巴西资讯巴西宏观市场2026年5月12日
巴西柴油五周连跌4.5%,中资物流与农业企业成本压力有望缓解
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Óleo diesel cai pela 4ª vez em cinco semanas e acumula recuo de 4,5%
巴西柴油价格五周内第四次下跌,累计降幅4.5%,政府补贴和税收减免是主因;中资物流、农业及运输企业成本压力有望缓解,但价格仍较战前高18.9%。
为什么值得关注
柴油价格直接影响在巴中资物流、农业及食品加工企业的运输成本与利润,政府补贴与Petrobras定价策略是短期关键变量。
巴西柴油价格在截至5月9日的五周内第四次下跌,累计降幅达4.5%。根据巴西国家石油、天然气和生物燃料局(ANP)数据,S10柴油最新平均零售价为每升7.24雷亚尔,较4月11日峰值7.58雷亚尔回落。尽管连续下跌,价格仍比2月28日伊朗战争爆发前高出18.9%。柴油是巴西卡车和公交车主要燃料,直接关联运费和食品运输成本。对于在巴从事物流、农业和制造业的中资企业而言,柴油价格下行意味着运输成本压力有望阶段性缓解,但高位运行的风险尚未消除。
巴西柴油价格在五周内第四次下跌,累计降幅达4.5%。该燃料主要由卡车和公交车使用。尽管如此,价格仍比2月28日伊朗战争爆发前高出18.9%。数据来自巴西国家石油、天然气和生物燃料局(ANP)的价格监测。根据该机构零售价格面板,在5月3日至9日当周,S10柴油平均零售价为每升7.24雷亚尔。柴油价格受到当局和生产部门密切关注,因为它是卡车车队的主要燃料,直接关联运费,进而影响运输食品的成本。过去五周,ANP发现一周无变化,四周价格下跌。S10柴油每周平均价格:3月28日7.57雷亚尔,4月4日7.58雷亚尔,4月11日7.58雷亚尔,4月18日7.51雷亚尔,4月25日7.38雷亚尔,5月2日7.28雷亚尔,5月9日7.24雷亚尔。尽管近期下跌,柴油价格仍反映美国及以色列对伊朗袭击引发的价格上涨。在2月28日当周(首次袭击日),燃料平均售价为6.09雷亚尔。此后五周达到峰值7.58雷亚尔(4月11日当周)。S500柴油走势类似,从每升7.45雷亚尔降至7.05雷亚尔,降幅5.37%,较战前上涨17%。S10和S500的区别在于污染物排放水平:S500含硫量10ppm,是S10的50倍。S10占全国消费约70%,2012年后生产的轻型及重型车辆均适配S10。伊朗战争导致邻国石油生产国遭袭,以及霍尔木兹海峡关闭,该海峡连接波斯湾和阿曼湾,战前全球约20%的石油和天然气经此运输。物流链动荡使原油及衍生品供应减少,推高价格。布伦特原油从70美元/桶升至100美元/桶以上,峰值约120美元/桶。石油作为国际大宗商品,其涨价也传导至巴西,尽管巴西是产油国。巴西柴油不自给,需进口约30%的消费量。过去五周柴油价格下跌趋势与政府自4月1日起对生产商和进口商提供补贴同步。该措施是抑制价格上涨的行动之一。补贴方面,国产柴油每升最高可获1.12雷亚尔,进口柴油最高1.52雷亚尔,经济主体需将折扣传导至消费链才能获得补贴。另一项措施是取消PIS和Cofins两项联邦税。Ineep研究员Iago Montalvão表示,政府措施和Petrobras的行动是近期柴油下跌的原因。他认为,战争引发价格冲击后,企业曾试图通过提价来避免利润损失。Petrobras在战争开始两周后将柴油价格上调0.38雷亚尔。但Petrobras在衍生品市场的强大份额使其未按石油冲击比例提价,这对抑制加油站价格上涨并迫使其他炼油厂不大幅提价至关重要。根据ANP,2023至2025年Petrobras作为柴油燃料供应商的份额在75.74%至78%之间。
对于在巴西的中资企业,柴油价格下行直接影响物流成本。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过运费传导机制间接波及:中资物流企业(如菜鸟、极兔在巴分支)的干线运输成本将下降;农业中资企业(如中粮国际在巴大豆采购及运输)的陆运费用有望降低;制造业中资企业(如比亚迪、长城汽车在巴工厂)的原材料和成品运输成本也将受益。此外,巴西政府补贴和减税政策(PIS/Cofins取消)降低了柴油生产商和进口商的成本,中资企业若涉及柴油进口或分销,可关注补贴传导机制,确保折扣实际到达终端。ANP作为监管机构,其价格监测数据可作为中资企业谈判运费合同或调整预算的参考依据。
CBI解读:底稿显示,柴油价格下跌主要源于政府补贴和税收减免,而非国际油价自然回落。布伦特原油仍处于100美元/桶以上高位,巴西柴油进口依赖度约30%,这意味着一旦补贴到期或国际油价进一步上涨,柴油价格可能再次反弹。CBI认为,中资企业应利用当前价格窗口重新谈判长期运输合同,锁定部分运费成本,同时关注巴西政府补贴政策的延续性。Petrobras在柴油市场75%以上的份额使其成为价格稳定的关键力量,但企业提价冲动仍在,需警惕后续价格波动。
