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巴西资讯巴西贸易物流2026年7月27日

欧盟9月起禁巴西肉类进口,在巴中资肉企面临合规断崖

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A "surpresa" de líderes europeus com o bloqueio à carne brasileira

欧盟以巴西未遵守抗菌素使用法规为由,自9月3日起暂停巴西牛肉、禽肉等产品进口许可。此举发生在欧-南共市自贸协定临时生效后两周,在巴中资肉类加工及出口企业需立即评估合规缺口,牛肉完全达标或需至2028-2029年。

为什么值得关注

欧盟禁令直接切断巴西对27国肉类出口通道,在巴中资肉企面临三个月内合规断崖,牛肉完全达标需3-4年,影响出口收入与投资回报。

5月中旬,欧盟委员会在南方共同市场与欧盟自由贸易协定临时生效仅两周后,宣布自2025年9月3日起将巴西从允许向27个欧盟成员国出口牛肉、禽肉、马肉、鱼类、蜂蜜、鸡蛋及其制品的国家名单中移除。理由是巴西未遵守欧盟2023年关于禁止进口使用抗菌素促生长或用于人类治疗的动物产品的法规。巴西总统卢拉致电欧盟委员会主席冯德莱恩和欧洲理事会主席科斯塔,两人均表示决定由技术层面做出,并承诺寻找解决方案。爱尔兰驻巴西大使随后重申欧盟不会放宽卫生要求。对于在巴西从事肉类生产、加工和出口的中资企业而言,这一禁令意味着对欧出口通道将在三个月内关闭,且短期内恢复无望。

据巴西《经济价值报》报道,欧盟的禁令覆盖牛肉、禽肉、马肉、鱼类、蜂蜜、鸡蛋及其制品,几乎囊括巴西对欧出口的主要动物源性食品。巴西农业部内部承认未能让行业做好满足欧盟要求的准备,但禁令宣布的时机——恰在欧-南共市自贸协定临时生效后两周——令巴西方面感到震惊。巴西总统卢拉亲自致电欧盟委员会主席冯德莱恩和欧洲理事会主席科斯塔,两位欧盟领导人表示事先未被告知,决定由技术层面做出,并承诺寻找技术解决方案。然而,爱尔兰驻巴西大使马丁·加拉格尔上周明确表示,欧盟不会放宽卫生要求,相关规则已讨论多年。

对于在巴西的中资肉类企业,这一禁令的直接影响是:对欧盟27国的出口业务将在2025年9月3日被迫中断。底稿未涉及中资企业具体受影响名单,但通过巴西肉类出口产业链传导,在巴从事牛肉、禽肉加工并计划对欧出口的中资企业(如涉及巴西牛肉屠宰、禽肉分割、蜂蜜加工等环节的企业)将面临订单取消、库存积压和合规成本骤升。巴西监管机构MAPA(农业、畜牧业和食品供应部)已发布四份联合通告,试图通过行政指令恢复出口资格。但兽医专家玛丽亚·爱德华达·布莱克洛克指出,欧盟要求的是有效的控制体系先于认证存在,而非仅凭发布新指令。由于牛的生产周期约三年,到9月3日禁令生效时,巴西几乎没有动物可被认证为合规,牛肉完全达标可能要到2028-2029年。

CBI解读:底稿显示,欧盟的技术壁垒与贸易自由化进程出现了直接冲突。这一事件并非孤立——欧盟在2023年已通过相关法规,巴西行业未能提前适配。CBI认为,中资企业不应将希望寄托于欧盟在卫生标准上的让步,爱尔兰大使的表态已明确此点。横向对比,类似卫生壁垒在澳大利亚、阿根廷对欧出口中也曾出现,恢复周期通常为3-5年。对于在巴中资企业,当前最紧迫的是评估现有库存和订单中涉及欧盟市场的部分,并立即与MAPA沟通合规认证进度。同时,需关注巴西政府是否会在9月前通过外交渠道争取部分品类豁免,或转向其他市场(如中国、中东)消化产能。

