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巴西资讯巴西宏观市场2026年7月5日

巴西稀土战略路线图发布,中资企业需关注产业链深度布局窗口

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Publicação propõe alternativas para exploração de terras raras no país

巴西发布2026-2040年稀土战略路线图,规划从资源出口转向高附加值产业链,中资企业应关注参议院法案进展及人才合作机会。

为什么值得关注

巴西稀土战略路线图(2026-2040年)将影响中资企业在电动汽车、国防、电子等领域的供应链布局,参议院法案2780/2024是关键合规节点。

巴西管理与战略研究中心(CGEE)本周在里约热内卢发布《巴西稀土:现状、情景与2026-2040年战略路线图》,明确巴西将利用全球四分之一稀土储量,自主决定产业链深度。该书由十位专家撰写,涵盖资源分布、市场分析及多边合作开发路径,并在第七届巴西稀土研讨会(SBTR)上正式亮相。对于在巴中资企业,该报告释放了巴西从原材料出口转向高附加值制造的明确信号,涉及电动汽车、国防设备、智能手机及风力涡轮机等关键供应链。

巴西管理与战略研究中心(CGEE)本周发布了《巴西稀土:现状、情景与2026-2040年战略路线图》,该书由十位工程师、研究人员和大学教授撰写,系统分析了国内外稀土产业情景,绘制了包括亚马孙地区在内的矿产资源分布图,并规划了通过多边合作与资本进行资源开发的路径。该书在第七届巴西稀土研讨会(SBTR)上发布,该研讨会由矿产技术中心(Cetem)组织,得到里约热内卢联邦大学(UFRJ)、巴西工业发展署(ABDI)和矿业与能源部的支持。CGEE总裁安德森·戈麦斯表示,巴西拥有全球四分之一的稀土储量,有条件自主决定产业链深度,该书为巴西到2040年实现稀土全球竞争力提供了明确路径。

对于在巴中资企业,该报告虽未直接点名中国企业,但通过以下机制间接传导影响:首先,巴西稀土战略明确指向摆脱原材料出口依赖,建立高附加值产业链,这意味着未来稀土矿出口可能面临更多限制或附加条件,而加工、分离、应用环节将获得政策倾斜。其次,报告提及的参议院第2780/2024号法案,旨在建立国家关键与战略矿产政策(PNMCE)并设立工业化委员会,已获众议院批准,若通过将直接影响外资在稀土领域的准入和运营条件。此外,伯南布哥联邦大学正在筹备稀土领域研究生课程,为中资企业提供了技术人才合作与本地化研发的潜在窗口。

CBI解读:底稿显示,巴西稀土战略的核心是从“卖资源”转向“做产业链”,这与中资企业在巴西的传统矿业投资模式(如铁矿石、石油)形成对比。CBI认为,中资企业若继续仅以采购商或初级加工者身份参与,可能面临政策边缘化风险;而参与本地化加工、技术合作或联合研发,则可能获得政策红利。值得注意的是,该报告由CGEE(隶属于科技与创新部)主导,而非矿业与能源部,暗示巴西将稀土定位为科技战略资源,而非单纯矿产。

待观察:第一,参议院对第2780/2024号法案的审议时间表及最终条款,特别是对外资参与稀土产业链的限制或激励措施;第二,伯南布哥联邦大学稀土研究生课程的具体启动时间及国际合作模式;第三,巴西政府是否会在2026年前出台稀土出口配额或加工本地化比例要求。

CBI 观察编辑判断

事实:巴西拥有全球四分之一稀土储量,报告规划了2026-2040年产业链自主化路径。CBI认为,中资企业应关注巴西从资源出口国向加工制造国转型的政策信号,提前布局本地化合作与人才储备,避免被排除在战略矿产价值链之外。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴中资矿业企业、稀土采购商、电动汽车及风电供应链企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者贸易商
话题
政策科技行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Publicação propõe alternativas para exploração de terras raras no país
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Publicação propõe alternativas para exploração de terras raras no país

O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) - organização social ligada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), lançou nesta semana o livro Terras Raras no Brasil: estado da arte, cenários e um mapa do caminho estratégico para 2026–2040. Assinada por dez engenheiros, pesquisadores e professores universitários, a publicação apresenta cenários nacional e internacional e estuda cadeias industriais para a produção de elementos químicos metálicos, chamados de “terras raras”, que têm alta condutividade térmica e elétrica. Notícias relacionadas: Aneel leiloa mais quatro lotes de transmissão de energia. Balança comercial tem superávit de US$ 9,8 bilhões em junho. Mulheres ganham prêmio por inclusão racial no comércio exterior. O livro também mapeia reservas minerais no território nacional, como as disponíveis na Amazônia, estuda mercados e projeta a exploração do recurso com cooperação e capital multilateral, do Brasil e outros países. A publicação foi apresentada no VII Seminário Brasileiro de Terras Raras (SBTR), no Rio de Janeiro na última quarta-feira (1º), evento organizado pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), com apoio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Ministério de Minas e Energia. Os 17 elementos químicos chamados terras raras são matéria-prima usada para a fabricação de produtos de alta tecnologia e grande valor agregado –de volumosa procura mundial e importados pelo Brasil, como carros elétricos, equipamentos de defesa, smartphones e turbinas eólicas. Caminhos delineados Conforme o diretor-presidente do CGEE, Anderson Gomes, o livro é “um documento sobre estratégias para transformar o que a gente tem de terras raras no nosso solo em uma competitividade global.” Na publicação, se desenha “caminhos muito bem delineados para que o Brasil em 2040 esteja no lugar que deveria estar se tivesse cuidado de terras raras há 20 anos.” Para Gomes, o Brasil tem na ordem do dia escolher se com as terras raras quer ser fornecedor de commodities -como acontece com o minério de ferro, o petróleo, os produtos agrícolas e pecuários – ou formar uma indústria que fabrique componentes e equipamentos a partir da matéria-prima e os exporte com mais rentabilidade. Ele acredita que a alta disponibilidade de terras raras no subsolo brasileiro, um quarto do que haveria em todo o planeta, garante condições para o país auto determinar até onde irá sua cadeia produtiva. “Existe sim uma dependência de fora, mas também lá fora tem uma dependência nossa”, pondera. “Nós temos as terras raras. Não precisamos de ninguém para dizer o que é que nós vamos fazer”, pontua o diretor-presidente do CGEE que também defende que o país adote política industrial para as terras raras, financie empreendimentos e invista na formação técnica. “Nós temos capacidade, precisamos ganhar escala.” Segundo Anderson Gomes, a Universidade Federal de Pernambuco prepara curso de pós-graduação em rede com outras universidades para formar mão-de obra para trabalhar com terras e também aumentar o número de pesquisadores no setor. PL em tramitação A expectativa do CGEE é de que o livro sobre terras raras seja aproveitado nos debates no Senado Federal sobre o Projeto de Lei 2780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República. Aprovado na Câmara dos Deputados, o PL aguarda desde maio (na Secretaria Legislativa do Senado Federal) despacho da Mesa Diretora para ser apreciado em comissão. Os minerais críticos e estratégicos, como as terras raras, são uma das áreas prioritárias da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2024-2034. De acordo com o documento formulado com a participação da sociedade, o Brasil deve “desenvolver tecnologias para exploração, beneficiamento e reciclagem de minerais estratégicos, reduzindo vulnerabilidades em cadeias essenciais e promovendo sustentabilidade mineral.”

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