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巴西ANP周三拍卖326个油气区块,规模史上最大

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ANP espera leiloar mais de 320 blocos de petróleo nesta quarta

巴西ANP于周三举行两场拍卖,共推出326个石油天然气勘探区块,包括盐下层13个和赤道边缘塞阿拉盆地2个,为该国史上最大规模油气区块拍卖。

为什么值得关注

ANP史上最大规模拍卖,盐下层13块、赤道边缘2块,Petrobras优先权与30%最低参与比例影响联合体结构。

巴西国家石油、天然气和生物燃料局(ANP)于本周三(7日)在里约热内卢总部举行两场拍卖,共推出326个石油和天然气勘探与生产区块,为该机构历史上规模最大的拍卖。上午场为产量分成永久招标第4轮,提供东南沿海盐下层13个区块;下午场为特许经营永久招标第6轮,推出22个区域的313个区块。盐下层9月占巴西油气产量的82.6%,赤道边缘则被视为新勘探前沿。

巴西国家石油、天然气和生物燃料局(ANP)于本周三(7日)举行两场拍卖,共推出326个石油和天然气勘探与生产区块。据该机构称,这是其举办过的最大规模拍卖。公开竞标在里约热内卢市中心的ANP总部举行。ANP隶属于矿业和能源部(MME),是巴西石油行业的监管机构。

上午9时,第一场拍卖开始,即产量分成永久招标第4轮,提供东南沿海盐下层的13个勘探区块。其中5个区域位于坎波斯盆地(Magnetita、Turmalina、Hematita、Larimar和Azurita),8个位于桑托斯盆地(Jade、Aragonita、Cruzeiro do Sul、Opala、Granada、Cerussita、Rubi和Rodocrosita)。目前,盐下层——位于厚达7000米的盐层之下——是该国主要产区。例如9月份,盐下层占巴西石油和天然气产量的82.6%。共有19家企业获得投标资格,包括巴西石油公司(Petrobras)以及BP(英国)、雪佛龙(美国)、Equinor(挪威)、壳牌(英荷)、中国石化(中国)和TotalEnergies(法国)等国内外企业。根据法律,在产量分成招标中,Petrobras拥有优先权,即可以选择是否担任勘探区块的作业者。如选择行使,将获得中标联合体至少30%的参与比例。

下午14时,预计举行特许经营永久招标第6轮,推出22个区域的313个勘探区块,包括陆上和海上勘探,如东南沿海的盐下层。其中两个区域属于巴西赤道边缘的塞阿拉盆地。该地区被石油行业视为前景广阔的前沿。圭亚那和苏里南近期的重大发现增强了这一预期。在巴西,Petrobras上周宣布在同样位于赤道边缘的亚马逊河口盆地的一口勘探井中第二次发现石油。尽管赤道边缘涵盖北部和东北部各州海岸,但本次周三拍卖仅包括塞阿拉盆地。其他区块尚未完成研究,无法在后续轮次中由ANP提供。第6轮还包括Potiguar和Tucano Sul区域的5个区块,属于所谓的“边际聚集”区域,即石油生产已停止或因缺乏经济价值被退回ANP的油田。共有46家企业获得参与资格。然而,与产量分成模式一样,获得资格并不一定意味着公司会提出报价。

上周一(5日),ANP通知称已从拍卖中撤出帕纳伊巴盆地的5个区块,该盆地位于马拉尼昂州和塞尔希培州。该决定是在ANP技术部门发现“在联合意见中确定的社会环境标准所需裁剪适用中存在实质性错误”后作出的。去年10月,第3轮产量分成招标以7个区块中的5个被拍出结束。当时签约奖金达到近1040亿雷亚尔。

中国石化出现在产量分成招标的19家合格企业名单中,是本次底稿中唯一被点名的中资企业。若其参与竞标,将涉及与Petrobras的联合体安排及至少30%的参与比例规则。除此之外,原文未涉及其他中资企业直接影响。对在巴中资油服、工程与设备供应商而言,拍卖结果将间接影响后续勘探开发活动带来的采购与服务需求,但传导链条较长,短期内不构成直接决策变量。

CBI 观察:原文显示,本次拍卖规模为ANP历史之最,且将赤道边缘的塞阿拉盆地纳入,表明巴西正加快开放新勘探前沿。盐下层仍贡献82.6%的产量,说明中短期增量仍主要来自东南沿海。CBI 认为,产量分成模式下 Petrobras 的优先权和30%最低参与比例,意味着外资企业若想参与盐下层核心区块,大概率需与 Petrobras 组成联合体,谈判地位和股权结构将受此约束。特许经营第6轮中“边际聚集”区块的加入,则反映出ANP在盘活存量资产上的尝试,但其经济性取决于油价和开发成本。

待观察:一、本周三两场拍卖的最终成交区块数量和签约奖金总额,可与去年10月第3轮近1040亿雷亚尔对比;二、Petrobras是否在产量分成招标中行使优先权及具体区块;三、赤道边缘其他盆地(如亚马逊河口盆地)的环境许可研究进度,决定其能否进入后续ANP招标轮次。

