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巴西资讯巴西贸易物流2026年7月18日

巴西1.3亿雷亚尔启动出口多元化,中资企业可借道欧盟东盟新市场

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Apex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações

ApexBrasil宣布1.3亿雷亚尔计划,8月启动,联合57个部门、2400家企业开拓欧盟、东盟和中亚市场,以对冲美国25%关税冲击。在巴中资企业可关注新市场准入机会及供应链调整窗口。

为什么值得关注

巴西出口多元化计划涉及2400家企业、57个部门,中资企业可借道欧盟、东盟新市场对冲关税风险,并强化中巴贸易通道。

巴西出口与投资促进局(ApexBrasil)于7月17日宣布,将于8月启动一项总额1.3亿雷亚尔的计划,旨在推动巴西出口多元化,减少对美国市场的依赖。该计划将联合57个经济部门,覆盖2400家出口企业,优先开拓欧盟(受益于近期南方共同市场协议)、东盟国家(印度尼西亚、马来西亚、泰国、越南)以及中亚国家(哈萨克斯坦、乌兹别克斯坦)。此举背景是美国贸易代表办公室(USTR)自7月22日起对部分巴西产品加征25%关税,涉及2025年对美出口额72亿美元。对于在巴西经营的中资企业而言,这一政策转向意味着巴西出口格局正在重塑,中资企业可评估自身产品是否纳入免税清单或受益于新市场通道。

ApexBrasil主席Laudemir Müller在新闻发布会上表示,多元化工作自2025年首批关税以来已在推进,72%的受支持企业在2025年6月至2026年5月期间已新增至少一个出口目的地。数据显示,2025年上半年巴西对美出口减少约26亿美元,但对欧洲出口增加31亿美元,对印度增加25亿美元,对中国出口增加105亿美元。巴西政府同时将免税产品清单从615项扩大至699项,免税出口额从206亿美元增至228亿美元。

对于在巴中资企业,尤其是从事农产品、矿产、工业制成品出口或供应链配套的企业,需关注以下直接触点:第一,若产品属于受美国加征关税的72亿美元出口品类,需评估是否可通过ApexBrasil计划转向欧盟或东盟市场,或利用免税清单调整出口结构;第二,巴西对华出口已增加105亿美元,中资企业可借此强化中巴贸易通道,例如在巴西设立分销中心或与本地出口商合作;第三,ApexBrasil与57个经济部门的合作涉及农业、制造业、科技等领域,中资企业可主动对接相关行业协会,获取市场准入和补贴信息。底稿未明确提及中资企业受直接影响的具体行业,但通过出口目的地转移和免税清单调整,中资企业的采购、出口和合规环节将间接受到传导。

CBI解读:底稿数据表明,巴西出口多元化并非短期应激反应,而是自2025年关税以来已持续推进的结构性调整。72%的企业已实现新增出口目的地,说明市场适应速度较快。CBI认为,中资企业应重点关注两个趋势:一是巴西对欧盟出口增长31亿美元,受益于南方共同市场协议,中资企业可考虑在巴西设立面向欧盟的转口生产基地;二是巴西对华出口增长105亿美元,中巴贸易互补性进一步强化,中资企业可关注巴西农产品、矿产和能源领域的投资机会。同时,美国关税的政治化定性(巴西政府认为“具有政治动机”)可能引发后续贸易摩擦升级,中资企业需做好供应链弹性预案。

待观察:第一,8月计划启动后,ApexBrasil将公布具体行业参与名单和补贴细则,中资企业可跟踪是否开放外国资本参与;第二,欧盟与南方共同市场协议的具体实施时间表,尤其是关税减免节奏,预计2026年下半年将有进一步谈判进展;第三,美国是否扩大加征关税范围,USTR可能在2026年第四季度发布新一轮审查报告,中资企业需监控涉及巴西出口的敏感品类。

CBI 观察编辑判断

底稿显示72%的受支持企业已实现新增出口目的地,说明巴西企业适应速度较快。CBI认为,中资企业应重点关注欧盟-南方共同市场协议带来的转口机会,以及巴西对华出口增长105亿美元所强化的贸易互补性。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
农产品、矿产、工业制成品出口企业及供应链配套的中资企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业贸易商出口商
话题
贸易政策行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Apex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Apex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações

