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巴西资讯巴西宏观市场2026年8月14日

巴西南大河州启动气候风险测绘,中资基建与保险业需关注

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Consórcio RioS mapeia risco climático na bacia do Guaíba para priorizar obras de resiliência

巴西南里奥格兰德州政府委托BNDES启动Guaíba流域气候风险测绘项目,覆盖250城、影响580万人,最终将筛选最多5个适应项目,对在巴中资基建、农业及保险企业具有风向标意义。

为什么值得关注

覆盖250城、580万人口的气候风险项目,直接影响在巴中资基建、保险及农业企业的风险评估与市场布局。

巴西南里奥格兰德州政府正通过巴西国家经济社会发展银行(BNDES)执行一项名为RioS的气候风险测绘项目,旨在系统评估Guaíba流域的气候脆弱性。该项目覆盖250多个城市,影响该州61%人口(约580万人),当前处于诊断阶段,由德勤(Deloitte)领衔的联合体负责实施。对于在巴中资企业而言,该项目不仅是巴西气候治理的风向标,更可能催生新一轮基建与防灾工程的市场机会。

RioS项目由南里奥格兰德州政府构思,BNDES通过技术合作协议执行,经过11家竞争者竞标后,德勤联合体胜出。联合体成员包括Mattos Filho律师事务所、EBP Ambiental和Climatempo。项目当前处于诊断阶段,涵盖实地考察、数据收集和社区咨询,将分析洪水、暴雨、高温、低温、风暴、块体运动、低湿度和龙卷风九种气候威胁,并结合IPCC未来情景,最终形成气候风险指数。计划筛选出最多五个可实施和融资的适应项目。

底稿未直接涉及中资企业,但该项目通过两条路径间接传导影响:其一,Guaíba流域覆盖250城,任何防洪、排水或生态修复工程落地,都可能涉及工程承包、建材供应及设备采购,中资基建企业可关注后续项目招标;其二,气候风险指数的建立将影响该地区保险定价与农业信贷评估,中资金融及保险机构在巴业务需纳入新的风险参数。

底稿显示,项目特别强调“避免纸上谈兵”,德勤可持续金融负责人Luiz Paulo Pereira Assis表示,诊断将用于确定优先事项。BNDES的Flavio Papelbaum指出,该项目的逻辑可复制到巴西其他面临共同气候风险的地区,并已催生市级项目“BNDES Cidades Resilientes”。CBI认为,这一模式若成功,可能成为巴西联邦政府推广的气候适应范本,中资企业应将其视为巴西公共工程市场的新增长点。但需注意,项目目前仍处于诊断阶段,实际工程招标尚未启动,中资企业短期内不宜过度押注。

待观察的跟踪点包括:一是诊断阶段何时结束并公布气候风险指数;二是五个适应项目的具体名单及融资安排;三是“BNDES Cidades Resilientes”是否扩展至其他州,以及是否引入外资参与。

CBI 观察编辑判断

事实层面,底稿确认项目处于诊断阶段,最终将筛选最多5个项目,且BNDES明确表示该模式可复制。CBI认为,中资企业应关注诊断结果公布后的工程招标窗口,但当前阶段不宜过早投入资源,需等待项目进入实施阶段。

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信息概要

类型
公共事件
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴中资基建、农业、保险及金融机构
核验
待核验
对象
在巴中资基建企业在巴中资金融与保险机构在巴中资农业企业
话题
公共事件行业趋势投资

来源信息

来源
Valor Econômico
原文标题
Consórcio RioS mapeia risco climático na bacia do Guaíba para priorizar obras de resiliência
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Consórcio RioS mapeia risco climático na bacia do Guaíba para priorizar obras de resiliência

