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巴西用亚马逊河矿物废料制砂浆,减排可达九成

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Bioeconomia: tecnologia transforma resíduos minerais do Rio Amazonas em argamassa sustentável

巴西Embrapii体系与阿马帕州企业Mazodan合作,利用亚马逊河超细沉积物和矿物废料开发出可持续砂浆,可减少高达90%的二氧化碳排放并降低50%生产成本。

巴西Embrapii体系下的Senai Cimatec单位与阿马帕州企业Mazodan Laboratório & Produtos Cimentícios合作,开发出一项利用亚马逊河超细沉积物和矿物废料生产砂浆的新技术。据来源方介绍,该技术可使砂浆生产减少高达90%的二氧化碳排放,并节省50%的成本。

该砂浆用于砌块和砖墙的砌筑,即开即用,可装管销售,无需现场搅拌,省去搅拌机、水、水泥和沙子。据Embrapii单位研究员、项目技术负责人Nilson Amorim介绍,产品抗压强度是普通砂浆的四倍,1000公斤该聚合物砂浆可替代20吨水泥砂浆,足以建造三栋保障房。

Mazodan首席执行官兼创始人Michael Carvalho表示,项目的挑战在于把亚马逊河未被充分利用的沉积物和矿物废料这一环境负担,转化为高附加值的科技资源,将亚马逊生态保护与建筑行业效率相结合。据Aliança Águas Amazônicas的数据,目前亚马逊河流域有12亿吨沉积物淤积,这一循环过程因全球变暖而加剧。

在成本方面,Mazodan官网可依据巴西国家建筑成本与指数研究系统(Sinapi)的官方数据,按地区模拟材料与人工成本。以中西部地区为例,用传统材料加人工为200平方米面积做饰面,成本达15417.20雷亚尔;使用Mazodan砂浆则为7309.60雷亚尔,便宜52%。

Embrapii在项目全程发挥了关键作用。Carvalho称,Embrapii充当了科学研究与终端市场之间的桥梁,提供必要的资金支持以降低工业创新固有风险,并使企业得以使用Senai Cimatec单位的前沿技术基础设施。

Mazodan与Embrapii的合作还催生另外两款在研产品:替代传统抹灰的找平砂浆,以及利用尾矿坝废料制成的改良地质聚合物水泥。前者预计今年内进入市场,后者仍处于研究阶段。

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类型
科技与产业创新
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Bioeconomia: tecnologia transforma resíduos minerais do Rio Amazonas em argamassa sustentável