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信息概要

类型
行业趋势
方向
巴西
分类
宏观市场
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在巴中资企业投资者贸易商
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行业趋势投资企业动态
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ANP espera leiloar mais de 320 blocos de petróleo nesta quarta

Dois leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vão colocar em disputa 326 blocos de exploração e produção de petróleo e gás natural nesta quarta-feira (7). De acordo com a agência, os leilões são os maiores já realizados. As ofertas incluem 13 áreas no pré-sal e dois setores na Bacia do Ceará, que faz parte da Margem Equatorial, considerada a nova fronteira de exploração. Notícias relacionadas: Petrobras faz 2ª descoberta de petróleo em poço da Margem Equatorial. Petrobras atinge recorde de valor de mercado após descoberta no Amapá. Nova descoberta aumenta expectativa da Petrobras na Foz do Amazonas. A concorrência pública será na sede da ANP, no Centro do Rio de Janeiro. A agência, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), é o órgão regulador da indústria de petróleo no país. Pré-sal Às 9h, começa o primeiro leilão, o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, que oferece os 13 blocos de exploração no pré-sal, no litoral do Sudeste. São cinco áreas na Bacia de Campos (Magnetita, Turmalina, Hematita, Larimar e Azurita) e oito na Bacia de Santos (Jade, Aragonita, Cruzeiro do Sul, Opala, Granada, Cerussita, Rubi e Rodocrosita). Atualmente, o pré-sal ─ que está sob uma espessa camada de sal, que pode chegar a 7 mil metros de profundidade ─ é a principal área de produção no país. Em setembro, por exemplo, respondeu por 82,6% do petróleo e gás brasileiros. Foram habilitadas 19 empresas licitantes. Entre elas estão a Petrobras e outras empresas nacionais e multinacionais, como BP (Reino Unido), Chevron (Estados Unidos), Equinor (Noruega), Shell (anglo-holandesa), Sinopec (China) e TotalEnergies (França). Pela lei, no leilão de partilha, a Petrobras tem o chamado direito de preferência. Isto é, pode escolher se quer ou não ser operadora no bloco exploratório. Em caso positivo, fica com participação de pelo menos 30% do consórcio vencedor.   Trabalhadora no navio-plataforma P-71, instalado no campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Bacias para concessão A partir das 14h, está previsto o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, que coloca em disputa 313 blocos de exploração em 22 setores, que incluem exploração terrestre (onshore) e marítima (offshore), como o pós-sal na costa do Sudeste. Dois setores pertencem à Bacia do Ceará, localizada na Margem Equatorial Brasileira. A área é vista pela indústria do petróleo como fronteira promissora. Descobertas significativas recentes na Guiana e no Suriname reforçam a expectativa. No Brasil, a Petrobras anunciou na semana passada a segunda descoberta de petróleo em um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, que também fica na Margem Equatorial. Apesar de a Margem Equatorial abranger a costa de estados das Regiões Norte e Nordeste, apenas a Bacia do Ceará está incluída no leilão desta quarta-feira. Outros blocos estão sem estudo para eventuais ofertas da ANP em rodadas seguintes. O 6º Ciclo inclui ainda cinco blocos, nos setores Potiguar e Tucano Sul, de áreas da chamada “acumulação marginal”, campos onde a produção de petróleo está inativa ou que foram devolvidos à ANP por falta de interesse econômico. Ao todo, 46 empresas estão habilitadas para participar. No entanto, assim como no modelo de partilha, a habilitação não significa necessariamente que a companhia fará ofertas.   <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/ATGX9teRyDsf5WoLkNfQLS3pGiE=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/margem_equatorial_copy1.jpg?itok=1zQ-O5qV" alt="Brasília (DF) 02/10/2023 – Ibama renova licença da Petrobras para perfuração na Margem Equatorial.Trata-se da 21ª licença concedida para perfuração na região desde 2004 Arte Petrobras/Divulgação" title="Arte Petrobras/Divulgação"> <img src="https://imagens.ebc.com.br/ATGX9teRyDsf5WoLkNfQLS3pGiE=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/margem_equatorial_copy1.jpg?itok=1zQ-O5qV" alt="Brasília (DF) 02/10/2023 – Ibama renova licença da Petrobras para perfuração na Margem Equatorial.Trata-se da 21ª licença concedida para perfuração na região desde 2004 Arte Petrobras/Divulgação" title="Arte Petrobras/Divulgação"> Arte da Petrobras com mapa da Margem Equatorial. Arte Petrobras/Divulgação Blocos excluídos Na última segunda-feira (5), a ANP informou que retirou do leilão cinco blocos da Bacia do Parnaíba, que abrange Maranhão e Sergipe. A decisão foi adotada após a área técnica da ANP identificar “erro material na aplicação dos recortes necessários em função dos critérios socioambientais determinados na Manifestação Conjunta das áreas”. Leilões anteriores Em outubro do ano passado, o 3º Ciclo da Oferta de Partilha terminou com cinco dos sete blocos em disputa arrematados. Na ocasião, os bônus de assinatura chegaram a quase R$ 104 bilhões, com previsão de investimento mínimo na fase de exploração de R$ 451,5 milhões. O leilão do 5º