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巴西资讯巴西宏观市场2026年7月8日

巴西上半年汽车产量创五年新高,中资零部件商迎内需窗口

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Produção de veículos sobe 8,8% no primeiro semestre, diz Anfavea

巴西上半年汽车产量137万辆,同比增8.8%,上牌量增18.5%,Anfavea上调全年预期;但出口下滑21.2%、进口激增22.8%,中资车企及零部件供应商需关注内需红利与进口替代机会。

为什么值得关注

巴西汽车内需创五年新高,中资零部件及整车企业面临本地化生产窗口,同时需应对进口激增与出口下滑的结构性挑战。

巴西全国汽车制造商协会(Anfavea)于本周二(7日)公布数据:今年上半年巴西汽车产量达137万辆,同比增长8.8%,为2019年以来最佳上半年表现。同期车辆上牌量达142万辆,增长18.5%,其中6月单月上牌27.25万辆,同比增长28%。基于上半年好于预期的表现,Anfavea将全年上牌量预期上调至突破300万辆(自2014年以来首次),产量预期从3.7%上调至5.8%。对于在巴西布局的中资车企及零部件供应商而言,内需强劲意味着本地化生产与销售窗口正在打开,但出口疲软与进口激增也暗示市场结构正在发生深刻变化。

巴西全国汽车制造商协会(Anfavea)本周二(7日)发布的数据显示,今年上半年巴西汽车产量达137万辆,同比增长8.8%,创下2019年以来同期最佳。其中轿车销量增长23.7%,增加20.8万辆,成为拉动整体增长的主力。然而,卡车和客车等重型车复苏缓慢,卡车销量下降10.5%,客车下降11.6%。上半年车辆上牌量达142万辆,增长18.5%;6月单月上牌27.25万辆,同比增长28%。基于上半年好于预期的表现,Anfavea上调全年预期:预计2026年巴西上牌量将突破300万辆(自2014年以来首次),同比增长12.1%;产量预期从3.7%上调至5.8%,预计达280万辆。

对于在巴西的中资企业,尤其是汽车零部件供应商、整车组装厂及物流服务商,内需复苏直接带来订单增长。轿车销量大增23.7%意味着与乘用车相关的零部件(如发动机、变速箱、内饰件、电子系统)需求同步上升。但重型车领域(卡车、客车)持续低迷,相关零部件供应商需警惕库存积压风险。此外,进口激增——上半年进口28.06万辆,同比增长22.8%;6月进口5.7万辆,同比增长49.3%——表明巴西市场对外资品牌及进口车的依赖度仍在上升,中资企业若能在本地化生产上加速,有望替代部分进口份额。出口方面未见复苏,上半年出口21.66万辆,同比下降21.2%;6月出口3.67万辆,同比下降26.7%,显示巴西汽车在国际市场竞争力仍受汇率、物流及贸易壁垒制约。

CBI解读:底稿显示巴西汽车内需强劲,但出口与进口呈现明显分化。数据表明,巴西汽车市场正从“出口导向”转向“内需驱动+进口补充”模式。Anfavea上调全年预期至300万辆上牌量,是自2014年以来的首次,反映消费者信心和信贷环境改善。CBI认为,中资企业应重点关注两点:一是利用本地化生产政策(如Rota 2030、Inovar-Auto等)抢占内需增长红利;二是关注进口激增背后的竞争格局变化——若进口车持续涌入,可能压低本地售价,压缩中资企业利润空间。同时,重型车复苏缓慢可能意味着基建和物流行业景气度尚未全面回升,相关中资企业需谨慎评估投资节奏。

待观察:1)Anfavea将于8月发布7月月度数据,验证内需增长是否可持续;2)巴西央行后续利率决议(预计8月议息会议)将影响汽车信贷成本,进而影响下半年上牌量;3)巴西政府是否调整汽车进口关税(尤其是针对电动车和混动车)以平衡贸易逆差,需关注CAMEX(巴西外贸委员会)相关决议。

CBI 观察编辑判断

事实:Anfavea数据显示上半年汽车产量增8.8%,上牌量增18.5%,出口降21.2%,进口增22.8%。CBI认为,内需强劲为本地化中资企业提供订单支撑,但进口激增暗示竞争加剧,且重型车低迷反映基建需求尚未回暖,中资企业应优先布局乘用车供应链。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
中资汽车零部件供应商、整车组装厂、物流服务商
核验
待核验
对象
在巴中资汽车零部件供应商在巴中资整车组装企业巴西汽车进出口贸易商
话题
行业趋势贸易

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Produção de veículos sobe 8,8% no primeiro semestre, diz Anfavea
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Produção de veículos sobe 8,8% no primeiro semestre, diz Anfavea

No primeiro semestre deste ano, a produção de veículos – que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões – cresceu 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado, com 1,37 milhão de veículos produzidos. Este foi o melhor primeiro semestre desde 2019, divulgou nesta terça-feira (7) a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo a Anfavea, o principal crescimento foi no segmento de automóveis, cujas vendas avançaram 23,7%, com 208 mil unidades a mais do que no primeiro semestre do ano passado. Já o segmento de veículos pesados, como caminhões e ônibus, seguem em recuperação mais lenta.  No semestre, as vendas de caminhões recuaram 10,5%, enquanto os ônibus registraram queda de 11,6%. E, embora no mês de junho ambos os segmentos tenham apresentado resultados melhores do que no ano passado, o desempenho ainda não foi suficiente para reverter a expectativa de mais um ano de retração. Quanto aos emplacamentos, o crescimento foi de 18,5% no primeiro semestre do ano, com 1,42 milhão de veículos comercializados. Em junho foram 272,5 mil unidades comercializadas, alta de 28% frente a junho do ano passado. Expectativa para o ano Com o desempenho acima do esperado no primeiro semestre, principalmente nas vendas de veículos no mercado interno, a Anfavea decidiu revisar para cima a sua expectativa de crescimento para o ano.  Agora, a associação disse esperar que o Brasil feche o ano de 2026 ultrapassando a marca de 3 milhões de autoveículos emplacados, patamar que não é alcançado desde 2014. Se essa projeção se confirmar, diz a entidade, o crescimento será de 12,1% em relação a 2025, bem acima dos 2,7% previstos no início do ano. Já a previsão do ano relacionada à produção passou de 3,7% para 5,8%, com expectativa de 2,8 milhões de autoveículos produzidos. Exportações e importações Apesar do cenário positivo, as exportações continuam sem apresentar sinal de recuperação no semestre, com queda de 21,2% em relação ao mesmo período do ano passado, somando 216,6 mil unidades exportadas. Considerando-se apenas o mês de junho, o recuo foi de 26,7% sobre junho do ano passado, com 36,7 mil unidades exportadas. As importações, por sua vez, somaram 280,6 mil unidades, o que representou aumento de 22,8% no primeiro semestre. Em junho foram importadas 57 mil unidades, crescimento de 49,3% em relação a junho do ano passado.

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