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巴西人脸识别法案进参议院,在巴中资安防与零售场景合规窗口收窄

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PL do reconhecimento facial chega ao Senado com salvaguardas

巴西第1828/2023号法案在众议院通过后进入参议院,已纳入儿童生物特征禁令、RIPD和ANPD扩权等保障,但实时人脸识别禁令等关键限制仍被排除。在巴中资安防、零售、交通场景若使用人脸识别,需提前评估数据合规与供应商问责风险。

为什么值得关注

ANPD权限扩大与供应商问责机制将直接冲击在巴中资安防、零售、交通场景的人脸识别采购与部署合规成本。

巴西第1828/2023号法案(PL 1.828/2023)在众议院通过后进入参议院,该法案旨在规范人脸识别技术使用。众议院审议中纳入了权利网络联盟(CDR,由40多个民间组织组成)推动的部分保障措施,包括禁止对儿童和青少年进行生物特征处理、强制数据保护影响报告(RIPD)、可审计操作记录、准确性和偏见测试、供应商问责机制,并扩大国家数据保护局(ANPD)权限。但CDR认为,法案仍允许公共空间广泛使用人脸识别,实时禁令、事先通知ANPD、双重人工核查等关键条款未纳入。对在巴中资企业而言,安防、零售、交通等场景的人脸识别部署将面临更细的合规审查与供应商追责链条。

巴西第1828/2023号法案在众议院通过后进入参议院,文本相较最初提案已有重要变化。权利网络联盟(CDR)由40多个民间社会组织、学术界和人权活动人士组成,其倡导的部分保障措施被纳入已通过文本:原则上禁止对儿童和青少年进行生物特征处理;禁止大规模监控、无差别监控和歧视性目的;强制要求在采取强制措施前进行人工验证;强制要求数据保护影响报告(RIPD);可审计的操作记录;准确性和偏见测试;供应商问责机制;扩大国家数据保护局(ANPD)权限;优先采用经认证的种族中立技术。CDR提交了10项修正案提案,并专门推动禁止对儿童和青少年生物特征数据的处理。CDR成员、安全与公民研究中心研究员Yasmin Rodrigues表示,文本仍允许人脸识别在公共空间广泛扩展,参议院的挑战在于将许可性逻辑转变为例外逻辑。欧盟已因风险禁止实时人脸识别,巴西没有理由背离对公民的基本保障。

对在巴中资企业而言,底稿未涉及中资企业直接影响,但通过监管机制间接传导明确。最直接受影响的行业包括:安防设备出口与集成商、零售连锁的客流与支付验证场景、交通与物流枢纽的门禁和监控系统、以及参与巴西公共安全项目的工程承包商。对应监管机构为国家数据保护局(ANPD),法案若最终通过,ANPD权限扩大意味着执法资源与处罚工具增加。采购环节首当其冲:公共机构采购任何人脸识别技术前,CDR正推动必须事先通知ANPD;供应商问责机制和可审计操作记录要求,将把合规压力沿供应链传导至设备商和算法提供方。若中资企业作为技术供应商或集成商参与巴西公共项目,需准备RIPD、偏见测试报告和操作日志审计能力。资金环节亦受波及:CDR主张对使用国家公共安全基金资源采购和部署此类技术制定严格技术标准,若该条款进入最终文本,依赖该基金的项目付款条件可能附加合规前置。

底稿显示,CDR在参议院的优先目标包括限制实时人脸识别、恢复事先通知ANPD的要求、保障在采取任何可能限制人身自由的措施前进行双重独立人工核查,并推动社会参与技术评估和监督。CBI认为,该法案的核心矛盾不在“是否允许人脸识别”,而在“许可性逻辑”与“例外逻辑”之间的立法选择。已纳入的RIPD、供应商问责和ANPD扩权属于程序性保障,而CDR争取的实时禁令和双重人工核查属于实体性限制。若实体性限制未纳入,在巴中资企业面对的不是全面禁止,而是更复杂的合规举证责任——一旦发生识别错误或歧视性影响争议,供应商问责机制可能使技术提供方与运营方共同暴露于ANPD调查和民事索赔。横向对比,欧盟《人工智能法案》对实时远程生物识别采取原则禁止加例外授权的路径,巴西若维持广泛授权,中资企业在巴西部署同类技术的合规成本可能低于欧盟,但声誉与诉讼风险更高。

待观察的跟踪点包括:参议院是否在法案文本中恢复事先通知ANPD和双重独立人工核查条款;CDR推动的国家人脸识别技术企业注册处是否被纳入,这将直接影响供应商透明度义务;ANPD在法案通过后是否发布配套的RIPD模板或偏见测试指引,决定企业合规操作的时间窗口。建议在巴中资安防、零售和交通场景运营方在参议院表决前完成人脸识别用例盘点,并评估供应商合同中的问责与赔偿条款。

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信息概要

类型
监管变化
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴中资安防设备商、零售连锁、交通物流枢纽、公共安全工程承包商及算法供应商。
对象
在巴中资企业法务团队安防与零售场景运营方
话题
政策法律科技
查看原文(葡萄牙语)