待观察:1)巴西与欧盟技术工作组是否在2025年7月前就禽肉或蜂蜜等短周期产品达成临时解决方案;2)MAPA是否在8月底前向欧盟提交新的控制体系认证文件;3)巴西牛肉期货价格及雷亚尔汇率在禁令生效前后的波动幅度,这直接影响中资企业的采购成本和出口利润。

CBI 观察编辑判断

事实层面:欧盟以技术合规为由实施禁令,巴西政府承认准备不足,牛肉完全达标需至2028-2029年。CBI认为,中资企业不应期待欧盟在卫生标准上让步,而应优先评估现有欧盟订单风险,并加速向其他市场(如中国、东南亚)的出口转向。同时,巴西与欧盟的外交博弈可能在未来两个月内出现部分品类豁免,但牛肉恢复出口的窗口期将非常漫长。

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信息概要

类型
监管变化
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
在巴中资肉类加工及出口企业,涉及牛肉、禽肉、蜂蜜等品类。
核验
待核验
对象
在巴中资肉类加工与出口企业在巴中资农业投资企业中巴贸易商与冷链物流企业
话题
贸易政策合规

来源信息

来源
Valor Econômico
原文标题
A "surpresa" de líderes europeus com o bloqueio à carne brasileira
原始语言
葡萄牙语
原文链接
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

