巴西资讯巴西贸易物流2026年6月8日
欧盟9月起禁巴西肉类进口,在巴中资肉企面临出口合规升级
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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro
欧盟8月5日宣布自9月3日起禁止进口巴西肉类、肠衣、鱼类和蜂蜜,理由是巴西未能证明其生产链未使用特定抗菌药物。该禁令将影响在巴西从事动物蛋白生产与出口的中资企业,需重新评估对欧出口合规路径。
为什么值得关注
欧盟是巴西动物蛋白主要出口市场之一,禁令直接冲击在巴中资肉企对欧出口业务,合规成本与市场准入风险上升。
欧盟于8月5日在官方公报上正式决定,自9月3日起禁止进口巴西生产的肉类、肠衣、鱼类和蜂蜜。欧盟委员会指出,巴西未能证明其生产者在整个生产链中未使用维吉尼亚霉素、阿伏帕星、泰乐菌素等6种抗菌药物用于治疗和预防动物感染。尽管巴西政府已于今年4月禁止部分促生长抗菌药物,欧盟仍认为需要额外保障。对于在巴西投资肉类加工、养殖及出口的中资企业而言,该禁令意味着对欧出口通道短期内关闭,合规成本与市场准入风险显著上升。
欧盟于8月5日(周五)在官方公报上公布决定,自9月3日起禁止进口巴西生产的肉类、肠衣、鱼类和蜂蜜。该决定距南方共同市场与欧盟贸易协定临时生效仅数天。欧盟委员会称,巴西未能证明其生产者符合欧盟的卫生要求,特别是在整个生产链中未使用抗菌药物来治疗和预防动物感染。被限制的物质包括维吉尼亚霉素、阿伏帕星、泰乐菌素、螺旋霉素、阿维拉霉素和杆菌肽。巴西政府已于今年4月禁止部分用于促进生长和提高生产率的抗菌药物,但欧盟认为仍需额外保障。
对于在巴西从事动物蛋白生产、加工和出口的中资企业,该禁令直接影响对欧出口业务。巴西牛肉出口协会(Abiec)和巴西动物蛋白协会(ABPA)均表示,巴西拥有全球最 robust 的检验和农业防御系统之一,牛肉符合170多个国家的卫生和监管要求,但欧盟的禁令并非源于卫生问题或违规,而是对巴西官方监管机制的认可问题。中资企业需关注巴西农业和畜牧业部(Mapa)与欧盟委员会正在协商的新协议进展,特别是涉及抗菌药物使用记录、卫生可追溯性和认证文件的合规要求。底稿未直接提及中资企业受影响的具体案例,但通过巴西对欧出口通道受阻这一机制,在巴中资肉企、肠衣加工企业及蜂蜜出口商的供应链将受到间接传导。
CBI解读:底稿显示,欧盟的谨慎并不意味着巴西肉类受到药物污染,主要问题在于监管,涉及卫生可追溯性、认证和药物使用的文件证明。巴西需证明在整个出口动物生命周期中完全遵守欧盟规则,才能恢复出口资格。CBI认为,此次事件是欧盟对巴西官方监管体系的一次系统性“不信任投票”,而非孤立的产品质量事件。对于在巴中资企业而言,短期影响是失去欧盟这一高附加值市场;中长期看,若巴西政府无法在协议谈判中提供令欧盟满意的监管证据,中资企业可能面临对欧出口长期停滞,并需将出口重心转向其他市场。类似事件可参考2023年欧盟因禽流感对巴西部分州实施进口限制的案例,当时巴西用了约4个月才恢复部分出口资格。
待观察:一是巴西农业和畜牧业部(Mapa)与欧盟委员会能否在9月3日前达成临时协议,避免禁令生效;二是巴西政府是否会进一步扩大抗菌药物禁用清单,以匹配欧盟标准;三是中资企业是否会在禁令生效前加速对欧盟的提前出口,以及后续是否转向中国、中东等替代市场。
CBI 观察编辑判断
底稿显示禁令源于欧盟对巴西官方监管机制的认可问题,而非产品本身污染。CBI认为,中资企业需关注巴西与欧盟的协议谈判进展,短期内对欧出口通道关闭,长期需评估巴西监管体系能否满足欧盟要求。
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来源信息
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- Agência Brasil — Economia
- 原文标题
- União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro
- 原始语言
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- 编辑
- Clara Lin
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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro
A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
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Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos".
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
*texto ampliado às 14h27 para incluir posicionamento da ABPA
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