← 返回巴西资讯
巴西资讯巴西贸易物流2026年8月7日

巴西7月顺差70亿美元,对华出口逆势增8.6%

分享

Balança comercial de julho tem superávit de US$ 7 bilhões

巴西2026年7月贸易顺差达70亿美元,出口341亿美元,同比增长6.2%。中国仍为最大买家,占出口近三分之一达107亿美元,同比增长8.6%。对美出口下降5%,对阿根廷出口骤降13.9%,中资贸易商需关注市场分化趋势。

为什么值得关注

巴西对华出口逆势增长8.6%,中国占其出口近三分之一,直接影响在巴中资贸易商和出口商的订单预期。

巴西发展、工业、贸易和服务部(Mdic)数据显示,2026年7月巴西录得贸易顺差约70亿美元,出口额341亿美元,进口额271亿美元,贸易总额611.7亿美元,同比增长6.8%。中国仍是巴西最大贸易伙伴,7月对华出口达107亿美元,占巴西出口总额近三分之一,同比增长8.6%。同期对美出口占比10.7%,同比下降5%;对阿根廷出口下降13.9%,减少约2.3亿美元。

巴西2026年7月贸易数据延续增长势头。出口同比增长6.2%至341亿美元,进口同比增长7.6%至271亿美元,贸易总额611.7亿美元,同比扩张6.8%。出口增长主要由三大板块拉动:农产品中大豆出口增加约8.7亿美元;采掘业中原油出口增加9.6亿美元;制造业中燃料油出口增加9.6亿美元,增幅高达63%。进口端增长集中在燃料油(+5亿美元)、数据处理机器(+3.2亿美元)、药品(+3.2亿美元)、电子管等(+2.9亿美元)和乙烯聚合物(+1.5亿美元)。1月至7月累计顺差达490亿美元,出口2186亿美元(+10.5%),进口1695亿美元(+5.5%),贸易总额3881亿美元(+8.2%)。

对在巴中资企业而言,这份数据传递出多重信号。大豆和原油出口的强劲增长直接利好从事农产品和能源贸易的中资进出口商,巴西对华出口通道保持畅通且量价齐升。燃料油出口增幅超63%,显示巴西炼化产能正在释放,中资能源企业可关注燃料油供应链上的合作或采购机会。进口端,数据处理机器和药品进口分别增加3.2亿美元,说明巴西本土制造业对中间品和成品的需求在扩大,中资电子产品和医药企业可评估进入巴西市场的窗口期。底稿未涉及中资企业直接受影响的具体案例,但通过贸易结构变化可判断,大宗商品出口链和制造业进口链是当前最直接的两个传导渠道。

CBI解读:底稿显示巴西出口结构呈现"农产品+能源+燃料油"三轮驱动格局,且对华出口增速(8.6%)显著高于整体出口增速(6.2%),说明中国需求仍是巴西贸易顺差的核心支撑。CBI认为,这一格局短期内不会改变,但需警惕两个风险点:一是美国对巴西商品加征关税的潜在影响——对美出口已同比下降5%,若关税升级将进一步压缩巴西对美出口空间;二是对阿根廷出口下降13.9%,反映巴西与阿根廷之间的外交紧张已实质传导至贸易层面,南方共同市场内部贸易摩擦可能影响区域供应链布局。中资企业若在阿根廷设有中转或加工环节,需评估贸易转移的替代成本。

待观察:其一,美国是否在2026年三季度末前对巴西钢铁或乙醇加征新一轮关税,这将直接影响对美出口占比能否止跌;其二,巴西与阿根廷外交关系能否在年内修复,关注两国贸易部长会晤安排;其三,1-7月累计顺差已达490亿美元,全年顺差能否突破800亿美元,取决于下半年大豆出口旺季的装运节奏和国际油价走势。

CBI 观察编辑判断

事实层面,底稿显示巴西7月对华出口107亿美元,同比增长8.6%,而整体出口增速仅6.2%。CBI认为,这一增速差表明中国买家对巴西大宗商品的需求韧性高于全球平均水平,但燃料油出口63%的增幅也提示巴西正在从原油出口国向成品油出口国转型,中资炼化企业需重新评估竞争格局。

这条资讯对你有帮助吗?