A "surpresa" de líderes europeus com o bloqueio à carne brasileira

Em meados de maio, duas semanas depois da entrada em vigor provisória do acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia, a Comissão Europeia decidiu uma medida de choque que ia na direção oposta do que se espera de um entendimento bilateral de abertura de mercado: anunciou que retiraria a partir de 3 de setembro o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes bovina, de aves e de equinos, além de pescado, mel, ovos e seus derivados para os 27 países do bloco. A Comissão Europeia alegou que o Brasil não respeitava a legislação europeia de 2023, que proíbe a importação de animais e produtos provenientes de sistemas produtivos que utilizem antimicrobianos para promoção de crescimento ou rendimento, ou substâncias reservadas ao tratamento humano. Em Brasília, em círculos da Esplanada dos Ministérios, importantes fontes reconheciam que o Ministério da Agricultura "pisou na bola" ao não preparar o setor para atender às exigências do comprador europeu. Mas também o que chocou foi a maneira e o momento do anúncio europeu. Sem esconder a irritação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou para a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e para o presidente do Conselho Europeu, Antônio Costa, lembrando a dificuldade que foi negociar o acordo de livre comércio para, logo em seguida, o Brasil sofrer sanções justamente na exportação de um produto simbólico como é a carne. A resposta das duas autoridades europeias causou espanto, segundo relato ouvido pela coluna. Von der Leyen e Costa disseram simplesmente que não tinham sido informados por seus serviços e que a decisão havia sido tomada no nível técnico da Comissão Europeia. Ambos prometeram a Lula "encontrar uma solução técnica" para o problema. Antonio Costa, presidente do Conselho Europeu, outro que diz que não sabia de nada União Europeia Na semana passada, o embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, deu entrevista em Brasília afirmando que a União Europeia não flexibilizaria as exigências sanitárias para que a carne brasileira volte a ser exportada ao bloco. Lembrou que as regras europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal não são recentes e vinham sendo discutidas com as autoridades brasileiras havia anos. No mesmo dia, uma autoridade brasileira disse à coluna que, na realidade, Brasil e União Europeia continuavam "conversando e negociando", embora reconhecendo a dificuldade, sobretudo para a carne bovina, de atender às normas europeias no curto prazo. Como observa a médica-veterinária Maria Eduarda Blaiklock, ex-adida agrícola do Brasil na Tailândia (2018-2022), o embaixador irlandês não disse nada diferente do discurso adotado em Bruxelas. Ela lembra que o governo brasileiro já publicou quatro ofícios circulares conjuntos — um para cada setor: bovinos, avicultura, mel e pescado — respeitando as diferenças inerentes à forma de produção e de controle de cada cadeia. Ao que tudo indica, o governo brasileiro espera que a publicação dessas novas instruções seja considerada, por si só, suficiente para que o país volte à lista de exportadores habilitados de proteína animal. Mas a especialista nota que existe uma diferença importante entre um ciclo produtivo em andamento e um sistema de controle ainda em construção. O primeiro pode ser implementado de forma progressiva; o segundo precisa existir antes da certificação. É possível que os animais ainda não tenham completado o período necessário para a exportação. O que não é possível é esperar que o auditor aceite uma promessa futura de que, no momento adequado, o sistema saberá identificar quais animais cumpriram os requisitos. Para Maria Eduarda, as garantias não estão apenas na publicação de instrumentos legais de controle oficial, mas também na demonstração de que esses controles são efetivos. Isso só poderá ser comprovado com a geração de dados e a validação da nova forma de fiscalização. Um bovino, um frango de corte, , um peixe de cultivo e uma colmeia não obedecem ao mesmo ciclo produtivo. A disponibilidade de produtos elegíveis poderá surgir, portanto, de forma gradual. Nos ciclos mais curtos, como os de aves, mel, ovos e aquicultura, a situação poderá ser resolvida em poucos meses. Mas o grande imbróglio é a carne bovina. Pela lógica da legislação europeia, combinada com o ciclo produtivo de aproximadamente três anos do boi, nenhum animal terá condições de ser certificado como elegível até 3 de setembro. Na prática, a conformidade plena só poderá ser demonstrada entre 2028 e 2029, quando animais criados integralmente sob as novas exigências poderão abastecer o mercado europeu. A União Europeia não está obrigada a aceitar garantias apenas porque o Brasil exporta há décadas ou porque possui relevância no comércio internacional, lembra a especialista. Ela precisa verificar se os controles apresentados respondem efetivamente ao requisito concreto que está sendo aplicado. Alterar essa percepção em Bruxelas tem sido uma tarefa hercúlea. Agora surgiu outro fator de atrito, ao menos entre Brasília e Paris. O presidente Lula sancionou, na sexta-feira (24), a lei que proíbe a produção e a comercialização de foie gras no Brasil. A norma entrará em vigor em seis meses e, na prática, acompanha uma tendência já adotada ou em discussão em outros países, entre eles a Suíça. O projeto contra o foie gras, produzido sobretudo na França, foi apresentado em 2020 e aprovado pelo Congresso em abril deste ano. O governo francês já vinha levantando o tema do foie gras em reuniões bilaterais sobre diversos assuntos com o Brasil. Mas, em setores de Brasília, o entendimento é que a queixa francesa perde força e francamente não dá para levar a sério diante do arsenal protecionista da Política Agrícola Comum (PAC), da oposição de Paris ao acordo com o UE-Mercosul e de todas as restrições impostas a produtos brasileiros. Tudo isso ocorre justamente quando a França acaba de aprovar a chamada ‘’lei de urgência agrícola", numa intensa disputa na Assembleia Nacional, ao voltar a autorizar o uso de dois pesticidas — acetamiprida e flupiradifurona — considerados perigosos por ambientalistas. A lei foi aprovada com amplo apoio de partidos da direita e da extrema direita. A esquerda a classificou como uma "lei do veneno". A acetamiprida, embora eficaz no combate a determinadas pragas, pode reduzir a polinização pelas abelhas, processo essencial para o equilíbrio dos ecossistemas. Outros estudos apontam efeitos de desregulação endócrina e possíveis impactos no desenvolvimento cerebral de crianças expostas à substância in utero. Declarando-se decepcionada com a aprovação da lei, a ministra da Transição Ecológica, Monique Barbut, apresentou seu pedido de demissão ao presidente Emmanuel Macron, que recusou aceitá-lo. A ex-dirigente da WWF França acabou permanecendo no cargo ‘’a pedido’’ do presidente, que lhe garantiu apoio. E é assim que a França continuará querendo dar lições ao resto do mundo sobre segurança sanitária e alimentar, para surpresa de ninguém. Agricultores franceses, que já bloqueiam ruas de Paris várias vezes em protesto contra acordo com Mercosul, poderão usar dois pesticidas considerados perigosos por ambientalistas Reuters

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