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韩国美妆进口额增49.6%,巴西药房调整美妆策略

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K-beauty avança e desafia estratégia das farmácias

2025年前11个月巴西自韩国进口美容个护产品金额增长49.6%,药房渠道正围绕选品、陈列、培训和供应作出调整。

2025年1月至11月,巴西从韩国进口的美容和个人护理产品金额从2160万美元增至3230万美元,增长49.6%;进口量增长86.8%。这一变化正推动巴西药房渠道重新审视美妆品类的选品、陈列、培训与供应策略。

上述数据来自ComexStat,由巴西美容和个人护理行业协会(ABIHPEC)汇总。该协会还指出,巴西2025年共上市7359款美容和个人护理产品。

文章认为,K-beauty的推进由创新和韩国文化影响力驱动,同时也为涵盖不同亚洲来源产品的更广泛品类打开空间。商业挑战在于把初期好奇心转化为持续消费。CM Impacta创始人兼商务总监Cláudia Martins表示:“一个品牌可以进入巴西、走红,却仍然没有建立起市场。”她指出,从产品落地到形成复购,中间涉及定位、供应、培训、陈列和消费者教育。

药房渠道被视为连接发现与复购的环节。2025年巴西美容和个人护理市场流水约2000亿雷亚尔,药房渠道具备覆盖网络、消费者关系和dermocosméticos、卫生及自我护理领域的既有存在。据Abrafarma数据,其29家关联连锁截至2026年7月共有11893家门店,年营收近1289亿雷亚尔;2024年12月至2025年11月数字渠道销售额为215.8亿雷亚尔,增长54.82%。

Grupo DI首席执行官Leonardo Diniz表示,K-Beauty已帮助该连锁丰富美妆产品组合,“这是一个有利于尝试的品类”。Nissei首席执行官Alexandre Maeoka则表示,韩国美妆在巴西关注度上升,但仍有观点认为这类产品只面向购买力较高的人群,公司希望扩大获取渠道。

文章指出,品类扩张要求区分亚洲各市场的定位:韩国以创新速度、社交网络影响力和成分、质地与文化元素的结合见长,2025年化妆品出口额达114亿美元,增长11.8%;日本产业则与研发、品质和稳定性相关联,Euromonitor数据经ABIHPEC汇总显示,2024年日本美容和个人护理市场流水295亿美元。Grupo DI全球品牌策展人Karina Diniz称,该连锁对新品牌设有至少三个月的团队测试期,并提醒仅按产地集中陈列可能让消费者难以选择。

文章列出将兴趣转化为销售的五项工作:品牌筛选需考虑来源、合规、差异化、价格定位和受众契合;陈列可以产地作为发现元素,同时按需求组织以便浏览和搭配;药剂师和顾问需了解产品特性、活性成分、质地和使用方法;供应计划需应对趋势带来的需求快速上升与进口补货周期较长之间的落差;绩效指标应涵盖周转、毛利、可得性、复购和连带销售,并辅以数字触达和上市结果。Cláudia Martins警告,品牌可能被市场需要却尚未准备好服务大型连锁,上市后随即断货会损害体验并为竞争者留出空间。

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信息概要

类型
行业趋势
方向
巴西
分类
医药健康
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行业趋势市场进入
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K-beauty avança e desafia estratégia das farmácias

