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巴西大选二轮前 资产配置者温和加仓本地股与通胀债

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Dobrar a aposta ou botar no bolso? Como os alocadores estão vendo o 2° turno

巴西大选第二轮前,四家资产配置机构在近期市场重新定价后调整客户组合,三家温和提高风险敞口,布局Flávio Bolsonaro可能胜选后的行情。

巴西大选第二轮投票前,四家资产管理机构在近期市场重新定价后调整了客户投资组合。据Brazil Journal报道,其中三家正以温和方式提高风险敞口,增加对巴西本地股票和长期通胀挂钩债券的配置;另一家建议将风险恢复到第一轮投票前的水平。调整的目标是为Flávio Bolsonaro可能胜选后出现的反弹行情提前布局。

UBS Global Wealth Management巴西首席投资官Luciano Telo将当前局面类比今年哥伦比亚大选后的情况,称财政调整概率上升本身就足以推高资产价格,有时甚至超过历史均值,且发生在措施宣布之前。但他表示,由于选情胶着和外部环境,各机构并未进行大规模方向性押注。

BR Partners首席投资官Rodrigo Moraes表示,美国与欧洲通胀和利率预期恶化已在海外市场定价,只是因对Flávio的乐观情绪才未完全传导至巴西;如果利率升幅超预期,避险情绪可能全面蔓延。本周Lula在民调中上升以及美国通胀高于预期,令Ibovespa和小盘股指数下跌,回吐了第一轮投票后反弹的部分涨幅。Moraes称,投资者正在测试自己的风险偏好,上周还非常兴奋的人已开始产生疑虑。

Setta Gestão Patrimonial首席投资官Roque Sut表示,第一轮投票前价格严重偏离,支持逆向押注,如今选择已不那么明显。该机构9月曾通过期权投资小盘股指数以限制潜在损失,在下跌后获利了结。对于已处于该机构建议配置水平的客户,建议不再增加风险。该机构设有六个风险等级,最低等级为零股票、1.7%波动率,最高等级波动率为7.5%。对于此前偏保守、错过近期反弹的投资者,Sut建议逐步增加股票、通胀挂钩债券和多市场基金的配置。

G5 Partners的客户在第一轮投票前大量配置于CDI,该机构建议动用约20%的这部分现金,增加对巴西股票和2032年前到期的通胀挂钩债券的投资。UBS则将本地股票的平均建议配置从第一轮投票前的12.5%提高至15%,此前多数客户的股票敞口在5%至7.5%之间。Telo称,固定收益尤其是股票仍有进一步反弹空间。该行维持对通胀挂钩固定收益的超配,认为若改革议程取得进展,利差可能进一步收窄。

在股票方面,配置者优先选择主动管理,寻找能对市场变化快速反应的基金经理。G5首席投资官Renan Rego表示,目前更偏好主动管理,选择认为能把握最佳机会的管理人。若Lula获胜,资金预计将流出股市,回到CDI和较短期的通胀挂钩债券。一位基金经理称,其看法是Lula会宣布财政调整措施,但力度有限,仅足以避免债务爆炸。一位配置者表示,全球存在比丑竞赛,巴西需要展示自己可以更整洁以吸引资本,优势在于少量资金就能产生效果。

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Dobrar a aposta ou botar no bolso? Como os alocadores estão vendo o 2° turno

