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巴西资讯巴西宏观市场2026年8月12日

巴西石油工会提50项政策,要求重掌Petrobras并限股息

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Petroleiros pedem Petrobras mais estatal e menor repasse a acionistas

巴西石油工人联合会发布50项政策提案,要求强化国家控制、重国有化炼油厂并限制股息至净利25%,旨在影响2026年大选前能源政策走向,在巴中资油服及能源企业需关注政策风向变化。

为什么值得关注

Petrobras治理与股息政策若调整,将直接影响中资油服企业甲方格局及能源板块投资回报预期。

巴西石油工人统一联合会(FUP)于本周二(11日)在巴西利亚国会发布《2027-2030年石油天然气行业公共政策平台》,提出50项政策建议,核心诉求包括强化巴西国家石油公司(Petrobras)角色、扩大国家股权控制、重新国有化炼油厂,并将股东股息上限调降至《公司法》规定的净利润25%。该文件由FUP与国家经济与社会发展研究所(Ineep)合作制定,基于约400人参加的全国代表大会,明确瞄准2026年选举前的公共政策辩论。

FUP在文件中要求恢复Petrobras作为盐下层(pré-sal)产量分成协议中唯一运营商的强制性地位,该义务原载于2010年第12.351号法律,规定Petrobras在每个油田至少持股30%并主导财团运营,但2016年第13.365号法律废除了这一条款。工会同时主张改革公司治理体系,扭转短期利润最大化和分配导向,并在公司章程中明确公共利益优先。文件还建议设立石油收入管理委员会,创建“巴西稳定基金”和“能源转型基金”,对原油出口征收永久性税收及对行业超额利润征税。

对在巴中资企业而言,底稿未直接涉及中资企业影响,但政策传导路径清晰:若提案落地,Petrobras资本开支结构将转向国内炼化与产业链一体化,油服、工程承包类中资企业的甲方议价模式可能生变;股息限制将影响Petrobras股价及分红预期,持有相关资产的中资投资者需重估回报模型。此外,废除《新天然气市场法》(14.134/2021)的提议若推进,将冲击当前天然气市场化定价框架,已布局巴西天然气贸易或下游分销的中资企业需关注合同计价基准的潜在调整。

底稿数据显示,石油天然气行业占巴西国内能源需求的45%、GDP的约13%,创造超过60万个直接和间接就业岗位,天然气消费约75%由国内生产供应。FUP总协调员西贝莱·维埃拉(Cibele Vieira)强调,能源转型应优先考虑国家发展而非突然淘汰化石燃料。CBI认为,该提案本质是劳工阵营在选举年对能源主权议题的议程设置,实际立法转化率存疑,但其对Petrobras治理和股息政策的批评方向,与当前市场对国企回报率的预期形成张力,值得中资投资者持续跟踪。

待观察的跟踪点包括:Petrobras管理层对提案的公开回应及2026年资本开支计划是否调整;巴西国会能源委员会是否启动相关议案审议程序;以及巴西国家石油、天然气和生物燃料管理局(ANP)对盐下层新招标轮次的规则表述是否出现变化。

CBI 观察编辑判断

底稿事实:FUP提出50项提案,要求Petrobras股息上限降至净利25%,并恢复盐下层唯一运营商地位。CBI认为:该提案是选举年政治议程的一部分,短期立法落地概率低,但已为Petrobras治理辩论设定左翼基调,中资企业应将其视为中期政策风险信号而非即时合规要求。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
Petrobras、在巴中资油服及能源企业、天然气贸易商、Petrobras投资者
核验
待核验
对象
在巴中资油气企业能源领域投资者油服及工程承包商
话题
政策行业趋势企业动态

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Petroleiros pedem Petrobras mais estatal e menor repasse a acionistas
原始语言
葡萄牙语
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Clara Lin
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Petroleiros pedem Petrobras mais estatal e menor repasse a acionistas