Material retirado da Amazônia ganha nova aplicação na construção civil, oferecendo maior resistência, durabilidade e eficiência às edificações Uma nova tecnologia pode reduzir em até 90% as emissões de CO₂ e gerar economia de 50% na produção de argamassa para o setor da construção civil. Desenvolvida pela Unidade Embrapii Senai Cimatec, em parceria com a empresa amapaense Mazodan Laboratório & Produtos Cimentícios, a solução utiliza resíduos e rejeitos minerais do Rio Amazonas, transformando sedimentos ultrafinos em um material com maior resistência, durabilidade e eficiência. A inovação amplia o aproveitamento de recursos amazônicos e abre caminho para materiais de construção alinhados à descarbonização e à economia circular. Para a sociedade, os benefícios vão muito além da questão ambiental: a tecnologia estimula a bioeconomia regional, fortalece a cadeia produtiva de inovação verde no Norte do país, gera oportunidades econômicas e possibilita a edificação de estruturas mais sustentáveis e preparadas para enfrentar os desafios climáticos das próximas décadas. A iniciativa foi motivada pela necessidade de enfrentar os gargalos ambientais e logísticos da construção civil tradicional, setor que consome grande quantidade de recursos naturais não renováveis, além de ser potencial emissor de gases de efeito estufa. “Tínhamos o desafio de transformar um passivo ambiental, os sedimentos e rejeitos minerais subaproveitados do Rio Amazonas, em um recurso tecnológico de alto valor agregado, unindo a preservação dos ecossistemas amazônicos à eficiência da indústria construtiva”, explica Michael Carvalho, CEO e fundador da Mazodan, a primeira construtech da Amazônia. A nova argamassa surge como uma alternativa ecológica e viável aos cimentos convencionais. Calcula-se que há atualmente, 1,2 bilhão de toneladas de sedimentos assoreando os rios da Amazônia em processo cíclico agravado pelo aquecimento global. Os dados são da organização Aliança Águas Amazônicas ( ÁGUAS AMAZÔNICAS) . Ao aproveitar partículas minerais antes ignoradas economicamente, a tecnologia reduz substancialmente a pegada de carbono das edificações, além de dispensar o uso de insumos finitos e assegurar construções mais resistentes, duráveis e termicamente eficientes. A solução foi criada para aplicação no assentamento de blocos e tijolos em paredes. “Essa argamassa é pronta para uso, podendo ser comercializada em bisnagas, proporcionando um canteiro de obras mais enxuto, com menos desperdícios e menor geração de resíduos”, informa o pesquisador da Unidade Embrapii e líder técnico do projeto Nilson Amorim. O produto desenvolvido é quatro vezes mais resistente que a argamassa comum e mil quilos desta argamassa polímérica substituem 20 toneladas de argamassa cimentícia, quantidade suficiente para a construção de três casa populares. Outra vantagem é que não há a necessidade de mistura, dispensando o uso de betoneira, água, cimento ou areia. No site da Mazodan, é possível fazer uma simulação de custos, de acordo com a região do país, com material e mão de obra, com base em dados oficiais do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi). Na região Centro-Oeste, por exemplo, o custo com material convencional e mão de obra para revestir 200 m² chega a R$ 15.417,20. Para revestir a mesma área com a argamassa Mazodan, o valor cai para R$ 7.309,60, 52% mais barato. Transformação em cadeia Ao converter resíduos em riqueza e conhecimento, a iniciativa consolida o desenvolvimento de tecnologias industriais sustentáveis genuinamente brasileiras e amplia o enorme potencial econômico associado ao uso consciente dos recursos da Amazônia. Para o setor da construção civil, o projeto abre caminho a uma nova geração de materiais alinhados às metas globais de descarbonização e aos princípios da economia circular, aumentando a competitividade e a modernização industrial. Para a sociedade, os benefícios vão muito além da questão ambiental: a tecnologia estimula a bioeconomia regional, fortalece a cadeia produtiva de inovação verde no Norte do país, gera oportunidades econômicas e possibilita a edificação de estruturas mais sustentáveis e preparadas para enfrentar os desafios climáticos das próximas décadas. A viabilização desse avanço contou com o papel decisivo da Embrapii ao longo de todo o desenvolvimento do projeto, o que permitiu que a construtech do Amapá transformasse uma ideia inovadora em um produto comercial de impacto nacional. “A Embrapii atuou como a ponte fundamental entre a pesquisa científica e o mercado final, fornecendo o suporte financeiro necessário para mitigar os riscos inerentes à inovação industrial e viabilizando o acesso à infraestrutura tecnológica de ponta da Unidade Senai Cimatec”, reforça Carvalho. Novos produtos em desenvolvimento A parceria entre a Mazodan e a Embrapii deu tão certo que mais dois novos produtos estão em desenvolvimento: uma massa nivelante, que substitui o reboco tradicional, e um cimento aprimorado geopolímero, obtido a partir de rejeitos de barragens de mineração. O primeiro deve entrar no mercado ainda este ano, enquanto o segundo está em fase de pesquisa. Sobre a Embrapii A Embrapii é uma organização social que atua em cooperação com Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), públicas ou privadas, para atender ao setor empresarial e fomentar a inovação na indústria. Para isso, conecta centros de pesquisa e empresas, compartilhando os custos da inovação ao aportar recursos não reembolsáveis em projetos que levem à introdução de novos produtos e processos no mercado. Para ter acesso ao modelo, a empresa deve apresentar seu desafio tecnológico à Unidade Embrapii com a competência técnica que se enquadra às necessidades do projeto. A Embrapii possui contrato de gestão com o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação, da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Além disso, possui parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) . Confira as Unidades e os Centros de Competência credenciados pela Embrapii.

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