Mais de 250 municípios do Rio Grande do Sul compartilham o mesmo problema: o risco de enchentes e estiagens na bacia hidrográfica do Guaíba, que pode prejudicar a vida e ganha pão de 61% da população do estado, ou seja, cerca de 5,8 milhões de pessoas. Com a memória viva das enchentes de 2023 e 2024 e com a ameaça de um Super El Niño e outros eventos climáticos extremos batendo na porta, o estado decidiu contratar uma consultoria especializada para mapear suas vulnerabilidades e desenhar soluções para aumentar sua resiliência climática. Batizado de RioS — Resiliência, Inovação e Obras para o Futuro do Rio Grande do Sul —, o projeto foi concebido pelo governo estadual e é executado pelo BNDES por meio de um acordo de cooperação técnica. O banco contratou, após uma licitação com mais de 11 concorrentes, um consórcio liderado pela consultoria Deloitte e formado pelo escritório de advocacia Mattos Filho, a empresa de consultoria e engenharia ambiental EBP Ambiental e o Climatempo, empresa brasileira que oferece serviços de Meteorologia. O objetivo, segundo Luiz Paulo Pereira Assis, sócio-líder de estratégia de sustentabilidade e finanças sustentáveis da Deloitte, é usar o diagnóstico para definir prioridades e evitar que o trabalho termine em apenas mais um estudo. “Não queremos parar no PDF de milhares de páginas, mas sim ter projetos implementáveis e que sejam financiáveis”, afirma. Assis conta que, hoje, o trabalho está em fase de diagnóstico, com visitas em campo e conversas com a população. A ideia é, a partir daí, definir um portfólio de até cinco projetos de adaptação climática prontos para sair do papel: intervenções físicas e institucionais que possam ser implementadas e financiadas. O levantamento e análise de dados é parte primordial do trabalho. “É muito importante a gente ter o dado como base, mas a vivência do território é tão importante quanto os dados”, diz Assis. Segundo ele, esse cruzamento de informações passa por modelagem hidrodinâmica de toda a bacia, dados topobatimétricos levantados junto ao governo federal e um mapeamento de nove ameaças climáticas — inundação, enxurrada, temperaturas altas e baixas, tempestades, movimento de massa, baixa umidade e tornados —, cruzadas com cenários futuros do IPCC. Esse retrato de ameaças é, então, posteriormente, combinado com a exposição de infraestrutura, população, economia e meio ambiente e com indicadores de vulnerabilidade social e capacidade adaptativa de cada região, para só então chegar a um índice de risco climático. Como parte dessa escuta em campo, o consórcio promove “caravanas” pelos municípios da bacia, com equipes que incluem profissionais do próprio Rio Grande do Sul. “Você tem um conhecimento do seu território, mas se você não ouvir a população que está ali presente, não adianta. Vai resolver um problema para causar outros problemas para aquela população afetada”, diz Assis. A partir do diagnóstico, o BNDES pretende montar um portfólio de projetos, fazer análises de custo-benefício e chegar a até cinco intervenções que possam ser efetivamente implementadas. Além da população e dos governantes locais, o diagnóstico do RioS também prevê consultas a empresas e setor produtivo. Equipes do consórcio realizam visitas às cidades da bacia para complementar os dados técnicos com informações socioeconômicas. Para Assis, a experiência local é fundamental para definir intervenções adequadas. Luiz Paulo Pereira Assis, sócio responsável por finanças sustentáveis da Deloitte: Dados e escuta ativa da população são fundamentais para projetos serem bem-sucedidos. Divulgação Um modelo para o país Do lado do BNDES, o RioS nasce dentro da estruturação de projetos do banco, área de consultoria que tem colocado a adaptação climática como agenda cada vez mais central, segundo Flavio Papelbaum, chefe do Departamento de Estruturação de Soluções Imobiliárias e Requalificação Urbana do BNDES. A partir do diagnóstico, o banco pretende montar um portfólio de projetos, fazer análises de custo-benefício e chegar a até cinco intervenções que possam ser efetivamente implementadas. Para Papelbaum, a lógica do projeto pode ser replicada em outras regiões do país em que municípios compartilhem riscos climáticos entre si, como enchentes ou estiagens — mesmo que cada aplicação exija adaptação ao contexto urbano e socioeconômico