信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
中巴农产品、能源贸易商,制造业进口商,在阿根廷有业务的中资企业。
核验
待核验
对象
在巴中资贸易商大宗商品进出口商能源企业
话题
贸易行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Balança comercial de julho tem superávit de US$ 7 bilhões
原始语言
葡萄牙语
原文链接
查看原文 →
编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Balança comercial de julho tem superávit de US$ 7 bilhões

Com exportações de US$ 34,1 bilhões e importações de US$ 27,1 bilhões, o Brasil registrou pouco mais de US$ 7 bilhões de superávit na balança comercial ao longo do mês de julho deste ano. Os dados foram atualizados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A corrente de comércio (soma de exportações e importações) totalizou US$ 61,17 bilhões no período, o que representa um crescimento de 6,8% na comparação com julho de 2025. Tanto as exportações (6,2%) quanto as importações (7,6%) registraram aumento em relação ao mesmo período do ano passado. Produtos mais comercializados Notícias relacionadas: Brasil rebaixa relação com Argentina após novos insultos de Milei. Grupo de 25 estados dos EUA contesta tarifas de Trump na Justiça. Tarifas dos EUA são inconsistentes com regras da OMC, diz Brasil. Das exportações, segundo o Mdic, houve crescimento 9,3% em agropecuária, impulsionado principalmente pelas vendas de soja, que avançaram cerca de US$ 870 milhões; na indústria extrativa, com ampliação nas negociações de óleo bruto de petróleo (+US$ 960 milhões); e na indústria de transformação, especialmente venda de óleos combustíveis (+US$ 960 milhões). No caso dos combustíveis, o aumento percentual nas exportações superou 63%. Já as importações de julho foram puxadas principalmente pelo aumento nas compras de óleos combustíveis de petróleo (+US$ 500 milhões); máquinas de processamento automático de dados e suas unidades (+US$ 320 milhões); medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (+US$ 320 milhões); válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (+US$ 290 milhões); e polímeros de etileno, em formas primárias (+US$ 150 milhões). Parceiros comerciais De acordo com os resultados da balança de julho, o principal parceiro comercial do Brasil segue sendo a China, que concentrou quase um terço das exportações brasileiras no mês passado, somando mais de US$ 10,7 bilhões, um aumento de 8,6% em relação a julho de 2025. Em seguida, aparecem os Estados Unidos (EUA), destino de 10,7% das exportações brasileiras no mês passado, o que representou uma queda de 5% na comparação com julho de 2025. O recuo nas exportações aos EUA em julho ainda não abrange os efeitos do novo tarifaço do governo norte-americano, que só começou a valer no dia 22 de julho e deverá impactar as vendas em agosto, cujos resultados serão divulgados no início de setembro. Houve queda também nas exportações do Brasil para a Argentina no mês passado, uma redução de quase US$ 230 milhões – variação negativa de 13,9% em relação a julho do ano passado. Embora sem relação direta, o resultado aparece no momento em que os governos dos dois países vizinhos vivem uma nova fase de tensão após as sucessivas agressões do presidente argentino, Javier Milei, contra o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. O embate levou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil a rebaixar as relações diplomáticas com Buenos Aires. Parcial do ano No acumulado de janeiro a julho, a balança comercial registrou superávit de US$ 49 bilhões, com expansão tanto das importações quanto das exportações, na comparação com o mesmo período do ano passado. No período de janeiro a julho de 2026: Exportações: US$ 218,6 bilhões (+10,5%) Importações: US$ 169,5 bilhões (+5,5%) Corrente de comércio: US$ 388,1 bilhões (+8,2%) Saldo comercial: superávit US$ 49 bilhões

觉得有价值?

分享给需要了解巴西市场的朋友

帮助更多中国企业看懂巴西,做成生意

China Brazil Insight · 中巴合作价值链中的信息节点

这条资讯影响你的业务吗?

CBI 提供从信息到行动的完整支持