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巴西资讯巴西金融监管2026年7月21日

美元跌破5.09雷亚尔创一个月新低,中资进口商购汇成本短期承压缓解

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Dólar cai para R$ 5,08, e bolsa recua pela quarta vez consecutiva

9月前五个交易日美元兑雷亚尔累计下跌1.82%,即期汇率收于5.089,创一个月新低;Ibovespa股指同步走强。汇率波动直接影响在巴中资企业的购汇成本与利润汇回节奏。

为什么值得关注

美元兑雷亚尔单月波动超1.8%,直接影响在巴中资企业购汇成本与利润汇回,需关注巴西央行(BCB)后续利率动作。

巴西金融市场周二出现明显波动:美元兑雷亚尔即期汇率收于5.089雷亚尔,单日下跌0.79%,创下8月7日(5.084雷亚尔)以来的最低收盘水平。与此同时,Ibovespa股指上涨1.20%至187,366.84点,为5月4日以来最高。此次行情发生在国际油价走强与巴西国内资产波动交织的背景下,布伦特原油升至97.92美元/桶,WTI原油报93.03美元/桶。对于在巴西经营的中资企业而言,雷亚尔走强意味着以本地货币计价的收入兑换成美元或人民币时更具优势,但同时也对出口导向型业务的竞争力形成考验。

据Agência Brasil报道,周二交易日中,美元兑雷亚尔即期汇率收于5.089雷亚尔,日内跌幅0.79%,盘中最高触及5.1289雷亚尔,最低下探5.0713雷亚尔。美元在2026年累计下跌7.28%,9月前五个交易日累计下跌1.82%,此前8月曾录得2.16%的涨幅。同日,Ibovespa指数上涨1.20%至187,366.84点,盘中最高达189,487.70点,B3交易所总成交量为297.6亿雷亚尔。Petrobras(巴西国家石油公司)股价随国际油价走高,优先股上涨2.08%,普通股上涨2.36%。9月前三个交易日,外资净流入巴西市场39亿雷亚尔。油价上涨的导火索是沙特能源设施遭袭,市场对供应中断的担忧加剧,霍尔木兹海峡局势仍是关注焦点。

底稿未直接涉及中资企业的具体影响,但汇率与股指的双向波动通过两条路径传导至在巴中资企业:其一,对于以雷亚尔收款、以美元或人民币结算进口货款的中资贸易商,雷亚尔升值直接降低了采购成本,9月以来的累计跌幅意味着每百万美元应付账款可节省约1.8万雷亚尔;其二,对于在巴西设有生产基地、利润需汇回母公司的中资制造业企业,雷亚尔走强提升了汇回利润的美元价值。但需注意,若企业持有美元负债,则雷亚尔升值将增加偿债成本。巴西央行(BCB)的汇率干预政策与市场流动性状况,仍是影响短期波动节奏的关键变量。

底稿显示,美元9月前五个交易日下跌1.82%,与8月上涨2.16%形成对比,表明市场对巴西资产的风险偏好正在回升。外资净流入39亿雷亚尔与Ibovespa指数创四个月新高相互印证,指向国际资本对巴西市场信心增强。CBI认为,这一趋势与油价上涨带来的Petrobras股价拉动存在直接关联,但更深层的驱动因素可能包括巴西国内通胀预期缓和以及全球资金对新兴市场的重新配置。值得注意的是,美元2026年累计跌幅已达7.28%,若这一趋势延续,将有助于缓解巴西国内输入性通胀压力,对巴西央行未来的降息空间构成支撑。然而,油价突破97美元/桶本身即是全球通胀风险信号,若中东局势进一步升级,可能逆转当前雷亚尔走强的逻辑。

CBI建议在巴中资企业关注以下三个跟踪点:第一,美联储9月议息会议的表态,这将直接影响美元全球走势及雷亚尔汇率的短期方向;第二,霍尔木兹海峡局势是否进一步升级,布伦特原油能否站稳95美元/桶上方,这将决定Petrobras股价及巴西股市的后续动能;第三,巴西央行是否在9月例行会议上调整Selic基准利率,利率决议将直接影响外资流入节奏与雷亚尔汇率的可持续性。

