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格莱西称赞拉拉·雷森德文章 批评央行利率政策加剧财政失衡

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Gleisi elogia André Lara Resende, para quem o Banco Central agrava o desequilíbrio fiscal

巴西劳工党前主席格莱西·霍夫曼公开称赞经济学家安德烈·拉拉·雷森德批评央行利率政策的文章,该文将财政失衡部分归咎于基准利率。

巴西劳工党前主席、卢拉政府前部长格莱西·霍夫曼于周日(1日)在社交平台X上称赞经济学家安德烈·拉拉·雷森德9月25日发表的文章《我控诉:消除巴西荒谬利率的提案》,该文批评巴西央行利率政策,并将财政失衡部分归咎于基准利率。

格莱西称这篇文章“对应对针对巴西财政政策的恐怖攻势至关重要”。她在帖文中转引了文章结尾的四项控诉,包括指控央行以过时理论维持利率、指控大型媒体不加分析地重复问题出在初级支出上、指控金融市场分析师将食利者利益与经济理性混为一谈,以及指控那些明知高利率损害国家却选择共识舒适的人。

此前《环球报》专栏作家劳罗·雅尔丁报道称,卢拉预计下周在巴西利亚会见该经济学家。财政部长达里奥·杜里甘向《经济价值报》否认有既定日程,表示多位经济学家表示愿意与总统对话,但没有安排会面。

拉拉·雷森德是克鲁扎多计划和雷亚尔计划的制定者之一。他在文章中承认国家支出不善,并提到议会修正案、司法特权、税收豁免和补贴,但主张剔除债务利息后公共账目基本平衡,初级赤字与国际相比很小。他认为财政调整辩论集中在初级支出上,忽视了利息这一债务压力的主要因素。

10月23日,他在巴西国际关系中心(CEBRI)活动上表示,巴西实际利率位居世界最高之列,称“巴西的利率是一种怪胎”,并解释其持续高企的原因是“它高是因为它曾经高”。他还质疑指导货币政策的理论模型,批评将《焦点》公报中的市场预期作为央行决策参考,认为央行参考金融机构预测并以加息回应,反而强化了支持紧缩的预期。

拉拉·雷森德还提出创建财政与货币委员会来协调两项政策并设定中期目标,建议利率区间为每年3%至5.5%,通过渐进过渡在12个月内将基准利率降至约7.5%。他主张在过渡期使用国际储备缓和雷亚尔可能的贬值,并称货币政策与财政政策不可分割。

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信息概要

类型
政策政治
方向
巴西
分类
金融监管
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话题
金融政策政治
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Gleisi elogia André Lara Resende, para quem o Banco Central agrava o desequilíbrio fiscal

