部开始讨论收紧太阳能订阅模式监管,拟设12个月最低合约期并限制发电量分配,背后是小型发电商补贴今年截至9月已达142亿雷亚尔。

巴西国家电力局(Aneel)已内部启动讨论,拟收紧近年来在巴西快速扩散的太阳能订阅模式监管。Aneel配电服务监管领域在一份建议修改规则的技术说明中称,企业向太阳能订户提供固定电费折扣(通常为5%至20%)是对相关法律的“概念扭曲”。监管担忧背后是不断增长的补贴账单:今年截至9月,对小型发电商(含屋顶太阳能用户)的补贴达142亿雷亚尔,而2022年为28亿雷亚尔。

该模式基于在多个消费者之间共享小型太阳能电站的发电量,参与者已从大型电力公司Cemig和Energisa,扩展到银行、投资基金、电信企业以及啤酒商Heineken等。Aneel技术人员认为,不同行业投资者的进入表明该模式已被“商业化”,偏离了最初为消费者合作社自用发电而设计的初衷。技术说明还点名提到Heineken通过合作发电商提供可再生能源、TIM与Thopen Energia合作,以及2023年被Santander收购的FIT Energia。

Aneel工作人员建议的整顿措施包括:对电站发电量在“订户”之间的分配制定更严格规则、设立至少12个月的最低合约期,以及客户退出时的回报等待期。有专家称,该结构“变成了利用自用发电补贴的变相售电”,可能产生“反向罗宾汉效应”,因为承担补贴成本的包括无法获得该模式的弱势消费者。一名为多家集团提供咨询的消息人士称,拟议中的规则变化对已进入该业务的企业“可能是一枚炸弹”——虽未实际禁止该模式,但将使小型电站产生的 credits 管理“复杂得多”,增加风险和运营成本。

该议题尚未提交Aneel董事会,监管路径尚无共识。一名接近监管机构的消息人士对Brazil Journal表示:“我认为讨论可能停留在保留现有安排,或许只覆盖未来。”Felsberg Advogados能源主管Felipe Zaratini指出,联邦审计法院(TCU)已于2024年要求Aneel提交完善“太阳能订阅”监管的计划,并赞赏Aneel的举措以及任何最终决定不溯及既往的信号。Allez Estratégia的顾问Alexandre Bueno称,该行业确实是在“监管边缘”利用“空白”成长起来的,需要一套框架以更可预测地运作,客户高流动性是一个严重问题。Aneel技术人员的建议还将经过董事会分析和公众咨询;与此同时,不排除行业企业转向国会寻求支持。一名跟踪讨论的律师称:“这是一个游说力量非常强的细分市场。过去几年他们能在国会大力运作以维持其优惠。”

这条资讯对你有帮助吗?

信息概要

类型
政策法规
方向
巴西
分类
科技平台
层级
编辑整理
话题
政策合规行业趋势巴西科技
查看原文(葡萄牙语)

Energia solar por assinatura no radar da Aneel; o que pode mudar?

