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巴西资讯巴西贸易物流2026年9月11日

巴西外长亲赴东南亚推东盟全面伙伴,肉类市场重启与380亿美元贸易盘成中资关注焦点

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Brasil vai ao Sudoeste Asiático mirando virar parceiro pleno da Asean

巴西外长维埃拉本周访问新加坡、泰国,推动泰国重启巴西肉类进口并争取东盟全面对话伙伴地位。东盟已是巴西第五大贸易伙伴,2025年双边贸易额380亿美元。在巴中资农业、贸易和物流企业需关注巴西出口多元化对采购与合规的间接传导。

为什么值得关注

东盟已是巴西第五大贸易伙伴,2025年双边贸易额380亿美元;泰国肉类市场重启和全面伙伴谈判直接影响巴西农产品出口流向与在巴中资农业、物流企业的采购与合规安排。

巴西外交部长毛罗·维埃拉(Mauro Vieira)本周对东南亚进行正式访问,先后到访新加坡和泰国曼谷。此行的核心目标有两个:一是重新打开泰国市场以进口巴西肉类(该市场于2024年关闭),二是继续谈判争取巴西获得东南亚国家联盟(Asean)全面对话伙伴地位。巴西自2022年起仅拥有东盟部门对话伙伴地位。东盟目前是巴西第五大贸易伙伴,2025年双边贸易额达380亿美元。对在巴中资企业而言,巴西加速向东南亚出口多元化,将间接影响农产品采购竞争格局、物流通道选择及对巴投资的政策环境。

巴西外交部长毛罗·维埃拉本周对东南亚进行正式访问,行程从新加坡开始,随后于9月8日至10日访问泰国。巴西外交部表示,访问目标包括重新开放泰国市场以进口巴西肉类——该市场于2024年关闭——以及继续谈判争取巴西获得东南亚国家联盟(Asean)全面对话伙伴地位。巴西自2022年以来仅拥有东盟部门对话伙伴地位。维埃拉在新加坡举行的一场政治和商业领袖会议上表示:“东盟的十二个对话伙伴中,没有一个来自拉丁美洲、加勒比或非洲。巴西有意愿也有能力填补这一空白。”目前拥有东盟全面伙伴地位的12个国家或集团包括美国、欧盟、日本、印度、中国、加拿大、俄罗斯、澳大利亚、新西兰、韩国、土耳其和联合国,其中没有一个来自拉丁美洲。

从贸易数据看,巴西与东盟的经贸关系持续升温。2003年至2025年间,双边贸易额增长10倍,从30亿美元增至380亿美元,年均增长率12%。2023年至2025年间,巴西对东盟五大市场(新加坡、印度尼西亚、越南、马来西亚和泰国)的出口额达685亿美元,与同期对G7五个传统伙伴(德国、意大利、英国、日本和法国)的出口额相当。巴西对上述东盟伙伴录得360亿美元顺差,而对G7五国在2023年至2025年间录得366亿美元逆差。新加坡去年与巴西双边贸易额为107亿美元,同比增长23%,是巴西在亚洲的第二大贸易伙伴,仅次于中国,在东盟中排名第一。2025年8月,南方共同市场-新加坡自由贸易协定生效。

对在巴中资企业而言,底稿未涉及中资企业直接影响,但通过贸易流向和监管机制存在间接传导。农业与食品贸易领域,若泰国重新开放巴西肉类市场,巴西肉类出口商将获得新目的地,可能推高对华出口的议价能力或分流部分货源,在巴中资农业企业需关注巴西农牧业部(MAPA)的出口许可与检疫安排变化。物流与航运方面,巴西至东南亚航线货量增长可能改变桑托斯港、帕拉纳瓜港的航线密度和运价结构,中资物流企业可跟踪相关港口吞吐数据。合规层面,巴西外交部推动东盟全面伙伴地位若取得进展,南方共同市场与东盟的自贸谈判可能提速,在巴中资制造企业需关注原产地规则和关税优惠的适用条件。新加坡作为区域枢纽,其中资企业可关注南共市-新加坡自贸协定生效后的转口贸易机会。

