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巴西资讯巴西贸易物流2026年7月2日

欧盟钢铁新规压缩配额47%,在巴中资出口商面临关税翻倍风险

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Brasil critica novas restrições da UE ao aço e cobra compensações

欧盟对钢铁进口实施新限制,免关税配额削减47%至1830万吨/年,超出部分关税从25%升至50%。巴西政府批评此举为单边行为且未提供补偿,在巴中资钢铁出口企业需重新评估对欧出口策略。

为什么值得关注

欧盟钢铁配额削减47%+关税翻倍,直接影响在巴中资钢铁企业对欧出口成本与市场准入。

巴西政府于近日通过外交部和工业部联合声明,公开批评欧盟对钢铁产品进口实施的新限制措施。新规将免关税配额从原有水平削减47%至1830万吨/年,并对超出配额部分征收50%关税,较此前的25%翻倍。巴西认为,这些措施不仅减少了巴西等出口国进入欧洲市场的机会,也无助于解决全球钢铁产能过剩问题。对于在巴西设有生产基地、以欧盟为目标市场的中资钢铁企业而言,这一政策变化意味着出口成本显著上升,合规风险加大。

欧盟委员会宣布的新钢铁进口限制措施,取代了2018年实施的保障体系。新规下,26类钢铁产品的免关税配额总量降至1830万吨/年,其中一半配额分配给与欧盟有自由贸易协定的国家,另一半面向所有贸易伙伴,部分国家将根据历史出口数据获得特定限额。超出配额部分,关税从25%大幅提升至50%。欧盟委员会称,此举旨在将欧盟钢厂产能利用率从目前的65%提高至约80%,并应对全球产能过剩和倾销行为。欧盟数据显示,自2008年以来,其钢铁行业已损失约10万个就业岗位。2025年,欧盟主要钢铁供应国包括土耳其、韩国、印度尼西亚、中国、印度、乌克兰和台湾。

对于在巴西从事钢铁生产或贸易的中资企业而言,这一政策直接冲击其向欧盟的出口业务。巴西是全球重要的钢铁出口国,此前通过欧盟保障体系享有一定配额。新规下,免关税配额削减近一半,超出配额部分关税翻倍,意味着中资企业若继续以巴西为基地对欧出口,将面临更高的贸易壁垒和成本压力。此外,巴西政府指出,欧盟未按GATT第28条就新关税提供补偿,新配额体系是单边行为,可能引发贸易摩擦升级。中资企业需关注巴西与欧盟的后续谈判进展,以及WTO等多边框架下的争端解决动向。

CBI解读认为,底稿显示欧盟新规的核心逻辑是保护本土钢铁工业,而非针对特定国家。但巴西作为非欧盟自贸协定伙伴,其出口商在配额分配中处于相对劣势。中资企业应注意到,欧盟主要供应国中包括中国和印度,这些国家同样面临配额压缩和关税上升的压力。CBI观察,巴西政府已明确表示将继续在WTO等国际论坛推动多边解决方案,并与欧盟谈判寻求双方可接受的方案。这意味着短期内政策调整的可能性较低,中资企业应做好长期应对准备,包括评估转向其他市场(如拉美、非洲)或调整产品结构以降低对欧依赖。

待观察方面,一是巴西与欧盟是否在2025年内启动补偿谈判,二是WTO其他成员国是否跟进采取类似限制措施,三是欧盟是否在2026年根据市场情况调整配额分配规则。中资企业应持续跟踪巴西工业部、外交部的官方声明,以及欧盟委员会关于钢铁进口的季度监测报告。

CBI 观察编辑判断

底稿显示欧盟新规旨在保护本土钢铁工业,巴西政府已明确反对并寻求补偿。CBI认为,中资企业应关注巴西与欧盟谈判窗口期,短期内配额分配规则难有实质调整,出口成本上升已成定局。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
在巴西设厂的中资钢铁企业、对欧出口钢铁贸易商
核验
待核验
对象
在巴中资钢铁出口企业在巴中资贸易商在巴中资制造业(钢铁下游用户)
话题
贸易政策行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Brasil critica novas restrições da UE ao aço e cobra compensações
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Brasil critica novas restrições da UE ao aço e cobra compensações

O Brasil criticou as novas medidas adotadas pela União Europeia (UE) para restringir as importações de produtos siderúrgicos. Em nota conjunta, os Ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) afirmaram que as mudanças reduzem o acesso ao mercado europeu e não representam uma solução para o excesso de capacidade na indústria mundial do aço. Segundo o governo brasileiro, a UE passou a adotar novas restrições quantitativas para a entrada de produtos siderúrgicos e elevou as tarifas cobradas sobre importações que ultrapassarem as cotas estabelecidas. Notícias relacionadas: União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro. Exigências regulatórias da UE podem embarreirar pequenos cafeicultores. Na avaliação brasileira, as medidas atingem a maior parte dos parceiros comerciais do bloco e ampliam as barreiras às exportações, mesmo após o fim do sistema de salvaguardas criado em 2018. O Brasil também afirmou que é afetado pelo excesso de produção mundial de aço e continuará defendendo soluções multilaterais para o problema em fóruns internacionais. A nota acrescenta que restringir o comércio de países que não são responsáveis pela sobreoferta global não resolve a questão e pode provocar uma escalada de medidas de defesa comercial. O governo informou ainda que não houve acordo com a União Europeia sobre compensações pelas novas tarifas, conforme previsto no Artigo XXVIII do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT). Segundo o Executivo, o novo sistema de cotas é uma medida unilateral e não pode ser considerado uma compensação ao Brasil. Apesar das divergências, o governo afirmou que continuará negociando com a União Europeia para buscar uma solução considerada aceitável para ambas as partes. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Novas regras A Comissão Europeia anunciou que o volume de aço que poderá entrar no bloco sem pagar tarifas será reduzido em 47%, passando para 18,3 milhões de toneladas por ano. Caso esse limite seja ultrapassado, será aplicada uma tarifa de 50% sobre o excedente em 26 categorias de produtos siderúrgicos. Na prática, os exportadores poderão vender uma quantidade menor de aço sem custos adicionais e pagarão uma tarifa maior caso excedam a cota. Metade das cotas será destinada a países que têm acordos de livre comércio com a União Europeia. A outra metade ficará disponível para todos os parceiros comerciais, enquanto alguns países terão limites específicos definidos com base no histórico de exportações. Justificativa Segundo a Comissão Europeia, as mudanças são necessárias para proteger a indústria siderúrgica do bloco diante do excesso de produção mundial de aço, que aumenta a oferta e pressiona os preços internacionais. O órgão também cita práticas de dumping, exportação de produtos abaixo do preço de custo, e afirma que as medidas buscam elevar a utilização da capacidade das siderúrgicas europeias para cerca de 80%, ante os atuais 65%. As novas regras substituem o sistema de salvaguardas adotado pela UE em 2018. Até agora, as importações de aço pelo bloco que ultrapassavam as cotas estavam sujeitas a uma tarifa de 25%. Com o novo modelo, a cobrança sobe para 50%, ao mesmo tempo em que o volume permitido sem tarifas é reduzido quase pela metade. A Comissão Europeia afirma que o setor siderúrgico perdeu cerca de 100 mil empregos desde 2008 e que as restrições são necessárias para conter os efeitos da sobreoferta global e fortalecer a indústria do bloco. Em 2025, os principais fornecedores de aço para a União Europeia foram Turquia, Coreia do Sul, Indonésia, China, Índia, Ucrânia e Taiwan.

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