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巴西资讯巴西企业动态2026年8月16日

巴西数据中心成本高美34%,中资云服务商投资需重估税负

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Por que construir data centers no país pode ser muito bom para a balança comercial brasileira?

巴西数据中心建设成本比美国高34%,设备税率35%远高于国际水平,推高云服务价格15%-20%,贸易逆差扩大至442亿雷亚尔,中资云服务商和投资者需重新评估在巴布局的税负与竞争力。

为什么值得关注

巴西数据中心成本高34%,设备税率35%,直接影响中资云服务商和投资者的成本测算与市场进入决策。

巴西信息技术与通信企业协会(Brasscom)最新估计显示,在巴西建设一个100兆瓦(MW)的大型数据中心,投资成本比美国高出34%,主要原因是设备税收负担沉重——巴西设备平均税率为35%,而其他国家仅为5%-10%。据DataCenter Map数据,巴西目前拥有218个数据中心,占全球总量的1.78%,远低于美国近40%的份额。这一成本劣势已推高巴西云计算服务价格15%-20%,并加剧了计算机和信息服务贸易逆差——从2016年的53亿雷亚尔扩大至去年的442亿雷亚尔。对于计划在巴西拓展云服务或数据中心业务的中资企业而言,这一成本结构将直接影响投资回报率和市场定价策略。

巴西数据中心建设的高成本源于多重税负叠加。Brasscom主席Affonso Nina指出,设备平均税率35%是主要瓶颈,而电力税负在17%-24%之间,进一步推高运营成本。EY巴西间接税高级经理Ricardo Ferreira da Costa表示,即使降低电力税,也无法抵消设备税的影响。Nina承认,降低或取消数据中心用电的ICMS税可能提升竞争力,但若不降低设备税,效果有限。数据中心投资中,70%用于计算设备,30%用于物理基础设施,因此设备税对总成本影响显著。

对于在巴中资企业,这一成本结构直接冲击云服务商、数据中心运营商及依赖云计算的中小企业。中资云服务商(如阿里云、腾讯云)若在巴西布局,需面对高于其他市场的设备进口税和电力成本,导致服务定价被迫上浮15%-20%,削弱与本地及美国对手的竞争力。此外,巴西计算机和信息服务贸易逆差持续扩大,从2016年的53亿雷亚尔增至去年的442亿雷亚尔,表明本地供给不足,中资企业若能在巴西建立数据中心,不仅可降低延迟、满足数字主权要求,还能改善贸易平衡,但需先解决税负成本问题。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过成本传导机制,中资云服务商和投资者的市场进入策略将受显著制约。

CBI解读:底稿数据清晰表明,巴西数据中心成本劣势的核心是设备税(35% vs 5%-10%)和电力税(17%-24%),而非单纯的土地或人工成本。CBI认为,这一税负结构短期内难以根本改变,因为降低设备税涉及联邦层面改革,而电力税属州级ICMS,协调难度大。中资企业若进入巴西市场,可考虑与本地合作伙伴共建,或利用自由贸易区(如玛瑙斯)的税收优惠,但底稿未提及此类例外。此外,贸易逆差扩大至442亿雷亚尔,凸显巴西对进口云服务的依赖,这为中资企业提供了本地化替代的机遇,但前提是成本可控。

待观察:一是巴西联邦政府是否会出台针对数据中心设备税的临时减免措施,可关注2025年税收改革配套法规;二是各州是否会调整ICMS电力税率,尤其是数据中心集中的圣保罗和里约州;三是巴西云计算服务价格是否随美元汇率和通胀进一步上行,可跟踪Brasscom季度成本指数。

CBI 观察编辑判断

事实:底稿显示巴西设备税率35%,电力税负17%-24%,云计算价格高15%-20%。CBI认为,高税负是巴西数据中心竞争力不足的根源,但降低电力税无法解决设备税问题,中资企业需在投资前进行详尽的税务筹划,并关注联邦和州级税改动向。

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信息概要

类型
行业趋势
方向
巴西
分类
企业动态
层级
编辑整理
地点
中资云服务商(如阿里云、腾讯云)、数据中心运营商、依赖云计算的中小企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者云服务商
话题
投资税务科技

来源信息

来源
Valor Econômico
原文标题
Por que construir data centers no país pode ser muito bom para a balança comercial brasileira?
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Por que construir data centers no país pode ser muito bom para a balança comercial brasileira?