A ex-ministra do governo Lula e ex-presidente do PT Gleisi Hoffmann elogiou neste domingo (1º) um artigo do economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, em que ele criticou a política de juros do Banco Central (BC) e atribuiu à taxa básica parte do desequilíbrio fiscal. Um dos formuladores dos planos Cruzado e Real, Resende também questionou a prioridade dada às despesas primárias. Em publicação na rede social X, Gleisi classificou o artigo intitulado “Eu acuso: uma proposta para eliminar as taxas de juros absurdas do Brasil”, como “fundamental para enfrentar essa ofensiva terrorista sobre a política fiscal brasileira”. Publicado em 25 de setembro, o texto termina com quatro acusações reproduzidas pela ex-presidente do PT: “Acuso o Banco Central de manter, em nome de uma teoria anacrônica, a taxa de juros que é a principal causa do desequilíbrio fiscal que alega combater”; “acuso a grande imprensa de repetir, sem qualquer análise crítica, que o problema reside nos gastos primários, quando, na verdade, reside nas taxas de juros”; “acuso os analistas do mercado financeiro de confundirem os interesses dos rentistas com a racionalidade econômica”; e “acuso todos aqueles que, sabendo que taxas de juros absurdas estão prejudicando o país, preferem o conforto do consenso ao desconforto da verdade”. A manifestação ocorreu após o colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, noticiar mais cedo que Lula deve se reunir com o economista na próxima semana, em Brasília. Procurado pelo Valor, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que haja agenda acertada. Segundo ele, vários economistas têm se colocado à disposição para dialogar com o presidente, mas não há encontro agendado. Críticas ao BC e ao debate fiscal No artigo publicado em setembro, Lara Resende reconheceu que o país gasta mal e citou emendas parlamentares, privilégios do Judiciário, isenções fiscais e subsídios. Sustentou, porém, que, excluído o serviço da dívida, as contas públicas estariam praticamente equilibradas e que o déficit primário seria pequeno em comparação internacional. Para ele, o debate sobre ajuste fiscal se concentra nos gastos primários e ignora o peso dos juros, principal fator de pressão sobre a dívida. Posteriormente, em evento do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), em 23 de outubro, o economista afirmou que os juros reais brasileiros estavam entre os mais altos do mundo. “A taxa de juros brasileira é uma excrescência”, disse. Ao explicar por que o patamar se perpetuava, resumiu: “Ela está alta, porque ela foi alta”. Segundo o economista, os juros elevados tiveram justificativa em um contexto econômico anterior, mas permaneceram mesmo depois de as condições que os motivaram terem mudado. Na ocasião, o economista também contestou os modelos teóricos usados para orientar a política monetária. Ele questionou a aplicação da "Curva de Phillips", conceito da macroeconomia que relaciona inflação e atividade econômica, e criticou o uso das expectativas de mercado reunidas no boletim Focus como referência para as decisões do BC. Na avaliação dele, a autoridade monetária consulta as projeções dos agentes financeiros, reage a elas com juros mais altos e acaba reforçando as próprias expectativas que justificam o aperto monetário. Em tom irônico, afirmou que não seria necessário um ser humano para reproduzir esse mecanismo, pois até um “ratinho aprende” a associar a alta das expectativas a um aumento da taxa. Lara Resende argumentou ainda que os juros elevados prejudicam o investimento produtivo, encarecem o crédito e favorecem a concentração de renda. Para ele, a financeirização da economia brasileira ocorre principalmente por meio dos juros, em vez da valorização do capital das empresas. O resultado, segundo afirmou, é uma transferência de recursos para detentores de aplicações financeiras, em detrimento de investimentos de longo prazo. Ao ser questionado, durante o evento, sobre a reação do mercado a uma redução das taxas, chamou de “chantagem” a ameaça de investidores de comprar dólares no dia seguinte. Reconheceu que a mudança poderia pressionar o câmbio, mas defendeu o uso das reservas internacionais para conter movimentos bruscos. Também criticou a ideia de que choques externos, como uma alta do petróleo provocada por conflitos internacionais, deveriam levar automaticamente a uma elevação dos juros no Brasil. Para o economista, a taxa básica não é capaz de impedir uma mudança nos preços relativos causada por fatores externos. Proposta prevê coordenação entre política fiscal e monetária Como alternativa, Lara Resende propôs a criação de um Conselho Fiscal e Monetário para coordenar as duas políticas e estabelecer metas de médio prazo. O órgão definiria diretrizes para a trajetória fiscal e monetária, enquanto o BC manteria autonomia operacional para executar a política de juros. “A política monetária e a fiscal são indissociáveis”, afirmou. O economista defendeu que a redução dos juros fosse acompanhada de uma trajetória fiscal de longo prazo, de modo a evitar uma deterioração da relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB). A proposta prevê uma faixa de juros entre 3% e 5,5% ao ano, com uma transição gradual que levaria a taxa básica a cerca de 7,5% ao ano em 12 meses. Segundo Lara Resende, a combinação das medidas permitiria reduzir o custo da dívida sem provocar uma ruptura na política econômica. Ele também defendeu o uso das reservas internacionais para suavizar eventual desvalorização do real durante a transição. A proposta, segundo explicou, não pressupõe uma redução abrupta dos juros, mas uma mudança coordenada entre as políticas fiscal e monetária, com metas anunciadas e previsibilidade para os agentes econômicos. Gleisi Cristiano Mariz/Agência O Globo

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