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巴西资讯巴西宏观市场2026年7月15日

巴西拟祭37.5%反制关税,在巴中资制造业需警惕供应链成本骤升

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Nova MP poderá ser editada, se EUA confirmarem tarifaço

巴西财长本周二表示,若美国确认对巴西产品加征最高37.5%的附加关税,巴西将出台临时措施支持本国企业,并可能重启《经济互惠法》反制程序。在巴中资制造业、农业出口企业需关注关税传导至采购与合规成本。

为什么值得关注

美国拟对巴西产品加征最高37.5%附加关税,在巴中资制造业与农业出口企业面临供应链成本骤升与合规风险。

巴西财政部长Dario Durigan于本周二(14日)表示,若美国确认对巴西产品加征新关税,巴西政府将发布临时措施(Medida Provisória)以支持本国企业,并可能重启《经济互惠法》(Lei de Reciprocidade Econômica)反制程序。目前美国正评估对巴西产品加征最高25%的额外关税,另有一项与劳工条件相关的12.5%附加税,两项叠加后部分巴西产品可能面临最高37.5%的附加税。巴西政府仍在等待美方最终决定,并将与受影响行业协商后再宣布支持措施。

据巴西财政部长Dario Durigan本周二(14日)透露,若美国确认对巴西产品加征新关税,巴西政府将出台新的临时措施(Medida Provisória),效仿此前为缓解贸易壁垒影响而设立的“巴西主权计划”(Brasil Soberano)。Durigan在结束民事办公室(Casa Civil)会议后表示:“我不排除这种可能性,因为我们需要保护我们的企业和企业家。但我们会非常谨慎,以评估这对巴西企业实际造成的影响。”目前,美国贸易代表办公室(USTR)正在评估对巴西产品加征最高25%的额外关税,同时还在讨论一项与巴西劳工条件相关的12.5%附加税。若两项措施同时实施,部分巴西产品可能面临最高37.5%的附加税。巴西政府还考虑重启《经济互惠法》规定的程序,该程序此前因贸易紧张局势缓和而暂停,重启需征得总统Luiz Inácio Lula da Silva同意。谈判由巴西发展、工业、贸易和服务部(Mdic)及外交部负责,政府尚未收到USTR调查结果的任何提前信息。

对于在巴西经营的中资企业,此次关税升级可能通过两条路径产生直接影响。一是中资制造业企业若采购巴西本地原材料或半成品用于加工出口,将面临上游成本上升;二是中资农业出口企业(如大豆、肉类、矿产品)若通过巴西本地供应链向美国出口,可能被直接征收最高37.5%的附加税。此外,若巴西政府重启《经济互惠法》反制程序,可能对美国进口商品加征报复性关税,这将影响中资企业从美国进口设备、零部件的成本。底稿未涉及中资企业直接影响的具体案例,但通过上述供应链与贸易传导机制,在巴中资制造业、农业出口企业的采购与合规成本将面临不确定性。

CBI解读认为,底稿显示巴西政府正采取“双轨策略”:一方面通过临时措施保护本国企业,另一方面保留《经济互惠法》作为反制工具。这与2023年巴西主权计划(Brasil Soberano)的逻辑一致,即通过财政与信贷工具缓解外部关税冲击。CBI观察,巴西政府目前仍在等待美方最终决定,且谈判由Mdic和外交部主导,这意味着中资企业短期内不会面临立即生效的关税,但需警惕美方在公众咨询期结束后可能于2025年第二季度做出决定。横向对比,巴西此前在2024年曾因美国钢铁关税威胁而暂停《经济互惠法》程序,此次重启需总统批准,政治博弈空间较大。

待观察:1)USTR公众咨询的截止日期及最终关税决定发布时间(预计2025年第二季度);2)巴西政府是否在美方决定前提前公布临时措施的具体行业范围与信贷额度;3)《经济互惠法》重启后,巴西可能对美国哪些进口商品加征报复性关税,以及该清单是否涉及中资企业常用的美国设备与零部件。

CBI 观察编辑判断

底稿显示巴西政府正采取‘双轨策略’:临时措施保护本国企业,同时保留《经济互惠法》反制工具。CBI认为,美方最终决定可能在2025年第二季度落地,中资企业需提前评估供应链替代方案。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴中资制造业、农业出口企业
核验
待核验
对象
在巴中资制造业企业在巴中资农业出口企业在巴中资贸易商
话题
政策贸易

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Nova MP poderá ser editada, se EUA confirmarem tarifaço
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Nova MP poderá ser editada, se EUA confirmarem tarifaço

O governo poderá editar uma nova Medida Provisória (MP) para apoiar empresas brasileiras caso os Estados Unidos confirmem a aplicação de novas tarifas sobre produtos nacionais. A informação foi dada nesta terça-feira (14) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que a medida será avaliada conforme os efeitos da eventual taxação sobre os setores exportadores. Segundo o ministro, uma eventual MP seguiria modelo semelhante ao do programa Brasil Soberano, criado para mitigar impactos sobre empresas afetadas por barreiras comerciais. Notícias relacionadas: Sem previsão de acordo, prazo para tarifaço dos EUA vence esta quarta. "Não descarto, porque a gente precisa proteger as nossas empresas e os nossos empresários. Mas isso vai ser feito com muita cautela, para que a gente avalie qual é de fato o impacto que isso trará às empresas brasileiras", afirmou o ministro, após retornar de reunião na Casa Civil. Ação cautelosa Durigan ressaltou que o governo ainda aguarda a definição dos Estados Unidos antes de anunciar qualquer medida. De acordo com ele, as negociações são conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério das Relações Exteriores. O ministro afirmou que, caso as tarifas sejam confirmadas, o governo pretende identificar os segmentos mais atingidos e dialogar com representantes do setor produtivo antes de definir ações de apoio. "Vamos avaliar se de fato se confirma mais essa medida despropositada, identificar os setores afetados e discutir quais medidas eventualmente poderão ser propostas", disse. Reciprocidade Além de uma eventual MP, Durigan afirmou que o governo também considera retomar os procedimentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada para permitir respostas a barreiras comerciais impostas por outros países. Segundo ele, o processo havia sido suspenso após a redução das tensões comerciais, mas poderá ser retomado após consulta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "É provável que, uma vez consultado o presidente Lula, a gente retome o processo de reciprocidade", afirmou. Tarifa sob análise Os Estados Unidos avaliam a adoção de uma tarifa adicional de até 25% sobre produtos brasileiros após investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos. Além disso, autoridades americanas discutem uma tarifa adicional de 12,5% relacionada a denúncias envolvendo condições de trabalho no Brasil. Caso ambas as medidas sejam implementadas, alguns produtos brasileiros poderão enfrentar sobretaxas de até 37,5%. Negociações abertas Apesar do aumento das tensões comerciais entre os dois países, as negociações permanecem em andamento. O governo brasileiro busca ampliar a lista de produtos que poderão ficar isentos das tarifas e acompanha a consulta pública aberta pelo governo norte-americano antes da decisão final. Segundo Durigan, o Executivo ainda não recebeu qualquer informação antecipada sobre o resultado da investigação conduzida pelo USTR e seguirá monitorando o processo antes de anunciar eventuais medidas de apoio ao setor produtivo.

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