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巴西资讯巴西贸易物流2026年9月2日

美对巴25%关税被指歧视,中资出口商需关注谈判窗口

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Brasil aponta tratamento discriminatório em tarifas dos Estados Unidos

巴西政府周一再次抗议美国基于301条款加征的25%歧视性关税,并拒绝美方关于Pix和乙醇的指控。双方同意未来数周举行技术会议,中资出口商需关注谈判进展及关税走向。

为什么值得关注

美对巴37.5%关税叠加,影响在巴中资制造业对美出口成本及转口贸易布局。

巴西政府本周一(31日)再次公开表达对美国加征关税的不满,称华盛顿的措施具有歧视性且不符合国际贸易规则。巴西外交部长毛罗·维埃拉与发展、工业、贸易和服务部长马尔西奥·埃利亚斯·罗萨当天下午与美国贸易代表贾米森·格里尔举行视频会议,明确反对美国依据其《贸易法》第301条调查结论对巴西施加的25%额外关税,以及以打击强迫劳动为由的12.5%附加税。尽管分歧明显,双方决定维持谈判,未来几周将举行技术会议,随后进行新的部长级评估。对于在巴西经营的中资企业而言,这一谈判窗口期的走向将直接影响对美出口业务的成本结构。

巴西政府本周一(31日)重申对美国加征关税的不满,称华盛顿采取的措施具有歧视性,不符合国际贸易规则。该立场由外交部长毛罗·维埃拉和发展、工业、贸易和服务部长马尔西奥·埃利亚斯·罗萨在当天下午早些时候与美国贸易代表贾米森·格里尔举行的视频会议上提出。两部门在联合声明中表示,美国在依据其《贸易法》第301条进行的调查结论中提出的理由与巴西的实际做法不符,对巴西采取歧视性待遇是不公正的。目前,巴西面临美国单独施加的25%额外关税,以及以打击强迫劳动为由的12.5%附加税,合计税率高达37.5%,对巴西对美出口构成显著压力。

对于在巴西的中资企业而言,此次美巴贸易摩擦的直接影响主要体现在供应链和转口贸易环节。底稿未明确提及中资企业具体受影响行业,但通过关税传导机制,在巴西设厂并依赖对美出口的中资制造业(如钢铁、铝、机械等)将面临成本上升风险。此外,巴西政府拒绝美方关于电子支付(Pix)和乙醇市场准入的指控,若美方后续将关税范围扩大至服务贸易或数字贸易,在巴西运营的金融科技和农业相关中资企业需关注合规环境变化。巴西监管机构如发展、工业、贸易和服务部(MDIC)及外交部将主导后续谈判,中资企业应密切跟踪其声明及美方301条款调查的更新动态。

CBI解读:底稿显示,巴西政府明确否认美方301调查中提出的理由,并强调歧视性待遇不公正,这表明双方在事实认定上存在根本分歧。CBI认为,尽管谈判得以维持,但美方在关税问题上的强硬立场短期内难以扭转,巴西对美出口的关税壁垒可能持续存在。值得注意的是,此次谈判恢复是在8月21日卢拉总统与特朗普通电话之后,显示高层沟通对缓和局势有一定作用,但技术性分歧(如Pix和乙醇问题)可能成为后续谈判的难点。中资企业应意识到,美巴贸易摩擦不仅是双边问题,也可能影响巴西在全球供应链中的角色,进而波及中资企业在巴西的投资布局。

待观察:一是未来几周技术会议的具体日期及议题,若涉及Pix或乙醇,可能释放美方让步信号;二是部长级会议能否在年底前举行并取得实质进展,若谈判破裂,巴西可能向WTO申诉,进一步升级争端;三是美国是否会将附加税范围扩大至其他巴西出口产品,中资企业需关注相关清单更新。

CBI 观察编辑判断

事实:巴西政府明确反对美方301关税,并拒绝相关指控,双方同意继续谈判。CBI认为,谈判窗口期可能为巴西争取缓冲,但美方在关键议题上让步空间有限,中资企业应做好关税长期化准备。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
在巴西设厂并依赖对美出口的中资制造业(钢铁、铝、机械等),及金融科技、农业相关企业。
核验
待核验
对象
在巴中资企业贸易商出口商
话题
贸易政策法律

来源信息

来源
Agência Brasil — Internacional
原文标题
Brasil aponta tratamento discriminatório em tarifas dos Estados Unidos
原始语言
葡萄牙语
原文链接
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Brasil aponta tratamento discriminatório em tarifas dos Estados Unidos

O Brasil reiterou nesta segunda-feira (31) a insatisfação com as tarifas impostas pelos Estados Unidos e afirmou que as medidas adotadas por Washington são discriminatórias e incompatíveis com as regras internacionais de comércio. A posição foi apresentada pelos ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, em reunião virtual com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, realizada no início da tarde. Notícias relacionadas: Brasil e EUA retomam negociação após tarifaços de 25% e 12,5%. Guerra, tarifas e menos imposto a ricos geram dívida recorde nos EUA. EUA impõem tarifas de 50% sobre produtos canadenses . Em nota conjunta, os ministérios consideraram injusto o tratamento dado ao Brasil e disseram que as justificativas apresentadas nas investigações americanas não correspondem às efetivas práticas brasileiras. "Uma vez mais, [os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa] indicaram que as justificativas apresentadas pelo Governo dos Estados Unidos, nas conclusões das investigações conduzidas ao amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, não correspondem às efetivas práticas brasileiras, sendo injusto o tratamento discriminatório adotado contra o Brasil", destacaram os dois ministérios em nota conjunta. Diálogo continua Apesar das divergências, os dois países decidiram manter as negociações. Reuniões técnicas serão realizadas nas próximas semanas, virtuais ou presenciais, seguidas de novo encontro ministerial para avaliar os avanços. O governo brasileiro afirmou que continuará buscando “um acordo equilibrado e mutuamente benéfico” com os Estados Unidos, com respeito ao diálogo e à soberania nacional. Saiba mais sobre as negociações no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil Entenda a disputa A retomada das conversas ocorre após o telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em 21 de agosto. Na ocasião, Lula voltou a contestar as tarifas, e Trump propôs a retomada das negociações. O Brasil está sujeito a uma tarifa adicional de 25% aplicada especificamente pelo governo americano e a outra sobretaxa de 12,5%, justificada por Washington por questões relacionadas ao combate ao trabalho forçado. A primeira medida foi baseada em investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que apontou supostas práticas comerciais desleais do Brasil, em temas como pagamentos eletrônicos (Pix) e acesso ao mercado de etanol. O governo brasileiro rejeita os argumentos e considera a medida injustificada. A disputa ocorre ainda em meio à crescente competição econômica entre Estados Unidos e China pela influência na América Latina, adicionando uma dimensão geopolítica às negociações entre Brasília e Washington.

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