Ciclo da Oferta de Concessão ocorreu em junho de 2025, com a assinatura de 34 contratos de concessão de blocos. A arrecadação de bônus de assinatura foi de cerca de R$ 989 milhões, com investimentos mínimos estimados em R$ 1,5 bilhão na fase de exploração. Partilha x concessão Descoberto há 20 anos, o petróleo do pré-sal mostrou-se tão significativo para o potencial de produção brasileiro que levou o governo a mudar, em 2010, o regime que autorizava as empresas a explorar a riqueza submersa. Dessa forma, nas áreas de pré-sal vigora o regime de partilha. Nesse modelo, a produção de óleo excedente (saldo após pagamento dos custos) é dividida entre a empresa e a União. Quando ocorre leilão em uma área, a companhia vencedora é aquela que oferece a maior parcela do óleo à União. Essa regra é diferente do modelo de concessão, válido nos demais blocos de óleo e gás. Na concessão, o risco de investir e encontrar, ou não, petróleo é da concessionária, que se torna dona de todo o óleo e gás que venham a ser descobertos. Em contrapartida, além do bônus de assinatura ao arrematar o leilão, a petrolífera paga royalties e participação especial (no caso de campos de grande produção) ao governo. Junto com o modelo de partilha, foi criada uma estatal, a Pré-Sal Petróleo (PPSA), sediada no Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que representa a União no recebimento das receitas. Ou seja, a PPSA vende o petróleo entregue pelas petroleiras à União. Reposição e dinamismo O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), entidade privada que reúne empresas do setor, lembra que a projeção é de que, sem mais descobertas, a produção de óleo e gás no país deve entrar em declínio na década de 2030. Para o presidente do IBP, Roberto Ardenghy, a realização dos leilões é fundamental para acelerar a reposição de reservas. "Em uma indústria com investimentos de longo prazo e que demanda previsibilidade, a oferta de novas áreas é uma necessidade", disse à Agência Brasil. O IBP acrescenta que os leilões também se destacam por ofertar diversas áreas terrestres e marginais. "Essa característica atrai um perfil de empresas menores, o que viabiliza novos negócios, desenvolve a cadeia de fornecedores e dinamiza fortemente as economias locais", avalia Ardenghy. "Entendemos que as empresas que atuam no setor de óleo e gás brasileiro enxergam o leilão como boa oportunidade para repor reservas em um mercado com segurança jurídica, rotas logísticas consolidadas e distante de regiões com instabilidade geopolítica, como o Oriente Médio", conclui. Interesse de petroleiras O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), um centro de estudos vinculado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), considera que a combinação entre preços elevados do petróleo, tensões geopolíticas no cenário internacional e consolidação do Brasil como importante produtor mundial tende a ampliar o interesse de petroleiras. O coordenador de pesquisas do Ineep, Francismar Ferreira, destaca que a Petrobras não exerceu o direito de preferência em nenhum dos blocos. Para ele, essa condição amplia a possibilidade de expansão das operações de petroleiras multinacionais. “Assim, ao completar 20 anos de sua descoberta, o pré-sal poderá ter parcela crescente de seu potencial energético apropriada por agentes externos”, avalia. Ferreira projeta que, na porção offshore, as áreas de pós-sal das bacias do Sudeste (Espírito Santo, Campos e Santos) tendem a atrair grandes petroleiras e, possivelmente, algumas companhias independentes médias nacionais e estrangeiras. Ele considera que, apesar de localizadas em bacias consideradas maduras, as áreas contam com infraestrutura consolidada para exploração e produção. O coordenador do Ineep defende que a Petrobras participe ativamente do leilão, de modo a assegurar maior coordenação estatal sobre as áreas exploratórias do país. “Sem uma Petrobras com participação relevante e capacidade de coordenação, o Brasil corre o risco de aprofundar a desnacionalização das reservas e da produção e limitar a capacidade do Estado de transformar a riqueza petrolífera em soberania energética, desenvolvimento industrial e desenvolvimento nacional”, sustenta. Preocupação socioambiental Enquanto a indústria do petróleo e o governo olham para os leilões com interesse, ativistas e algumas entidades da sociedade civil enxergam com preocupação. O Instituto Arayara, organização não governamental dedicada a questões socioambientais, chegou a entrar com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal pedindo a não realização do leilão. A organização ingressou com cinco ações que questionam a oferta de blocos e apontam sobreposições com territórios indígenas e quilombolas, assentamentos da reforma agrária, áreas de conservação e regiões de pesca artesanal. À Agência Brasil, o presidente do Arayara, Juliano Bueno, atribuiu a exclusão de cinco blocos pela ANP na segunda-feira à pressão da ONG, “reconhecendo erros técnicos que foram denunciados pelos estudos e diagnósticos promovidos pelas ações civis”. O Arayara pretende fazer uma série de manifestações em frente à sede da ANP durante a quarta-feira.

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