De um total de 12.199 data centers existentes no mundo, quase 40% estão — previsivelmente — situados nos Estados Unidos, de acordo com o site DataCenter Map, que lista tanto centros de dados em operação quanto projetos em desenvolvimento. Na página, o Brasil aparece com 218 centros de dados — mais do que a Rússia (188) e o México (66), mas ainda assim respondendo por apenas 1,78% do total global. A principal dificuldade para expandir essa participação — argumentam as empresas de tecnologia da informação e comunicação — está no custo de construir um data center no país. Para tirar do papel um centro de dados de grande porte, com 100 megawatts (MW) de capacidade, o investimento necessário no Brasil é 34% maior do que nos Estados Unidos, estima a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom). “Os Estados Unidos não têm uma tributação tão focada no consumo e, sim, na renda”, explica Ricardo Ferreira da Costa, gerente sênior de tributos indiretos na EY Brasil. No caso específico da construção de um data center, a diferença é explicada principalmente pela carga tributária incidente sobre equipamentos, ressalta a Brasscom. “É aqui, nos equipamentos de computação, onde estamos perdendo o jogo para o resto do mundo”, afirma Affonso Nina, presidente da associação, citando uma carga tributária média de 35% sobre os equipamentos. “Em outros países esse percentual é de 5%, 10%”, compara. Desdobrando os investimentos em ativos fixos necessários a um data center, 70% se referem a equipamentos de computação e 30%, à infraestrutura física, incluindo o processo de construção civil. Além disso, devido à natureza eletrointensiva dos data centers, a energia é uma variável relevante dentro do bolo das despesas operacionais (“opex”). “E a tributação sobre a energia elétrica é alta no país: varia de 17% a 24%, dependendo do Estado”, lembra Costa, da EY Brasil. No cômputo geral, no entanto, uma possível — ainda que improvável — queda na tributação da energia não seria capaz de contrabalançar o peso dos impostos incidentes sobre o equipamento de computação. “É óbvio que se você mexesse, por exemplo, no ICMS da energia para os data centers, teria condição de o Brasil ser ainda mais competitivo nesse custo”, reconhece Nina. “Mas, de novo, é uma questão da escolha da prioridade, onde o calo dói mais. Ou seja, não adiantaria eu reduzir o ICMS, ou mesmo zerar o ICMS sobre a energia que um data center consome e manter a carga tributária sobre os equipamentos de computação. Isso não ia dar resultado.” Uma empresa que utiliza serviços de computação em nuvem a partir de data centers construídos no país paga de 15% a 20% mais caro quando comparado ao uso de infraestrutura no exterior, estima a Brasscom. A decisão de construir um data center localmente em vez de simplesmente contratar os serviços no exterior, no entanto, não passa apenas por aspectos financeiros, mas também por fatores técnicos e até geopolíticos. Quanto mais distante o centro de dados está do cliente final de um determinado serviço, maior o tempo de resposta (latência). Há também uma discussão crescente sobre soberania digital (ou de autonomia tecnológica, como preferem alguns), pelo fato de dados de brasileiros (seja pessoas físicas ou jurídicas) estarem muitas vezes armazenados fora do país. Descontada a componente política desse debate, o foco retorna à economia. A balança comercial do país no segmento de serviços de computação e informação está cada vez mais desfavorável ao Brasil. Se em 2016 a diferença entre exportações e importações era um déficit de R$ 5,3 bilhões, no ano passado este saldo negativo atingiu R$ 44,2 bilhões. Ou seja: independentemente de questões técnicas ou políticas, ter mais data centers no país pode ser vital para a balança comercial brasileira. Bloomberg

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