← 返回巴西资讯
巴西资讯巴西医药健康

巴西ABESO发布2026版肥胖药物治疗指南,强调个体化用药

分享

Novas diretrizes para a obesidade reforçam tratamento mais individualizado e assertivo

巴西肥胖与代谢综合征研究协会(ABESO)发布2026年新版肥胖药物治疗指南,主张结合体脂分布与组成个体化用药,并回应超说明书用药问题。

巴西肥胖与代谢综合征研究协会(ABESO)于2026年发布新版《巴西肥胖药物治疗指南》,就药物适应症、体脂组成与分布以及超说明书用药等问题表明立场。指南指出,2021年巴西有超过6万人因肥胖相关的慢性非传染性疾病过早死亡,170万人出现与超重相关的慢性非传染性疾病;2019年肥胖相关的住院和门诊支出约达3.77亿美元。

指南的出台背景是肥胖诊断标准本身正在发生变化。自1990年以来,身体质量指数(BMI)一直是肥胖的主要诊断标准,按1、2、3级分类。但此后研究和真实世界数据表明,基于身高、体重和身体质量的计算虽有帮助,却存在局限。专家开始主张更多关注脂肪的分布与组成,腰高比和腹围测量等指标因此进入临床实践。

爱因斯坦中心内分泌科医生Paulo Rosenbaum解释说,BMI只能显示体重,无法区分脂肪与肌肉,也无法反映脂肪分布,而主要堆积在腹部的内脏脂肪正是引发各类并发症的原因。

治疗手段方面,GLP-1类似物以及较新的GIP类似物的上市被认为彻底改变了肥胖治疗。Rosenbaum表示,这类药物有助于减重并维持减重效果。ABESO主任Rodrigo Lamounier引用一项司美格鲁肽研究称,在无糖尿病但已确诊心血管疾病(即有心肌梗死和中风病史)的肥胖患者中,用药使新发心血管事件风险降低20%。目前估计有超过170种此类治疗药物正在研发中。

新药也推动了对肥胖分类的讨论。2022年,ABESO与巴西内分泌与代谢学会(SBEM)提出采用“控制性肥胖”和“减轻性肥胖”等术语,依据治疗中实现的减重幅度来划分。两家学会专家署名的文章建议,以BMI在30至39.9 kg/m²者为例,较其人生最高体重下降5%至10%属于减轻性肥胖,下降超过10%则属于控制性肥胖,健康风险显著降低。

专家同时强调综合治疗。Lamounier认为,肥胖治疗应立足长期,用药应作为一种机会窗口,目标是建立包含饮食调整和体育活动的个性化日常习惯。Rosenbaum则指出,有产业界正在开展针对维持减重效果的分子临床研究,但还需在公共政策、新鲜食物可及性、运动教育和改善致肥环境等方面持续投入。

专家还提醒,GLP-1类似物存在风险和副作用,不应用于美容目的。Rosenbaum表示,这类药物是针对特定患者群体研究和获批的,即BMI超过30,或BMI超过27且伴有合并症者以及糖尿病患者,并非为美容减重几公斤而推荐。

这条资讯对你有帮助吗?

信息概要

类型
政策法规
方向
巴西
分类
医药健康
层级
编辑整理
话题
行业趋势政策
查看原文(葡萄牙语)

Novas diretrizes para a obesidade reforçam tratamento mais individualizado e assertivo

