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巴西资讯巴西宏观市场2026年7月22日

巴西互惠法并非报复,中资出口电子机械汽车零部件需关注4月25日关税叠加决定

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Reciprocidade não é retaliação nem "olho por olho", diz Alckmin

巴西副总统阿尔克明表示《互惠法》旨在纠正不公而非报复,美国对巴25%关税已生效,可能叠加12.5%,影响18%对美出口(约74亿美元),中资电子、机械、汽车零部件企业需关注4月25日及7月29日关键节点。

为什么值得关注

美国对巴西25%关税影响18%对巴出口(74亿美元),电子、机械、汽车零部件中资企业面临直接成本冲击,4月25日叠加关税决定和7月29日生效节点需重点关注。

巴西副总统兼发展、工业、贸易和服务部长杰拉尔多·阿尔克明(Geraldo Alckmin)4月21日表示,《互惠法》不应被解读为对美国的报复措施,而是纠正巴西政府认为不公正局面的制度性工具。该法去年在国会一致通过,提供公开听证和磋商等法律框架下的回应手段。阿尔克明在会见受美国新关税影响的行业企业家后作出上述表态。美国政府已宣布对巴西产品征收25%关税,并可能额外加征12.5%,影响约18%对美出口(约74亿美元)。对于在巴西设厂或通过巴西转口中资企业而言,电子电器、机械装备、汽车零部件及鞋类行业首当其冲,需密切关注4月25日美国是否叠加关税以及7月29日附加税生效时间表。

巴西副总统阿尔克明4月21日明确表态,《互惠法》并非针对美国的报复措施,而是巴西政府认为遭受不公正待遇后的纠正工具。他在与发展、工业、贸易和服务部长马尔西奥·埃利亚斯·罗莎(Márcio Elias Rosa)共同会见受美国新关税影响的行业企业家后接受采访。美国政府已对巴西产品征收25%关税,并可能因强迫劳动指控额外加征12.5%,合计影响约74亿美元的对美出口,占巴西对美出口总额的18%。受影响最严重的行业包括电子电器、机械装备、汽车零部件、鞋类及其他工业品。美国是巴西电子电器出口的首要目的地,占机械装备出口约四分之一。

对于在巴西运营的中资企业,尤其是从事电子电器、机械装备、汽车零部件及鞋类制造和出口的企业,美国关税冲击将直接传导至订单和利润。巴西政府正从三方面应对:通过“巴西主权”计划提供信贷支持受影响企业流动资金和投资;临时放宽出口退税制度(drawback)规则,允许失去美国市场的出口商有更长时间履行出口承诺而不失去税收优惠;调整就业维持要求。ApexBrasil(巴西出口促进局)将加强开拓印度、墨西哥、新加坡、日本及东南亚市场,并推进南方共同市场与欧盟、欧洲自由贸易联盟及新加坡的贸易协定。中资企业可关注这些新市场机会,但需注意底稿未涉及中资企业直接影响的具体数据,间接传导主要通过供应链和出口竞争格局体现。

CBI解读:底稿显示巴西政府将《互惠法》定位为制度性回应工具而非报复,意在避免贸易战升级,同时为国内产业争取缓冲时间。数据表明美国关税已覆盖巴西对美出口近两成,电子和机械行业依赖度最高。CBI认为,中资企业需区分两类风险:一是直接对美出口的巴西子公司面临关税成本上升;二是巴西企业转向其他市场后,可能与中国出口商在印度、东南亚等目标市场形成竞争。巴西政府的时间表清晰——4月25日美国可能决定是否叠加12.5%关税,7月29日25%附加税对在途货物生效,发展部计划在此之前完成与塑料、机械、汽车、零部件、橡胶和鞋类行业的磋商,并派遣官方代表团赴印度拓展商机。

待观察:1)4月25日美国是否因强迫劳动指控对巴西产品叠加12.5%关税,这将决定电子电器和机械装备行业的实际税率升至37.5%;2)7月29日25%附加税对在途货物生效前,巴西与塑料、机械、汽车、零部件、橡胶和鞋类行业的磋商结果,是否涉及对中资企业的差异化安排;3)ApexBrasil开拓印度、墨西哥、新加坡、日本及东南亚市场的具体进展,以及南方共同市场与欧盟、欧洲自由贸易联盟及新加坡贸易协定的推进节奏,这些将影响中资企业调整出口目的地的可行性。

CBI 观察编辑判断

事实:巴西副总统明确《互惠法》非报复,政府已启动信贷、退税、市场多元化三方面应对。CBI认为:中资企业需同时关注直接关税成本和间接竞争格局变化,印度、东南亚等新市场可能成为中巴企业的新竞争战场。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴西设厂或转口的中资企业,涉及电子电器、机械装备、汽车零部件及鞋类行业
核验
待核验
对象
在巴中资制造业企业电子电器出口商机械装备及汽车零部件贸易商
话题
政策贸易

