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巴西资讯巴西宏观市场2026年7月9日

6月巴西17州首府食品篮涨价,豆类大米牛肉推高成本

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Cesta básica fica mais cara em 17 capitais brasileiras em junho

2026年6月,巴西17个州首府基本食品篮价格上涨,豆类、大米、牛肉和牛奶为主要推手;圣保罗食品篮最贵达965.47雷亚尔,Dieese估算最低工资应达8110.92雷亚尔,当前仅1621雷亚尔,凸显购买力缺口,影响在巴中资食品加工、零售及餐饮企业成本与定价策略。

为什么值得关注

豆类、大米、牛肉等基础食品价格全面上涨,直接推高在巴中资食品加工、餐饮及零售企业成本,Dieese最低工资估算缺口提示劳工成本潜在上升风险。

根据巴西跨工会统计与社会经济研究部(Dieese)与国家供应公司(Conab)联合发布的月度调查,2026年6月,巴西17个州首府的基本食品篮价格环比上涨。涨幅最高的博阿维斯塔(Boa Vista)平均上涨3.28%,帕尔马斯(Palmas)上涨3.01%,里奥布兰科(Rio Branco)和波尔图阿莱格里(Porto Alegre)分别上涨2.20%和2.18%。与此同时,若昂佩索阿(João Pessoa)价格下降3.97%,累西腓(Recife)和马塞约(Maceió)分别下降3.62%和3.61%。上半年所有首府均录得累计上涨,涨幅从圣路易斯(São Luís)的4.02%到福塔莱萨(Fortaleza)的21.48%不等。圣保罗基本食品篮平均成本最高,为965.47雷亚尔;阿拉卡茹(Aracaju)最低,为630.40雷亚尔。Dieese估算,基于最贵食品篮和宪法规定,6月最低工资应达到8110.92雷亚尔,是当前最低工资1621雷亚尔的五倍。

食品价格上涨的核心推手是豆类(feijão),在所有调查城市均出现上涨,原因是种植面积减少和气候不利影响。此外,大米(arroz agulhinha)、一级牛肉和全脂牛奶价格也普遍上涨。这些基础食品是巴西低收入家庭的主要消费项,价格波动直接影响居民生活成本,尤其是对依赖基本食品篮的底层消费者冲击显著。

对于在巴西经营的中资企业,尤其是食品加工、餐饮、零售及农业贸易领域的企业,基本食品篮价格上涨意味着原材料采购成本上升,终端产品定价面临压力。豆类、大米和牛肉是巴西餐饮业和加工食品行业的关键原料,价格上涨可能压缩利润空间。同时,圣保罗作为最贵食品篮城市,中资企业在该地区的运营成本需重新评估。Dieese估算的最低工资缺口(实际应达8110.92雷亚尔,当前仅1621雷亚尔)反映出法定最低工资与实际购买力之间的巨大差距,这可能引发劳工成本调整压力,影响中资企业的用工合规与薪酬策略。底稿未直接涉及中资企业具体影响,但通过食品供应链和劳动力成本机制间接传导。

CBI解读:底稿数据显示,食品价格上涨具有区域分化特征——北部和南部首府涨幅较高,东北部部分城市出现下降,但上半年整体累计涨幅显著。CBI认为,豆类供应短缺是短期难以缓解的结构性问题,种植面积减少和气候因素可能持续至下半年。大米和牛肉价格受全球大宗商品市场及巴西国内供需影响,中资企业应关注Conab后续发布的供需报告。Dieese的最低工资估算虽非法律强制,但可作为劳工谈判的参考指标,中资企业需提前评估人力成本上升风险。

待观察:1)Conab将于7月发布的下一期食品篮调查,关注豆类价格是否继续上涨及涨幅是否扩大;2)巴西政府是否调整最低工资标准或出台食品价格补贴政策;3)主要食品进口国(如中国)对巴西豆类、牛肉的采购需求变化,可能影响出口价格和国内供应。

CBI 观察编辑判断

事实:底稿显示豆类因种植面积减少和气候不利影响在所有城市上涨,大米、牛肉和牛奶价格同步上行。CBI认为,豆类供应短缺是短期难以缓解的结构性问题,可能持续至下半年;大米和牛肉价格受全球市场及国内供需双重影响,中资企业应关注Conab后续供需报告。Dieese最低工资估算虽非法律强制,但可作为劳工谈判参考,中资企业需提前评估人力成本上升风险。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴中资食品加工、零售、餐饮企业,以及依赖基本食品篮的低收入消费者。
核验
待核验
对象
在巴中资食品加工企业在巴中资餐饮与零售企业在巴中资农业贸易与采购团队
话题
行业趋势市场进入

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Cesta básica fica mais cara em 17 capitais brasileiras em junho
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Cesta básica fica mais cara em 17 capitais brasileiras em junho

A cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras em junho. Nas demais capitais e no Distrito Federal, o custo médio da cesta caiu. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Boa Vista, com aumento médio de 3,28%. Em seguida, aparecem Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%). Notícias relacionadas: FMI eleva projeção para PIB do Brasil, mas prevê desaceleração em 2027. Poupança: saques superam depósitos em R$ 39,3 bilhões no semestre. Conta de luz fica 10% mais cara em São Paulo. A maior redução, por sua vez, foi constatada em João Pessoa, onde o custo médio caiu 3,97%. Na sequência, aparecem Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%). Nos primeiros seis meses do ano, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza. Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. Segundo a pesquisa, as valorizações do produto têm sido provocadas pela redução da área cultivada e pelas adversidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safras. Também houve aumentos nos preços do arroz agulhinha, na carne bovina de primeira e no leite integral. Cesta mais cara do país Em junho, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07). Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que valor do mínimo em junho deveria ser de R$ 8.110,92. O montante é cinco vezes superior ao salário mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621.

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