Alocadores têm feito mudanças nos investimentos dos clientes depois da reprecificação dos últimos dias. Entre as principais: realizar lucros, aumentar o risco de forma moderada e aplicar em fundos ativos. Gestores de patrimônio têm feito mudanças nas carteiras dos clientes depois da reprecificação dos últimos dias. Mas dada a incerteza do cenário – além da eleição, as dúvidas sobre juros no exterior têm gerado volatilidade nos mercados – os ajustes são pontuais. O Brazil Journal ouviu quatro alocadores. Três estão aumentando o risco de forma moderada – com uma maior alocação em ações locais e papéis atrelados à inflação de prazo mais longo – e um deles recomenda voltar ao risco que o cliente tinha antes do primeiro turno (o que não significa não ter Bolsa). O objetivo é posicionar as carteiras para o rali que pode se seguir à eventual vitória de Flávio Bolsonaro. “Podemos ver aqui algo similar ao que aconteceu na Colômbia após a eleição deste ano, onde a probabilidade maior de um ajuste fiscal foi suficiente para valorizar os ativos, em alguns casos acima da média histórica, mesmo antes de as medidas serem anunciadas,” Luciano Telo, o CIO para o Brasil do UBS Global Wealth Management, disse ao Brazil Journal . Ainda assim, as casas não têm feito grandes apostas direcionais, em razão da disputa eleitoral apertada e do cenário externo. A piora nas expectativas de inflação e juros nos EUA e Europa tem feito preço no exterior, e isso só não se refletiu totalmente aqui por conta do otimismo com Flavio. Além disso, as dúvidas sobre o retorno dos investimentos em AI e o preço do petróleo podem voltar a pesar. “Não existe céu de brigadeiro se a dinâmica internacional estiver turbulenta,” disse Rodrigo Moraes, o CIO da BR Partners. “Se os juros subirem mais que o esperado, o risk-off pode ser generalizado.” Nesta semana, o crescimento de Lula nas pesquisas e uma inflação acima do esperado nos EUA fizeram o Ibovespa e o índice de small caps caírem, devolvendo parte dos ganhos do rali pós-primeiro turno. “O investidor está testando seu apetite a risco. Quem estava super animado na semana passada já começa a acordar com dúvidas,” disse Moraes. Ainda que a Bolsa brasileira continue barata e os juros reais, elevados, houve algum ajuste de preços dos últimos dias – especialmente nos papéis prefixados e atrelados à inflação. “Antes do primeiro turno, os preços estavam muito fora do lugar, o que justificava uma aposta contrarian . Agora as escolhas são menos óbvias,” disse Roque Sut, o CIO da Setta Gestão Patrimonial, que atende 70 famílias. Em setembro, a Setta havia investido no índice de small caps via opções, para limitar o potencial de perda. Depois da porrada, embolsou o lucro, até porque a posição ficou overweight com as opções aumentando o delta. Para quem já está dentro da alocação sugerida pela casa, a recomendação é não botar mais risco agora. “Temos seis níveis de risco aqui, e o mais baixo é zero bolsa e 1,7% de volatilidade, e o que tem mais risco tem 7,5% de vol,” disse Roque. “O objetivo é obter retornos acima de CDI compatível com o risco incorrido.” Já os investidores que nos últimos meses estavam mais conservadores e perderam o rali recente devem elevar aos poucos, de forma gradual, a aplicação em ações, papéis atrelados à inflação e fundos multimercado, disse o CIO. Na G5 Partners, onde os clientes estavam bastante alocados em CDI antes do primeiro turno, a casa está recomendando usar cerca de 20% desse caixa para investir mais na Bolsa brasileira e em títulos atrelados à inflação com vencimentos até 2032. O UBS passou a sugerir uma alocação média de 15% em ações locais, ante os 12,5% de antes do primeiro turno – quando a exposição da maioria dos clientes estava entre 5% e 7,5%. “Há espaço para um rali adicional na renda fixa e especialmente na Bolsa, que está reprimida há mais tempo,” disse Telo. Segundo ele, o diferencial do juro real entre Brasil e EUA voltou à média histórica com o fechamento das taxas dos últimos dias. Ainda assim, o banco manteve o overweight na renda fixa atrelada à inflação por acreditar que pode haver uma compressão maior caso haja avanços na agenda de reformas, Na Bolsa, os alocadores têm priorizado a gestão ativa, buscando gestores que possam reagir rapidamente às mudanças de cenário – o que pode direcionar algum fluxo para esses produtos depois de anos de resgates. “Ainda estamos avaliando se vale a pena investir no SMLL. Por enquanto, preferimos a gestão ativa, escolhendo quem achamos que vai conseguir navegar pelas melhores oportunidades,” disse Renan Rego, o CIO da G5. Se Lula vencer, os recursos devem sair da Bolsa e voltar para o CDI e papéis mais curtos atrelados à inflação. “Nossa visão é que ele deve anunciar medidas de ajuste fiscal, mas tímidas, suficientes apenas para não fazer a dívida explodir,” disse um gestor de fundos. “Existe um concurso de feiúra no mundo. O Brasil precisa mostrar que pode ser mais arrumadinho para atrair capital. A vantagem é que pouco dinheiro pode fazer diferença,” disse um alocador.

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