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巴西资讯巴西贸易物流2026年5月26日

巴西高科技出口仅占2.7%,中资工业品对巴出口逆势增长19.4%

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Exportações de alta tecnologia crescem, mas somam apenas 2,7% do total

巴西2025年高科技出口仅91亿美元,占比2.7%,低技术产品出口占比37.5%;加工业贸易逆差创1997年以来新高,但中国对巴西工业品购买量增长19.4%至220亿美元,食品和汽车行业为主要驱动力。

为什么值得关注

巴西出口结构低端化趋势明确,中资企业在食品、汽车领域对巴出口增长显著,但高科技合作空间有限,需关注加工业逆差对进口政策的影响。

巴西全国工业联合会(CNI)本周二(26日)发布调查显示,2025年巴西高科技产品出口同比增长7.7%,但总额仅91亿美元,占总出口的2.7%,远低于低技术密集型产品1307亿美元(占比37.5%)。与此同时,巴西加工业贸易逆差达713亿美元,为1997年以来最高。值得注意的是,中国对巴西工业产品购买量增长19.4%至220亿美元,食品行业为主要推动力;而美国作为巴西加工业最大出口目的地,销售额下降4.2%至302亿美元。对于在巴中资企业而言,巴西出口结构“低端锁定”的现状既带来食品、汽车等领域的短期机会,也提示高科技领域合作空间有限。 CNI基于外贸研究中心基金会(Funcex)数据的调查显示,2025年巴西高科技产品出口额仅为低技术产品的1/15,凸显出口结构高度依赖资源密集型和低附加值产品。CNI贸易与国际一体化经理Constanza Negri在声明中指出,有质量的经济增长依赖于中高和高技术密集型领域的进步,当前格局对巴西工业竞争力构成挑战。 对于在巴中资企业,底稿数据揭示了几个关键触点:一是中国对巴西工业品进口增长19.4%,主要由食品(尤其牛肉)和汽车行业拉动,这意味着在巴从事农产品加工、食品饮料及汽车零部件的中资企业可能受益于对华出口通道的扩大;二是巴西加工业进口增长8.6%至2597亿美元,化工、机械、电子设备和汽车占进口一半以上,为在巴中资制造业企业提供了设备、原材料进口的潜在成本优势;三是巴西对阿根廷出口增长31.4%(汽车行业增长57.2%),表明南方共同市场区域内汽车供应链活跃,在巴中资车企可关注阿根廷市场联动。 CBI解读认为,底稿数据表明巴西出口结构短期内难以改变,高科技领域投资回报周期长、政策支持不足,中资企业应优先关注食品、汽车、冶金等已形成规模效应的行业。同时,加工业逆差创纪录意味着巴西对进口中间品和资本品的依赖加深,中资企业可考虑以“进口替代”或“本地化生产”策略切入,但需评估巴西本地工业配套能力和政策风险。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过贸易流向和行业集中度可判断,食品加工和汽车产业链是当前最直接受益领域。 待观察:一是巴西高科技出口占比能否在2026年突破3%,需关注CNI后续季度报告;二是中国对巴西工业品进口增速是否持续,尤其牛肉出口受中国检疫政策波动影响;三是巴西加工业逆差若继续扩大,可能引发CAMEX(巴西外贸委员会)调整进口关税或本地化要求,影响中资企业进口成本。
CBI 观察编辑判断

底稿数据表明巴西高科技出口占比极低且增长缓慢,与低技术产品出口差距达15倍,结构性问题短期内难以逆转。CBI认为,中资企业应聚焦食品、汽车等已形成规模效应的行业,同时警惕加工业逆差创纪录可能引发的贸易保护措施。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
食品加工、汽车零部件、冶金行业的中资企业;巴西加工业进口商
核验
待核验
对象
在巴中资食品加工企业在巴中资汽车及零部件企业对巴出口工业品的中资贸易商
话题
贸易科技行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Exportações de alta tecnologia crescem, mas somam apenas 2,7% do total
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Exportações de alta tecnologia crescem, mas somam apenas 2,7% do total

As exportações brasileiras de produtos de alta tecnologia cresceram 7,7% em 2025, mas seguem muito abaixo das vendas de bens de baixa intensidade tecnológica, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (26) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os produtos de alta tecnologia somaram US$ 9,1 bilhões no ano passado e responderam por apenas 2,7% das exportações totais do país. Já os produtos de baixa intensidade tecnológica alcançaram US$ 130,7 bilhões, equivalentes a 37,5% das vendas externas brasileiras. Notícias relacionadas: Papa divulga encíclica em que pede regulamentação da IA. Audiovisual brasileiro terá linhas de crédito e plano de exportação. O estudo, elaborado com base em dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), aponta que as exportações de alta tecnologia continuam 15 vezes menores que as de baixa intensidade tecnológica. Desafio Em nota, a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, considera que o cenário representa um desafio para a competitividade da indústria brasileira. “Um crescimento econômico com qualidade depende do avanço em segmentos de média-alta e alta intensidade tecnológica”, destacou. Segundo Negri, ampliar a participação desses setores é essencial para diversificar a pauta exportadora brasileira e fortalecer a presença internacional da indústria nacional. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Déficit O levantamento também mostra que o aumento do consumo no país foi atendido principalmente por produtos importados. O volume de importações cresceu 6,1% em 2025, enquanto a indústria de transformação encerrou o ano com déficit comercial recorde de US$ 71,3 bilhões, o maior da série histórica iniciada em 1997. As importações da indústria de transformação atingiram US$ 259,7 bilhões, alta de 8,6% em relação ao ano anterior. Segundo a CNI, os setores de químicos, máquinas e equipamentos eletrônicos e veículos automotores responderam por mais da metade das compras externas da indústria. Exportações Apesar do déficit comercial recorde, as exportações industriais brasileiras cresceram 3,7% em 2025 e somaram US$ 188,4 bilhões. A participação da indústria de transformação nas exportações brasileiras subiu de 53,9% para 54,1%. O avanço ocorreu mesmo diante da queda de 1,7% nos preços internacionais dos bens manufaturados. Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis tiveram participação recorde nas exportações brasileiras em 2025. A categoria respondeu por 22,8% da pauta exportadora e foi impulsionada principalmente pelas vendas de alimentos e bebidas industrializados. As exportações de carne bovina para a China tiveram destaque no período.  Segundo o estudo, os setores de alimentos, veículos automotores e metalurgia concentraram 58% das exportações industriais brasileiras. EUA e China Os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações brasileiras da indústria de transformação, mesmo com retração de 4,2% nas vendas. As exportações para o mercado estadunidense somaram US$ 30,2 bilhões. A China ampliou em 19,4% as compras de produtos industriais brasileiros, totalizando US$ 22 bilhões em 2025. O setor de alimentos foi o principal responsável pelo crescimento das exportações ao país asiático. Nas importações, a China manteve a liderança entre os fornecedores de bens industriais ao Brasil, com vendas de US$ 70,6 bilhões. Argentina As exportações brasileiras para a Argentina alcançaram US$ 18,1 bilhões em 2025, avanço de 31,4% sobre o ano anterior. O desempenho foi puxado pelo setor automotivo, que registrou crescimento de 57,2% nas vendas ao mercado argentino. Veículos de passageiros, caminhões e autopeças lideraram as exportações para o país vizinho.

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