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彭博分析:拉美对华出口上半年增24%,阿根廷农资市场受关注

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América Latina abre novas oportunidades para a indústria agrícola global

彭博社10月16日发布的分析指出,拉美政治与贸易格局变化为全球农业产业带来新机遇,阿根廷在农资与农业技术领域具备扩张潜力。

彭博社10月16日发布的一篇分析指出,2026年拉美正在发生的政治与贸易变化为全球农业产业打开新机会,阿根廷是具备技术、工业和商业扩张潜力的市场之一。分析援引拉美经委会(Cepal)数据称,2026年上半年拉美对华出口同比增长24%,自华进口增长10%,同期对美出口增长20%。

文章称,拉美国家与中国政治关系出现变化,但经济联系依然强劲;对美国、中国、印度和欧洲的农业企业而言,这引出在哪里投资、与谁建立合作、如何强化在区域食品与农业投入品供应链中布局的问题。

文章指出,巴西、阿根廷、墨西哥、秘鲁、智利和哥伦比亚经济结构不同,但共同面临生产力、基础设施、融资和竞争力方面的挑战;农业在其中的重要性尤其体现在对化肥、农药、机械、生物解决方案和精准农业技术的需求上。

中国在各国出口中的占比差异明显。据彭博社汇编的各国统计,2025年中国占智利出口的36.8%、秘鲁的36.2%、巴西的28.7%,占阿根廷出口的11%,哥伦比亚和墨西哥则明显更低。文章认为,这反映各国出口结构和贸易关系不同,需要对每个市场制定专门策略,而非对整个拉美采用单一做法。

就阿根廷而言,文章称大豆、玉米、小麦、向日葵等作物链条支撑了对农资和专业化服务的多样化需求,该国还拥有分销商、配方商、实验室、制造商和农艺专业人员的成熟网络。据FERTILIZAR Asociación Civil的数据,2025年阿根廷化肥消费量达510万吨,同比增长3%。文章提到,这一规模反映现有需求,但商业前景还取决于大宗商品价格、物流、融资、投入品成本和本地竞争。

生物制品方面,据CASAFE发布、由Pampas Group和Somera完成的研究,2025年阿根廷农业生物投入品市场规模为1.187亿美元,处理面积约1740万公顷。文章强调,这一数字与化肥市场属于不同细分领域,不应相加得出统一估算。

文章还提到阿根廷近期的监管调整:SENASA第214/2025号决议对涉及化肥、刺激素、接种剂、土壤改良剂和原材料的特定人员和机构引入简化登记程序,采用宣誓声明加事后监管的模式,但不替代产品授权,也不免除技术和卫生义务;第458/2025号和第843/2025号决议重组了农药相关机构、登记和进口程序;ARCA第5773/2025号一般决议将化肥和土壤改良剂的进口授权与通知程序纳入阿根廷外贸单一窗口(VUCEA);SENASA第869/2026号决议(9月24日发布)针对特定情形设立例外性、临时性行政授权,不替代常规登记程序。文章称,对国际制造商和分销商而言,在产品进入市场或达成商业协议前理解这些规范的适用范围十分关键,市场准入仍取决于技术文件、卫生要求、可追溯性和质量控制。

文章还称,巴西以农业生产规模和在大宗商品国际市场的份额突出,墨西哥通过USMCA与美国保持紧密的产业和贸易一体化,智利和秘鲁与亚洲贸易关系显著。文章援引牛津经济研究院专家的说法称,拉美各国政府对能创造就业、生产能力和技术转移的投资兴趣上升,这可能为制造、配方、研究、分销和本地化解决方案开发带来机会;国际合作在结合技术、农艺知识和工业能力时更具意义,而非仅集中于成品进口。

文章最后表示,这一潜力并不意味着每项投资都商业可行,监管改革也不保证市场准入,但成熟的化肥和生物投入品市场加上发达的农业产业,为评估商业与工业合作形式创造了具体机会;对全球农业产业而言,该地区在生产、技术、投资和供应链发展方面存在机会,但把握这些机会需要本地知识和长期规划。

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信息概要

类型
行业趋势
方向
双边
分类
贸易物流
层级
编辑整理
影响谁
农资与农业技术企业在拉美布局的农业投入品贸易商
话题
贸易投资行业趋势
查看原文(葡萄牙语)

