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巴西最高选举法院批准新规:数字群组与频道须登记为竞选渠道

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TSE aprova novas regras para uso de grupos e canais nas eleições

巴西最高选举法院16日一致批准新规,明确数字群组和频道与竞选关联的客观标准,竞选团队须将相关渠道登记为竞选渠道。

巴西最高选举法院(TSE)16日(周五)一致批准新规,界定WhatsApp、Telegram、在线论坛等数字群组和频道如何与选举竞选相关联。法院在《第23.610/2019号决议》中新增第33-E、33-F、33-G三个条款,修改选举宣传规范,为选民和政党制定指引;实际操作中,竞选团队须将这些渠道登记为竞选渠道。

新规的主要目的是消除将数字平台渠道归类为选举宣传手段的灰色地带,确立与竞选关联的客观标准,包括:以竞选、政党或联合会资源组建、维护或运营的渠道;使用竞选实体结构或人员运营渠道;竞选团队提供技术支持;在竞选官方资料和渠道上通过链接或地址推广该渠道;系统性地将关注者引导至竞选官方资料或渠道;由候选人竞选团队对内容、发帖频率或渠道目标进行指导或定义。

以下情形则不构成与竞选的关联:自然人创建的渠道,即使表达政治立场;竞选材料的传播;在其他媒体(如采访、辩论或公开声明)中孤立提及候选人渠道;候选人参与渠道管理员邀请制作的内容且不收取对价。

此次表决正值TSE与Meta围绕竞选内容分发产生摩擦之际。TSE与Meta代表会面一天后,法院作出上述决定。此前,卢拉竞选团队提起诉讼,指Meta未适当分发其竞选内容。部长Marco Aurélio Belizze裁定,Meta不得对卢拉及Flávio Bolsonaro的政治选举内容分发进行任何干预,违者每日罚款50万雷亚尔,限期24小时执行,截止时间为本周五晚间。

近期摩擦还包括:联邦众议员André Janones在第二轮投票确定后创建支持卢拉的WhatsApp频道“Exército do Lula”,现有480万订阅者,超过卢拉官方WhatsApp页面的170万关注者;对手Flávio Bolsonaro团队以传播假新闻为由要求法院暂停该页面,TSE主席团曾裁定临时移除,但因违规内容未获证实,页面恢复运营,Janones期间需在法院规范该工具的登记。由联邦众议员Nikolas Ferreira管理的“Tropa do Flávio”频道有190万关注者。

另一争议涉及Meta AI助手:该工具曾允许用户生成带有博索纳罗姓名和投票号码的竞选材料,同时阻止针对卢拉的类似请求;Instagram也降低了卢拉相关帖子的触达范围。Meta称这些是偶发故障并已迅速修复。但《圣保罗页报》记者Patrícia Campos Mello本周五的报道称,公司内部知晓该不稳定情况却未进行纠正,使博索纳罗在网络中保持对卢拉的优势,尽管员工曾就选举法院可能的质疑发出警告。

Mobile Time就TSE裁决的实施时间表、与Nunes Marques和Mendonça的会面、是否与卢拉和博索纳罗竞选团队开会、以及是否告知选民相关频道不具端到端加密等问题联系Meta。Meta仅回应称,与TSE会面的数据已于周四(15日)发布,未对其他问题置评。