local. Isso porque, segundo o banco, a origem de um risco muitas vezes está fora do município diretamente afetado. “O risco vai se materializar em um determinado local, mas é porque o investimento não aconteceu a quilômetros a montante, em outro município”, afirma Papelbaum. Esse racional já deu origem a um programa irmão em escala municipal, o BNDES Cidades Resilientes, programa que visa apoiar os municípios brasileiros na implementação de solução integrada de resiliência, capacidade adaptativa e redução de riscos de desastres decorrentes de eventos extremos de origem natural. O BNDES também vê a capacidade de execução dos governos como um dos principais fatores para evitar que projetos de adaptação fiquem no papel. A adesão ao programa Cidades Resilientes ocorre em regime de balcão aberto, mas os municípios precisam ter capacidade fiscal para contratar financiamento e porte suficiente para justificar projetos considerados estruturantes, um filtro que, segundo o banco, evita que estudos avancem em cidades sem condições de tirar os projetos do papel. O primeiro projeto do programa será desenvolvido em Manaus, em áreas de igarapés e na Avenida Brasil, a partir de setembro. A iniciativa poderá envolver financiamento do BNDES, inclusive por meio do Fundo Clima. Para Papelbaum, porém, capacidade de execução não significa apenas ter recursos. Projetos de adaptação exigem integração entre diferentes áreas do poder público, como obras, meio ambiente, habitação e infraestrutura social. “A gente se coloca nesse papel de ajudar a unir as pontas e não entregar um projeto pronto, mas criar dentro dos municípios uma cultura de lidar com a questão de forma integrada”, afirma. A estrutura regional é importante porque, segundo o banco, a origem de um risco pode estar fora do município diretamente afetado. “O risco vai se materializar em um determinado local, mas é porque o investimento não aconteceu a quilômetros a montante, em outro município”, afirma Papelbaum. A intenção é que o RioS sirva de referência para projetos semelhantes, com adaptações ao contexto urbano e socioeconômico de cada região. Flavio Papelbaum, chefe do Departamento de Estruturação de Soluções Imobiliárias e Requalificação Urbana do BNDES Divulgação Financiamento ainda não está definido A fonte de recursos para os projetos do RioS, no entanto, ainda não está definida. Diferentemente do Cidade Resiliente, que já prevê a possibilidade de financiamento do banco para os municípios participantes, o RioS não tem uma linha de crédito previamente associada à estruturação dos projetos. Segundo Papelbaum, os recursos poderão vir do próprio BNDES, de bancos multilaterais, investidores de impacto ou outras fontes. “Podemos ter o famoso blend de recursos possíveis para esses projetos”, afirma. O banco também poderá avaliar futuramente o financiamento das intervenções, dependendo da capacidade de pagamento do tomador e das linhas disponíveis. O contrato atual não envolve também financiamento das obras identificadas como necessárias pelo BNDES. O banco contratou o consórcio responsável pelos estudos e é reembolsado pelo governo gaúcho, que paga pelo trabalho com recursos do FUNRIGS, o Fundo do Plano Rio Grande, criado pelo estado para centralizar recursos de enfrentamento das consequências das enchentes de 2023 e 2024. A eventual execução dos projetos de adaptação será estruturada posteriormente, sem prazo anunciado até o momento. A restrição fiscal do Rio Grande do Sul pode dificultar o acesso a algumas dessas fontes. Em entrevista ao Prática ESG, o governador Eduardo Leite (PSD) afirmou que a classificação fiscal do estado, atualmente CAPAG-C segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, limita o acesso direto a organismos internacionais que exigem classificação B ou A. “Para obras, para investimentos, a gente tem uma restrição de acesso a organismos internacionais, por conta do quadro fiscal do Estado”, disse. Nesse contexto, o próprio diagnóstico pode ajudar o governo a organizar uma carteira de projetos para buscar diferentes fontes de financiamento. Leite afirmou que o RioS ajuda a “mapear todos esses projetos que já estão em andamento para poder trazer coerência e uma visão sistêmica”. O valor previsto para o Projeto RioS é de R$ 30 milhões.

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