América Latina abre novas oportunidades para a indústria agrícola global

As mudanças políticas e comerciais em curso na América Latina em 2026 estão abrindo novas oportunidades para a indústria agrícola global, com a Argentina entre os mercados que apresentam potencial para expansão tecnológica, industrial e comercial. Uma análise da Bloomberg publicada em 16 de outubro destaca mudanças nas relações políticas entre países latino-americanos e a China, mesmo diante da manutenção de fortes vínculos econômicos. Para empresas agrícolas dos Estados Unidos, China, Índia e Europa, esse cenário levanta questões importantes sobre onde investir, estabelecer parcerias e fortalecer sua presença nas cadeias regionais de alimentos e insumos agrícolas. O cenário econômico em transformação na região combina mudanças nas prioridades políticas, necessidade de investimentos e demanda crescente por tecnologia agrícola. Brasil, Argentina, México, Peru, Chile e Colômbia possuem estruturas econômicas distintas, mas enfrentam desafios comuns relacionados a produtividade, infraestrutura, financiamento e competitividade. A agricultura ocupa papel importante nesse contexto, especialmente pela demanda por fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas, soluções biológicas e tecnologias de agricultura de precisão. Para fabricantes internacionais que avaliam oportunidades comerciais e industriais, compreender as características de cada mercado é fundamental. Comércio global do agronegócio Os indicadores comerciais mostram a força das relações econômicas internacionais da América Latina. Segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), citados na análise regional, as exportações latino-americanas para a China cresceram 24% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as importações provenientes do país asiático avançaram 10% . No mesmo período, as exportações da região para os Estados Unidos aumentaram 20% . Os números se referem ao comércio total de mercadorias, e não apenas a produtos agrícolas, mas ajudam a mostrar a importância dos dois mercados para a economia latino-americana. A participação chinesa nas exportações de cada país varia significativamente. Segundo estatísticas nacionais compiladas pela Bloomberg, a China respondeu por 36,8% das exportações totais do Chile em 2025 , 36,2% das vendas externas do Peru e 28,7% das brasileiras. Na Argentina, a participação foi de 11%, enquanto Colômbia e México registraram percentuais consideravelmente menores. As diferenças refletem estruturas exportadoras e relações comerciais distintas, reforçando a necessidade de estratégias específicas para cada mercado, em vez de uma abordagem única para toda a América Latina. Argentina e o novo cenário de oportunidades para o agronegócio global Dentro desse ambiente regional, a Argentina apresenta áreas relevantes de interesse para empresas internacionais ligadas à produção e à tecnologia agrícola. As cadeias de soja, milho, trigo, girassol e outras culturas extensivas sustentam uma demanda diversificada por insumos agrícolas e serviços especializados. O país também possui uma rede consolidada de distribuidores, formuladores, laboratórios, fabricantes e profissionais de agronomia. Em conjunto, essas capacidades oferecem uma base para parcerias comerciais e técnicas com empresas dos Estados Unidos, China, Índia e Europa interessadas no desenvolvimento de longo prazo desse mercado. O mercado argentino de fertilizantes oferece uma dimensão da escala do setor. Segundo a FERTILIZAR Asociación Civil, o consumo nacional chegou a 5,1 milhões de toneladas em 2025 , alta de 3% em relação ao ano anterior. A nutrição de cultivos continua sendo um componente central dos sistemas produtivos argentinos e exige soluções adaptadas às diferentes culturas, condições de produção e circunstâncias econômicas. Para fornecedores internacionais, esse volume dá uma indicação da demanda existente, embora as perspectivas comerciais também dependam dos preços das commodities, logística, financiamento, custos dos insumos e concorrência local. O segmento de produtos biológicos é outro indicador do desenvolvimento da tecnologia agrícola no país. Um estudo da Pampas Group e da Somera, divulgado pela CASAFE, estimou que o mercado argentino de bioinsumos agrícolas alcançou US$ 118,7 milhões em 2025 , com aproximadamente 17,4 milhões de hectares tratados . Esses números descrevem um segmento distinto do mercado de fertilizantes e, portanto, não devem ser somados para formar uma estimativa única. Sua relevância está no alcance comercial de tecnologias de biocontrole, bioestimulantes e inoculantes em sistemas agrícolas que buscam maior eficiência produtiva. A demanda por inovação também reflete desafios agronômicos enfrentados por produtores em toda a América Latina. Plantas daninhas resistentes a herbicidas, doenças agrícolas, variabilidade climática e custos crescentes de produção vêm estimulando o interesse por tecnologias capazes de sustentar a produtividade e melhorar a rentabilidade. Soluções químicas, biológicas e digitais podem desempenhar papéis complementares nesse ambiente. Sua adoção depende de eficácia comprovada, segurança, suporte técnico e conformidade regulatória, além das condições financeiras enfrentadas por produtores, distribuidores e fornecedores de insumos agrícolas. A capacidade de produção internacional é outro componente importante dessas oportunidades. A China ocupa uma posição relevante na fabricação de ingredientes ativos para defensivos agrícolas e agroquímicos, enquanto Índia, Europa e Estados