CBI 认为,维埃拉此行是巴西在美国关税压力下推动贸易多元化的延续动作。底稿显示,巴西政府评估可能在11月10日至12日菲律宾举行的东盟峰会或2027年1月起新加坡担任东盟轮值主席国时被接纳为全面伙伴。数据表明,巴西对东盟五大市场的出口额已与对G7五国的出口额相当,且录得顺差,这与巴西对G7的逆差形成对比。CBI 观察,巴西将东南亚视为对冲传统市场风险的增量方向,但全面伙伴地位需东盟11个成员国一致同意,短期内能否落地仍存不确定性。对中资企业而言,巴西出口重心若部分东移,可能影响其在巴西农产品采购的竞争强度和物流成本结构。

待观察的跟踪点包括:第一,11月10日至12日菲律宾东盟峰会是否将巴西全面对话伙伴地位列入议程并作出决定;第二,泰国是否在维埃拉访问后正式宣布重启巴西肉类进口,可关注巴西农牧业部(MAPA)的出口许可更新;第三,南方共同市场与东盟的自贸谈判是否在2027年新加坡担任东盟轮值主席国前取得实质性进展,可跟踪南方共同市场(Mercosul)官方公报和东盟秘书处声明。

CBI 观察编辑判断

底稿显示巴西对东盟五大市场出口额已与对G7五国相当且录得顺差,CBI 认为这是巴西贸易多元化战略的实质性进展。但全面伙伴地位需东盟11国一致同意,CBI 观察短期内落地仍存变数,中资企业宜关注11月东盟峰会信号而非提前调整采购策略。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
在巴中资农业、食品贸易、物流航运、制造企业;巴西肉类出口商;南方共同市场与东盟贸易相关方。
核验
待核验
对象
在巴中资农业与食品贸易企业在巴中资物流与航运企业关注巴西贸易政策的投资者与贸易商
话题
贸易政策投资

来源信息

来源
Agência Brasil — Internacional
原文标题
Brasil vai ao Sudoeste Asiático mirando virar parceiro pleno da Asean
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Brasil vai ao Sudoeste Asiático mirando virar parceiro pleno da Asean