Reconhecida como uma doença crônica há pouco mais de uma década pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade passou a ter novas perspectivas de tratamento nos últimos anos com a chegada – em larga escala – ao mercado de uma nova classe de medicamentos: os análogos de GLP-1, que vêm transformando a abordagem da condição e as perspectivas de como lidar com a doença. Para Paulo Rosenbaum, médico endocrinologista do centro de prevenção e tratamento da obesidade do Einstein, a chegada desses fármacos é um reflexo do avanço da compreensão do problema nas últimas décadas. “Nos últimos 10 anos, a obesidade tem sido classificada como uma doença crônica, recorrente, complexa e que tem relação com uma série de fatores. O conhecimento sobre a fisiopatologia da doença aumentou muito.”, diz. Assim, o arsenal de terapias passou a contar com opções com impactos que, até então, não eram alcançados. “Os análogos de GLP1, e mais recentemente GIP, mudaram radicalmente o tratamento da obesidade. Conseguimos aliados que podem favorecer a perda e a manutenção dessa perda de peso”, adiciona. No Brasil, estima-se que, em 2021, a obesidade tenha sido responsável por mais de 60 mil mortes prematuras decorrentes de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). Nesse mesmo período, 1,7 milhão de pessoas apresentaram alguma DCNT relacionada ao excesso de peso. O impacto para o sistema de saúde brasileiro também é expressivo: os gastos hospitalares e ambulatoriais associados à condição chegaram a aproximadamente US$ 377 milhões em 2019. O dado consta na nova Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade , publicado pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) em 2026. Com o documento, a entidade busca se posicionar sobre a indicação de medicações levando-se em conta a composição e distribuição de gordura corporal, bem como a prescrição off label. As diretrizes dialogam com os novos entendimentos científicos sobre o próprio diagnóstico da obesidade. Novos critérios diagnósticos Na esteira do avanço do conhecimento sobre a fisiopatologia da doença, a própria forma de diagnosticar e classificar a obesidade também mudou. Desde 1990, o índice de massa corporal (IMC) era o principal critério de diagnóstico para a condição, classificada em graus 1, 2 e 3. De lá para cá, no entanto, estudos e dados de vida real começaram a demonstrar que o cálculo baseado em altura, peso e massa corporal, embora útil, apresenta limitações. Especialistas passaram a propor, então, um foco maior na distribuição e na composição da gordura corporal. Assim, indicadores como a relação cintura-altura e a medida da circunferência abdominal passaram a ser considerados na prática clínica. “Podemos olhar além do IMC para avaliar aquele indivíduo com um risco para a obesidade, sobrepeso e as complicações relacionadas a isso”, explica Rosenbaum. “O IMC só vai mostrar o peso, mas não diferencia o que é gordura do que é músculo, e não vai mostrar como está essa distribuição de gordura. E sabemos que o acúmulo de gordura que ocorre principalmente na região abdominal, a chamada gordura visceral, é a que provoca todas essas complicações conhecidas.” Esse maior entendimento da doença também mostrou a relação próxima de comorbidades associadas ao excesso de peso, como diabetes, doenças hepáticas, cardiovasculares, renais e osteoarticulares e apneia do sono, entre outras. Nesse sentido, os novos fármacos baseados em análogos do GLP-1 se destacam justamente por, além de promover uma perda de peso substancial, terem efeito protetor sobre esses efeitos secundários da obesidade. Atualmente, estima-se que existam mais de 170 medicamentos dessa classe terapêutica em desenvolvimento e que devem chegar ao mercado nos próximos anos. O potencial de impacto é enorme, aponta Rodrigo Lamounier, diretor da ABESO. “Por exemplo, existe um estudo da semaglutida em pacientes com obesidade sem diabetes e com doença cardiovascular estabelecida, ou seja, com história prévia de infarto e AVC, em que o uso do medicamento diminuiu em 20% o risco de incidência de um novo evento cardiovascular. Ou seja, não é só a perda de peso, esses remédios podem ter outros efeitos potencialmente benéficos para a saúde.” A descoberta e disseminação de novas classes tem provocado também discussões sobre a própria classificação da obesidade. Nesta linha, em 2022, a ABESO e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) propuseram a adoção de termos como obesidade controlada e obesidade reduzida, a partir da perda de peso alcançada no tratamento. “Para quem tem um IMC entre 30 e 39,9 kg/m2, por exemplo, as perdas que representem de 5% a 10% do valor mais alto alcançado na vida indicam uma obesidade reduzida. Já perdas acima de 10% apontam para uma obesidade controlada, com uma redução de risco importante para a saúde”, sugere artigo assinado por especialistas de ambas as sociedades, publicado no periódico científico da SBEM. Foco no tratamento integrado Ainda que os novos medicamentos representem uma revolução, o olhar integrado para o indivíduo, com foco na mudança de hábitos, também entra em pauta em prol da manutenção dos ganhos alcançados. Por ser uma doença multifatorial e complexa, uma das características da obesidade é justamente a dificuldade para manter a perda de peso atingida. Enquanto estudos de longo prazo com os novos fármacos ainda estão em andamento, o que já se observa na clínica é a necessidade de aliar o período de uso do medicamento a intervenções no estilo de vida. “O tratamento da obesidade deve partir de uma perspectiva de longo prazo, e o uso medicamentoso deve funcionar como uma espécie de janela de oportunidade”, defende Lamounier, da ABESO. “O objetivo deve ser a construção dessa rotina com mudanças alimentares, inclusão de atividades físicas, sempre de forma personalizada, porque cada paciente tem o seu limite e um contexto de vida. Por esse mesmo motivo, sabemos que não existe um peso ideal para todos.” E as inovações farmacológicas já começam a buscar soluções para esse desafio da manutenção do peso perdido. Segundo Rosenbaum, há indústrias conduzindo estudos clínicos com moléculas com esse foco específico. Em sua visão, a chegada de medicamentos nessa linha pode contribuir para tornar o tratamento mais acessível, mas é preciso continuar investindo em outras frentes. “Temos que pensar em políticas públicas, como incentivar e tornar mais acessível o consumo de alimentos frescos, investir em campanhas de educação que promovam a prática de atividades físicas e desconstruir o ambiente obesogênico no qual vivemos hoje. Sabemos que isso é tão importante quanto o desenvolvimento de medicações.” Ao mesmo tempo em que destacam os benefícios dos novos medicamentos, os especialistas também chamam a atenção para outro aspecto: o uso para fins estéticos, indicação não contemplada em bula e fortemente desencorajada pelas sociedades médicas. Isso porque, assim como todo medicamento, os análogos de GLP-1 também apresentam riscos e efeitos colaterais. Segundo Rosenbaum, a própria forma como a classe medicamentosa passou a ser popularmente chamada de “canetas emagrecedoras” acende um alerta dos médicos e tem impacto real na percepção das pessoas. Nesse sentido, a defesa é de que as drogas sejam rotuladas de medicamentos anti-obesidade, uma vez que o objetivo do tratamento não é apenas a perda de peso, mas também a manutenção do peso perdido e o tratamento de comorbidades da doença em pacientes que tenham a indicação médica de uso delas. “Esses medicamentos foram estudados e aprovados para tratamento de uma doença. O que conhecemos sobre o medicamento, seu perfil de segurança e os benefícios se refere a um determinado perfil de paciente, de indivíduos que têm IMC acima de 30 ou IMC maior que 27 com comorbidades e indivíduos com diabetes. Não são medicamentos recomendados para perder alguns quilos para fins estéticos”, finaliza o especialista.

觉得有价值?

分享给需要了解巴西市场的朋友

帮助更多中国企业看懂巴西,做成生意

China Brazil Insight · 看懂巴西,做成生意

更多专题研究见 研究中心