O modelo de energia solar por assinatura, que se difundiu no País nos últimos anos, está sendo questionado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que começou a debater internamente um aperto da regulamentação para esse nicho de mercado. Baseado no compartilhamento da produção de mini-usinas solares entre diversos consumidores, o negócio passou a ser explorado por grupos desde grandes elétricas, como Cemig e Energisa, a bancos e fundos de investimento, passando por empresas de telecom e até a cervejaria Heineken. No final, o mercado pode ser vítima do próprio sucesso. A avaliação de técnicos da Aneel é de que a entrada de investidores de diferentes setores no ramo evidencia que houve uma “mercantilização” de um modelo criado originalmente para permitir que cooperativas de consumidores se juntassem para investir em usinas apenas para atender seu próprio consumo. Em uma nota técnica que recomenda diversas mudanças nas regras, a área de regulação dos serviços de distribuição da agência disse que a oferta de descontos fixos na conta de luz pelas empresas a seus assinantes solares – normalmente entre 5% e 20% – é uma “distorção conceitual” da lei que deu origem aos negócios. Isso porque, como sócios das mini-usinas, os consumidores deveriam compartilhar proporcionalmente seus resultados, sujeitos a variação de acordo com o volume de energia produzido. O documento da Aneel ainda cita nominalmente a atuação nesse setor de grupos como a Heineken, que passou a oferecer energia renovável por meio de parceiros geradores, a TIM, que se associou à Thopen Energia, e a FIT Energia, adquirida pelo Santander em 2023. “Tal movimento reforça a percepção de que parcela relevante desses arranjos passou a ser explorada como atividade econômica estruturada, e não apenas como instrumento destinado ao compartilhamento dos benefícios da geração entre consumidores,” diz a nota técnica. Os servidores da Aneel sugerem medidas para um freio de arrumação no setor que incluiria regras mais restritivas para a divisão da geração das usinas entre seus “assinantes” e a instituição de um período mínimo de 12 meses de permanência nos planos, além de carência para o retorno no caso de saída dos clientes. Por trás das preocupações da agência, além das questões legais e regulatórias, está uma conta de subsídios que não para de crescer. As mini-usinas que produzem a energia por trás dos modelos de assinatura solar contam com descontos em encargos pelo uso da rede que acabam gerando custos para os demais consumidores. Somente neste ano, esse subsídio aos mini-geradores, que também inclui pessoas e empresas com placas solares em telhados, atingiu R$ 14,2 bilhões até setembro, de R$ 2,8 bilhões em 2022. Após fiscalizações, a Aneel avaliou que a estrutura da energia por assinatura “passou a funcionar como uma venda disfarçada de energia utilizando subsídios destinados à geração para consumo próprio”, disse um especialista do setor que acompanha a discussão na agência há anos. “Isso pode produzir um efeito ‘Robin Hood ao contrário’, porque entre os que suportam essa conta (dos subsídios) estão consumidores vulneráveis sem acesso ao mesmo modelo.” Para as empresas que entraram no negócio de energia por assinatura, por outro lado, a mudança proposta na regulamentação “pode ser uma bomba”, disse uma fonte que atua com consultoria para diversos grupos. Embora não proíbam de fato o modelo, as regras em estudo na Aneel na prática tornariam “muito mais complicada” a gestão dos créditos gerados pelas mini-usinas, aumentando riscos e custos operacionais envolvidos, disse esta fonte. A discussão na agência ainda vem num momento em que muitos players do setor já enfrentam dificuldades devido à acirrada concorrência pelos clientes depois do forte crescimento do mercado – que aumentou os descontos na conta de luz oferecidos e a vacância das mini-usinas de geração compartilhada, pressionando os retornos. O tema é controverso não só pelos potenciais impactos sobre as empresas do segmento, mas também pelo grande número de consumidores que aderiram ao modelo por assinatura. Por enquanto, o tema não chegou à diretoria da Aneel e ainda não há um consenso sobre o caminho a seguir na regulação, uma fonte próxima ao regulador disse ao Brazil Journal . “Acho que a discussão pode ficar em preservar o que já existe e eventualmente alcançar só o futuro.” O chefe da área de energia do Felsberg Advogados, Felipe Zaratini, lembrou que o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou ainda em 2024 que a Aneel apresentasse um plano para aprimorar a regulamentação das “assinaturas solares”, e elogiou a iniciativa da agência – bem como a sinalização de que qualquer eventual decisão não terá retroativos. “Há usinas, financiamentos e contratos de longo prazo estruturados com base nas regras e interpretações disponíveis,” disse Zaratini. O consultor Alexandre Bueno, da Allez Estratégia, que foi co-fundador de um plataforma de energia solar por assinatura depois vendida à Prisma Capital, disse que esse setor de fato cresceu “nas franjas da regulação” e aproveitando “lacunas.” “Esse é um segmento que hoje está desassistido, regulatoriamente falando. Precisa de um arcabouço inclusive para funcionar de forma mais previsível. Um problema muito sério, por exemplo, é a rotatividade de clientes. É um mercado altamente competitivo, inclusive com movimentos a meu ver irracionais de alguns agentes. Então a regulação se mover para reduzir a volatilidade nesse mercado é algo positivo.” As recomendações dos técnicos da Aneel para regular o setor ainda passarão pela análise da diretoria da agência e por uma consulta pública. Enquanto isso, porém, não é descartado que empresários do setor busquem socorro também em outra instância em Brasília – no Congresso. “É um segmento que tem uma força de lobby muito forte. Ao longo dos últimos anos conseguiram se movimentar no Congresso com muita força para manter seus benefícios,” disse um advogado que acompanha as discussões.

觉得有价值?

分享给需要了解巴西市场的朋友

帮助更多中国企业看懂巴西,做成生意

China Brazil Insight · 看懂巴西,做成生意

更多专题研究见 研究中心