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巴西资讯双边贸易物流2026年7月17日

巴西启动《对等法》反制美国25%关税,在巴中资需警惕贸易摩擦传导

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Entenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUA

美国政府4月15日宣布对巴西出口产品加征25%关税,巴西政府随即启动《对等法》反制,该法允许对等加税、取消减免、限制进口。中资企业需关注两国贸易摩擦升级对供应链、汇率及合规成本的间接冲击。

为什么值得关注

巴西首次动用《对等法》反制美国25%关税,可能引发贸易摩擦升级,间接影响在巴中资企业的汇率风险、大宗商品供应链及合规成本。

美国政府于4月15日宣布对巴西出口产品征收25%关税,巴西总统府当日回应称将“立即”启动《对等法》(Lei de Reciprocidade)进行反制。该法于4月11日签署,旨在针对他国损害巴西经济竞争力的单边措施,允许巴西采取加征关税、取消进口关税减免、限制商品或服务进口等对等反制措施,且力度须与所受经济损害成比例。这是巴西首次动用该法应对美国贸易施压,可能引发两国贸易摩擦升级。对于在巴西经营的中资企业而言,尽管底稿未直接涉及中资受影响行业,但美巴贸易摩擦可能通过汇率波动、大宗商品价格传导及供应链调整间接波及中资采购与出口业务。

美国政府于4月15日宣布对巴西出口产品加征25%关税,巴西政府随即回应。巴西总统府表示将“立即”启动《对等法》(Lei de Reciprocidade),该法于4月11日签署,起因是特朗普政府升级对多国(包括巴西)的贸易战,宣布加征进口附加税。第15.122号法律(Lei nº 15.122)规定,若与巴西有贸易关系的国家采取损害巴西经济竞争力的单边行动、政策或做法,巴西政府可采取一系列反制措施,包括加征税收或费用、取消进口关税减免或降低税率、限制商品或服务进口。反制措施应尽可能与对方造成的经济损失成比例。法律还涵盖以环境要求为名施加比巴西国内环保标准更重负担的单边措施,此时巴西需考虑国内环境法规(如2012年《森林法》)、2009年《国家气候政策》及《巴黎协定》承诺。法律同时强调优先通过外交对话解决争端,其第4条规定应通过外交行动减少或消除反制措施的必要性。

对于在巴西的中资企业,底稿未明确涉及中资企业直接受影响的行业或产品清单,但通过以下机制可能产生间接传导:一是美巴贸易摩擦升级可能引发巴西雷亚尔对美元汇率波动,影响中资企业以雷亚尔计价的采购成本和美元结算的出口收入;二是巴西可能对美反制涉及大豆、铁矿石、石油等大宗商品,若美国转向其他市场采购,可能改变全球大宗商品流向,间接影响中资企业在巴西的供应链稳定性;三是若巴西扩大反制范围至环境或技术标准领域,涉及农业、矿业、制造业的中资企业需关注合规成本变化。涉及的巴西监管机构可能包括巴西外贸委员会(CAMEX)、经济部(现为财政部)及环境部。

CBI解读:底稿显示,巴西《对等法》的签署时间(4月11日)早于美国宣布加征关税(4月15日),表明巴西已提前完成法律工具储备。该法不仅涵盖传统关税反制,还纳入环境标准等非关税壁垒,与巴西《森林法》和《巴黎协定》挂钩,意味着未来贸易争端可能延伸至可持续发展合规领域。CBI认为,巴西此举意在向美国传递“对等威慑”信号,同时为后续谈判预留外交空间(法律第4条)。横向对比,巴西此前在WTO框架下对多国发起反倾销调查,但动用综合性《对等法》尚属首次,显示其贸易政策工具正从“被动应诉”转向“主动立法”。中资企业需注意,该法未明确排除中国,若未来中巴贸易出现类似争端,巴西可能援引该法。

待观察:一是美国是否在4月15日宣布后30天内启动关税执行,以及巴西反制措施的具体产品清单和生效日期;二是巴西政府是否于近期召开CAMEX会议,公布首批反制商品目录;三是雷亚尔兑美元汇率在4月下半月的波动幅度,以及巴西央行是否干预汇市。

CBI 观察编辑判断

底稿显示巴西《对等法》签署于美国加征关税之前,表明巴西已提前完成法律储备。CBI认为,该法将环境标准纳入反制范围,意味着未来贸易争端可能延伸至可持续发展合规领域,中资企业需关注巴西在农业、矿业等领域的环境合规要求变化。

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信息概要

类型
政策发布
方向
双边
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
在巴中资企业,涉及农业、矿业、制造业及进出口贸易。
核验
待核验
对象
在巴中资企业贸易商出口商
话题
贸易政策法律

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Entenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUA
原始语言
葡萄牙语
原文链接
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Entenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUA

A decisão do governo dos Estados Unidos, divulgada nesta quarta-feira (15), de impor tarifas de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil, trouxe uma reação imediata do governo brasileiro. Em resposta, o Palácio do Planalto afirmou que a Lei de Reciprocidade brasileira será acionada "imediatamente". A lei, sancionada em 11 de abril de 2025, foi motivada também por decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Já naquela ocasião, Trump escalou em uma guerra comercial contra diversos países, inclusive o Brasil, e anunciou sobretaxas de importação.  Notícias relacionadas: Aeronaves, óleo, café e carne estão fora do tarifaço imposto pelos EUA. Brasil diz que não há justificativas para tarifas impostas pelos EUA. Mauro Vieira afirma que EUA queriam abertura total sem contrapartida. A Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil. Ou seja, se um país com o qual o Brasil tem relação comercial adota uma medida que o prejudique nessa relação, o governo pode adotar uma série de contramedidas. Dentre elas, impor tributos ou taxas, acabar com isenções ou redução de valores de tarifas de importação, ou restringir importações de bens ou serviços. Essas contramedidas devem ser, na medida do possível, aplicadas na mesma proporção do prejuízo econômico causado por outro país ou bloco econômico ao Brasil. Soberania A Lei da Reciprocidade destaca que cabe a suspensão de concessões comerciais, entre outras medidas, a países ou blocos de países que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”. Assim, a lei se aplica a um país que ameace aplicar ou aplique medidas comerciais na tentativa de interferir em atos específicos ou práticas no Brasil. A legislação também abre espaço ao diálogo e entendimento para que medidas retaliatórias não sejam tomadas obrigatoriamente. Em seu Artigo 4º, determina que a diplomacia entre em ação para reduzir ou anular a necessidade das contramedidas previstas. Meio ambiente A Lei de Reciprocidade também inclui países que tomem medidas unilaterais com base em requisitos ambientais mais onerosos do que os padrões de proteção ambiental adotados no país. Nesse caso, o Brasil deve considerar, além das normas ambientais adotadas internamente, como o Código Florestal, de 2012, as metas estabelecidas na Política Nacional do Clima, de 2009, e os compromissos assumidos no Acordo de Paris, de 2015. Se um país aplicar medidas comerciais unilaterais alegando descumprimento de normas ambientais não contempladas por esses institutos, e que sejam mais dispendiosas ao Brasil, está prevista a aplicação de contramedidas.

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