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巴西资讯巴西宏观市场2026年7月23日

巴西邮政普遍服务年成本46亿雷亚尔,TCU警告财政风险或波及在巴中资物流合作

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TCU cita risco fiscal dos Correios e defende compensação de custos

巴西联邦审计法院(TCU)警告,巴西邮政(Correios)普遍服务缺乏成本补偿机制,2024年成本达46亿雷亚尔,可能加剧联邦财政风险。对于依赖巴西邮政网络的中资物流、电商企业,需关注其服务稳定性及未来可能的资费调整。

为什么值得关注

巴西邮政年成本46亿雷亚尔,TCU警告财政风险,直接影响中资电商、物流企业的末端配送成本与合作稳定性。

本周三(22日),巴西联邦审计法院(TCU)全体一致通过一项对联邦政府的警告,指出巴西邮政(Correios)提供的邮政普遍化服务存在严重成本问题。报告法官Benjamin Zymler指出,2024年维持该服务的成本高达46亿雷亚尔,与大众药房计划等公共政策开支相当。TCU认为,若缺乏“明确、结构化且透明的成本补偿机制”,该服务将持续给公共账户带来财政风险。对于在巴西开展电商、物流业务的中资企业而言,巴西邮政是末端配送的重要基础设施,其财务可持续性直接关系到合作稳定性与成本预期。

TCU的警告基于对巴西邮政财务模型的审计。报告显示,这家国有企业在2024年维持邮政普遍化服务的成本为46亿雷亚尔,但缺乏对应的成本补偿机制,导致企业持续亏损。去年12月,巴西国库已批准120亿雷亚尔的贷款用于巴西邮政财务重组,并由联邦提供担保。此外,巴西邮政已启动自愿离职计划和关闭部分网点以削减赤字。Zymler法官强调,这种情况“危及国有企业的未来偿付能力,并扩大了联邦的财政风险”。巴西邮政在被问及此事时表示不予置评。

对于在巴西的中资企业,尤其是从事跨境电商、B2C物流、以及依赖巴西邮政网络进行末端派送的公司,这一警告释放了明确信号:巴西邮政的财务状况可能影响其服务覆盖范围、时效和资费。目前,许多中资物流平台与巴西邮政有合作协议,用于覆盖偏远地区。若巴西邮政因财务压力进一步关闭网点或提高资费,中资企业的物流成本可能被动上升,配送时效也可能受影响。此外,联邦政府若需追加财政拨款救助巴西邮政,可能间接影响整体税收或汇率环境,进而波及在巴中资企业的运营成本。

CBI解读:底稿显示,TCU的警告并非立即生效的监管措施,而是对联邦政府的风险提示。但46亿雷亚尔的年度成本与120亿雷亚尔的贷款规模,表明巴西邮政的财务缺口已相当严重。CBI认为,中资企业应关注两个传导路径:一是巴西邮政可能被迫提高普遍服务资费,直接增加中资客户的物流支出;二是联邦财政压力可能促使政府收紧对国有企业的担保政策,影响未来中资参与巴西基础设施项目的融资环境。对比历史案例,巴西国有企业的财务危机往往导致服务降级或私有化讨论,中资企业需提前评估替代物流方案。

待观察:1)巴西邮政是否会在未来3个月内公布新的资费调整方案或网点关闭计划;2)联邦政府是否会在2025年预算中追加对巴西邮政的财政拨款,金额及条件;3)TCU是否将发布后续审计报告,要求巴西邮政提交成本补偿机制的具体时间表。

CBI 观察编辑判断

底稿明确显示巴西邮政2024年普遍服务成本46亿雷亚尔,且已获120亿雷亚尔贷款。CBI认为,该企业财务困境短期内难以缓解,中资企业应评估巴西邮政作为合作伙伴的可持续性,并关注其资费调整动向。

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信息概要

类型
风险事件
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴西的中资电商、物流企业,依赖巴西邮政末端配送的平台及合作伙伴
核验
待核验
对象
在巴中资物流企业跨境电商平台依赖巴西邮政末端配送的贸易商
话题
政策金融企业动态

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
TCU cita risco fiscal dos Correios e defende compensação de custos
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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TCU cita risco fiscal dos Correios e defende compensação de custos

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (22) um alerta ao governo federal sobre o custo da universalização do serviço postal prestado pelos Correios. Por unanimidade, o plenário do tribunal aprovou o acórdão de uma auditoria realizada sobre a questão.  Segundo o TCU, sem a criação de um "mecanismo explícito, estruturado e transparente de compensação de custos", a universalização gera risco fiscal para as contas públicas. Notícias relacionadas: Em reestruturação, Correios anunciam escala 12x36 em alguns setores. A conclusão foi formada a partir do voto do ministro Benjamin Zymler, relator do caso. Durante a leitura do voto, o ministro citou que o custo para manter a universalização postal foi R$ 4,6 bilhões em 2024. Na avaliação de Zymler, o valor é compatível com outras políticas públicas, como o Programa Farmácia Popular e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).  Contudo, o relator pontuou que a falta de previsão de compensação dos custos da estatal, que opera em prejuízo, fragiliza a capacidade dos Correios de absorverem as circunstâncias atuais e obriga o aporte de recursos por parte da União.  "Esse quadro compromete a capacidade futura de pagamento da estatal, amplia o risco fiscal da União, que está sendo analisado de forma macroscópica em outros processos, seja pela crescente exposição decorrente de garantias concedidas pela União a empréstimos tomados pela ECT, seja pela necessidade de possíveis aportes financeiros adicionais para a empresa", afirmou.  Em dezembro do ano passado, o Tesouro Nacional aprovou um empréstimo de R$ 12 bilhões para a reestruturação financeira dos Correios, com garantias da União. Além disso, a estatal aprovou uma série de medidas, como um programa de desligamento voluntário e o fechamento de agências, para compensar esse déficit.  Procurados pela Agência Brasil, os Correios informaram que não vão se pronunciar sobre a decisão do TCU.

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