O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, faz visita oficial ao Sudoeste Asiático nesta semana mirando, entre outros objetivos, a reabertura do mercado da Tailândia para carne brasileira, fechado em 2024. Outra meta da comitiva é continuar com as negociações para que o Brasil ganhe o status de Parceiro de Diálogo Pleno da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Aumentar o status na Asean permitiria aprofundar as relações com os países da associação asiática que, juntos, são o quinto principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas de China, União Europeia (EU), Estados Unidos (EUA) e Mercosul. Desde 2022, o Brasil tem o status de parceiro de diálogo setorial. Notícias relacionadas: Índia sedia Cúpula do Brics no fim de semana. Trump promete US$ 5 mil a cada americano se vencer eleições. Leitura entre adolescentes atinge pior nível deste século . Atualmente, apenas 12 países ou blocos têm o status de parceiro pleno junto à Asean e nenhum é da América Latina. São eles Estados Unidos (EUA), União Europeia (EU), Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália, Nova Zelândia, Coréia do Sul, Turquia e Nações Unidas (ONU). O comércio brasileiro com os países da Asean vem ganhando importância ao longo dos anos, tendo aumentado 10 vezes entre 2003 a 2025, passando de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões, com uma taxa média de 12% de crescimento anual. Os Estados membros da Asean são Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor Leste, Mianmar, Brunei, Camboja e Laos. O governo brasileiro avalia que pode ser aceito como parceiro pleno da Asean ainda na próxima cúpula da Asean, entre 10 a 12 de novembro, nas Filipinas, ou partir de janeiro de 2027, quando Singapura assume a presidência do bloco. Importância da Asean  Para o ministro Mauro Vieira, o comércio do Brasil com a Asean deve superar o comércio com os EUA e a Europa “num futuro próximo”. A viagem do chanceler ocorre em meio aos esforços do Brasil para diversificar a pauta comercial diante dos tarifaços do governo Donald Trump. Em agosto, o secretário-geral da Asean, Kao Kim Hourn, esteve em Brasília.  Entre 2023 e 2025, as exportações do Brasil para os cinco maiores mercados da Asean (Singapura, Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia) alcançaram US$ 68,5 bilhões, valor equivalente ao exportado para cinco parceiros tradicionais do G7 (Alemanha, Itália, Reino Unido, Japão e França) no mesmo período. Enquanto o Brasil teve superávit de US$ 36 bilhões com esses parceiros da Asean, o país registrou um déficit de US$ 36,6 bilhões no comércio com os cinco países do G7 entre 2023 e 2025. Singapura A viagem do ministro Mauro Vieira, que antecede a cúpula do Brics, na Índia, começou por Singapura. O chanceler brasileiro foi recebido pelo ministro de relações exteriores Vivian Balakrishnan e por representantes de cerca de 20 empresas dos dois países. Do tamanho da cidade de Campinas (SP), Singapura é hoje o segundo principal parceiro comercial do Brasil na Ásia, atrás apenas da China, e o primeiro na Asean, com um fluxo comercial de US$ 10,7 bilhões no ano passado, aumento de 23% em relação a 2024. Em conferência realizada em Singapura com líderes políticos e empresariais, Vieira voltou a defender a inclusão do Brasil como parceiro pleno da Asean. “Dos doze Parceiros de Diálogo da Associação, nenhum vem da América Latina, do Caribe ou da África. O Brasil está disposto e é capaz de preencher essa lacuna, com pleno respeito a uma decisão que cabe aos onze membros da Associação”, afirmou. Na mesma fala, Vieira destacou que o Brasil se recusa a ter que escolher parceiros e excluir outros países, estando aberto a todos os atores globais. “O Brasil está convencido de que a América do Sul, como região, tem muito a ganhar com uma estreita cooperação com atores extrarregionais”, disse. Em agosto deste ano, teve início a parceria de livre comércio entre Mercosul-Singapura, o que deve reforçar os laços da América do Sul com a nação do Sudeste Asiático que, apesar de pequena, tem um Produto Interno Bruno (PIB) de US$ 603 bilhões, próximo ao da Argentina (US$ 683 bilhões), segundo dados do Banco Mundial para 2025. O Itamaraty informou, em nota, que os ministros dos dois países “repassaram também os principais pontos da agenda geopolítica global e da Ásia”. Vieira ainda se reuniu com a ministra do Meio Ambiente de Singapura, Grace Fu, para tratar de temas da agenda ambiental. Tailândia    Ao sair de Singapura, Veira foi à Tailândia para uma visita oficial entre os dias 8 e 10 de setembro, tendo se reunido com empresários e ministros de estados em Bangkok, incluindo o Vice-Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sihasak Phuangketkeow. O Itamaraty informou que espera aprofundar as relações em áreas como comércio e investimentos, ciência, tecnologia e inovação e segurança alimentar com a Tailândia. Os ministros também abordaram a cooperação no enfrentamento ao crime organizado internacional, incluindo tráfico de pessoas e fraudes cibernéticas “O governo tailandês vem prestando apoio ao Brasil e mantido diálogo na área consular, que têm sido decisivos em diversas situações de resgate de trabalhadores”, diz nota do MRE. Nos últimos meses, têm sido registrados casos de brasileiros atraídos por promessas de empregos no Sudeste Asiático, mas que acabam sendo explorados em condições análogas à escravidão.  O ministro Mauro Vieira ainda publicou um artigo no jornal Bangkok Post, destacando o aprofundamento das relações entre os dois países, com o Brasil sendo o principal parceiro da Tailândia na América Latina e Caribe. “Em um mundo marcado por tensões geopolíticas e pressões protecionistas, relações mais próximas entre a América Latina e o Sudeste Asiático podem ampliar nossa autonomia, apoiar nosso direito ao desenvolvimento e dar ao Sul Global uma voz mais forte”, escreveu o chanceler. Com uma população de mais de 71 milhões de habitantes e uma área próxima ao tamanho do estado da Bahia, a Tailândia têm um fluxo comercial de US$ 5,7 bilhões com o Brasil em 2025.

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