待观察:1)巴西政府柴油补贴政策是否在6月后延续,补贴上限是否调整;2)布伦特原油价格走势,特别是霍尔木兹海峡通航恢复进展;3)ANP下一周(5月16日当周)柴油零售价格数据,是否继续下跌或企稳。
CBI 观察编辑判断
底稿显示柴油价格下跌主要受政府补贴与Petrobras市场控制力驱动,而非国际油价自然回落。CBI认为,若补贴到期或Petrobras调整定价,价格可能反弹;中资企业应避免将成本下降视为长期趋势,建议在合同中加入油价联动条款。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
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- Óleo diesel cai pela 4ª vez em cinco semanas e acumula recuo de 4,5%
- 原始语言
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- 编辑
- Clara Lin
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Óleo diesel cai pela 4ª vez em cinco semanas e acumula recuo de 4,5%
O preço do óleo diesel no país registrou o quarto recuo em um período de cinco semanas. Nesse intervalo de tempo, o combustível usado majoritariamente por caminhões e ônibus acumula queda de 4,5%.
No entanto, ainda está 18,9% acima do período pré-guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro.
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Os dados fazem parte do monitoramento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão do governo que regula o setor no país.
De acordo com o painel de preços de revenda da agência, na semana de 3 a 9 de maio o litro do diesel S10 teve preço médio de revenda de R$ 7,24.
O preço do diesel é acompanhado com atenção por autoridades e pelo setor produtivo, pois, por ser o principal combustível da frota de caminhões, está diretamente ligado ao valor do frete, que se reflete no custo dos alimentos transportados.
Nas últimas cinco semanas, a ANP identificou uma semana sem variação e quatro com queda no preço médio.
O preço médio do diesel S10 em cada fim de semana de pesquisa:
28/03: R$ 7,57
04/04: R$ 7,58
11/04: R$ 7,58
18/04: R$ 7,51
25/04: R$ 7,38
02/05: R$ 7,28
09/05: R$ 7,24
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Pré-guerra
Apesar da trajetória recente de queda, o litro do diesel ainda reflete a escalada de preços provocada pelos ataques americanos e israelenses ao Irã. Na semana terminada em 28 de fevereiro, dia do primeiro ataque, o combustível era vendido por R$ 6,09, em média.
Desde então, foram cinco semanas até alcançar o pico de R$ 7,58 na semana terminada em 11 de abril.
