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巴西资讯巴西贸易物流2026年7月15日

美国对巴西商品附加税或升至37.5%,在巴中资出口企业成本承压

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Nova MP poderá ser editada, se EUA confirmarem tarifaço

美国在7月22日起生效的25%附加税基础上,新增12.5%的301条款调查附加税,两项叠加最高达37.5%,将直接推高在巴中资企业出口美国市场的成本与合规风险。

为什么值得关注

美国对巴西商品附加税最高达37.5%,将显著影响在巴中资出口企业的成本与竞争力,涉及制造业、农产品加工等行业。

美国对巴西出口商品的附加税可能进一步攀升至37.5%。根据巴西外贸媒体Comex do Brasil报道,美国已在自2026年7月22日起生效的25%附加税基础上,依据第301条款对巴西产品启动调查,并新增12.5%的附加税。两项叠加后,美国对巴西商品的附加税最高可达37.5%。美国商会(Amcham)已就此向企业说明如何评估关税风险。对于在巴西设厂、以巴西为出口基地的中资企业而言,这一税率变动将直接冲击其输美产品的价格竞争力与利润空间。

据Comex do Brasil报道,美国对巴西出口商品加征的附加税新增一层。自2026年7月22日起,美国已对巴西产品实施25%的附加税,理由涉及巴西的贸易政策与做法。在此基础上,美国贸易代表办公室根据第301条款对巴西产品展开调查,并新增12.5%的附加税。两项叠加后,美国对巴西商品的附加税最高可达37.5%。美国商会(Amcham)已就此向企业说明如何评估关税风险,但底稿未披露具体评估方法或豁免路径。

对于在巴西经营的中资企业,尤其是从事制造业、农产品加工、化工、电子元件等对美出口的行业,这一税率变动将显著增加出口成本。底稿未明确新增12.5%附加税的具体生效日期,也未列出受调查的产品清单,但中资企业需关注巴西发展、工业、贸易和服务部(MDIC)及巴西外贸委员会(CAMEX)后续可能发布的应对措施。此外,美国海关与边境保护局(CBP)的合规要求也将更趋严格,企业需提前评估原产地规则与关税分类。

CBI解读认为,底稿显示美国对巴西的贸易施压正在升级,与近年来美国对多国启动301调查的趋势一致。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过巴西对美出口链条间接传导:在巴中资企业若以巴西为生产基地向美国出口,将面临与巴西本土企业相同的关税负担。CBI观察,此前美国对华301关税曾导致部分中资企业将产能转移至东南亚和拉美,如今巴西亦被纳入调查范围,可能迫使企业重新评估供应链布局。

待观察方面:第一,新增12.5%附加税的具体生效日期及是否追溯适用;第二,美国301调查的最终报告及产品清单范围;第三,巴西政府是否通过WTO争端解决机制或双边谈判寻求关税减免。中资企业应持续跟踪美国贸易代表办公室(USTR)公告及巴西外贸委员会(CAMEX)的应对政策。

CBI 观察编辑判断

底稿显示美国对巴西贸易施压升级,与近年301调查趋势一致。CBI认为,在巴中资企业需警惕供应链转移风险,此前从中国转移至巴西的产能可能再次面临关税壁垒。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
在巴西设厂的中资制造业、农产品加工、化工、电子元件等对美出口企业。
核验
待核验
对象
在巴中资出口企业贸易商税务合规负责人
话题
贸易政策合规

来源信息

来源
Comex do Brasil
原文标题
Nova MP poderá ser editada, se EUA confirmarem tarifaço
原始语言
葡萄牙语
原文链接
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Nova MP poderá ser editada, se EUA confirmarem tarifaço

O governo poderá editar uma nova Medida Provisória (MP) para apoiar empresas brasileiras caso os Estados Unidos confirmem a aplicação de novas tarifas sobre produtos nacionais. A informação foi dada nesta terça-feira (14) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que a medida será avaliada conforme os efeitos da eventual taxação sobre os setores exportadores. Segundo o ministro, uma eventual MP seguiria modelo semelhante ao do programa Brasil Soberano, criado para mitigar impactos sobre empresas afetadas por barreiras comerciais. Notícias relacionadas: Sem previsão de acordo, prazo para tarifaço dos EUA vence esta quarta. "Não descarto, porque a gente precisa proteger as nossas empresas e os nossos empresários. Mas isso vai ser feito com muita cautela, para que a gente avalie qual é de fato o impacto que isso trará às empresas brasileiras", afirmou o ministro, após retornar de reunião na Casa Civil. Ação cautelosa Durigan ressaltou que o governo ainda aguarda a definição dos Estados Unidos antes de anunciar qualquer medida. De acordo com ele, as negociações são conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério das Relações Exteriores. O ministro afirmou que, caso as tarifas sejam confirmadas, o governo pretende identificar os segmentos mais atingidos e dialogar com representantes do setor produtivo antes de definir ações de apoio. "Vamos avaliar se de fato se confirma mais essa medida despropositada, identificar os setores afetados e discutir quais medidas eventualmente poderão ser propostas", disse. Reciprocidade Além de uma eventual MP, Durigan afirmou que o governo também considera retomar os procedimentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada para permitir respostas a barreiras comerciais impostas por outros países. Segundo ele, o processo havia sido suspenso após a redução das tensões comerciais, mas poderá ser retomado após consulta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "É provável que, uma vez consultado o presidente Lula, a gente retome o processo de reciprocidade", afirmou. Tarifa sob análise Os Estados Unidos avaliam a adoção de uma tarifa adicional de até 25% sobre produtos brasileiros após investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos. Além disso, autoridades americanas discutem uma tarifa adicional de 12,5% relacionada a denúncias envolvendo condições de trabalho no Brasil. Caso ambas as medidas sejam implementadas, alguns produtos brasileiros poderão enfrentar sobretaxas de até 37,5%. Negociações abertas Apesar do aumento das tensões comerciais entre os dois países, as negociações permanecem em andamento. O governo brasileiro busca ampliar a lista de produtos que poderão ficar isentos das tarifas e acompanha a consulta pública aberta pelo governo norte-americano antes da decisão final. Segundo Durigan, o Executivo ainda não recebeu qualquer informação antecipada sobre o resultado da investigação conduzida pelo USTR e seguirá monitorando o processo antes de anunciar eventuais medidas de apoio ao setor produtivo.

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