Unidos reúnem capacidades industriais, científicas e comerciais em áreas como proteção de cultivos e nutrição vegetal. Essa diversidade de fornecedores pode favorecer parcerias comerciais, formulações adaptadas aos mercados locais e o desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas. Para a América Latina, o desafio é combinar disponibilidade de produtos, qualidade, inovação e assistência técnica dentro dos marcos regulatórios adequados. Reformas administrativas recentes na Argentina também acrescentam um novo elemento para empresas que avaliam operações internacionais. A Resolução 214/2025 do SENASA introduziu procedimentos simplificados de registro para determinadas pessoas e estabelecimentos envolvidos com fertilizantes, estimulantes, inoculantes, corretivos de solo e matérias-primas. O modelo inclui declarações juramentadas e fiscalização posterior pelo órgão regulador. Embora essas mudanças possam reduzir algumas exigências administrativas, elas não substituem as autorizações dos produtos nem eliminam as obrigações técnicas e sanitárias aplicáveis. Na área de defensivos agrícolas, as Resoluções 458/2025 e 843/2025 do SENASA reorganizaram procedimentos relacionados a estabelecimentos, registros e importações de produtos fitossanitários. Algumas disposições estabelecem procedimentos específicos para produtos comercializados em países reconhecidos por sua convergência regulatória, sujeitos ao cumprimento de requisitos documentais e de conformidade. Separadamente, a Resolução Geral 5773/2025 da ARCA incorporou procedimentos de autorização e aviso de importação de fertilizantes e corretivos de solo à Ventanilla Única de Comercio Exterior Argentino (VUCEA). As empresas precisam avaliar como essas medidas se aplicam especificamente a seus produtos e operações. A modernização regulatória continuou em 2026. A Resolução 869/2026 do SENASA , publicada em 24 de setembro, criou autorizações administrativas de caráter excepcional e temporário para situações específicas envolvendo o uso de produtos fitossanitários, sem substituir os procedimentos regulares de registro. Para fabricantes e distribuidores internacionais, compreender o alcance dessas normas é essencial antes de introduzir produtos no mercado ou estabelecer acordos comerciais. O acesso continua condicionado à documentação técnica, exigências sanitárias, rastreabilidade e controles de qualidade. Além da Argentina, a América Latina oferece diferentes oportunidades de acordo com a estrutura agrícola e industrial de cada país. O Brasil se destaca pela escala de sua produção agrícola e por sua participação nos mercados internacionais de commodities, enquanto o México mantém forte integração industrial e comercial com os Estados Unidos por meio do USMCA. Chile e Peru mantêm relações comerciais expressivas com a Ásia, enquanto outros mercados regionais também oferecem potencial para o desenvolvimento comercial e tecnológico no setor agrícola. A diversidade latino-americana exige estratégias específicas por país, capazes de considerar demanda agrícola, infraestrutura, regulação, financiamento e redes de distribuição. Especialistas da Oxford Economics citados na análise regional original apontam para um interesse crescente dos governos latino-americanos em investimentos capazes de gerar empregos, capacidade produtiva e transferência de tecnologia. Para o agronegócio, esse movimento pode criar oportunidades em fabricação, formulação, pesquisa, distribuição e desenvolvimento de soluções adaptadas às necessidades locais. A cooperação internacional ganha especial relevância quando combina tecnologia, conhecimento agronômico e capacidade industrial, em vez de se concentrar exclusivamente na importação de produtos acabados. Para empresas agrícolas dos Estados Unidos, o cenário regional oferece oportunidades para ampliar relações com distribuidores, produtores rurais e empresas do agronegócio. Agricultura de precisão, defensivos, produtos biológicos, nutrição vegetal e serviços técnicos estão entre as áreas nas quais novas relações comerciais podem surgir. A competitividade, porém, dependerá de custos, acesso aos mercados, inovação e capacidade de adaptação às condições locais. Os mesmos fatores se aplicam a empresas da China, Índia e Europa que participam das cadeias globais de fornecimento de insumos agrícolas. Nesse contexto, a Argentina reúne escala agrícola, demanda por tecnologia, conhecimento profissional e procedimentos administrativos em transformação que fazem do país um mercado relevante para análise. Esse potencial não significa que todo investimento será comercialmente viável ou que as reformas regulatórias garantam acesso ao mercado. Ainda assim, a existência de mercados consolidados de fertilizantes e bioinsumos, somada a uma indústria agrícola desenvolvida, cria oportunidades concretas para avaliar formas de cooperação comercial e industrial. As relações econômicas da América Latina com China, Estados Unidos, Índia e Europa podem avançar simultaneamente, refletindo as necessidades e prioridades de cada mercado. Para a indústria agrícola global, a região apresenta oportunidades em produção, tecnologia, investimentos e desenvolvimento de cadeias de suprimentos, embora aproveitá-las exija conhecimento local e planejamento de longo prazo. Nesse cenário, a Argentina se destaca como um mercado a acompanhar por sua capacidade de produção agrícola, demanda por inovação e potencial para ampliar a cooperação industrial e tecnológica internacional. Fonte: AgroLatam

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