Em relação ao diesel S500, a trajetória é semelhante ao S10 nas últimas cinco semanas, saindo de R$ 7,45 o litro para R$ 7,05, regressão de 5,37%. Na comparação com o pré-guerra, o aumento está em 17%.
A diferença entre o S10 e o S500 é o nível de emissão de poluentes. O S500 emite 10 partes por milhão (ppm) de enxofre, 50 vezes mais que o S10.
O S10 é o mais utilizado no país, respondendo por cerca de 70% do consumo nacional, de acordo com a ANP. Os veículos leves e pesados produzidos a partir de 2012 foram preparados para rodar com o S10.
Guerra e preço
A guerra no Irã teve reflexos como ataques a países vizinhos do Irã também produtores de petróleo e o fechamento do Estreito de Ormuz, no sul do Irã, que liga os golfos Pérsico e de Omã. Por lá, passavam antes da guerra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.
Com a cadeia logística em turbulência, a oferta do óleo cru e seus derivados diminuiu no mundo, levando à escalada dos preços. O barril do Brent, referência internacional de preços, saltou de US$ 70 para mais de US$ 100, atingindo picos ao redor de US$ 120.
O petróleo é uma commodity, isto é, mercadoria negociada a preços internacionais. Isso fez com que o encarecimento fosse sentido também no Brasil, mesmo sendo país produtor.
No caso do diesel, especificamente, o país não é autossuficiente, e precisa importar cerca de 30% do que consome.
Subvenção
A tendência de queda no preço do diesel nas últimas cinco semanas coincide com o início da subvenção do governo aos produtores e importadores de diesel. A medida é uma das ações para conter a alta de preço.
Desde 1º de abril, o governo passou a oferecer uma espécie de desembolso para produtores e importadores.
Com a subvenção, o diesel produzido no país pode receber até R$ 1,12/litro de subsídio. O importado, até R$ 1,52/litro. Os agentes econômicos só recebem o benefício se repassarem o desconto à cadeia de consumo.
Outra medida para segurar o preço na bomba foi a zeragem das alíquotas do PIS e da Cofins, os dois tributos federais que incidem sobre o óleo.
Motivos
O pesquisador Iago Montalvão, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), explicou à Agência Brasil que as medidas do governo e a atuação da Petrobras estão por trás da trajetória de queda recente do diesel.
Ele avalia que, em um primeiro momento, com o choque de preços provocado pela guerra, houve uma tentativa de as empresas reajustarem seus balanços, aumentando preços para evitar uma perda na sua margem de lucro em função do aumento dos custos, nesse caso, o preço do petróleo.
A própria Petrobras reajustou o diesel em R$ 0,38 duas semanas após o início da guerra.
No entanto, ele assinala que a forte presença da Petrobras no mercado de derivados possibilitou que a estatal não aumentasse os preços na mesma proporção do choque do petróleo.
“Foi essencial para segurar o repasse dessa alta para os postos e forçar outras refinarias a não aumentarem tanto os preços também”, disse o pesquisador do Ineep, um centro de pesquisas ligado à Federação Única dos Petroleiros (FUP).
De acordo com a ANP, a participação da estatal como fornecedora do diesel combustível de 2023 a 2025 variou de 75,74% a 78,23%.
Outro ponto para o recuo no preço do combustível, acrescenta Montalvão, foram as desonerações de tributos e subvenções.
“Medidas fiscais [relativa a gastos do governo] ajudaram a conter a alta na etapa final, de distribuição e revenda”, constata.
“Essas medidas têm sido muito importantes para [conter] inflação como um todo na economia”, complementa.
Iago Montalvão lembra que o Brent ainda está em patamar “bem elevado” e que não há expectativa de final do conflito.
“Mas os agentes já conseguiram se ajustar a essa nova realidade, por isso os aumentos desaceleraram, e até em alguns casos o preço reduziu”, analisa Montalvão.
Na tarde desta segunda-feira (11), o barril estava sendo negociado na casa de US$ 104.
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