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Reciprocidade não é retaliação nem "olho por olho", diz Alckmin
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Reciprocidade não é retaliação nem "olho por olho", diz Alckmin

A Lei da Reciprocidade não deve ser interpretada como uma medida de retaliação aos Estados Unidos, mas como um instrumento para corrigir uma situação considerada injusta pelo governo brasileiro, disse nesta terça-feira (21) o vice-presidente Geraldo Alckmin. "A ideia não é retaliação. Diz que olho por olho pode acontecer de os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso", afirmou Alckmin. Notícias relacionadas: Tarifaço deve ter efeito limitado na balança comercial brasileira. Modelo do Pix desafia controle financeiro dos EUA sobre o Brasil. EUA impõem novas tarifas de 50% sobre alguns produtos canadenses. Ele e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, concederam uma entrevista após reunião com empresários dos setores afetados pelo novo tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. Nos últimos dias, diversas associações de empresários manifestaram preocupação com eventuais retaliações impostas pelo Brasil. O vice-presidente ressaltou que a Lei de Reciprocidade foi aprovada por unanimidade no Congresso no ano passado. Segundo Alckmin, a legislação oferece instrumentos para uma resposta institucional, caso seja necessário, respeitando os trâmites legais, como consultas e audiências públicas. O Executivo finaliza um pacote de apoio aos setores afetados e acelera a busca por novos mercados para as exportações nacionais. Os dois detalharam os principais eixos do pacote de ajuda aos exportadores.  Três frentes O governo estruturou a resposta à sobretaxa americana em três eixos: apoio financeiro às empresas, diversificação de mercados e diálogo permanente com os setores produtivos para dimensionar os impactos. A medida dos Estados Unidos prevê tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com possibilidade de acréscimo de mais 12,5%, atingindo cerca de 18% das exportações destinadas ao mercado americano, o equivalente a aproximadamente US$ 7,4 bilhões. Apoio interno Entre as medidas em estudo está a oferta de crédito por meio do programa Brasil Soberano para capital de giro e investimentos das empresas afetadas. O governo também avalia flexibilizar temporariamente regras do regime de drawback, isenção, suspensão ou restituição de tributos para insumos usados na produção de mercadorias para exportação. A ideia é permitir que exportadores que perderem mercado nos Estados Unidos tenham mais prazo para cumprir compromissos de exportação sem perder benefícios tributários. Outro tema discutido é a possibilidade de ajustar exigências relacionadas à manutenção de empregos para setores que venham a receber apoio emergencial. "O fato de ser injusta, descabida e indevida não significa que o governo brasileiro não vá adotar todas as medidas para primeiro socorrer quem precisa. O governo brasileiro tem que olhar para os seus setores e tomar as medidas capazes de, no mínimo, amenizar o dano, o custo", afirmou Márcio Elias Rosa. Novos mercados Paralelamente, a ApexBrasil, agência estatal voltada à promoção de exportações brasileiras, intensificará a busca por novos destinos para os produtos do país. Entre os mercados prioritários estão Índia, México, Singapura, Japão e países do Sudeste Asiático, além do avanço das negociações dos acordos comerciais entre Mercosul e União Europeia, Mercosul e Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), e Mercosul e Singapura. O governo avalia que a diversificação dos destinos das exportações poderá reduzir a dependência do mercado estadunidense, especialmente para segmentos industriais de maior valor agregado. Setores afetados Entre os segmentos mais expostos às tarifas estão: Eletroeletrônicos; Máquinas e equipamentos; Autopeças; Calçados; Outros produtos industriais exportados aos Estados Unidos. Segundo o governo, o mercado estadunidense é o principal destino das exportações brasileiras de eletroeletrônicos. O país responde por cerca de um quarto das vendas externas do setor de máquinas e equipamentos. Cronograma O governo trabalha com um calendário considerado decisivo para definir as medidas de resposta. Na próxima sexta-feira, é aguardada uma definição dos Estados Unidos sobre a eventual aplicação cumulativa de mais 12,5% de tarifa sobre os produtos brasileiros decorrente de acusações de trabalho forçado. Já em 29 de julho entra em vigor a sobretaxa de 25% para mercadorias que já estão em trânsito para o mercado americano. Até lá, o Ministério do Desenvolvimento pretende concluir as reuniões com representantes dos setores de plásticos, máquinas, veículos, autopeças, borracha e calçados para consolidar um diagnóstico dos impactos e definir o pacote de apoio. Também está prevista uma missão oficial à Índia para ampliar oportunidades comerciais, especialmente para os fabricantes brasileiros de máquinas e equipamentos.

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