PL do reconhecimento facial chega ao Senado com salvaguardas

O PL 1.828/2023, que estabelece regras para o uso de tecnologias de reconhecimento facial no Brasil, chega ao Senado com mudanças importantes em relação à proposta que avançou inicialmente na Câmara dos Deputados.  Parte das salvaguardas defendidas pela Coalizão Direitos na Rede (CDR, coletivo que reúne mais de 40 organizações da sociedade civil, da academia e ativistas para defender os direitos humanos na Internet, foi incorporada ao texto aprovado, mas pontos considerados fundamentais para impedir a expansão indiscriminada da vigilância biométrica ainda ficaram de fora. Para a CDR, o resultado da tramitação na Câmara representa a incorporação de uma camada básica de proteção de dados, transparência e responsabilização ao projeto.  Entre as medidas incluídas estão a vedação, como regra, do tratamento biométrico de crianças e adolescentes; a proibição da vigilância em massa, do monitoramento indiscriminado e de finalidades discriminatórias; a exigência de validação humana antes de medidas coercitivas; a obrigatoriedade do Relatório de Impacto à Proteção de Dados (RIPD); registros auditáveis das operações; testes de acurácia e vieses; além de mecanismos de responsabilização das empresas fornecedoras e ampliação das competências da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).  O texto também prevê a priorização de tecnologias certificadas quanto à neutralidade racial. "Avançamos na criação de salvaguardas importantes, mas o texto ainda permite uma expansão ampla do reconhecimento facial em espaços públicos.  No Senado, o desafio é transformar essa lógica permissiva em uma lógica de exceção, com limites claros, controle e participação social.  A União Europeia já vedou o uso de reconhecimento facial em tempo real pelos riscos, não é razoável que o Brasil vá na contramão de garantias básicas para seus cidadãos", reforçou Yasmin Rodrigues, pesquisadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania e integrante da Coalizão Direitos na Rede. Essas medidas foram resultado de uma atuação articulada da sociedade civil durante a tramitação do projeto.  A CDR apresentou propostas de emendas e articulou diretamente com parlamentares, assessorias e lideranças partidárias a incorporação de mecanismos de controle e proteção de direitos.  Ao todo, foram construídas dez propostas de emendas, além de uma articulação específica pelo banimento do tratamento de dados biométricos de crianças e adolescentes. O que ainda não entrou no texto Apesar dos avanços, a Coalizão avalia que o texto aprovado mantém uma lógica ampla de autorização para o uso do reconhecimento facial em espaços públicos.  Entre as propostas que não foram incorporadas e que a CDR pretende defender durante a tramitação no Senado estão: Vedação, como regra geral, do reconhecimento facial em tempo real, restringindo seu uso a situações excepcionais e devidamente justificadas; Comunicação prévia obrigatória à ANPD antes de qualquer contratação de tecnologia de reconhecimento facial pelo poder público; Dupla verificação humana independente antes de abordagens, detenções ou outras medidas que impliquem restrição de liberdade; Fiscalização compartilhada entre órgãos de controle, com previsão expressa em lei da atuação da ANPD, do Ministério Público, dos Tribunais de Contas e da Controladoria-Geral da União (CGU), cada um dentro de sua área de competência; Criação de um Registro Nacional de Empresas de Tecnologia de Reconhecimento Facial, ampliando a transparência sobre os fornecedores dessas ferramentas; Critérios técnicos rigorosos para o uso de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública na aquisição e implantação dessas tecnologias; A criação de um conselho deliberativo para avaliar necessidade e proporcionalidade e garantia participação social na gestão, fiscalização e controle dessas ferramentas.  Para a Coalizão, essas questões são centrais porque a existência de mecanismos de auditoria e responsabilização não substitui a necessidade de estabelecer limites claros sobre quando, onde e em quais condições o reconhecimento facial pode ser utilizado. Próxima etapa: restringir a lógica permissiva A principal prioridade da CDR no Senado será, portanto, alterar essa lógica permissiva e fortalecer os mecanismos de controle antes que o reconhecimento facial seja incorporado de forma ampla às políticas públicas.  Entre os pontos considerados prioritários estão a restrição do reconhecimento facial em tempo real, a retomada da comunicação prévia à ANPD e a garantia de dupla verificação humana independente antes de qualquer medida que possa restringir a liberdade de uma pessoa.  A Coalizão também defenderá mecanismos de participação social na avaliação e fiscalização dessas tecnologias. A preocupação da Coalizão também está relacionada aos riscos de erros de identificação e de impactos discriminatórios.  A CDR defende, ainda, que a discussão no Senado seja acompanhada de participação efetiva da sociedade civil, pesquisadores e organizações que atuam na defesa de direitos digitais.  Para a Coalizão, a regulamentação do reconhecimento facial precisa considerar não apenas a capacidade técnica dos sistemas, mas também seus impactos sobre privacidade, proteção de dados, liberdade de circulação, igualdade e não discriminação. O PL 1.828/2023 foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 12 de agosto de 2026 e segue agora para análise do Senado Federal.  A Coalizão Direitos na Rede dará continuidade à interlocução com parlamentares e demais atores envolvidos na tramitação, tendo como foco o estabelecimento de limites mais claros para o uso de tecnologias de vigilância biométrica no país.  A nota técnica, com o balanço completo das propostas incorporadas ao PL 1.828/2023 e dos pontos que a organização pretende defender no Senado, está disponível para consulta na íntegra no site da CDR.  Leia a nota completa no site da Coalizão Direitos na Rede

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