CBI 观察编辑判断

底稿数据显示美元9月前五个交易日下跌1.82%,与8月上涨2.16%形成反转,表明短期市场情绪切换明显。CBI认为,油价上涨驱动的外资流入与Petrobras股价联动是本次行情的主要推手,但美元全年7.28%的累计跌幅已超出单纯油价因素所能解释的范围,或反映全球资金对新兴市场的系统性再配置。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴中资进口商、制造业企业、持有美元负债的企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者贸易商
话题
金融

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Dólar cai para R$ 5,08, e bolsa recua pela quarta vez consecutiva
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Dólar cai para R$ 5,08, e bolsa recua pela quarta vez consecutiva

O dólar voltou a cair e fechou abaixo de R$ 5,09, com o real favorecido pelos juros altos e pela valorização do petróleo. A bolsa de valores registrou a quarta queda seguida, pressionada por perdas de mineradoras. No início do dia, o mercado reagiu a sinais de uma possível redução das tensões no Oriente Médio, mas novas declarações do presidente americano, Donald Trump, mantiveram a cautela dos investidores. Notícias relacionadas: Mercado reduz expectativa de inflação para 5,15% em 2026. Principais números: Dólar à vista: -0,42%, a R$ 5,089; Ibovespa: -0,20%, aos 173.371,35 pontos; Petróleo Brent: +1,27%, a US$ 89,22 o barril; Petróleo WTI: +0,85%, a US$ 82,48 o barril. Câmbio O dólar comercial caiu 0,42%, encerrando o pregão cotado a R$ 5,089. No acumulado de julho, a moeda cai 1,42% em relação ao real. Em 2026, a desvalorização chega a 7,28%. O movimento acompanhou a desvalorização da moeda estadunidense em relação a divisas de países emergentes, mesmo com o dólar subindo perante moedas de economias avançadas. A moeda chegou a operar acima de R$ 5,11 na abertura, mas passou a recuar após a confirmação de que mediadores internacionais apresentaram propostas para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã, diminuindo a procura global por ativos considerados mais seguros. No cenário doméstico, a elevada diferença de juros entre o Brasil e os Estados Unidos continuou sustentando operações de carry trade, estratégia em que investidores captam recursos em países de juros baixos para aplicar em mercados com taxas mais elevadas. Outro fator de apoio ao real foi a valorização do petróleo, que melhora a perspectiva para a entrada de dólares no país por meio das exportações. A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho, com as exportações crescendo 6,7% no acumulado do mês, impulsionadas pela indústria extrativa. Bolsa O Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 0,20%, aos 173.371,35 pontos, acumulando a quarta sessão consecutiva de perdas. O índice chegou a superar os 174 mil pontos pela manhã, impulsionado pela expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. No entanto, perdeu força ao longo da tarde após Trump endurecer o discurso contra Teerã, aumentando novamente a cautela nos mercados. A alta das ações da Petrobras, favorecida pelo avanço do petróleo, não foi suficiente para compensar a queda de ações de mineradoras. Petróleo Os contratos internacionais de petróleo fecharam em alta após oscilações ao longo do dia, refletindo as dúvidas sobre a evolução do conflito no Oriente Médio. O Brent, referência para a Petrobras, avançou 1,27%, para US$ 89,22 o barril, depois de superar brevemente os US$ 91 durante a sessão. O barril WTI, do Texas, subiu 0,85%, encerrando o dia a US$ 82,48 por barril. Os preços perderam parte dos ganhos após o governo iraniano confirmar que recebeu propostas de mediadores para reduzir as tensões com Washington. No entanto, a commodity voltou a subir depois que Donald Trump prometeu responder com mais intensidade a novos ataques contra militares americanos. Também permaneceram no radar do mercado as restrições ao tráfego marítimo na região do Estreito de Ormuz e as novas ameaças dos houthis de bloquear rotas no Mar Vermelho, fatores que continuam alimentando preocupações com a oferta global de petróleo. *Com informações da Reuters

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