Após o tarifaço adicional dos Estados Unidos (EUA) contra parte das exportações do Brasil, a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil) anunciou um plano de R$ 130 milhões, a ser lançado em agosto, para diversificar as vendas do Brasil no exterior e reduzir os impactos das tarifas estadunidenses. Vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a ApexBrasil informou que o plano será lançado em parceria com 57 setores econômicos do país, nas mais diversas áreas, que reúnem 2,4 mil empresas exportadoras. Notícias relacionadas: São Paulo e Santa Catarina sofrem 52% do impacto do tarifaço dos EUA. Setores atingidos por tarifaço dos EUA terão novo plano de socorro. Entenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUA. “A expansão para outros mercados a gente já faz. O que a gente vai trabalhar agora é a diversificação. É um novo olhar sobre novas oportunidades a partir de um novo cenário do comércio internacional”, explicou, nesta sexta-feira (17), o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, em entrevista coletiva. O chefe da agência estatal disse que as prioridades são o mercado da União Europeia, até pelo recente acordo com o Mercosul, além dos países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, entre outros, e que apresentam altas taxas de crescimento. Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, também estão entre os possíveis novos mercados a serem explorados pelas empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos EUA. “São países de alto crescimento e desenvolvimento, eles têm procurado muito o Brasil para parcerias em investimento e estão crescendo a 7% ou 8% [do Produto Interno Bruto, PIB], com população jovem, e que demandam, inclusive, produtos que o Brasil tem”, disse. Tarifaço de Trump Na quarta-feira (15), o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros alegando supostas práticas "desleais" no comércio por parte do Brasil. O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação, alegando que a medida tem motivação política e que Washington exigia abertura total de mercados sem contrapartida. As novas tarifas valem a partir do dia 22 de julho. Os produtos afetados pelas tarifas anunciadas na quarta corresponderam, no ano passado, a US$ 7,2 bilhões em exportações aos EUA. O valor total vendido ao país em 2025 somou US$ 38 bilhões, segundo dados da ApexBrasil. Durante as negociações, a lista dos produtos isentos passou de 615 para 699, aumentando o valor isento das tarifas de US$ 20,6 bilhões para US$ 22,8 bilhões do total exportado, considerando ainda os dados de 2025. O presidente da instituição para exportações brasileiras afirmou que houve, no primeiro semestre do ano, uma redução de cerca de US$ 2,6 bilhões em exportações para os EUA, resultado das tarifas aplicadas anteriormente. “Mas tivemos um aumento de US$ 3,1 bilhões para a Europa, US$ 2,5 bilhões para a Índia, e US$ 10,5 bilhões para a China, só para citar alguns dos destinos mais importantes”, disse Laudemir Müller. As negociações do Mercosul com Índia, Japão e Canadá também foram apontadas como oportunidades para diversificar o comércio exterior do Brasil, reduzindo a dependência dos estadunidenses.  No primeiro semestre do ano, Brasil registrou redução de cerca de US$ 2,6 bilhões em exportações para os EUA - Reuters/Jorge Silva/ Proibido reprodução Diversificação já começou O presidente da ApexBrasil ressaltou que esse trabalho de diversificação está em andamento desde as primeiras tarifas impostas pelos EUA, ainda em 2025. “Isso implica dizer que 72% das 2,4 mil empresas que exportam para os EUA, e que são apoiados pela ApexBrasil, já diversificaram o mercado entre junho de 2025 e maio de 2026. Elas acrescentaram, nesse período, pelo menos um novo destino de suas exportações”, disse. Ainda segundo Müller, há mercados mais fáceis de serem abertos, e outros em que será preciso realizar um trabalho de médio ou longo prazo. “Tem outros setores que vão demorar um pouco mais e que talvez seja mais complexo. Muitas vezes a gente precisa, inclusive, criar o mercado em outro país. Nós vamos ter que chegar ao mercado chinês, por exemplo, para dizer ‘olha, existe uma rocha brasileira que tem tal característica e ela pode também servir ao seu mercado’”, explicou. Brasil é procurado pelo mundo Apesar das dificuldades, o presidente da Apex Brasil avalia que o país tem se destacado no mundo como um país “amigo, um fornecedor estável”. “Tanto é que nós tivemos US$ 77 bilhões de entrada de investimentos no ano passado. Fomos o quinto maior recebedor de investimentos do mundo. Os países em desenvolvimento tiveram um crescimento de 2% na atração de investimentos, o Brasil teve um crescimento de 22% na atração de investimentos e é o principal destino já dos investimentos chineses”, concluiu.

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