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巴西资讯巴西贸易物流2026年7月4日

巴西对美出口11月来首增,中资企业需警惕价格效应陷阱

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Exportações aos EUA crescem pela primeira vez após tarifaço de Trump

2026年6月巴西对美出口同比增长3.7%,为特朗普加征50%关税后首次转正,但量降6.6%显示增长由涨价驱动;同期对华出口增24.4%,顺差44.9亿美元,中国稳居巴西最大贸易伙伴。

为什么值得关注

对美出口价格效应不可持续,中资企业需关注量价背离风险;中国需求稳定但集中于大宗商品,附加值提升是关键。

巴西发展、工业、贸易和服务部(Mdic)下属外贸秘书处(Secex)7月3日公布数据显示,2026年6月巴西对美出口额同比增长3.7%至34.72亿美元,这是自2025年7月特朗普政府对巴西产品征收50%附加税以来的首次月度增长。外贸统计与研究主任Herlon Brandão指出,增长完全由出口产品平均价格上涨11%推动,实际出口量仍下降6.6%。同期,中国继续保持巴西最大贸易伙伴地位,6月巴西对华出口增长24.4%至122.91亿美元,顺差44.9亿美元;上半年对华出口累计增长21.9%,顺差197.77亿美元。对于在巴西从事大宗商品、农产品及工业品出口的中资企业而言,这一数据释放了复杂信号:对美出口的“价格效应”可能只是短期缓冲,而中国市场需求的持续强劲才是更稳定的增长锚点。

6月巴美贸易基本平衡,巴西实现微弱顺差100万美元,但上半年对美出口累计下降13%,贸易逆差达15.22亿美元。Brandão解释称,价格上涨主要反映全球大宗商品行情及物流成本传导,而非巴西产品竞争力的结构性改善。这意味着,若未来国际价格回落或美国需求进一步走弱,对美出口可能再次承压。中资企业若依赖对美转口贸易或供应链环节,需警惕量价双降风险并未根本解除。

中国市场的表现则形成鲜明对比。6月巴西对华出口122.91亿美元,同比增长24.4%,顺差44.9亿美元;上半年对华出口583.22亿美元,增长21.9%,顺差197.77亿美元。中国持续作为巴西最大贸易伙伴,进口以大豆、铁矿石、原油等大宗商品为主。对于在巴西从事资源类产品出口的中资企业,这一趋势意味着中国需求仍是核心支撑,但需关注人民币汇率波动及国内经济复苏节奏对采购量的潜在影响。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过大宗商品定价机制间接传导:中国采购量变化将直接影响巴西出口企业的营收和利润。

CBI解读认为,数据表明巴西正在经历贸易格局的“再平衡”。对美出口的短暂回暖不应被过度解读为关税压力的缓解,因为量价背离的结构性矛盾依然存在。相比之下,对华贸易的持续扩大更具韧性,但中资企业需注意巴西对华出口高度集中于初级产品,附加值较低,易受国际价格周期冲击。此外,巴西与欧盟贸易6月出口增长32.4%,南方共同市场-欧盟自贸协定于5月临时生效,政府认为评估影响为时过早,但中资企业应关注该协定可能带来的关税优惠和竞争格局变化,尤其是在农产品和工业制成品领域。对阿根廷出口6月下降18.1%,上半年下降19.4%,反映南美区域市场需求疲软,可能影响在巴中资企业的区域供应链布局。

待观察方面:第一,7月及后续月份巴西对美出口量是否止跌回升,若量继续下降则价格效应不可持续;第二,中国对巴西大宗商品的采购节奏,尤其是大豆和铁矿石的月度进口数据,将直接验证需求韧性;第三,南方共同市场-欧盟自贸协定细则的逐步落地,特别是原产地规则和关税减让时间表,可能影响中资企业在巴西的出口竞争力。

CBI 观察编辑判断

事实层面,6月巴西对美出口增长由价格驱动,量仍下降;CBI认为,这一结构意味着中资企业不应将单月数据视为关税压力缓解的信号,而应关注中国市场的持续性和欧盟自贸协定的长期影响。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
在巴西从事大宗商品、农产品及工业品出口的中资企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业贸易商出口商
话题
贸易政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Exportações aos EUA crescem pela primeira vez após tarifaço de Trump
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Exportações aos EUA crescem pela primeira vez após tarifaço de Trump

O valor das exportações brasileiras aos Estados Unidos cresceu 3,7% em junho de 2026, marcando a primeira alta desde julho de 2025, quando o governo do presidente Donald Trump impôs uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do ministério, Herlon Brandão, o avanço foi impulsionado pelo aumento médio de 11% dos preços dos produtos exportados, já que o volume embarcado para o mercado norte-americano ainda caiu 6,6%. Estados Unidos Em junho, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos apresentou equilíbrio, com leve superávit brasileiro. Principais números: Exportações: US$ 3,472 bilhões (+3,7% ante junho de 2025); Importações: US$ 3,471 bilhões (-12,3%); Saldo comercial: superávit de US$ 1 milhão Apesar da recuperação em junho, o acumulado do primeiro semestre ainda registra queda nas vendas brasileiras para os Estados Unidos. De janeiro a junho: Exportações: US$ 17,428 bilhões (-13% ante o primeiro semestre de 2025); Importações: US$ 18,950 bilhões (-12,5%); Saldo comercial: déficit de US$ 1,522 bilhão. China amplia liderança A China manteve a posição de principal parceiro comercial do Brasil e registrou forte crescimento nas compras de produtos brasileiros. Em junho: Exportações: US$ 12,291 bilhões (+24,4%); Importações: US$ 7,801 bilhões (+27,1%); Superávit: US$ 4,490 bilhões. No primeiro semestre: Exportações: US$ 58,322 bilhões (+21,9%); Importações: US$ 38,545 bilhões (+8%); Superávit: US$ 19,777 bilhões. União Europeia O comércio com a União Europeia também apresentou expansão em junho, embora o governo ainda considere prematuro medir os impactos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco europeu, que entrou em vigor provisoriamente em maio. Em junho: Exportações: US$ 4,888 bilhões (+32,4%); Importações: US$ 4,708 bilhões (+13,9%); Superávit: US$ 180 milhões. No primeiro semestre: Exportações: US$ 26,906 bilhões (+12,8%); Importações: US$ 24,263 bilhões (-0,4%); Superávit: US$ 2,643 bilhões. Segundo Herlon Brandão, já existem relatos de empresas que aproveitam os benefícios do acordo, mas ainda não há dados suficientes para medir seu impacto sobre o comércio exterior. Argentina perde ritmo As exportações para a Argentina recuaram em junho, reflexo da menor demanda do mercado vizinho por produtos brasileiros, segundo o Mdic. Em junho: Exportações: US$ 1,325 bilhão (-18,1%); Importações: US$ 1,285 bilhão (+17,2%); Superávit: US$ 40 milhões. No primeiro semestre: Exportações: US$ 7,352 bilhões (-19,4%); Importações: US$ 6,401 bilhões (+3,8%); Superávit: US$ 951 milhões.

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