A beleza asiática ganha espaço no mercado brasileiro e para as farmácias, o avanço da categoria coloca em pauta decisões de curadoria, exposição, treinamento, abastecimento e integração entre lojas físicas e canais digitais. Entre janeiro e novembro de 2025, as importações brasileiras de produtos de beleza e cuidados pessoais da Coreia do Sul cresceram 49,6%, passando de US$ 21,6 milhões para US$ 32,3 milhões. Em volume, a alta chegou a 86,8%, segundo dados do ComexStat compilados pela ABIHPEC. A entidade também aponta que o Brasil registrou 7.359 lançamentos de produtos de beleza e cuidados pessoais em 2025. O movimento reforça a projeção da K-beauty , impulsionada pela inovação e pela influência cultural sul-coreana, mas também abre espaço para uma categoria mais abrangente, que reúne produtos de diferentes origens asiáticas. O desafio comercial está em converter a curiosidade inicial em consumo frequente. “Uma marca pode chegar ao Brasil, viralizar e ainda assim não construir mercado. Entre desembarcar o produto e gerar recorrência existe uma cadeia que envolve posicionamento, abastecimento, treinamento, exposição e educação do consumidor”, analisa Cláudia Martins , fundadora e diretora comercial da CM Impacta. Farmácias podem conectar descoberta e recompra Em um mercado de beleza e cuidados pessoais que movimentou aproximadamente R$ 200 bilhões em 2025, o canal farma reúne capilaridade, relacionamento com o consumidor e presença consolidada em dermocosméticos, higiene e autocuidado. As 29 redes associadas à Abrafarma somavam 11.893 lojas e faturamento anual de quase R$ 128,9 bilhões até julho de 2026. No comércio eletrônico, as vendas digitais movimentaram R$ 21,58 bilhões entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, crescimento de 54,82%. Essa estrutura permite conectar diferentes etapas da jornada de compra . A descoberta pode ocorrer nas redes sociais, enquanto a pesquisa, a orientação, a experimentação e a reposição se distribuem entre aplicativos, comércio eletrônico e lojas físicas. Leonardo Diniz , CEO do Grupo DI, comenta que a K-Beauty já contribui para a diversificação do portfólio de beleza da rede. “É uma categoria que favorece a experimentação e abre espaço para que o consumidor descubra novas marcas e soluções”, reforça. Segundo o executivo, o grupo vê potencial importante de crescimento. “A K-Beauty acompanha uma transformação mais ampla do varejo farma, em que a farmácia passa a ocupar um papel cada vez mais relevante na jornada de beleza e autocuidado, transformando-as em espaços cada vez mais completos de saúde, beleza e bem-estar”, destaca. Outra rede que vem investindo na onda asiática é a Nissei . “A beleza coreana desperta cada vez mais interesse no Brasil, mas ainda existe uma percepção de que esses produtos são restritos a um público de maior poder aquisitivo. Queremos ampliar o acesso a essas novidades, aliando variedade, qualidade, segurança e informação para o consumidor fazer suas escolhas com confiança”, relata o CEO Alexandre Maeoka . Curadoria precisa orientar o sortimento A expansão da categoria exige distinguir as propostas dos mercados asiáticos . A Coreia do Sul ganhou projeção pela velocidade de inovação, pela força das redes sociais e pela combinação entre ingredientes, texturas e referências culturais. Em 2025, suas exportações de cosméticos alcançaram US$ 11,4 bilhões, alta de 11,8%. O Japão , por sua vez, tem sua indústria associada à pesquisa, à qualidade e à constância. Dados da Euromonitor reunidos pela ABIHPEC apontam que o mercado japonês de beleza e cuidados pessoais movimentou US$ 29,5 bilhões em 2024. Karina Diniz , Global Brand Curator do Grupo DI, ressalta que a rede acompanha de perto o mercado internacional e avalia cada marca considerando inovação, desempenho, segurança e aderência ao consumidor brasileiro. “Esse processo envolve um período mínimo de três meses de testes pela nossa equipe antes da incorporação dos produtos ao portfólio”, revela. Embora uma área dedicada à Asian Beauty facilite a descoberta, agrupar produtos apenas pela origem pode dificultar a escolha. “Não basta colocar todos os produtos asiáticos no mesmo espaço. O consumidor precisa entender o que cada marca propõe, qual necessidade atende e como o produto entra em sua rotina. Sem essa tradução, a gôndola pode ser visualmente atraente, mas continuar confusa”, afirma a executiva. Cinco frentes para transformar interesse em vendas A entrada na categoria demanda decisões coordenadas entre compras, operações, marketing e equipes de loja. Seleção de marcas Procedência, regularização, diferenciação, posicionamento de preço e aderência ao público devem orientar a escolha, evitando sortimentos extensos sem identidade comercial. Organização da exposição A origem asiática pode funcionar como elemento de descoberta, enquanto a disposição por necessidades facilita a navegação e a combinação de produtos. Capacitação das equipes Farmacêuticos e consultores precisam conhecer características, ativos, texturas e formas de uso para orientar o consumidor com clareza e sem promessas exageradas. Planejamento do abastecimento A demanda impulsionada por tendências pode crescer rapidamente, enquanto importação e reposição seguem prazos mais longos. A capacidade de entrega dos fornecedores precisa acompanhar a expansão das vendas. “Uma marca pode ser desejada e ainda não estar preparada para atender uma grande rede. A ruptura logo depois do lançamento compromete a experiência e abre espaço para concorrentes”, alerta Cláudia. Indicadores de desempenho Giro, margem, disponibilidade, recompra e venda combinada de produtos devem complementar métricas de alcance digital e resultados dos lançamentos. “A primeira venda pode ser impulsionada pela curiosidade. A segunda mostra se o produto encontrou um lugar na rotina. Para construir uma categoria, precisamos olhar menos para o barulho do lançamento e mais para a recorrência”, finaliza.

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