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政策法律合规巴西科技
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TSE aprova novas regras para uso de grupos e canais nas eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira, 16, as regras que definem como estabelecer que grupos e canais digitais estão atrelados a campanhas eleitorais. Entre exemplos de canais estão WhatsApp, Telegram, fóruns online e outros ambientes digitais . Com a inclusão de três novos artigos (33-E, 33-F e 33-G) à Resolução nº 23.610/2019 , a Corte altera as normas de propaganda eleitoral, estabelecendo diretrizes para usuários e legendas partidárias. Na prática, as campanhas deverão cadastrar esses canais como canais da campanha. A principal mudança busca eliminar uma zona cinzenta para enquadrar os canais mantidos em plataformas digitais como meios de propaganda eleitoral, definindo critérios objetivos de vinculação à campanha, tais como: Canal estruturado, mantido ou operado com recursos de campanha, partido ou federação; Emprego de estrutura física ou de pessoal da campanha para alimentar o canal; Suporte técnico fornecido pela equipe de campanha; Divulgação do canal, por meio de link ou endereço, realizada em perfis e canais oficiais da campanha; Direcionamento sistemático de seguidores para perfis ou canais oficiais da campanha; Orientação ou definição, pela campanha do candidato, quanto ao conteúdo, à frequência de postagens ou às metas do canal. Por sua vez, não se caracterizam como vinculação à campanha: Canal criado por pessoa natural, ainda que manifeste posicionamento político; Divulgação de materiais de campanha; Menção isolada ao canal do candidato em outras mídias (como entrevistas, debates ou manifestações públicas); Participação do candidato em conteúdo produzido a convite do administrador do canal, sem cobrança de contrapartida. Participaram da sessão nesta sexta-feira: Presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques; Vice-presidente do tribunal e relator da matéria, ministro André Mendonça; Corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva; Ministro Dias Toffoli; Ministro Sebastião Reis Júnior; Ministro Floriano de Azevedo Marques; Ministra Estela Aranha; Ministro substituto Marco Aurélio Bellizze Oliveira. A medida foi tomada um dia após o TSE se reunir com representantes da Meta após ação protocolada pela campanha de Lula pedindo a não interferência da big tech por não distribuir o conteúdo da campanha do petista da forma adequada. Para este caso, o ministro Marco Aurélio Belizze, determinou, sob pena de multa diária de R$ 500 mil, a companhia não fizesse nenhuma interferência na distribuição de conteúdo político-eleitoral nem de Lula, nem de Flávio Bolsonaro (PL). A determinação estipulou prazo de 24 horas para o cumprimento — com encerramento previsto para a noite desta sexta-feira —, sob pena de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. Entenda O novo regramento foi apresentado após uma série de atritos ocorridos no TSE nas últimas duas semanas, envolvendo as campanhas presidenciais e a utilização de ferramentas da Meta . Logo após a definição do segundo turno, o deputado federal André Janones (Rede-MG) criou o canal de WhatsApp “ Exército do Lula “, de apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que atualmente tem 4,8 milhões de inscritos. Diante do crescimento da iniciativa no meio digital, a equipe do concorrente, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou a Justiça Eleitoral para suspender a página do adversário sob a alegação de veiculação de fake news. A presidência do TSE determinou a remoção temporária, mas a existência do conteúdo irregular não foi comprovada, e a página administrada por Janones voltou a operar. Nesse intervalo, o parlamentar precisou regularizar o cadastro da ferramenta junto ao tribunal. O canal supera a página oficial de Lula no WhatsApp, que conta com 1,7 milhão de seguidores. Por sua vez, a “Tropa do Flávio”, canal administrado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), registra 1,9 milhão de seguidores. Outro ponto de atrito envolveu a assistente Meta AI, que vinha priorizando Bolsonaro em detrimento de Lula ao permitir que usuários gerassem materiais de campanha com nome e número de urna do senador, enquanto bloqueava pedidos semelhantes voltados ao presidente. Da mesma forma, o Instagram reduziu o alcance de publicações ligadas a Lula em comparação com as de Bolsonaro. A Meta sustentou que os episódios se tratavam de falhas pontuais, rapidamente sanadas. No entanto, reportagem de Patrícia Campos Mello na Folha de S.Paulo , veiculada nesta sexta-feira, revelou que a companhia tinha ciência interna da instabilidade e não realizou a correção, mantendo Bolsonaro em vantagem sobre Lula na rede, a despeito de alertas de funcionários sobre eventuais questionamentos na Justiça Eleitoral. Lado da Meta Mobile Time procurou a Meta para solicitar posicionamento sobre: O cronograma para implementação das determinações do TSE a respeito de paridade eleitoral; O encontro com Nunes Marques e Mendonça, haja vista que apenas o TSE havia se manifestado publicamente; A ocorrência de reuniões com as equipes de campanha de Lula e de Bolsonaro para tratar do tema; Se tem informado aos eleitores que os canais não contam com criptografia de ponta a ponta — recurso divulgado no lançamento da função, em 2023, mas não reiterado recentemente —, com exceção do compromisso assumido diante dos ministros de que os registros serão preservados e poderão ser utilizados em juízo. Na tarde desta sexta-feira esta publicação voltou a consultar a big tech sobre a matéria da Folha de S.Paulo referente à ciência prévia da retenção de postagens de Lula no Instagram, bem como sobre a adaptação às novas diretrizes aprovadas para grupos e canais no WhatsApp. Em resposta, a Meta limitou-se a informar que os dados sobre a reunião com o TSE já haviam sido veiculados na quinta-feira, 15, sem acrescentar comentários sobre os demais questionamentos. Imagem principal: Ministros do TSE em encontro na tarde desta sexta-feira, 16 (crédito: Antonio Augusto/TSE)

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