De olho nas eleições, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) divulgou, nesta terça-feira (11), 50 propostas para o setor de óleo e gás no Brasil e para transição energética.  A instituição pede o fortalecimento do papel da Petrobras, o aumento do controle estatal sobre a companhia, assim como a reestatização de refinarias e a redução de dividendos pagos aos acionistas da petroleira.   Reunidos na FUP, os trabalhadores defendem, entre outras medidas, o retorno à obrigatoriedade da Petrobras como operadora única no regime de partilha em áreas do pré-sal brasileiro, conforme previsto originalmente na Lei nº 12.351 de 2010. Notícias relacionadas: FUP defende transição energética que fortaleça estatais e gere emprego. Federação de petroleiros atribui alta do diesel a aumentos abusivos. Produção de petróleo e gás no Brasil cresce 14% no 2º trimestre. A legislação original previa que a Petrobras teria, no mínimo, 30% de cada campo, sendo a responsável por conduzir os consórcios formados com outras companhias privadas. Com a destituição da presidente Dilma Rousseff em 2016, a Lei 13.365 mudou essa regra e acabou com a obrigação da Petrobras de liderar a exploração no pré-sal. A categoria defende ainda ampliar o controle acionário estatal sobre a Petrobras e reformar o sistema de governança da companhia para “reverter” as transformações que orientaram a empresa para “maximização” e distribuição de lucros no curto prazo, o que tende a favorecer os acionistas. “Recomenda-se a revisão do seu Estatuto Social; adequação da sua política de remuneração aos acionistas a Lei das Sociedades Anônimas, que fixa limite a 25% do lucro líquido, para explicitar a primazia do interesse público”, diz o documento. A Plataforma de Políticas Públicas do Setor de óleo e Gás 2027-2030: Soberania Energética e Transição Energética Justa foi desenhada em parceria com o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).  A coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, destacou que as propostas foram elaboradas a partir do Congresso Nacional da FUP, com cerca de 400 participantes, com objetivo de influenciar o debate público em meio às eleições de 2026. “A eleição é o momento, dentro da democracia, em que o país se volta para debater a si mesmo. É nesse momento que temos que nos colocar. Nós, trabalhadores e trabalhadoras, temos uma visão, um projeto de país”, afirmou, em cerimônia no Congresso Nacional, em Brasília. A FUP defende ainda que a transição energética privilegie o desenvolvimento nacional, “não pela abrupta eliminação dos fósseis”, lembrando que o setor responde por 45% da demanda interna de energia, cerca de 13% do Produto Interno Bruto (PIB), lidera a pauta de exportações e soma mais de 600 mil empregos diretos e indiretos. “Não pode ser uma transição energética de discurso vazio e fácil. Tem de ser uma transição que considere o ser humano, o combate à pobreza energética e o meio ambiente e não trate essas coisas dissociadas", justificou Cibele. Distribuição justa da riqueza O documento é estruturado em quatro eixos, sendo o primeiro Soberania Nacional e Distribuição Justa da Riqueza que defende a criação de um comitê para gestão da renda petrolífera, que seria responsável por definir os objetivos de fundos como o do Pré-sal e do Clima. A plataforma da FUP pede ainda a criação do Fundo Estabiliza Brasil, para mitigar a volatilidade do mercado global de petróleo, e do Fundo para Transição Energética. Uma das propostas é a criação de imposto permanente sobre exportação de petróleo cru, para favorecer o refino nacional, e um tributo sobre lucros extraordinários das empresas do setor para financiar a transição energética. Desenvolvimento Social e Integração Produtiva O segundo eixo prevê a criação de uma política para incentivar as indústrias nacionais ligadas ao setor de óleo e gás e a promoção da integração produtiva latino-americana. A diretora técnica do Ineep, Ticiana Alvares, destacou que a segurança energética permite ao Estado se defender frente a ameaças externas à soberania e ao desenvolvimento do país. “A soberania energética diz respeito também à forma como o Estado consegue se apropriar dos seus recursos energéticos. É, portanto, o conceito mais vinculado à ideia do desenvolvimento nacional”, comentou. O Eixo 2 da plataforma propõe ainda ampliar a capacidade de refino do país e defende revogar a Lei do Novo Mercado de Gás (14.134/2021). “O modelo atual priorizou a liberalização e a desverticalização do segmento, o que resultou em fragmentação da cadeia, dificuldades na expansão da infraestrutura e aumento das tarifas”, diz o texto. O documento critica o modelo para definição do preço do gás natural no Brasil, considerado alto na comparação internacional, “mesmo com cerca de 75% do consumo supridos por produção interna. É preciso substituir a indexação das referências internacionais por metodologia ancorada nos custos domésticos de produção”.   Foco na Petrobras O terceiro eixo, que foca na Petrobras, propõe a ampliação dos investimentos em exploração de óleo e gás no Brasil e no exterior, assim como a reestatização de ativos privatizados nos últimos anos, incluindo as refinarias de Mataripe (BA), Clara Camarão (RN) SIX (PR) e Ream (AM). O documento da FUP sugere a reestatização da BR Distribuidora e da Liquigás para, entre outros objetivos, “reduzir margens excessivas de lucro no segmento”, e defende fortalecer a presença da Petrobras na produção de fertilizantes. Transição Energética Justa O último eixo do documento defende a ampliação da participação social e sindical na formulação e implementação de políticas para transição energética. Propõe também a criação do Programa Nacional de Adaptação às Mudanças do Clima. A erradicação da pobreza energética, inserção do Brasil nas cadeias globais de minerais críticos, fundamentais para indústria da transição, e o fomento à economia do hidrogênio verde estão entre as propostas da categoria para o tema.

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